A mulher do meu destino
78 How long, how long must we sing this song?
Notas iniciais
– O quê mais você viu nesse sonho? — indagou Thor aflito.
– Eu sinto muito Thor, mas o sonho não é muito claro. Tudo que vi foi os Avengers caindo um a um, a Terra em meio a uma guerra e depois esse caos chegando à Asgard. — respondeu Aredhel visivelmente apreensiva.
– Thor, afinal o que está acontecendo? — perguntei impaciente.
– HYDRA. Eles estão de volta. Romanoff saiu em uma missão de investigação. Ela descobriu que há um grande grupo de resistência da HYDRA atuando ao longo desses anos. Eles estão mexendo com magia. Acredito que há obviamente alguém poderoso por trás disso tudo. — informou Thor.
– Alguém de outro mundo? — indaguei.
– Eu não sei, possivelmente. — disse Thor – Como ainda não sabemos de quem ou o que se trata, achei mais seguro proteger Jane e Rebecca. — explicou.
– Cuidaremos delas, Thor. — afirmou Aredhel – Vou ficar mais atenta aos meus sonhos, mas peço que nos avise assim que tiver mais informações. Isso não se tratará de um problema apenas para a Terra, mas para todos os reinos. — franziu o cenho.
– Peço que faça o mesmo. Que nos avise caso consiga visualizar algo em seus sonhos, Aredhel. — pediu Thor.
Thor partiu logo após o almoço e Aredhel acomodou Jane e Rebecca em um dos quartos do palácio. À noite conversei com Aredhel sobre o assunto.
– Dessa vez você não está escondendo nada, não é Aredhel? — questionei meio desconfiado.
– Não, Loki. Nós combinamos de não esconder mais nada um do outro, lembra-se? O que contei é exatamente o que vi no sonho. — afirmou.
Passei as mãos pelos cabelos de forma exasperada e deixei escapar um suspiro. Eu me perguntava até quando teríamos que passar por esse tipo de coisa. Depois de ter finalmente me livrado de Thanos pensei que poderia desfrutar de tempos de paz, mas pelo jeito eu estava errado. Se, mais uma vez, as premonições de Aredhel estivessem certas, teríamos uma nova batalha no futuro próximo. Aredhel pareceu ler meus pensamentos e afagou carinhosamente meu ombro.
– Aconteça o que acontecer, enfrentaremos juntos, meu amor. — disse me olhando com ternura.
– Eu sei, meu amor. — abracei Aredhel – É que temo por você e nossos filhos. — olhei-a nos olhos – Pensei que agora finalmente iríamos desfrutar de uma paz duradoura. Eu até estava pensando.. — acariciei seu rosto — ..que poderíamos ter outro filho. — dei um sorriso cínico.
– Outro filho? — espantou-se Aredhel.
– Sim. Acho que você fica linda quando está grávida. — puxei-a pela cintura – Eu desejava ter mais filhos, mas como os últimos anos foram muito conturbados, fui adiando a ideia. — confessei.
Aredhel corou e deu um sorriso tímido.
– Quando tudo isso terminar podemos tentar. — disse Aredhel timidamente.
– “Quando tudo isso terminar..” — imitei-a — Adoro seu otimismo. — falei com amargura.
– Meu amor, sempre temos que manter a esperança, mesmo quando tudo parecer perdido. Sei que meus sonhos não parecem nada animadores, mas tenho certeza que podemos tentar mudá-los. Já conseguimos outras vezes. Nós já enfrentamos tantas coisas juntos. — tentou me encorajar.
– É por isso que te amo tanto, Aredhel. — beijei seus lábios rapidamente – Você é tão forte, tão corajosa. Sempre tentando ver o melhor de tudo. Você é a minha fortaleza. — encostei minha fronte na sua – Então, quando tudo terminar, encomendaremos um novo herdeiro. Por enquanto podemos continuar “treinando”. — sorri com malícia empurrando-a em direção à cama.
Aredhel caiu na cama e começou a rir. Subi na cama me debruçando sobre ela e comecei a abrir os botões de seu vestido.
– Eu adoro te possuir minha Aredhel. – sussurrei enquanto beijava o pescoço dela.
Ela pôs as mãos em minha calça, abriu-a e retirou a minha camisa. Depois tirou o vestido e a lingerie que usava, colocou-se de joelhos na cama e de costa para mim.
– Venha meu rei, me possua.. – falou Aredhel rebolando o bumbum para mim.
Abri um largo sorriso lascivo. Aredhel sabia como me deixar doido. Dei uma bofetada nas nádegas dela, agarrei-a pela cintura e debrucei-me sobre suas costas mordendo e sugando sua pele. Levei uma de minhas mãos até um de seus seios e o apertei com força. Aredhel soltou um gemido alto. Pus a outra mão sobre o outro seio, apertando-o também. Em ambas as mãos pude sentir seus mamilos intumescidos. Deixei que eles se encaixassem entre meus dedos e os apertei. Ela gemia docemente. Comecei a marcar as costas dela, enquanto descia uma das mãos até seu sexo e massageava com os dedos sua intimidade. Quando senti que Aredhel estava deliciosamente úmida para mim, aproximei meus lábios de seu ouvido e mordi sua orelha.
– Hoje vou te devorar até acabar com você.. – sussurrei falando cada palavra de maneira pausada.
Senti Aredhel estremecer. Posicionei-me e penetrei na intimidade dela. Segurei com força sua cintura enquanto me movia de maneira vertiginosa. Soltei uma das mãos de sua cintura e agarrei seus cabelos os puxando com certa força.
– Loki.. Mais.. Mais.. Meu rei.. – gemia Aredhel.
Soltei o cabelo dela, intensifiquei o ritmo das estocadas e comecei a grunhir. Os gemidos de Aredhel soavam como música para mim e rapidamente me perdi inebriado pelo prazer que sentia em devorá-la.
– Goze, minha rainha... – murmurei com a voz entrecortada.
Aredhel deu um grito alto, estremeceu e afundou o rosto na cama. Ela havia chegado ao seu orgasmo. Segurei com força, e com ambas as mãos, a cintura de Aredhel e esvaziei-me dentro dela, soltando um gemido alto. Saí de dentro dela e deitei ao seu lado. Ela olhou para mim toda arfante, sorriu e deslizou os dedos por meu peito.
– Você disse que ia acabar comigo.. – deu um sorriso cínico.
Eu meneei a cabeça e sorri satisfeito. Subi sobre ela e prendi, com as mãos, seus pulsos na cama.
– Eu ainda nem comecei.. – falei com malícia.
Naquela noite, amei Aredhel por mais algumas vezes. Não sei ao certo quantas vezes foram, pois parei de contar na terceira vez.
Na manhã seguinte acordei e deparei-me com o corpo de Aredhel todo marcado. Ela dormia tranquila com um sorriso no rosto, mas fiquei preocupado. Dessa vez tinha marcas roxas e de meus dedos por todo seu corpo, incluindo sua cintura e pescoço. Começara a achar que eu realmente tinha passado dos limites. Levantei-me e tomei um banho rápido. Voltei para a cama e chamei Aredhel algumas vezes. Ela acordou, me olhou e deu um sorriso fraco.
– Você está bem, Aredhel? – perguntei aflito.
– Estou toda dolorida.. – murmurou com a voz fraca.
– Perdoe-me, meu amor.. Eu exagerei.. – disse me sentindo culpado.
Preparei um banho quente para Aredhel, carreguei-a até a banheira e banhei-a com cuidado. Depois do banho preparei um bálsamo para passar nas marcas que ficaram nela. Fiquei passando o remédio e ela me olhava com um sorriso terno no rosto. Eu estava calado, me sentindo extremamente culpado, pensando no quanto estava arrependido pelo que fiz.
– Não fique assim, Loki. Detesto te ver com essa cara de culpa. – ralhou Aredhel.
– Não posso evitar. Por mais que eu tenha alguns desejos violentos, eu não gosto de te ver assim. Eu não queria te machucar. – rebati com tristeza.
– Ei. – Aredhel disse erguendo meu rosto enquanto eu passava o preparado em seu colo – Eu já disse que não ligo quando você me marca assim, pelo contrário, eu gosto. – sorriu – A noite de ontem foi maravilhosa, memorável.. – riu – Eu amo o fato de você ser insaciável, voraz e violento, Loki. – puxou-me para um beijo – Não quero que mude nunca.. – disse seriamente.
Dei um sorriso torto e um beijo rápido em seus lábios. Aredhel era perfeita para mim.
Com a possibilidade de uma nova ameaça, ressurgiu a necessidade de voltar a velhos hábitos. Tinha que voltar aos meus estudos e treinos com as Gems. Em virtude de todos os problemas que as Infinity Gems me causaram no passado, durante esses anos de paz, eu as separei e enviei para locais distintos que considerava seguro. Eu apenas fiquei com as que havia aprendido a controlar. Tinha abandonado a ambição de uni-las à Infinity Gauntlet. Sabia que se as unisse à Manopla correria o risco de que esta caísse em mãos erradas e que, mais uma vez, minha família acabasse pagando por meus erros.
Aredhel e James voltaram a treinar e intensificaram o treinamento de meus filhos. Os meninos animaram-se com o novo treinamento, mas Hela mostrou-se muito desanimada. Mal começava o treino e já se queixava de se sentir muito cansada. Em um dia desses Aredhel e eu conversamos com Hela sobre isso.
– O que tanto lhe cansa, minha princesa? — perguntei a Hela.
– O homem idoso. — respondeu rapidamente.
– Que homem idoso? — indaguei confuso.
– O homem com quem sonho todas as noites. Ele está muito ferido, então todas as noites eu cuido dele. — explicou despreocupadamente.
– Eu não falei? — interrompeu Aredhel — Ela está falando desse homem já tem três meses. — comentou.
– O que ele diz a você nesses sonhos? — perguntei novamente.
– Ah, ele diz estar preso e ser o verdadeiro o pai-de-todos. — Hela deu de ombros.
– Ser o verdadeiro pai-de-todos? — murmurei confuso – Ele parece com o homem das imagens de Odin? — questionei.
– Não. Ele não parece nada com o vovô. — Hela meneou a cabeça.
– Isso tudo é muito estranho. — murmurou Aredhel — Pode ser apenas um sonho ou uma premonição, mas quem seria esse homem? E o porquê ela anda tão esgotada? — perguntava-se pegando a menina nos braços.
– Eu não sei, Aredhel. Estou tão confuso e perdido quanto você. — fui sincero.
William também se juntou a Aredhel e James nos treinos. Ele havia decidido, um pouco antes de Igor nascer, comer a maçã de Iduna. Depois disso voltou aos treinos de luta, mas não mostrou o menor interesse em magia, coisa que não me surpreendeu nem um pouco. Passava horas treinando na companhia de Volstagg e Fandral.
Os dias foram se passando e todos os guerreiros e soldados também foram alertados da nova ameaça. O clima de sossego tinha terminado. Os tempos de guerra haviam voltado. Todos voltaram a assumir seus postos e buscavam reforçar suas habilidades, inclusive Sif e Leir. Tratei inclusive de alertar os demais reinos.
Os sonhos de Aredhel continuavam sombrios. Na verdade ela começou a sonhar com pessoas que ela não reconhecia.
– Uma menina, uma mulher e um velho? – indaguei confuso — Mas quem são essas pessoas? Conte como são os sonhos. – pedi me sentando.
– Eu não faço a menor ideia de quem possam ser. — Aredhel deu um suspiro exasperado — O sonho da menina sempre começa da mesma forma. Um homem de uniforme militar e uma mulher com roupa de empregada. Não vejo nunca o rosto desse homem, está sempre oculto por sombras. Pelo que entendo ele e a empregada possuem uma espécie de relacionamento. A menina nasce, a mulher morre no parto e o homem rejeita a criança. Não pela morte da mulher, mas porque ele desejava um menino. A menina então é criada por outra mulher. Uma mulher de cabelos pretos e olhos verdes. Vejo a menina sendo maltratada e vivendo sob um regime rígido. Eu vi essa menina ser colocada em uma espécie de máquina. – franziu o cenho – Algo acontece a essa pobre criança. Ainda me assombram os gritos dela. Estão vivos em minha mente. É horrível. – disse com pesar – E depois vejo um freira em um orfanato ou convento. Sei lá. — meneou a cabeça.
– E o homem idoso? – perguntei.
– Esse é o sonho mais sombrio. – ela disse mordendo os lábios nervosamente — É um homem de cabelos e olhos brancos. Ele está fraco e ferido. Parece que tem várias fraturas pelo corpo. E.. – fez uma pausa – Ele está sempre acompanhado de Hela. Ela está curando os ferimentos dele. – revelou.
– Então você sonhou com o tal idoso que Hela vem sonhando? – perguntei surpreso.
– Parece que sim, mas nenhum dos dois me veem no sonho. Eu apenas assisto o que fazem e o que conversam. — explicou.
– E o que eles conversam? — indaguei.
– Ele pergunta sobre Asgard, sobre Odin e sobre Hela. Coisas sem muita importância. — deu de ombros – Esse sonho parece não se encaixar com os outros, mas eu sinto que há algo errado nisso tudo. — disse pensativa — Esses sonhos são tão confusos. Vejo fogo, gelo, morte, pessoas diferentes. Não parecem ter relação alguma entre si. Mas se não têm, por que eu continuo sonhando com eles? — afligia-se.
– Acalme-se, Aredhel, creio que com o tempo eles vão começar a fazer sentido. O ideal era que você praticasse a meditação como lhe ensinei. Talvez possa conseguir controlar o que vê, o que assiste. Assim poderá descobrir mais coisas. — sugeri.
– Eu vou tentar, Loki. Sei o quanto é importante conseguirmos o máximo possível de informações. — concordou.
Algumas semanas depois Thor retornou para ver Jane e a filha. Ele informou que os Avengers haviam marcado um encontro para ouvir os resultados das últimas investigações e que Stark pediu que nós fôssemos até lá participar da reunião. Ficou decidido que Aredhel e eu iríamos ao encontro. Dois dias depois partimos junto com Thor para Midgard.
Thor nos conduziu até a notória torre Stark. Chegando lá apenas Stark estava lá. Os demais ainda não haviam chegado.
– Que bom que resolveram vir! Sejam bem-vindos, casal rena. — Stark sorriu cinicamente.
– Olá Tony. — sorriu Aredhel – É bom ver você também.
– Parece que só nos encontramos quando a coisa fica feia, não é? — deu um gole no copo de bebida – Querem beber algo? — perguntou.
– Estamos bem assim. — falei rapidamente.
– Da última vez que lhe ofereci algo você se arrependeu de não aceitar. — ironizou.
– Nossa.. Você ainda lembra disso? — Aredhel riu.
Fechei a cara e resolvi ignorar o comentário. Potts entrou no local com um menino com cabelos escuros e de mais ou menos uns dois anos, no colo.
– Olá, Aredhel! — exclamou e abraçou Aredhel.
– Olá, Pepper! Como você estás? E esse menininho lindo? — indagou Aredhel olhando para a criança – Ah.. Não me diga que.. — murmurou surpresa.
– Sim. É nosso filho. — disse Potts toda sorridente.
Aredhel o pegou no colo e sorriu para a criança.
– É a cara de Tony, mas tem seus olhos. É tão fofo! — derreteu-se Aredhel.
– Claro que tinha que ser lindo que nem o pai. — disse Stark convencidamente.
Olhei para Thor e nós dois rolamos os olhos. O ego de Stark era maior que sua torre.
– Mas afinal, quais são as novas informações? — perguntei meio impaciente.
Antes que Stark pudesse responder, chegaram o Banner e o Capitão.
– Boa noite.. — murmurou Banner olhando para todos parecendo surpreso. Ele passou uma das mãos pelos cabelos e cumprimentou a todos com um leve aceno de cabeça.
– Ora, ora. Se até o Loki veio é porque a coisa é grave mesmo. — comentou Rogers me encarando – Só espero que dessa vez não seja outro asgardiano feiticeiro. — olhou para Aredhel e depois baixou a cabeça.
– O assunto é grave sim, Capitão. — falou Thor de repente – Segundo Romanoff, a HYDRA voltou e parece que dessa vez podem estar usando mais do que isso que vocês chamam de tecnologia. Parece que dessa vez estão de posse de magia.
– Se for assim, significa que há seres de outros mundos envolvidos. — disse Banner.
– Possivelmente. — concordei.
– Mas qual seria o interesse de você em ajudar dessa vez? — indagou-me Rogers – Da última vez você se envolveu porque Thanos e as Gems estavam envolvidos. E desse vez, qual o seu real objetivo? — questionou desconfiado.
– Capitão.. — interrompeu Aredhel – Dessa vez a ameaça é bem maior. É algo que irá interferir não só na Terra, como em Asgard e nos outros mundos. — explicou.
– Será preciso unirmos forças. — completou Thor.
– E como você sabe disso? — perguntou Rogers para Aredhel.
– A raposinha vem sonhando com as coisas que vão acontecer. — falou Stark rapidamente – Thor me contou sobre seus sonhos “proféticos”. — explicou – O que mais viu nesses sonhos, raposinha? Algum fato novo? — interrogou Aredhel.
Aredhel olhou para mim, parecendo indecisa, parecia suplicar por uma posição minha diante daquela situação. Antes que eu pudesse fazer algo, Stark voltou a falar.
– Ah.. Então temos fatos novos.. — concluiu Stark ao ver o comportamento de Aredhel – Vamos, raposinha. O combinado era que dividiríamos todas as informações. Como falou a Barbie, estamos aqui para unir forças em nome da paz celestial entre os mundos. — falou com ironia, gesticulando os braços.
Aredhel deu um longo suspiro e começou a narrar os sonhos que vinha tendo. Contou sobre a menina e a mulher, mas não falou sobre o homem idoso e Hela. Imaginei que queria evitar colocar Hela sob suspeita. Afinal, no sonho nossa filha aparece ajudando esse homem. Além disso, como Aredhel dizia, esses sonhos não pareciam ter relação entre si.
– Um homem de uniforme? — indagou o Rogers – Como era esse uniforme? — perguntou.
– Sério que você quer saber sobre o uniforme? Você tem uma fixação por uniformes. — ironizou Stark.
– Se soubermos como era o uniforme dele, podemos descobrir a que país ele pertence, facilitando a localização. — rebateu o Capitão.
– E daí? — retrucou Stark — Esse sonho parece mais um filme de terror de quinta categoria. Não parece ter relação alguma com a HYDRA ou o que a Natasha possa ter descoberto. — argumentou.
– Você deveria levar a sério as premonições de Aredhel. Elas têm se realizado. — intrometeu-se Thor.
– Será que são premonições ou seriam novos filmes, hein? Talvez ela esteja mentindo para proteger o povo dela. — atacou Stark.
Aredhel olhou para mim e baixou a cabeça. Passei a mão pelo rosto irritado. Se não acreditariam em Aredhel, aquilo tudo parecia uma grande perda de tempo. Era uma discussão tola que não nos levaria a nada. Começava a me arrepender de ter ido a esse encontro.
– Chega, Tony. — interrompeu Banner – Aredhel vem tentando nos ajudar desde o início. Vamos terminar de ouvir o relato dela, toda ajuda é bem vinda. — tentou apaziguar.
– Certo, certo.. — resmungou Stark.
– Então? Como era o uniforme? — persistiu Rogers e Stark bufou impaciente.
– Era preto. Não dava para ver muita coisa. Os sonhos não são claros como os filmes. — disse Aredhel com amargura.
– Você falou que colocaram a menina em uma máquina, certo? Como era essa máquina? — perguntou Banner.
– Sim. — afirmou Aredhel — Parece com aquela máquina na qual colocaram você, Capitão. Quando você passou por sua transformação. — explicou – Então ouço os gritos dela. É horrível — disse com tristeza.
– Meu Deus.. Mas fazer isso com uma criança? Quem faria isso? — disse o Capitão aturdido.
– A pergunta é quem faria um experimento como esse? — comentou Stark.
– As únicas pessoas que trabalharam com esse tipo de experiência foram seu pai e o Schmidt. — rebateu Rogers.
– Ah.. Meu Deus.. — murmurou Aredhel repentinamente – Red Skull.. É isso.. A empregada, a mulher, a freira... Como eu não pensei nisso antes? — falava sozinha.
– Do que está falando, Aredhel? — indaguei confuso.
– Quem é esse tal de Red Skull? — questionou Thor.
– Não, Aredhel.. Schmidt está morto. — rebateu Rogers.
– Não é dele que estou falando. Tem algo que li uma vez nos quadrinhos.. — Aredhel tropeçava nas palavras – Estou falando da filha dele.. — disse rapidamente.
– Filha?! — exclamaram Rogers, Stark e Banner juntos.
– Sinthea Schmidt. — disse Fury entrando acompanhado de Romanoff e Barton – Filha de Red Skull. — revelou.
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