A mulher do meu destino

79 The real battle just begun


Notas iniciais
*The real battle just begun = A real batalha apenas começou - Trecho da música "Sunday Bloody Sunday" do U2. Olá!! Demorei, mas vim postar mais um capítulo! Obrigada por todos os comentários, ideias, sugestões e etc.. Como estamos chegando ao fim vou aproveitar os últimos capitulo para contar algumas curiosidades sobre a fic. Curiosidades: - A fic inicialmente iria se chamar "A estranha", o arquivo doc por sinal se chama assim até hoje. - Phillip foi criado para dar um motivo à Aredhel para retornar para seu mundo. A ideia original era ela viver a aventura e voltar para a realidade dela, mas isso nunca rolou.. hehehe - A aventura de Aredhel seria primeiro só o filme dos Avengers, depois foi alongado para o segundo filme do Thor, então era retornaria para a outra realidade. - James participaria só naquela parte da Comicon, depois ele não voltaria mais a aparecer na fic. Entretanto a Aredhel nunca quis tentar mudar o Loki, pelo contrário, até concordava com muitas ideias dele. Sendo assim, era necessário um personagem que entendesse o Loki, mas fosse como a consciência dele. Que funcionasse como um freio para os desatinos dele. Sendo assim, o James retornou e acabou ficando de vez. - Meus capítulos prediletos são: "I won't let this build up inside of me", "I need a hero.. And he's gotta be fresh from the fight", " Il nous reste toute une vie pour pleurer" e " I know, I know we can get through this if we really try". - O personagem com quem mais me identifico na fic é o próprio Loki. - Adoro fazer o Loki sofrer por seus erros. Amo um drama.. - Meu marido é quem faz a revisão de todos os capítulos. Por hoje... Se quiserem saber de algo que não mencionei, perguntem nos comentários. Respondo tudo! hehehehe Sobre o capítulo de hoje... bem.. é curto e lento.. mas necessário.. PS: Gente, são sete meses escrevendo com dedicação.. São mais de 700 páginas, mais de 210 mil palavras.. Então acho que pelo menos merecia receber comentários. Sei que tem muitos leitores fantasmas.. Por favor apareçam! E recomendações?? Já estamos na reta final e mais nenhuma recomendação?? T_T



– Então é verdade? Ele teve uma filha? — indagou Rogers.

– Sim. — confirmou Fury – Ele teve uma filha com uma lavadeira, mas a mãe morreu no parto e a menina foi criada por Susan Scarbo, uma de suas seguidoras na época.

– Então meus sonhos estavam certos.. — murmurou Aredhel – Segundo os quadrinhos Red Skull queria ter um filho homem e rejeitou quando descobriu que era uma menina. Scarbo pediu para criar a criança como sua babá e ele concordou. A menina teria passado pelo mesmo processo que você, Capitão. — explicou.

– Exatamente.. — murmurou Romanoff – Scarbo e a equipe da HYDRA submeteram a menina a essa experiência, fazendo ela se tornar adulta e adquirir alguns poderes sobre-humanos.

– Nos quadrinhos era um pouco diferente, ele mesmo submetia a filha à experiência. — comentou Aredhel.

– Filmes.. Quadrinhos.. Sempre vai ser assim? — sibilou Stark – O seu mundo interferindo em nossa realidade! — deu um murro na mesa.

– Eu sinto muito.. — Aredhel falou baixinho.

– Você não tem culpa, Aredhel. — abracei-a.

– Esses quadrinhos continuam sendo escritos? — perguntou Banner.

– Eu não sei. Depois do que Loki fez por lá, duvido que ainda produzam alguma coisa. — Aredhel fitou o chão com um semblante triste — Mas de qualquer forma, isso são quadrinhos antigos. E pelo que Natasha informou, as coisas não ocorreram como nas histórias. — meneou a cabeça – O fato é que os filmes eram inspirados em algumas histórias e não exatamente iguais. Nos quadrinhos, por exemplo, você sempre soube que era adotado. — falou olhando para mim – Quando Odin o pegou já era um garoto. — mordeu os lábios inferiores — Na verdade nos quadrinhos as coisas eram bem mais cruéis. — disse com um semblante sombrio.

– Mais cruéis? — bufou Barton – Não quero nem imaginar. — balançou a cabeça negativamente.

– O que mais você sabe sobre Sinthea Schmidt? — indagou Fury a Aredhel.

– Bem, não sei muita coisa. A história dela fazia parte dos quadrinhos do Capitão. — Aredhel coçou a nuca – Confesso que eu não gostava das histórias do Capitão. — deu um sorriso torto – O pouco que sei sobre ela é o que li em alguns sites e da participação dela em outras histórias, nas que envolviam o Loki. — sorriu.

– Claro! — exclamou Stark — Tinha esquecido que você sempre foi fã da rena. — ironizou.

– Talvez William saiba sobre ela. Afinal ele é fã do Capitão. — comentei.

– Você tem razão! — exclamou Aredhel – Will pode saber mais sobre Sinthea Schmidt. Posso pedir que Will venha da próxima vez. — ofereceu.

– Próxima vez? Acho melhor resolvermos isso o mais rápido o possível. — disse Rogers impaciente – Afinal o que vocês descobriram sobre ela e a HYDRA? — indagou à Fury e Romanoff.

Fury olhou para mim e depois ao redor, parecia ponderar se deveria revelar o que sabia. Por fim ele olhou para Aredhel e deu um suspiro.

– Descobrimos que ela está com alguma espécie de arma ou relíquia mágica. — revelou Fury — Foram capitados sinais de energia semelhantes aos que emanavam do Tesseract e do Mjölnir, ou seja, não é algo que pertença à Terra. Porém quando chegamos ao local onde o sinal apareceu, ele já não estava lá. Tentamos rastrear, mas não conseguimos localizá-lo novamente. — explicou.

– Relíquias.. Armas.. O povo de vocês adora perder as coisas aqui na Terra. — comentou Stark olhando para mim e Thor – Só para causar mais problemas! — bufou.

– Não sabemos qual é esta relíquia, tampouco como pode ter vindo parar aqui. — começou Thor – Você sabe de alguma relíquia que possa ter se perdido aqui na Terra, irmão? — indagou-me.

Eu quase ri. Existiam inúmeras relíquias que foram perdidas, roubadas ou que estavam em poder de outros povos. A ignorância de Thor sobre alguns assuntos parecia ser infinita.

– Existem várias relíquias que podem ter vindo parar aqui. — respondeu Aredhel aflita.

– É Thor.. Inúmeras relíquias de que temos conhecimento, constam sem um paradeiro definido. Isso sem contar as que nem temos registro de sua existência. — expliquei.

– Então pelo jeito, antes de tudo, precisamos localizar a filha de Red Skull e recuperar essa relíquia ou arma. — disse Banner.

– Sim. Isso é o mais importante no momento. — confirmou Fury – Temos que fazer isso antes que eles aprendam a usar ou usem esse item para controlar o mundo. Afinal esse sempre foi o objetivo da HYDRA. — concluiu.

– E até vocês localizarem ela o que faremos? — perguntou Aredhel.

– Esperar. É o que podemos fazer. — Stark deu de ombros.

– É verdade. — concordou Thor — Cheguei a tentar usar a água do lago e falei com Heimdall para tentar localizá-los, mas não conseguimos nada. Imagino que a relíquia esteja bloqueando o acesso à localização deles. — disse.

– Você me surpreendeu dessa vez, irmãozinho. — fui sarcástico – Dessa vez pensou em tudo. Estou impressionado. — falei meio rindo.

Thor apenas olhou sério para mim e Aredhel deixou escapar um sorriso.

– Eu vou me juntar a vocês nessa busca. — ofereceu-se Rogers.

– Eu e o estressadinho podemos tentar localizar a relíquia através dos sinais de energia. — disse Stark — Trabalhamos bem juntos, não é? — cutucou Banner.

– Claro. — concordou Banner – Creio que podemos localizar. Se a energia liberada for semelhante ao do Tesseract será possível rastreá-la. Com a experiência que tivemos anteriormente, podemos inclusive levar menos tempo. — disse esperançoso.

– Avise-nos se conseguir “ver” algo senhora Aredhel. — falou Fury.

– Avisarei, sim. Manterei vocês informados se eu sonhar com mais alguma coisa. — afirmou Aredhel.

– Bem, se não temos mais o que discutir, creio que já podemos ir embora, certo? — falei meio impaciente.

– Sim. A reunião está oficialmente encerrada. — disse Fury se encaminhando para a saída acompanhado de Romanoff, Barton e Rogers.

Os quatro se despediram dos demais e saíram.

– Você vai voltar conosco Thor? — indagou Aredhel.

– Não. No momento vou ficar para ajudar na busca. — respondeu Thor — Eu já havia oferecido minha ajuda a Fury. Peço que continuem cuidando de Jane e Rebecca. — pediu.

– Claro, Thor. Cuidaremos delas. — falou Aredhel afagando o braço de Thor.

Potts voltou a aparecer com o menino no colo. Na verdade, eu nem havia notado que ela tinha se retirado do local durante a conversa.

– Onde estão todos? Pensei que iriam ficar para o jantar. – fez um muxoxo.

Eu ia falar que já estávamos de partida, quando Aredhel me olhou e inclinou a cabeça. Na hora eu entendi a mensagem. Ficaríamos para o tal jantar. Thor também acabou ficando mais algum tempo.

Durante o jantar, como sempre, Aredhel e Stark ficaram falando de suas tecnologias e itens novos que ele havia criado para sua armadura. Mas não demorou muito para o assunto chegar ao filho dele, Nicolas Stark, ou Nick como chamavam o menino. Aredhel se derretia brincando com a criança. Vê-la tão animada com o menino, só fazia aumentar a minha vontade de ter mais filhos. Stark devia estar nos observando, pois tratou de fazer seus comentários irônicos.

– Então.. O casal fechou a fábrica de renas? – indagou todo malicioso.

– Na verdade não.. – sorri cinicamente – Planejamos ter mais filhos. Assim que todo esse perigo passar. – falei calmamente.

– Que bom saber disso irmão! – exclamou Thor – Também espero ter mais filhos com Jane. – sorriu satisfeito.

– Então vai dar para completar o número de renas para puxar o trenó do papai Noel. – ironizou Stark.

Aredhel ficou rubra e engasgou-se com a bebida.

– Tony! – ralhou Potts.



Depois do jantar e de nos despedirmos, partimos de volta para Asgard, Aredhel e eu. Assim que retornamos revolvemos nos reunir para contar o resultado da reunião e traçamos nosso plano de proteção para o reino. Aredhel, William, James, Volstagg, Sif, Fandral, Leir, Váli e eu discutimos sobre o que nos foi revelado e sobre as providências a serem tomadas. Depois de narrar o que foi descoberto sobre a tal Sinthea Schmidt, William, James e Váli trocaram olhares. Pareciam preocupados, mas não disseram nada até o fim da reunião. Depois que quase todos se retiraram os três resolveram falar o que lhes afligia.

– Loki.. – começou James – Creio que já conhecemos Sinthea Schmidt. Pelo menos o que ela era nos quadrinhos. – franziu o cenho.

– Sim. Aredhel chegou a comentar o que sabia ou conseguia lembrar. – falei.

– É, mas eu não lembro muita coisa. Imaginei que você Will saiba mais, uma vez que a trama principal dela envolvia o Capitão. – completou Aredhel.

– Infelizmente não lembro muita coisa dela. – disse William — Boa parte do que lembro foi o que você comentou, maninha. Lembro-me do passado dela, sobre ela ter sido madre superiora, ter fundado um grupo formado por meninas órfãs que passaram pelo mesmo processo de envelhecimento que ela, dela lutar com o Winter Soldier e o Capitão. Sei que ela estava envolvida em algo grande, mas não lembro exatamente o que era. – ponderava.

– Eu me lembro de ter lido algo sobre uma relíquia. Tenho certeza. – falou Váli – Vou procurar nos quadrinhos. Assim que encontrar algo eu aviso o senhor, pai. – ofereceu-se.

– Não sei se você encontrará algo útil. — murmurou William — A história dela nos quadrinhos teria acontecido no que seria no nosso passado, mas quem sabe você consegue encontrar algo que ajude a localizá-la pelo menos. — fez um muxoxo.

– Bem, enquanto não localizamos essa mulher ou a tal relíquia, nos resta reforçarmos nossas defesas e intensificar os treinos. Temos que estar preparados. As previsões de Aredhel de uma forma ou de outra acabam se realizando. – dei um suspiro.



Os dias se passavam lentamente. Váli dividia-se entre os treinos e sua pesquisa na grande coleção de quadrinhos de William. Depois da morte dos pais de Aredhel e de tomar a decisão de viver em Asgard, William trouxe tudo o que pertencia a ele e à irmã da outra realidade, incluindo seus incontáveis quadrinhos.

Fandral e eu traçamos novos planos para a defesa de Asgard. Heimdall andava mais alerta do que nunca. Todos voltaram aos seus intensos treinos. Depois de alguns anos de paz, o clima era, novamente, de tensão.

Aredhel continuava sonhando com Sinthea Schmidt, Hela e o velho estranho. Segundo Aredhel e Hela o homem estava pouco a pouco se recuperando e ficava cada vez mais forte, mas ainda não tínhamos ideia de quem ele era.



James uma tarde me procurou, disse que precisava falar comigo.

– Loki, acho que precisamos pensar em um plano, uma rota de fuga para os que não irão lutar. — James falou com um semblante preocupado.

– Eu já vinha pensando sobre isso. Imagino que esteja preocupado com a sua família. Eu também estou responsável por Jane e a filha de Thor. — dei um suspiro — Queria poder proteger a minha família, mas sei que Aredhel e meus filhos não irão querer ficar longe de mim. — falei com tristeza — Além disso, meus filhos já provaram ser mais fortes do que eu. Espero não precisar da ajuda deles, mas se for preciso, sei que se sairão melhor do que eu. — admiti.

– Verdade. Eu pretendo lutar ao lado de vocês, mas preciso proteger Greta e meus filhos. — franziu o cenho.

– Podemos deixar alguns guardas responsáveis por levá-los a um local seguro em caso de invasão. — sugeri – Você pode organizar isso com Fandral. Só tenho um pedido. — encarei-o – Se a situação aparentar, em algum momento, ser mais grave do que foi com Thanos, quero que você fuja e leve Aredhel e meus filhos com você. Sei que da última vez isso não deu certo, mas dessa vez sei de um meio que você poderá utilizar para “convencê-los”. — falei seriamente.

– Um meio de convencê-los? — James indagou confuso.

– Eu jamais imaginei que um dia confiaria em você dessa forma, mas faço qualquer coisa para proteger Aredhel e meus filhos. Qualquer coisa. — fui incisivo – Sente-se que vou lhe explicar. — pedi.

Tive uma longa conversa com James e ele meio relutante concordou com meus termos. Também concordou em manter o que acordamos em segredo e não revelar à Aredhel.



Uma manhã, durante o café, estávamos apena Aredhel, Hela e eu à mesa. A menina parecia muito triste.

– O que você tem, minha filha? — indagou Aredhel.

– Estou chateada. O pai-de-todos disse que não vai poder me ver com frequência. — fez um muxoxo.

– Pai-de-todos? — surpreendeu-se Aredhel.

– Hela, eu já falei que esse homem não é o pai-de-todos. O único pai-de-todos foi Odin. — falei impacientemente.

– Ele diz que vovô não era o legítimo rei de Asgard. — disse Hela despreocupadamente.

– Ele falou isso? — questionou Aredhel.

– Sim, mas não gosto de quando ele fala do vovô. Prefiro quando ele fala de Asgard. — sorriu enquanto brincava com o mingau.

– Por que ele falou que não vai poder mais vê-la com frequência? — perguntei curioso.

– Ele disse que em breve fará uma viagem. Que tem algumas coisas importantes para fazer, mas prometeu que vinha me ver. Na verdade ele falou algo que me assustou um pouco. — franziu a testa.

– O que ele disse? — indagou Aredhel preocupada.

– Ele disse que assim que terminasse o que tinha que fazer, viria me buscar. — revelou.

– Hela.. Acho que você já está atrasada para seus estudos. — disse Aredhel severamente.

A menina pegou uma maçã, deu um beijo em Aredhel e depois em mim e saiu correndo.

– Loki.. Essa história está começando a me deixar assustada. Eu continuo sonhando com ele e Hela. Ela continua encontrando ele todos os dias durante os sonhos e ainda não sabemos quem é esse homem. Ele já fala em levar nossa filha! E se tudo isso não for apenas uma série de sonhos enigmáticos? E se ele for real e vier atrás de Hela? — afligiu-se Aredhel.

– Acalme-se Aredhel, não vou deixar ninguém levar a nossa filha. Vou pedir que a vigiem se for preciso. — abracei-a.

– Eu tenho tanto medo Loki.. Pensei que depois de tudo o que passamos nós poderíamos desfrutar de uma paz duradoura. Tanta gente morreu, já perdemos tanta coisa. — disse com pesar se encolhendo em meus braços.

– Tudo vai dar certo, meu amor. Eu prometo. — murmurei.



Desde que Hela começara a sonhar com o tal homem eu comecei a investigar o passado de Odin. Possíveis inimigos que tenham tentado usurpar o trono, mas infelizmente nada descobri. Odin era um homem cheio de segredos, o que dificultava averiguar certas situações.



Ainda no mesmo dia procurei James e pedi que vigiasse Hela para mim. Hela era muito agarrada a ele e vivia brincando com os gêmeos.

– Claro que cuidarei dela. Prometo não perdê-la de vista, Loki. — afirmou James – Mas confesso que também estou preocupado. Hela fala demais dele e contou-me que ele prometeu vir buscá-la. Se Aredhel sonha com isso, talvez seja um perigo real. — passou as mãos pelos cabelos nervosamente.

– Sei disso. Por isso pedi que vigiassem Hela vinte e quatro horas por dia e que tanto Aredhel e você me contassem cada detalhe desses sonhos. Já que Hela é tão próxima a você e lhe conta sempre sobre esses sonhos, peço que fique atento a qualquer detalhe sobre a identidade dele. Tenho quase certeza que este homem tem alguma ligação com o passado de Odin. — concluí.

– Ah.. Tem algo que Hela me contou sobre ele. Esse homem não sabe que ela é sua filha. Na verdade ele não faz ideia de que ela seja neta de Odin. Hela falou que quando ele disse que era o pai-de-todos ela, astutamente, achou melhor não mencionar que seria neta dele. — revelou James.

– Hum.. — deixei escapar um sorriso de satisfação – Não nega que é filha de Aredhel e minha. — ri – Às vezes o jeito inocente de Hela me faz esquecer que ela é muito inteligente.



Na manhã seguinte, fui acordei mais cedo e deixei Aredhel dormindo. Mal tinha chegado ao salão e Thor entrou marchando apressadamente.

– Loki, encontramos a mulher e a tal relíquia, mas infelizmente tarde demais. — disse Thor com pesar.

– Como assim tarde demais? — indaguei confuso.

– O objetivo de Sinthea Schmidt ou Sin, que é como a chamam, era usar a relíquia para libertar um outro ser. O que ela acabou conseguindo. — falou seriamente.

– E afinal que relíquia seria essa? E quem ela libertou? — perguntei impaciente.

– A relíquia é o Martelo de Skadi, ou como também é conhecido, Hammer of Skadi. — disse Váli entrando acompanhado de Aredhel no salão.

– O ser que ela libertou é o Serpent. — revelou Thor.

– E quem é ele? — perguntei.

– É o irmão de Odin. Cul, filho de Bor. — disse Aredhel com lágrimas nos olhos – Ele é o homem que Hela vem sonhando. — desesperou-se – Ele vai destruir a Terra e depois tomar Asgard.

Notas finais
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