A mulher do meu destino

77 Then peace will guide the planets


Notas iniciais
*Then peace will guide the planets = Então a paz guiará os planetas - Trecho da música Aquarius do filme Hair. Olá!!! Muito obrigada pelos comentários!! Fiquei muito feliz de saber que adoraram o desfecho que dei a "saga de Thanos". Bem.. Apesar do nome do capítulo e boa parte do conteúdo do capítulo sugerir que seja o fim.. não se enganem.. ainda temos mais alguns capítulos.. Mas no momento aproveitem a calmaria.. o capítulo é curtinho, mas espero que gostem.. Boa leitura.



Avancei sobre William, puxei-o pelo braço e dei um soco ele. Ele caiu deslizando pelo chão.

– Loki! Não! – gritou Aredhel – Não o machuque! – pediu.

– Nunca mais ouse tocar um dedo nela! – berrei com William.

William me encarou com fúria nos olhos, passou a mão no queixo e deu um sorriso cínico.

– Quer dizer que só você pode bater na Ared? – disse ferinamente – Esse assunto só diz respeito a mim e a ela. Isso é assunto de família! Não se meta! – rosnou.

Aquilo foi quase como levar uma bofetada. De fato eu já havia machucado tantas vezes Aredhel, que deveria ser a última pessoa a poder falar aquilo. Ainda assim, eu jamais iria tolerar que a machucassem.

– Aredhel é minha esposa, então tudo o que diz respeito a ela é sim do meu interesse! Você não tem o direito de entrar aqui e fazer acusações! Muito menos de bater nela! – gritei caminhando em sua direção – Eu já tolerei seus desatinos em demasia! A culpa de tudo o que tem acontecido é sua! – dei um chute nele.

William deu um gemido de dor e Aredhel voltou a implorar por ele aos prantos.

– Loki, pare! Por favor! – gritava Aredhel.

Alguns guardas vieram até a porta ver o que estava acontecendo e eu apenas balancei a cabeça para que se retirassem. Com meus poderes fechei a porta do quarto com violência. William se encolheu no chão apavorado.

– Você que traiu sua irmã e se aliou a Thanos! Sabe o que aconteceu naquela noite, William? Realmente quer saber os detalhes daquela noite? – rosnei entredentes, voltando a me aproximar de William.

– Loki.. Não.. – implorou Aredhel – Você.. Você prometeu.. – soluçava Aredhel.

– Aredhel morreu! – bradei – Eu matei a sua irmã! – gritei furioso.

William me fitou boquiaberto e Aredhel atrás de mim, soluçava alto. Eu estava tomado pela ira, possuído pelo ódio e desejo de vingança.

– E você ajudou! Você é tão responsável quanto eu por esse crime! Nós dois fizemos o que Thanos queria! — sibilei — Arruinamos a vida de Aredhel! A vida dela nunca mais foi a mesma! Eu não sou mais o mesmo! – gritei a plenos pulmões — Não tem um dia que não a olhe e não me lembre daquela maldita noite! Todos os dias olho para ela com remorso! Eu já desejei nunca tê-la conhecido, tamanha é a culpa que carrego! – confessei – Eu também não me esqueço de como ela ficou depois da surra que levou de Lorelei! Da impotência que senti ao vê-la apanhar quase até a morte! Será que você já não se lembra do que assistiu? Não se lembra de como Lorelei a deixou? E tudo isso.. Tudo o que Aredhel passou.. — bufava de raiva — É culpa sua! – berrei e dei um novo chute nele.

Ele soltou um grito de dor e se encolheu. Aredhel gritou por socorro. Eu peguei William pelo pescoço e o ergui do chão. Eu estava descontrolado e decidido a matar William.

– Chegou a hora de você pagar por tudo que fez. — tranquei os dentes e conjurei a Gungnir.

Aredhel deu um grito desesperado e, em seguida, ouvi um baque surdo. James entrou no quarto todo esbaforido.

– O que está acontecendo? — perguntou James assustado – Aredhel! — exclamou.

Virei-me para ver o que era e vi Aredhel caída no chão. Desesperado larguei William e corri para socorrer Aredhel. Ajoelhei ao lado dela e vi que ela segurava a perna quebrada, enquanto gemia de dor. Logo compreendi o que ocorrera. Ela havia tentado se levantar para nos alcançar.

– Aredhel.. Por que fez isso? – indaguei frustrado.

– Loki.. Will.. Eu.. Eu não.. Aguento mais.. Chega.. Eu.. Eu.. Estou tão.. Tão cansada.. Eu.. Eu.. — soluçava visivelmente perturbada.

Eu a abracei forte. Aquilo tudo estava sendo demais para Aredhel. Ela já havia perdido os pais, estava preocupada com Hela e muito machucada. Por pouco eu não matara o irmão dela e piorara as coisas.

James ajoelhou ao lado de William, que estava meio zonzo, e olhou-me confuso.

– Tire ele daqui. Ele bateu em Aredhel. — rangi os dentes.

James olhou com raiva para William, pegou-lhe pela camisa e o saiu arrastando porta fora. Carreguei Aredhel e acomodei-a na cama novamente. Ela estava calada e apática. Fiquei preocupado. Pedi que trouxessem um chá calmante, ela bebeu mecanicamente e depois adormeceu.



Pedi que suspendessem a cerimônia para os pais de Aredhel. Achei melhor esperar pelo menos as vinte e quatro horas, esperava que Hela pudesse acordar durante esse período. Não desejava que Wilson pudesse voltar à vida. Para mim o único ato digno daquele homem foi morrer pela filha. Mas se isso deixaria Aredhel feliz, faria o sacrifício de voltar a tolerar aquele velho. Eu faria qualquer coisa para vê-la bem.

O dia foi passando e chegara a noite. Aredhel passou o dia dormindo, Hela continuava em sono profundo e mantive-me distante de William. Temia não me conter sem Aredhel por perto. Ouvi falar que depois de acordar William levou outro soco, só que dessa vez foi James que se condoeu por Aredhel e resolveu bater nele. Imaginei que o próprio William tenha confessado o que dissera para a irmã ou tenha dito outro disparate sobre ela.

À noite ocorreu a cerimônia dos soldados que morreram durante o ataque. Depois que tudo terminou fui rapidamente ver Hela e finalmente retornei ao meu quarto. Aredhel tinha acabado de acordar. Sentei-me ao seu lado e ela me abraçou forte.

– Você não fez mais nada a William, não é? — perguntou-me aflita.

– Não, Aredhel.. — murmurei calmamente — Eu nem vi e nem quero ver seu irmão. — fui sincero.

Aredhel me fitou com um semblante preocupado.

– Não vou matá-lo. Prometo. — falei meio contrariado – Fiquei muito preocupado com você, Aredhel. Estava tão perturbada. Eu sei que tudo isso tem sido demais para você, mas sei que vamos conseguir seguir em frente. Saiba que sempre estarei ao seu lado. — abracei-a.

– Obrigada, meu amor. – murmurou – É só que.. Meus pais.. Hela.. William.. – começou a chorar.

Lamentava pelo que Aredhel passava, mas nada podia fazer a não ser esperar que o tempo trouxesse soluções ou alívio para seu sofrimento. Infelizmente, as coisas não seriam tão fáceis.

Seis dias depois ocorreu a cerimônia dos pais de Aredhel. Hela acordou e, conforme eu havia imaginado, não havia mais nada a ser feito. William, em virtude disso, também passou a hostilizar Hela. James o mantinha longe de Aredhel, Hela e de mim. William permanecia vivo unicamente por causa de Aredhel. Ele passou a sumir do palácio ocasionalmente e diziam que ele andava bêbado pela vila. Aredhel continuava deprimida e o comportamento do irmão só piorava a situação. Eu desejava que um dia William, bêbado, caísse no rio ou de um barranco e morresse. Enfim, gostaria que desaparecesse. Sabia que Aredhel sofreria muito, mas acabaria com o tormento de uma vez por todas.

James e Greta adiaram por mais duas semanas sua partida para a outra realidade. O casal e as crianças faziam companhia a Aredhel e tentavam animá-la. Sif e Leir retornaram de sua viagem e ficaram chocados ao saber de todo o ocorrido. Aos poucos a paz voltava às nossas vidas.

Algumas semanas depois James e Greta partiram para Midgard. Com a ausência dos dois e devido ao seu estado, Aredhel passou a se dedicar às crianças. Passava o dia em companhia de nossos filhos e seus amiguinhos. Aos poucos ela começou a recobrar a alegria de antes. Eu também fiz a minha parte. Ignorava William e dedicava-me a mimar Aredhel ao máximo. E um mês depois Aredhel já estava recuperada de seus ferimentos e voltara a andar normalmente.

Os meses se passaram. Aredhel estava alegre novamente, William continuava em sua vida errante, Sif estava grávida e James e Greta retornaram da outra realidade. James veio pedir permissão para trazer sua família para seu casamento. Em virtude de tudo o que aconteceu, eu nem teria como recusar aceitar a família dele em Asgard. Mais uma vez eu estava em dívida com James, ele havia salvo a vida de Aredhel. A cerimônia do casamento dele ocorreria uma semana após o aniversário de Aredhel.



O dia do aniversário de Aredhel começara aparentemente lento, chovia torrencialmente, mas logo veio a agitação. Ela mesma resolveu organizar um animado café da manhã. Seria uma surpresa para Narfi, que fazia aniversário junto com a mãe. Todos se deleitaram com as iguarias diferentes que Aredhel havia instruído as cozinheiras do palácio a prepararem.

Como de costume eu também fizera planos para minha esposa. Mais uma vez havia planejado um encontro mais íntimo, mas que parecia estar sendo frustrado pela chuva que não passava. Como sabia que Aredhel adorava dias assim, resolvi sair assim mesmo. Partimos à cavalo no meio daquela chuva e fomos para o meu refúgio, o mesmo lago que eu a levara no ano anterior.

Assim que lá chegamos, Aredhel desceu do cavalo, tirou as botas e saiu correndo pela grama. Dançava alegremente na chuva, parecendo uma criança. Adorava vê-la feliz. Aproximei-me dela e puxei-a pela cintura.

– Vamos dançar, minha rainha. — sorri.

– Sem música? — indagou-me rindo.

– Que tal a sua predileta? — conjurei a caixinha de música que Aredhel havia me dado.

– Seria perfeito.. — abriu um lindo sorriso.

Dei corda e pendurei a caixinha em meu traje. Começamos a dançar ao som daquela maviosa melodia. Eu só tinha olhos para minha amada esposa. Fazia mais de dez anos que a conhecera e a cada dia eu a amava mais. Eu, que remoí durante tanto tempo as amarguras de minha má sorte, era feliz como jamais imaginara que seria.

Estávamos encharcados e a chuva não tinha sinal de que cessaria. Terminada a música eu a abracei com força e a fitei nos olhos por um período. Aredhel estava tão linda. Levei minhas mãos até seu rosto e segurei-o entre minhas mãos. Inclinei-me lentamente e meus lábios se uniram aos dela. Meus dedos passearam pela pele de seu rosto que, apesar da chuva, parecia queimar sob meu toque. Passei uma de minhas mãos por sua nuca, enquanto mantinha minha língua dançando dentro de sua boca. A outra mão, impacientemente, abria o vestido de Aredhel.

Nossas bocas só se separavam em breves momentos, em busca de ar. O frio não me incomodava, pelo contrário, só aumentava os calafrios que eu sentia quando sentia a respiração quente de Aredhel sobre minha pele. Ainda nem tinha começado a explorá-la, mas meu corpo já latejava de desejo por ela. Aredhel começou a abrir meu traje, passou os finos dedos por meu peito e desceu por meu abdome até chegar ao cós de minha calça. Gemia entre seus lábios enquanto sentia seus dedos traçarem o caminho até chegar ao meu sexo. Ela massageou meu membro com a mão me fazendo perder o raciocínio. Impaciente, larguei sua nuca, segurei seu vestido com ambas as mãos e o rasguei.

Tirei o resto da minha roupa e deitei Aredhel na grama. Ajoelhei entre suas pernas e tomei sua coxa. Lambia e mordia a parte interna de sua coxa, enquanto que, com uma das mãos, massageava delicadamente um de seus seios. Aredhel gemia despudoradamente. Subi com a boca até seus quadris, abocanhei a lateral de sua calcinha e puxei-a rasgando com os dentes. Continuei mordendo e lambendo a água da chuva que banhava sua pele macia, até alcançar seus seios com meus lábios. Eu os sugava desesperadamente enquanto Aredhel cravava as unhas em minhas costas.

Eu ofegava cheio de luxúria, tamanha era a vontade de estar dentro dela. Posicionei-me sobre ela, acariciei seu rosto e penetrei-a rapidamente, cravando meu membro profundamente dentro dela. Aredhel deu um grito e contraiu as pernas em volta de minha cintura. Sem perda de tempo iniciei o movimento de meus quadris. Eu rapidamente me perdi no frenesi causado pelo prazer duplo que sentia, em saciar minha lascívia selvagem e ouvir Aredhel gritar meu nome de forma desesperada.

Continuei estocando até que ela mordeu meu ombro, dando um gemido abafado e curvando seu corpo. Eu havia feito Aredhel gozar. Mordi meus lábios inferiores e deixei escapar um sorriso de satisfação. Segundos depois, me derramei dentro dela, deixando escapar um grunhido alto.

Ainda dentro dela eu a olhei nos olhos e dei um beijo rápido em seus lábios. Aredhel sorriu para mim e acariciou meu rosto.

– Adorei o presente. — riu.

– Ainda tem a segunda parte. — sorri cinicamente.

Amei Aredhel na chuva mais uma vez antes de retornarmos ao palácio.



A semana passou voando e chegara o dia do casamento de James e Greta. Aredhel havia mais uma vez se empenhado ao máximo para tornar o evento memorável, por menor que fosse. A cerimônia seria realizada por mim e teria uma modesta comemoração. Como convidados, teria a família de James, os empregados e os moradores do palácio.

Aredhel corria de um lado para o outro. Ora arrumando as crianças, ora ajudando a noiva. Fui para o salão e encontrei um James sorridente, mas muito nervoso. Ele vestia um traje azul. Logo apareceram Váli, Narfi, Hela, Sigrid, Siegfried e a sobrinha de James, vestidos impecavelmente. Todos pareciam animados, menos Hela, que estranhamente estava muito mal-humorada. Os pais e irmãs de James pareciam perdidos e fascinados ao mesmo tempo. William não apareceu naquele dia.

Na hora marcada todos assumiram seus lugares e podemos assistir a entrada triunfante de Greta. Ela trajava um vestido rosa com bordados em prata e uma coroa de flores sobre a cabeça. Mais uma vez lembrei de meu casamento. Fiz um breve discurso e oficializei a união do casal. James e Greta estavam casados.

Seguimos para a comemoração, que na verdade aconteceu em forma de um jantar. O casal estava radiante e feliz. Mais uma vez um evento ocorreu pacificamente e sem incidentes.

Nos três dias seguintes Aredhel fez questão de mostrar o reino à família de James. Ao fim do quarto dia, eles retornaram à outra realidade.



O tempo passou. Mal podia acreditar que havia se passado quase dois anos desde a batalha contra Thanos. Váli já tinha doze anos, Hela oito e Narfi seis. Nesse tempo Sif havia tido um menino, o qual recebeu o nome de Ullr. Greta e James também tiveram filhos, um casal de gêmeos, Katarina e Wagner.

Para alegria de Aredhel, William também tivera um filho, Igor. William havia envolvido uma garota da vila chamada Helga e a engravidara. A família a expulsou de casa e Aredhel a acolheu. Depois que a garota veio morar no palácio, William mudou de comportamento. Cobriu a moça de cuidados e, antes que a criança nascesse, a desposou. Como Aredhel o apoiara desde o início, esse ato acabou por voltar unir os irmãos novamente. William começou a ajudar James em seu grupo de teatro. Eu ainda não gostava de William, mas estava satisfeito com a sua mudança.



Em um desses dias, logo de manhã cedo, recebemos uma visita inesperada. Thor viera nos ver e trouxe consigo Jane e Rebecca.

– Olá irmão, a que devo a sua visita? — sorri cinicamente.

– Preciso lhe falar com urgência. — Thor falou seriamente e olhou para Jane.

Jane se retirou com a filha, deixando-nos a sós.

– Diga. — falei um pouco apreensivo.

– Peço que acolha e proteja Jane e minha filha. A Terra sofre uma nova ameaça, então preciso me certificar de que minha família ficará bem enquanto ajudo a resolver o problema. — falou com o semblante carregado.

– Mas afinal, que ameaça é essa? O que está acontecendo em Midgard? — perguntei rapidamente.

– Algo que também cairá sobre nós.. — falou Aredhel entrando no salão com uma expressão aturdida.

– Do que está falando, Aredhel? — indaguei preocupado.

– Eu sonhei, Loki.. Com o caos assolando a Terra e Asgard.. Eu sonhei com a morte... Sonhei com o fim de tudo.. — murmurou Aredhel.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem.