A mulher do meu destino
48 So I close my eyes to all the lies
Notas iniciais

Mais uma vez Aredhel acertara, um outro sonho se tornava real. Thor e Stark tinham vindo nos visitar novamente. Eu não estava com muito humor para recebê-los, mas Thor aparentemente tinha vindo decidido a obter respostas.
— A que devo tal honrosa visita? — questionei com evidente sarcasmo.
— Minha presença pela primeira vez não o incomoda, “Todo poderoso”? — rebateu Stark sorrindo cinicamente.
— Formigas sempre incomodam — retruquei com rispidez. — Mas Asgard parece ter um problema eterno com insetos. Então estou me acostumando com a constante presença de alguns. Claro que não seja nada que não dê para pisar — ironizei.
— Deixem essas desavenças de lado — interrompeu Thor. — Viemos aqui para nos informar primeiramente sobre a situação na Midgard da outra realidade.
— Ah... Isso — falei com desdém. — Não se preocupem. Esse assunto está resolvido. Pelo menos por enquanto — fui cínico.
— Como assim “por enquanto”? — indagou Stark.
— O plano de Aredhel deu certo? — inquiriu Thor.
— Claro que não deu — bufei e revirei os olhos. — Eles tiveram a audácia de tentar sequestrá-la e usá-la como barganha. Só que não imaginavam que eu tinha ido junto com ela, obviamente, camuflado — ri de leve. — Eles tentaram inutilmente me derrotar e muitos acabaram morrendo. Alguns se renderam e outros não — dei de ombros. — Voltamos de lá com a promessa de que os sobreviventes não iriam mais produzir esses filmes — sorri satisfeito.
— A pequena deve ter ficado arrasada — lamentou Thor.
— Sobreviventes? — Stark fingiu espanto. — Desde quando você ficou tão benevolente, “homem rena”? — ironizou.
— Ele fez isso por mim — falou Aredhel entrando no salão. — Ele resolveu dar uma chance a eles.
Minha esposa estava visivelmente adoentada. Tinha a face corada pela febre, mas esforçava-se para parecer bem.
— Pequena! — Thor fez uma mesura e beijou demoradamente a mão de Aredhel. — Você não parece muito bem. Parece febril.
— Eu estou bem. É só estresse mesmo — ela forçou um sorriso.
— Lady Aredhel — cumprimentou Stark, também beijando a mão de Aredhel. — Pensei que deuses não adoecessem — sorriu.
— Eles não são deuses, Tony — ela meneou a cabeça. — E eu, apesar de algumas mudanças, ainda sou humana, só vou viver bem mais que você — deu um sorriso fraco.
— Então, apesar de tudo, teremos paz agora — comentou Thor.
— Tolice — fiz um muxoxo. — Não seja ingênuo, Thor. Só ganhamos tempo. A tenacidade e estupidez dos midgardians é infinita.
Aredhel me encarou muito séria.
— Obviamente que isso exclui a sua pessoa, minha esposa — sorri. — Você apenas nasceu no lugar errado.
— Embora me custe dizer isso — começou Stark —, Loki tem razão, Thor. É uma questão de tempo para eles se reorganizarem e até planejarem um contra-ataque. Se bem que... Eles não possuem a mesma tecnologia e nem gênios como eu por lá — disse todo convencido.
— Eles também não possuem acesso ao nosso mundo. E estão longe de desenvolver alguma tecnologia que possa abrir portais. Não podem nos atacar — falei despreocupadamente.
— É... Mas existe a possibilidade de retaliações — lembrou Aredhel com um semblante triste.
— Retaliações? — Stark crispou os lábios.
— Sim. Minha família e amigos ainda vivem lá. Temo por eles — respondeu Aredhel com amargura.
— Oh, Aredhel. Eu sinto muito — murmurou Thor.
— Já temos planos para resolver isso também — dei um suspiro irritado. — Enfim. Continuarei observando eles. Qualquer coisa eu resolvo isso definitivamente. Eu avisei que não daria uma segunda chance — afirmei triunfante.
Os dois olharam para Aredhel esperando que ela protestasse contra minhas ameaças. Ela apenas meneou a cabeça enquanto passava uma das mãos pela fronte visivelmente cansada.
— Você concorda com isso, pequena? — indagou Thor surpreso.
— Fiz tudo o que podia — ela disse com a voz quase sumindo.
Aredhel cambaleou para o lado, quase caindo, mas foi amparada por Stark.
— Eu sei que costumo gerar esse tipo de reação nas mulheres, mas você é casada e eu praticamente também sou. – Stark brincou de um jeito malicioso.
— Aredhel? — levantei-me assustado.
Ela nada falou. Stark levou uma das mãos até a testa de Aredhel e fitou-me assustado.
— Ela não está nada bem. A febre está muito alta. Ela está praticamente pegando fogo — ele disse a carregando nos braços.
— Rápido para a sala de cura! — falou Thor abrindo caminho para Stark.
Eu os segui, andando ao lado de Stark. Toquei a fronte de Aredhel e constatei que Stark tinha razão.
— Aredhel, o que você tem? — perguntei preocupado.
Ela me olhava, mas não respondia nada, parecia distante. Ao chegarmos à sala de cura, Stark colocou Aredhel em uma das camas e imediatamente uma das servas veio atendê-la. Retiramo-nos e ficamos aguardando do lado de fora. Eu estava nervoso. Sabia que isso não era normal, mas Aredhel era tão teimosa.
— Não se preocupe, irmão. Ela vai ficar bem — falou Thor dando um tapinha em minhas costas.
— É. A raposinha já provou que é dura na queda. Afinal, ela atura você. Não é uma febre que irá derrubá-la — comentou Stark.
— Tio Thor! Tio Tony! — gritou Váli correndo pelo corredor acompanhado dos amiguinhos e de Greta, a serva, com Hela nos braços.
— Pequeno! — Thor abraçou Váli. — Olá pequenina! — pegou Hela nos braços.
— Olá “garoto rena”. Oh, digo, Váli, certo? — Stark cumprimentou Váli. — E essa deve ser a caçula da família real — falou sorrindo para Hela.
— Sim. Essa é Hela — sorriu Thor. — Nossa princesinha de Asgard!
— Por sorte, é a cara da mãe — comentou Stark. — E esses dois? — indicou os amigos de Váli.
— Estes são Siegfried e Sigrid, meus amigos — apresentou Váli.
— Olá. Sou Tony Stark — sorriu para as crianças.
A serva abriu a porta e disse que eu poderia entrar. Os demais ficaram aguardando do lado de fora. Aredhel ainda estava com o rosto corado, mas parecia melhor.
— Está melhor? — fui logo pegando a sua mão. — Você me assustou. Eu disse que era melhor ter ficado deitada — ralhei.
— Estou, meu amor… — deu um sorriso torto. — Desculpe-me. Mas você sabe que não gosto de ficar na cama.
— Afinal o que ela tem? — dirigi-me à Eir. — Por que ela continua tendo essa febre?
— Ainda não descobrimos o motivo da febre — crispou os lábios —, mas podemos controlá–la. Entretanto, descobrimos outra coisa durante o exame — disse misteriosa, com um sorriso tímido.
— O quê? — perguntamos Aredhel e eu juntos.
— A rainha está grávida — revelou a serva.
Aredhel me fitou aturdida. Eu apertei sua mão e sorri. Ela abriu um sorriso tímido.
— Outro filho — arfei com a boa nova. — Que notícia maravilhosa! Mais um herdeiro! Você me faz tão feliz, Aredhel — beijei-a nos lábios.
— Ela vai ficar aqui mais um tempinho, até essa febre diminuir mais um pouco. Depois ela está liberada — disse Eir.
Saí da sala e estavam, do lado de fora, apenas Thor e Stark. Eles me olharam com certa aflição.
— Então? — perguntou Thor, claramente aflito.
— A febre está baixando. Thor... Vou ser pai novamente — falei sorridente.
— Parabéns, meu irmão! — abraçou-me efusivamente.
— Outro filho? Vocês não tem TV por aqui? — comentou Stark. — Enfim. Meus parabéns. A “família rena” só está crescendo. Daqui a pouco já dá para puxar o trenó do Papai Noel — disse estendendo a mão para mim.
Eu recebi os cumprimentos. Estava feliz demais para me irritar com os comentários incompreensíveis de Stark. Após algum tempo, voltamos a falar da outra Midgard.
— Pelo que entendi o tempo passa muito lentamente lá. Sendo assim teremos um longo tempo até termos uma ideia maior do resultado de sua ação por lá. Isso é bom. Dá-nos algum tempo para montar uma reação, uma defesa, caso seja necessário — explanava Stark.
— Espero que o que aconteceu sirva de alerta para eles. Espero que desistam — falou Thor.
— Eu não confiaria nisso — falei.
— É, Thor. Se os governantes de lá forem como os da Terra, eles verão o Loki e nós como verdadeiras ameaças. Assim como na Terra daqui tem um Conselho que toma das decisões, talvez lá eles tenham algo parecido. Pelo que Aredhel já havia dito eles possuem inclusive armas nucleares. A nossa vantagem é eles não poderem transitar entre os mundos. A desvantagem são os filmes, que podem voltar a ser produzidos, nos obrigando a ir até lá para resolver isso. Podem montar uma armadilha —comentou astutamente Stark.
— É o que penso. Mas a derrota deles será certa. Com ou sem armas nucleares — sorri maquiavelicamente.
— Eu concordo, Loki, mas e as pessoas inocentes? — protestou Thor.
— Fato. Se chegar a virar uma guerra, será uma ameaça a população civil, que nada tem a ver com isso tudo — Stark levou a mão ao queixo. — Mesmo sendo uma ameaça à nossa Terra, não gosto da ideia de ver inocentes morrerem. Não concordo com as filosofias de Fury. Que os fins justificariam os meios. E duvido que a raposinha aceitasse isso também.
— É — fiz uma careta —, Aredhel não aceitaria. Até hoje ela se sente culpada pelo que aconteceu — concordei frustrado. — O que nos resta é ver como eles vão agir daqui para frente. A primeira reação que teremos é como eles tratarão a família de Aredhel e o amiguinho dela. Principalmente ele, que apareceu ao nosso lado durante a ação — dei de ombros.
— Sim. Ele é o ator que interpreta você, certo? Vamos ver o que as empresas farão em relação a ele. O mais certo é que ele sofra boicote em sua carreira de ator. Mas... Talvez eles façam justo o contrário... — comentou Stark pensativo.
— O que quer dizer? — encarei-o.
— Bom, você falou que ele tem acesso a Asgard e é amigo de sua esposa. Podem seduzi-lo com ofertas de trabalho ou dinheiro e usá-lo como espião — alertou. — Ou podem usá-lo, junto com a família de Aredhel, como isca para levá-los para uma emboscada. Enfim. Existem várias possibilidades. Fique de olho em todas — arqueou a sobrancelha.
Stark tinha razão, mais do que nunca eu tinha que ter cuidado com James e com a família de Aredhel também. Eu duvidava que a antipatia do pai de Aredhel para com ela o levasse a se vender, mas ele não gostava de mim. William e Mary pareciam ser tolos o suficiente para caírem em qualquer tipo de armadilha e nos deixarem vulneráveis sem ter essa intenção. Ninguém era confiável. Ficamos por um tempo ainda discutindo, até que Thor lembrou do outro motivo de terem ido até lá.
— Loki, antes que eu me esqueça. E a Gem da Mente? Quais providências você tomou sobre ela? — questionou.
— Ela continua em Asgard, muito bem cuidada — afirmei. — Não é fácil achar um local ou uma pessoa para ficar com ela. Não deixaria outra Gem com o Collector. Ele é meio obsessivo com seu colecionismo — comentei seriamente.
— Loki. Você prometeu que resolveria isso logo — falou em tom ameaçador.
— Tenha paciência. Fico feliz dela pelo menos não ter caído nas mãos desse aí — falei indicando Stark com a cabeça. — Sabe-se lá onde estaria essa Gem agora. Quem sabe a própria S.H.I.E.L.D já estaria com ela.
— Eu não divido meus projetos com ninguém, muito menos com Fury e companhia — reclamou Stark revirando os olhos. — Meu interesse na Gem da Mente era puramente científico. Eu venho aperfeiçoando o mecanismo de acionamento de minhas armaduras através do pensamento. Porém confesso que tive alguns problemas com isso — justificou-se.
— Imaginei que podia ser isso que você queria com a Joia da Mente, Tony — falou Aredhel, saindo da sala de cura. — Você queria a Joia para aperfeiçoar esse mecanismo. Você controlava as armaduras inconscientemente. Sendo assim, de repente, ter pesadelos se torna perigoso — ergueu uma sobrancelha.
— Exato! — exclamou Stark. — Isso mesmo, raposinha!
— Aredhel, você já se sente bem? — indaguei me aproximando dela.
— Sim. Bem melhor — ela sorriu e apertou a minha mão. — A Joia da Mente poderia fornecer alguma resposta para que nesses casos, quando dormindo, o dispositivo não respondesse aos comandos. Ou que o dispositivo pudesse discernir sonho da realidade — dirigiu-se a Stark.
— Sempre astuta. Finalmente alguém fala a minha língua nesta “Terra do Nunca” — ironizou Stark. — Parece ser a única aqui com intelecto científico.
— Acredito que seu projeto poderia dar certo mesmo — ela corou. — Mas você não tinha jogado fora todas as armaduras? Você tinha até feito uma cirurgia para retirar o reator. Retomou o projeto? Voltou a construí-las? Onde está Váli? Ele tinha uma perguntas para lhe fazer — levou a mão ao queixo. — Como transmitia energia para cada parte da armadura funcionar individualmente? — cobriu-o de perguntas.
— Do que esses dois estão falando? — perguntou-me Thor.
— Sobre o funcionamento daquela armadura dele — dei um suspiro. — Stark vai se arrepender de começar a responder as perguntas de Aredhel. Quando ela começa, ela não para mais. Vocês não irão embora daqui tão cedo — ri.
A conversa de Aredhel e Stark sobre a armadura, reatores, geração de energia e outras coisas se estendeu. Thor e Stark acabaram almoçando conosco. Durante o almoço foi a vez de Váli encher Stark de perguntas. No fim da tarde eles partiram com a promessa de que os manteríamos informados sobre o que viesse a acontecer na outra Midgard.
Antes do jantar resolvi levar Aredhel até nosso quarto e contar sobre as Gems. Temia deixar passar tempo demais ou ela descobrir acidentalmente e voltar a ter problemas entre nós por conta disto.
— Aredhel, como eu havia prometido não esconder mais nada de você, tenho algumas revelações a fazer — comecei, temendo a reação dela.
— Ai, Loki. O que você andou aprontando? — encarou-me com aquele cenho franzido, como ela fazia quando estava desconfiada de mim.
Muito calmamente comecei a contar que havia continuado minhas buscas pelas Infinity Gems. Contei que fizera isso com o objetivo de ter algo para utilizar caso fosse necessário fazer prevalecer a força de Asgard sobre os outros reinos. Expliquei que havia encontrado mais uma Gem, a do Tempo e que eu resgatara o Aether com o Tivan. Aredhel não reagiu muito bem.
— Loki, essa sua ambição ainda vai nos colocar em uma situação difícil. Não me venha com essa conversa de que está juntando todas para o bem dos nove reinos. De posse de apenas uma delas você faria isso facilmente. Com todas você pode controlar o universo. Eu não sou tola! — enfureceu-se. — E você acredita que o Collector caiu em sua conversa? Ele mesmo quer juntar todas as Joias! Isso está no final do segundo filme de Thor. Ele é fanático por adquirir tudo o que é raro! Isso ainda vai dar em mais confusão — falou toda exasperada.
— Acalme-se, Aredhel. Ficar desse jeito pode fazer mal a você e ao bebê — dei um suspiro. — Bom, você me conhece melhor do que ninguém, mas acredite, eu não pretendo controlar o universo. Confie em mim. Tudo vai ficar bem. As Gems estão seguras — tentei tranquilizá–la.
— Confiar? — bufou. — A cada dia isso fica mais difícil — disse com amargura. — Mas eu, tolamente, ainda confio cegamente em você — suspirou entristecida. — Espero que esteja certo. Tomara que estejam bem seguras mesmo. Não existem mais segredos ou surpresas, certo? — indagou desconfiada.
— Não, meu amor. Isso era tudo o que eu tinha ainda para revelar — fui sincero.
— Ainda bem. Chega de mentiras — resmungou.
Quase quatro meses se passaram. A barriga de Aredhel começava a aparecer e eu estava radiante diante da situação. Amava vê-la gestante. Váli estava animado em ter um novo irmão. Torcia para que fosse um menino. Hela estava prestes a completar dois anos e cada vez lembrava mais a mãe. Ela continuava falando pouco com os adultos e preferia a companhia de Váli e seus amigos. As febres de Aredhel diminuíram bastante. Em média ela tinha em apenas um horário do dia. Como em todas as outras gestações de Aredhel tiveram sintomas estranhos, comecei a crer que a febre era um sintoma desta gravidez.
Uma manhã William apareceu sozinho em Asgard com uma mochila nas costas. Disse que precisava falar com Aredhel. Ele falou primeiro comigo e me olhava de um jeito sério, quase agressivo. Eu imaginei que ele ainda estava com raiva por eu ter atacado o velho rabugento, então dei pouca importância. Quando perguntei o motivo da visita ele foi evasivo, disse que queria saber como estava a irmã e que tinha vindo trazer alguns livros. Ele subiu e foi ver Aredhel.
Eu estava no salão quando Aredhel entrou marchando furiosamente em minha direção. Ela pegou um monte de papéis que trazia nas mãos e jogou em meu peito. William entrou atrás dela e continuava me encarando de maneira estranha.
— Você mentiu para mim! — berrou enlouquecida.
Lágrimas incessantes desciam por seu rosto e ela tremia. Fiquei extremamente preocupado.
— O quê? O que houve Aredhel? — perguntei chocado. — Acalme-se. Isso pode fazer mal a você e ao bebê... — comecei a falar.
— Acalmar-me? — interrompeu-me descontrolada. — Olhe isso e negue na minha cara! Negue! — esbravejou novamente, esfregando os papéis em meu peito.
Olhei os papéis e eram o que Aredhel chama de fotografias. Pelo que vi, elas tinham sido tiradas através de um vidro e eu aparecia nelas. Eu estava no meio do que parecia uma estrada, à noite, sendo iluminado por uma forte luz branca, próximo a um barranco. Analisando melhor percebi que vidro e a luz pertenciam a um veículo de Midgard, o qual eles chamavam de carro. Demorei alguns segundos para associar e entender a cena que via na foto e a fúria de Aredhel. Foi com choque que compreendi o que estava acontecendo. Engoli seco e senti meu estômago revirar. Olhei para Aredhel boquiaberto.
— Aredhel, eu juro que não sou eu nessa foto. Eu juro — afirmei com veemência.
— Mentiroso! — berrou. — Você é que estava lá! Você matou Phillip e Peter! — acusou-me.
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