Notas iniciais
*Glasset celle = Cela de vidro Mais um capítulo para você! Obrigada pelos comentários de apoio! Estou me esforçando ao máximo para faze essa história mais interessante que a primeira! Boa Leitura!

Entrei em combate com o Capitão. Logo depois se aproximou uma aeronave que tentei repelir, enquanto lutava. Em seguida chegou outra figura, agora em uma armadura. Era o intitulado Iron Man, que também me atacou. Naquele momento eu podia parar e fingir minha rendição, já havia conseguido o que queria. Eu tinha criado uma distração e conforme a Aredhel previra eu seria levado preso. Podia colocar em prática o que eu havia planejado.

Levaram-me para a aeronave onde estava a Agente Romanoff e lá me prenderam a um assento. Os dois soldadinhos ficaram cochichando quando comecei a ouvir relâmpagos. Logo esses relâmpagos e raios começaram a sacudir a aeronave. Se a vidente estava certa, era Thor que estava chegando. Ele era a única pessoa que me preocupava e podia atrapalhar meus planos.

Sem maiores avisos Thor entrou pela entrada traseira da aeronave que se encontrava aberta. Ele veio em minha direção, me arrancou do banco e me tirou da aeronave, com a sutileza que só ele era capaz de fazer. Voamos até um local afastado e não habitado. Ele me atirou ao chão de uma montanha que havia ali próximo e já começou a me questionar sobre o Tesseract.

— Eu pareço estar brincando? — perguntou Thor.

— Oh, você deveria me agradecer. Com a Bifrost destruída, quanta energia negra o Pai-de-todos teve que reunir para conjurar você aqui, em sua preciosa terra? — perguntei com ironia.

Thor veio para cima de mim e agarrou-me. Iniciou aquela mesma ladainha dramática, de que pensava que eu havia morrido e que todos lamentavam. Então tocou no nome de Odin e chamou-o de “nosso pai”. Ele não era meu pai e isso me irritava muito.

— Seu pai! Ele lhe contou sobre nosso real parentesco, não foi? — perguntei meio irritado.

— Fomos criados juntos. Brincamos juntos, lutamos juntos. Você não se lembra de nada disso? — perguntou Thor, todo sentimentalista.

— Eu me lembro de uma sombra. De viver à sombra de sua grandeza. Eu me lembro de você me jogar em um abismo. Eu que era e deveria ser o rei! — retruquei.

— Então você toma o mundo que eu amo como recompensa por deslizes imaginários? Não, a terra está sob minha proteção, Loki — revidou Thor.

Eu ri. Thor achava que cuidava deles?

— E você está fazendo um trabalho maravilhoso com isso. Os seres humanos matam uns aos outros em massa, enquanto você está de braços cruzados se preocupando. Eu falo em governá-los, por que não deveria? — falei, mas Thor me interrompeu.

— Você se acha superior a eles? — perguntou Thor.

— Bem, claro — respondi. A pergunta dele soou tão idiota.

— Então você não consegue ver a verdade sobre governar. Um trono só lhe faria mal — retrucou.

Eu o empurrei. Ele não sabia o que estava dizendo.

— Eu vi mundos que você nunca vai conhecer. Eu cresci, filho de Odin, em meu exílio. Eu vi o verdadeiro poder do Tesseract. E quando eu puder usá-lo.. — rebati.

— Quem te mostrou esse poder? Quem controla o que deseja ser rei? — perguntou irritado.

— Eu sou o rei! — retruquei irritado.

— Não aqui! Desista do Tesseract! Desista desses seus sonhos venenosos! — gritou Thor. — Você vai para casa — murmurou.

— Eu não o tenho uma — falei e Thor invocou o Mjölnir. — Você vai precisar do Tesseract para me levar para casa, mas eu o mandei embora. E não sei para onde — respondi cinicamente.

— Escute bem irmão.. — começou Thor, mas foi interrompido. O Iron Man o levou embora.

— Estou ouvindo.. — falei com sarcasmo.

Os dois foram para a floresta lá embaixo. Começaram a discutir e em seguida a lutar. Eu tinha que assistir aquilo. Seria muito divertido ver os dois lutando. Eu não tinha o menor interesse de ir embora. Minha ideia ainda era ser capturado temporariamente, conforme o planejado e como Aredhel previra. Sentei-me no chão para assistir.

Thor e o homem de latão continuaram naquela luta ridícula, mas engraçada, até que pouco tempo depois apareceu o soldadinho patriota. Depois de Thor derrubar boa parte da floresta ao acertar o escudo do Capitão, a minha diversão, infelizmente, chegou ao fim.

Finalmente me conduziram ao local que eu desejava ir, o quartel-aeronave da S.H.I.E.L.D. Na chegada pude notar que todos os que me interessavam, principalmente a besta-fera, estavam presentes. Levaram-me a uma espécie de jaula de vidro. Lá o chefe do grupo, Fury, começou a me explicar como funcionava a tal cela. Claro que não deixei de comentar que aquilo, obviamente, não havia sido construído para mim. Não pude deixar de ironizar o quão desesperados estavam para chegar utilizar o “monstro que brinca de ser homem”. Fury ficou visivelmente irritado e começou a listar os “crimes” que eu havia cometido e o quantos problemas eu teria causado.

— É doloroso para você ter chegado tão perto. Possuir o Tesseract, ter o poder, um poder ilimitado. E para o quê? Uma luz suave para dividir com a humanidade. E depois ser relembrado do que é o verdadeiro poder — provoquei.

Depois que ironizei os propósitos para os quais eles tinham intenção de utilizar o Tesseract ele, finalmente, se retirou. Eu sabia que as intenções deles com o Tesseract não eram utilizá-lo como uma fonte de energia inesgotável para humanidade. Isso era tudo besteira. As intenções deles eram outras: produzir armas de destruição em massa. Sabia que meu comentário não passaria desapercebido por alguns deles. Segundo Barton, nem todos eram estúpidos. Então eu só precisava plantar a dúvida e deixar a discórdia se espalhar.

Passado algum tempo a Agente Romanoff apareceu. Isso não me deixou nada surpreso. Com o que Barton havia me dito, eu imaginei que enviariam ela para me interrogar, se fazendo passar como amiga.

Ela chegou alegando apenas querer saber sobre Barton, o que seria dele depois que eu o usasse.

— Isso é amor, Agente Romanoff? — perguntei sarcasticamente.

— Amor é para crianças. Eu tenho uma dívida com ele — respondeu.

— Diga-me — falei me sentando.

Romanoff contou que Barton havia sido mandando para matá-la, mas a tinha poupado.

— E o que você faria se eu me comprometesse em poupá-lo? — perguntei.

— Não o deixaria sair — respondeu Romanoff.

Eu ri.

— Ah, não. Mas eu gosto disso. Seu mundo na balança e você barganhando por um homem? — perguntei em tom de ironia.

Ela insinuou que não se apegava a um governante em especial. Perguntei para quem ela trabalhava naquele comento e ela respondeu que tinha algumas “marcas vermelhas” em seu “livro” que ela gostaria de remover. Aquilo era ridículo.

— Você pode? Você pode limpar todo esse vermelho? A filha de Drakov? São Paulo? O fogo no hospital? Barton me contou tudo. Seu livro está pingando, está jorrando vermelho e você acha que salvar um homem, não mais virtuoso do que você, vai mudar alguma coisa? — levantei-me já impaciente com aquele drama. — Este é o sentimentalismo do mais barato. É o cúmulo da ingenuidade... É patético! — vociferei. — Você mente e mata a serviço de mentirosos e assassinos. Você finge ser diferente, ter seu próprio código, algo que compensaria os horrores. Mas eles são uma parte de você e eles nunca irão embora.

Aproximei-me do vidro e dei um murro.

— Eu não vou tocar em Barton, não até eu fazê-lo te matar! Devagar. Intimamente. De todas as formas ele sabe que você teme! E ele vai acordar, apenas, a tempo suficiente para ver o excelente trabalho que fez. E quando ele gritar, eu partirei o crânio dele! Esta é a minha barganha, sua vadia chorona! — rosnei.

Ela se virou toda ofendida e me chamou de monstro.

— Não.. Vocês trouxeram o monstro — falei sorrindo.

— Então é o Banner... Esse é o seu jogo — falou virando-se para mim e agindo como se nada tivesse acontecido.

— O quê? — perguntei em dúvida.

Então ela me agradeceu e saiu falando, deixando-me lá. Depois é que percebi o que tinha ocorrido. Romanoff queria que eu dissesse qual era o meu plano. Mal ela sabia a fera não era exatamente meu plano. Eu inclusive já havia deixado claro que sabia sobre a real natureza do tal Banner. A besta realmente fazia parte de minha trama, mas não era tão importante. Tratava-se apenas que mais um engodo para atrasá-los. Logo ela despertaria e não havia nada que Romanoff pudesse fazer para evitar isso e minha fuga.

Notas finais
Então? O que acharam?