A mulher do meu destino

2 Rompi tratados, traí os ritos


Notas iniciais
*Rompi tratados, traí os ritos - Trecho da música "Sangue Latino" de Ney Matogrosso. Olá! Obrigada a todos que agora vão seguir esta história. Como eu já havia falado, certas partes da história serão inevitavelmente parecida com a primeira, principalmente agora no início. Mas estou tentando mudar boa parte dos diálogos. Afinal lembranças são diferentes para cada um, certo? Já aviso que a história segundo Loki é bem mais longa em alguns trechos e curta em outros. Mas no geral a fanfic certamente será mais longa que a da Aredhel. Tem muita coisa que a nossa Ared esqueceu ou deixou passar. Alguns detalhes muito importantes. Boa leitura!!

Eu ainda estava divagando sobre sua utilidade, quando de repente a vidente voltou a falar.

— Eu entendo sua revolta e acredito que você governaria Asgard melhor que Thor — ela me fitou. — Sei exatamente como é viver à sombra da grandiosidade de alguém. Eu também tenho um irmão — deu de ombros. — Ele é mais novo que eu, mas desde que nasceu, sempre foi o preferido de meu pai. Meu irmão não cometia erros, sempre era o bom filho e eu a má filha. Não importava o quanto eu tentasse... O quanto eu desse o meu melhor... Nunca seria boa o suficiente. Ele nunca me trataria da mesma maneira que meu irmão. Mas ao contrário de você, eu não sei até hoje o porquê disso. Eu não sou adotada ou meia irmã dele — fez uma careta.

Confesso que as palavras dela me pegaram desprevenido. Aredhel parecia mostrar que me entendia, mas sabia que ela poderia estar usando o que havia visto sobre meu passado contra mim. Aquela conversa de saber como me sentia e todo aquele sentimentalismo sobre irmão e pai, era obviamente uma tentativa infantil de me manipular. A audácia daquela mulher me deixou irritado.

— Como você ousa acreditar que entende? O que a faz supor que me conhece? Acha que meus planos têm algo a ver com algum sentimento? Você não sabe nada sobre mim! — rosnei.

Ela não pareceu se intimidar, pelo contrário, continuou me desafiando.

— Posso não saber como se sente, mas sei o que vi — me encarou. — Assisti a sua decepção ao descobrir que era adotado e como isso aconteceu. Eu vi sua revolta, sua mágoa e sua dor. E tomar a terra pra si não fará isso passar. Você disse que nunca quis o trono, que só queria ser tratado de maneira igual ao Thor! Agora quer trazer destruição aos humanos, por quê? Você está indo pelo caminho errado! Descontar no Thor as mágoas que tem por seu pai? Isso é tão infantil! Thor gosta de você como irmão! Se seu pai nunca te amou da mesma maneira, a culpa não é do Thor, é de Odin! Matar inocentes não vai mudar nada! — vociferou.

— Cale-se sua mulher estúpida! Não me venha com essas apelações sentimentalistas! Acha que me importo com Thor, Odin ou mesmo Asgard? Acredita que os humanos são inocentes? Eles matam uns aos outros em guerras estúpidas! A liberdade que eles acreditam ter é uma ilusão! Uma liberdade controlada por assassinos que manipulam eles como querem! — falei com raiva.

Ela definitivamente sabia demais sobre mim se sobre meu passado. Sabia de coisas que eu havia dito a Thor e detalhes sobre minha conversa com Odin. Cada vez mais me convencia de que ela realmente era uma vidente. No entanto, Aredhel estava usando o que conhecia ao meu respeito para me enredar com aquela conversa tola. Uma reles midgardian querendo apelar para o sentimentalismo. Como ela ousava me enfrentar, tentar me enganar? Como tinha a coragem de me chamar de infantil? Ela não tinha noção do perigo? Mas a mulher não parava de falar!

— E se eles quiserem viver na ilusão? Isso cabe a eles decidirem! Alguns nem percebem que vivem em meio a mentiras! Não são espertos o suficiente para perceber isso — ela deu um meio sorriso. — Você acredita realmente que pela tirania governará este planeta? Acredita que pelo medo conseguirá manter os humanos passivos? Isso nunca funcionou por muito tempo! Ditadores caem o tempo todo! Não precisa ser vidente para saber que uma hora você vai perder! Além disso, você acha que depois de entregar o Tesseract aos Chitauri eles deixarão você governar? Que ele vai deixar a Terra em suas mãos? Se você realmente acredita nisso, você é o tolo que eu jamais imaginei que fosse! — esbravejou.

Aquilo já havia passado dos limites! Ela havia conseguido me deixar furioso. Como ela podia questionar meus planos? Comparar-me aos governantes de Midgard, àqueles seres inferiores? Chamar-me de tolo? Aquela tentativa irritante de me ludibriar já estava ficando ridícula. Agarrei-a pelo braço e a puxei. As algemas chegaram a estalar junto à tubulação. Tentei me controlar para não acabar de uma vez com tudo isso.

— Basta! Agora já chega sua mulher irritante! Eu não sou como os governantes deste planeta patético! E suas tentativas de me persuadir já me cansaram! — gritei com ela.

— Você se acha melhor que eles, mas não está sendo muito esperto. Além disso, você não se importa com os humanos. Não liga para quantas vidas terá que sacrificar. Quer governá-los, ser rei deles e despreza a maneira selvagem como guerreiam entre si, mas não dá a mínima para eles. O que então o faria diferente deles? — perguntou com raiva.

A pergunta dela soou tão infantil, tão ridícula. O que me fazia ser diferente deles? A ignorância dela chegava a ser tocante.

— Eu sou um Deus! — respondi sorrindo.

Eu a joguei no chão e saí do local, fui até Barton que já me aguardava já fazia algum tempo.

— Você não é um Deus e sabe disso! Não é imortal! Sua soberba será a sua ruína! — ouvi-a berrar. — Droga! Você precisa me ouvir!

Bufei. Não sabia como ainda conseguia me controlar. Confesso que tive vontade de matá-la. Ela tinha muita sorte. A habilidade dela de ver o futuro era o que a mantinha viva.





— O Tesseract está me mostrando tanta coisa. É.. É mais do que conhecimento, é a verdade — disse Selvig quando entrei.

— Eu sei. O que ele lhe mostrou, Agente Barton? — perguntei.

— Meu próximo alvo — respondeu Barton.

— Diga-me o que precisa — falei calmamente.

— Eu preciso de uma distração. E um globo ocular — falou enquanto pegava o arco.

Pelo menos a coisinha irritante falara a verdade. Eu iria a tal Alemanha atrás de um globo ocular.







Partimos em direções diferentes. Fui para o local chamado Alemanha para pegar o que Barton havia solicitado. Tudo o que eu tinha que fazer era conseguir o globo ocular e fazer uma aparição que chamasse bastante atenção, enquanto Barton executasse a outra parte do plano. Eu seria a isca até que Barton conseguisse o que faltava e que tudo estivesse pronto para a abertura do portal.

Cheguei ao museu. Mudei com uma de minhas ilusões as roupas para ficarem mais parecidas com as vestimentas dos Midgardians e adentrei pela escadaria principal naquele local. Logo na minha entrada um inseto tentou me atrapalhar, mas logo me livrei dele com o cetro. Ao chegar ao salão logo reconheci meu alvo. Peguei o homem ao qual procurava, o arremessei sobre uma espécie de mesa de pedra e puxei o equipamento fornecido por Barton. Os humanos do local começaram a correr com medo. Em seguida cravei o aparelho em um dos olhos do homem, causando mais pânico entre os presentes. Era muito bom ver o quanto eles me temiam, do jeito que eu imaginava. Aquilo estava sendo prazerosamente fácil e divertido.

Eles correram para fora do local e eu os segui. Era hora do show. Desfiz a ilusão e assumi minha real aparência. Um veículo repentinamente se aproximou de mim, então eu o repeli com o cetro, fazendo-o voar. Os humanos gritavam e pareciam perdidos. Eu parei diante deles observando o seu desespero.

— Ajoelhem-se perante mim — falei com serenidade.

Todos me ignoraram, continuaram correndo e isso me irritou bastante. Criei réplicas minhas ao redor deles, bloqueando-os.

— Eu disse de joelhos! — gritei e bati com o cetro no chão.

Todos se ajoelharam e sorri de satisfação.

— Não é mais simples? Não seria este seu estado natural? É a verdade não dita da humanidade, que vocês almejam subjugação. A atração brilhante da liberdade diminui a alegria de suas vidas em uma corrida louca pelo poder, por identidade. Vocês foram feitos para serem comandados. No final, vocês sempre vão se ajoelhar — falei calmamente.

De repente um homem velho se levantou e falou que não se ajoelharia para homens como eu. Quase ri. Não existem homens como eu. Eu estava prestes a dar uma lição naquele velho e usá-lo como exemplo para todos, quando chegou o tal soldado. O homem fora de seu tempo, com seu ridículo escudo.

Aredhel acertara mais uma vez. O primeiro de meus inimigos havia chegado. Capitão América seria o primeiro.

Notas finais
E ai? Gostaram?