A mulher do meu destino

41 Love is like a cloud, holds a lot of rain


Notas iniciais
* Love is like a cloud, holds a lot of rain = O amor é como uma nuvem, carrega muita chuva. - Trecho da música "Love Hurts" de Nazareth. Obrigada a todos os comentários!! Mas meu agradecimento especial hoje vai para Gabii NS que recomendou a fic!! Amei o que escreveu! Muito obrigada mesmo!! Vibrei ao ver a terceira recomendação da fic!! E em comemoração prometo postar mais um capítulo amanhã!! Fiquei muito feliz de saber que várias de vocês gostaram da minha interpretação dos sentimentos de Loki.. Fiquei contente de saber que não decepcionei vocês.. O capítulo de hoje está cheio de surpresas... Espero que gostem... Boa leitura..

Mudei minha aparência para aquelas roupas esdrúxulas e seguimos para a Bifrost. Segundo Aredhel, o portal se abriu em algum lugar de Londres. Como de costume, por questão de segurança, aterrissamos em um local com pouco movimento. Com o endereço de Jane em mãos, Aredhel seguiu nos guiando pelas ruas. Pelo que ela sabia, o apartamento ficava um pouco longe de aonde chegamos. Nós não tínhamos a moeda que os midgardians de lá utilizavam para comprar, então teríamos que ir a pé até o local. No caminho Aredhel aproveitou para ir mostrando o local a Váli. Explicou que a Londres de lá era praticamente idêntica a Londres de sua realidade, tendo apenas poucas diferenças.

— E você sabe como chegar lá? — indaguei.

— Mais ou menos — ela coçou a nuca —, sendo dessa ou de outra realidade, de qualquer forma, é a primeira vez que venho a Londres — deu de ombros.

— Maravilha — resmunguei.

— Mas com o endereço e com o que vi naquele mapa na estação de metrô, acho que sei como chegar lá. Uma pena meu celular não funcionar aqui — fez um muxoxo. — Um mapa mais real ajudaria.

De repente Aredhel deu um gritinho e correu em direção a vidraça de um prédio. Nele havia algumas estátuas de mulheres com vestidos longos brancos. Ela olhava tudo aquilo maravilhada.

— O que tem de especial essas roupas? — comentei com desdém. — Seus vestidos são mais bonitos.

— São vestidos de noiva. Aqui as mulheres se casam geralmente de branco, com vestidos como esses. Na verdade tudo é muito diferente. A mulher ganha uma joia, um anel, ao ficar noiva. Como esses aqui — apontou para alguns anéis através da vidraça. — Depois de casada, a esse anel se junta a aliança de casamento. Como essas aqui — falou apontando para outro grupo de anéis. — O homem também passa a usar aliança, sinalizando que é casado.

— Hum. Então aquele anel que você usava foi o outro quem te deu? —falei tentando disfarçar a irritação ao falar de Phillip.

— Sim — murmurou com um semblante triste. — Quando voltei para terra e descobri que ele morreu, eu deixei o anel para ser entregue à família dele.

— Então vocês Midgardians gostam de exibir que pertencem a alguém? — sorri com ironia. — Eu gostei disso — ri.

— Pertencer é uma palavra muito forte — riu Aredhel.

— Acho que vou providenciar uma aliança para você. Para deixar claro que sou seu dono — sorri maliciosamente.

Aredhel revirou os olhos e depois riu.

— Só usaria se você usasse também — falou dando um sorriso irônico.

— Não vejo problema algum nisso — falei despreocupadamente.

Andamos por quase uma hora até chegarmos a um prédio. Aredhel apertou um botão à sua porta e uma voz fina de mulher respondeu. Assim que Aredhel se identificou e a porta se abriu. Ao chegarmos ao apartamento a porta já estava aberta e havia uma mulher de óculos nos aguardando. Ao me ver, a mulher franziu o cenho e em seguida fez uma expressão chocada.

— Olá Darcy! Eu sou Aredhel! — disse estendendo a mão para cumprimentá-la. — Este é Váli e este é Loki — apresentou-nos.

— Er... Prazer — cumprimentou Darcy, parecendo meio nervosa. — Olá menininho — falou bagunçando os cabelos de Váli.

— Aredhel! Que surpresa! — exclamou Jane, mas em seguida olhou-me assustada. — Er... Olá Loki. Este deve ser o Váli, certo? — falou se abaixando.

— Sim! E a senhora deve ser a tia Jane! — exclamou todo sorridente.

— Oh! Que fofo! — derreteu-se Jane.

— Minha nossa! Você está grávida? — indagou Darcy surpresa ao olhar para Aredhel novamente.

— Darcy! — sibilou Jane. — Não seja indiscreta! — ralhou.

— Sim — confirmou Aredhel. — Viemos contar a novidade, meio tarde — disse sem jeito —, mas enfim.

— Meus parabéns! Fico feliz por vocês — disse Jane sorrindo. — Quantos meses já?

— Seis meses — falou Aredhel alisando a barriga.

— E já sabem se é menino ou menina?

— Decidimos esperar, assim como fizemos com Váli.

— Mas que surpresa! Vocês por aqui! — exclamou Thor aparecendo na sala. — Irmão! — deu-me um abraço. — Pequeno! — carregou Váli — Pequena! — puxou Aredhel para um abraço.

Thor continuava irritantemente muito efusivo.

Conforme imaginei, ele ficou muito feliz com a notícia do segundo sobrinho. Conversei com Thor sobre os conflitos de Asgard e ele disse que iria até Asgard para me auxiliar. Aredhel e Jane conversavam alegremente enquanto Darcy brincava com Váli. Passado algum tempo Jane nos convidou para uma volta e em seguida irmos comer alguma coisa. No caminho perguntei a Thor sobre Fury e os demais.

— Realmente acredita que eles se conformaram tão facilmente? — perguntei impaciente com a ingenuidade de Thor.

— Não, mas de qualquer forma não tive mais notícias — deu de ombros, indiferente. — O que quer que eles estejam planejando, me deixaram sem saber da situação — comentou com o semblante pensativo.

— Eles devem estar tentando encontrar uma forma de ir para a outra realidade — bufei. — E a Gem roxa? Já está com Stark? — fingi preocupação.

— Está — confirmou. — Ele já construiu um cofre. Somente eu tenho acesso a ela.

— Ah, Thor — suspirei. — Espero que isso tudo não tenha sido um grande erro. Eu tenho certeza de que ele também tem acesso à Gem — falei parecendo irritado.

— Acalme-se Loki, eu ficarei de olho neles. Você precisa confiar nos humanos — retrucou.

— Você é inocente demais — fiz uma careta.

Se Stark tivesse acesso à pedra, cedo ou tarde saberíamos. Ele descobriria que não estava com a Gem, mas sim com uma Norn Stone. Em meu favor estava o fato deles desconhecerem as Norn Stones e nem imaginarem como seria a Gem roxa verdadeira. A ignorância deles não os deixaria perceber facilmente a diferença entre as duas pedras, a menos que resolvessem explorar suas propriedades. Veríamos quanto tempo levaria para aqueles midgardians ambiciosos e estúpidos perceberem a troca.

Comemos e Váli experimentou todo feliz a tal de pipoca e, por fim, o sorvete. Eu também provei ambos. Não era uma maravilha, mas eram bons. Despedimo-nos de todos e nos preparamos para retornar à Asgard. No caminho para o local onde chegamos Aredhel ainda tomava seu sorvete. Fiquei observando e aquilo me deixou um pouco desconcertado.

— Acho que agora sei de onde vêm algumas de suas habilidades — comentei cinicamente olhando para ela e em seguida para o casquinho de soverte.

Aredhel me olhou confusa inicialmente, mas ficou rubra logo em seguida.

— Você anda muito tarado, isso sim — comentou meio rindo.

— Acho que temos que começar a fazer sorvetes em Asgard. Não quero que perca a prática — comentei maliciosamente.

— Tem outras formas de praticar — ela me deu um sorriso lascivo.

Eu sorri satisfeito, a abracei e dei um beijo em seus lábios. Em seguida voltamos para Asgard.

Semanas depois Thor chegou a Asgard. Ele me contou que foi procurado por agentes da S.H.I.E.L.D, querendo detalhes sobre a visita de alguns asgardians. Ele acabou revelando que fora Aredhel e eu que fomos até lá. Segundo me contou, eles pareceram ficar muito nervosos e não aparentaram acreditar que fosse apenas uma visita inocente. Alegrava-me saber o quanto eles me temiam. Thor mal chegara, quando ele, Sif, Fandral e Volstagg tiveram que partir para mais uma missão pacificadora. Afinal, o principal motivo da vinda de Thor era vir me prestar socorro conforme prometera.

Nesse meio tempo Aredhel havia apresentado à Váli uma garotinha e seu irmão. Sigrid e Siegfried eram crianças do vilarejo de Asgard, filhos de uma das servas do palácio. Siegfried devia ter uns cinco anos e a menina tinha a idade de Váli. Desde então, as duas crianças vinham frequentando o palácio diariamente para brincar com Váli. Eu havia alertado Váli para que evitasse utilizar certas magias enquanto estivesse com os amigos para evitar acidentes como o que tivera com Aredhel.

Finalmente eu começara a ensinar magia a Váli. Até então, era Aredhel que se ocupava dessa função. Como Váli se mostrou ser mais poderoso do que imaginávamos, eu pedi a ela que deixasse isso aos meus cuidados. Levei Váli até a sala interna de treinamento e pedi a ele que demonstrasse a mim algumas magias que a mãe havia lhe ensinado, começando pelas mais simples. Queria ver o poder dele de concentração e por quanto tempo ele conseguiria mantê-las.

— Eu sei conjurar animais! — disse Váli todo sorridente. — Cobras, ratos, sapos. Qualquer animal! Veja! — estava visivelmente empolgado e logo começou a conjurá-los.

Primeiro Váli fez aparecer algumas cobras e aos poucos foi aumentando a quantidade no local. Em pouco tempo o chão inteiro do salão estava coberto por todo tipo de serpentes. Fiquei surpreso com a habilidade do menino.

— Posso tentar algo diferente? — perguntou-me de repente.

— O que quer tentar? — perguntei desconfiado.

— Insetos. Mamãe nunca deixou que eu tentasse com insetos — resmungou.

— Ah… — ri. — A sua mãe não gosta muito de insetos. Natural que ela não o deixasse conjurar.

Lembrei-me da época em que Aredhel e eu estávamos presos. Ela me contara que odiava insetos e que tinha pavor de aracnídeos. Aracnofobia foi o nome que ela me deu. Disse que era assim que os midgardians chamavam o medo irracional de aranhas.

— Certo… Vá em frente...

Váli conjurou primeiramente algumas baratas e depois besouros. Aredhel entrou na sala na hora em que Váli estava desfazendo a ilusão. Ela olhou os insetos e fez uma careta.

— Como vão meus meninos? — perguntou enquanto fitava com nojo uma barata grande próximo ao seu pé.

Claramente ela ficou aliviada ao vê-la desaparecer. Váli olhou para ela e com um sorriso sinistro, começou a conjurar algumas aranhas. Ao ver isso olhei na direção de minha esposa e, como imaginei, ela estacou diante da cena.

— Váli, aranhas não — sibilei.

— Ué… — deu de ombros. — Por que não? — o questionamento saiu em um tom divertido.

— Sua mãe tem medo! Ela tem pavor de aranhas — falei com veemência.

Em questão de segundos o número de aranhas em vez de diminuir, dobrou. Aredhel, que continuava paralisada de medo e começou a ficar pálida.

— Váli, pare! Já falei! Aranhas não! — rosnei.

— Só perdemos o medo se o enfrentarmos — o menino declarou de forma despreocupada.

Olhei para ele chocado. Fiquei boquiaberto com a frieza dele. Ainda sorrindo ele continuou aumentando a quantidade de aranhas e as fez avançar sobre Aredhel.

— Você está torturando sua mãe! — gritei. — Ela está grávida! Pare com isso!

Algumas começaram a subir nela. Aredhel se debatia em pânico, ainda que as aranhas desaparecessem ao seu toque. Estava tão apavorada que não conseguia abstrair que era apenas uma ilusão. Váli parecia se divertir com a cena. Angustiada, ela desistiu de bater nas aranhas que continuavam a ser conjuradas. Ela recuou se escorando na parede, deslizou até o chão e se encolheu abraçando a si mesma. Aquilo foi a gota d’água. Fiquei furioso, avancei sobre Váli e dei-lhe uma bofetada. A ilusão se desfez de imediato. Meu filho me olhou chocado com lágrimas nos olhos e saiu correndo da sala. Eu rapidamente me aproximei de Aredhel. Ela estava suando frio, com as mãos geladas e tremia. Lágrimas desciam por seu rosto e murmurava palavras confusa. Era claro seu estado de choque.

— Está tudo bem, meu amor — abracei-a.

Ela se agarrou a mim apavorada. Vi em seus olhos o pavor que sentia. Percebi que seu coração batia exageradamente rápido.

— Elas... E-elas... Estão p-por... P-por t-toda parte... E-eu... Eu... — gaguejava Aredhel com o olhar alucinado.

— Aredhel era só uma ilusão — tentei consolá-la. — Está tudo bem.

— N-não… E-estavam a-aqui… E-era real…

— Não, meu amor. Não eram reais.

— M-mas… M-mas… P-por q-quê? — balançou a cabeça confusa.

Preocupado com seu estado, a carreguei e a levei para o quarto. Coloquei-a na cama e ela ficou olhando para a parede com um olhar distante. Chamei uma das servas e pedi que trouxessem algo para ela se acalmar. Depois de fazer Aredhel tomar um chá, eu a deitei em meu colo e fiquei acariciando seus cabelos até que ela adormecesse.

Depois de acomodá-la na cama eu fui direto para o quarto de Váli. Quando entrei ele estava sentado na cama todo triste e com os olhos vermelhos de tanto chorar. Sua bochecha ainda estava avermelhada pela bofetada que eu havia dado. Sentei-me ao seu lado e ele me olhou franzindo o cenho.

— Sabes por que eu lhe bati? — perguntei com seriedade.

— Sei — fez uma pausa — porque fui mal com a mamãe — falou baixinho.

— Você foi cruel com ela! Foi sádico! Eu vi que se divertia com o medo dela! — tentava conter a irritação. — Sua mãe levou um bom tempo para se acalmar. Por que fez isso a ela? — perguntei pasmo. — Por Frigga... Ela é sua mãe.

— Era para ser uma brincadeira — murmurou com tristeza. — Eu achei que seria divertido assustá-la. Depois achei que, se ela tinha medo, ela poderia enfrentar seu medo — ergueu aqueles pequenos ombros.

Váli lembrava-me a mim mesmo. Desde criança eu adorava pregar peças e assustar as pessoas com os seus maiores medos. Eu havia dado tanto trabalho a Frigga e Odin e agora estava pagando pelo que fiz através de meu filho.

— Nem sempre é divertido assustar as pessoas. Assustar é uma coisa, torturar a pessoa é outra! Além disso, ela é sua mãe! Deve respeitá-la! — rosnei. — Não é assim que se cura o medo de alguém — dei um suspiro tentando me acalmar. — Ela está grávida e isso poderia ter feito mal a ela e ao bebê.

— Eu sinto muito, papai — falou com a voz chorosa.

— Você deve desculpas a sua mãe. E nunca mais ouse fazer algo parecido contra ela — fui firme.

Váli foi comigo até o quarto e deitou-se ao lado de Aredhel. Ficou olhando para ela e acariciou, com a sua pequena mão, o rosto dela. Ele aguardou, pacientemente, que Aredhel acordasse e pediu desculpas a ela em meio às lágrimas. A mãe o desculpou e o abraçou toda melosa. Aredhel era indulgente demais.

Passou-se mais de um mês. Os meus dias andavam muito agitados e naquele dia eu estava tão ocupado, que mal vira Váli ou Aredhel. Chegada a hora do almoço, não encontrei nem meu filho e nem minha esposa. Perguntei sobre os dois aos servos. Informaram-me que Váli estava na casa dos amigos e que não tinha vindo almoçar por causa da forte chuva que caía desde o início da manhã. Quanto a Aredhel nenhum deles a havia visto desde o café da manhã. Não me preocupei a princípio, pensei que ela estaria na biblioteca ou no quarto cochilando. Voltei aos meus afazeres, imaginando que ela almoçaria mais tarde.

No fim da tarde Váli e as crianças entraram correndo no salão.

— Papai! Papai! — exclamou esbaforido e encharcado.

— O que houve? E por que vocês estão todos molhados? — perguntei meio impaciente.

— Estávamos brincando em casa, perto da floresta, senhor — começou Siegfried ainda arfante. — Queríamos vir brincar no palácio, mas a chuva não parava, então esperamos minha mãe se distrair e fugimos.

— Vocês não deviam ter feito isso! — ralhei. — Sua mãe deve estar preocupada procurando vocês! Vocês podem adoecer nesse frio!

— Papai isso não importa — interrompeu Váli. — O importante é que no caminho achamos a mamãe!

— A sua mãe? Andando nesta chuva? — bufei. — Bem típico dela…

— Não papai! Ele não estava andando, está caída lá no caminho! — gesticulou com veemência.

— Como assim caída? — levantei em um átimo. — Está machucada? E que caminho é este? Onde ela está? — enchi as crianças de perguntas.

— Ela está perto da floresta. Está caída no chão. Não conseguimos acordá-la — explicou Siegfried meio nervoso.

Senti um aperto no peito. O que teria acontecido a Aredhel?

— Vocês fiquem aqui e troquem essas roupas molhadas! — ordenei. — Eu vou atrás dela — acenei para que chamassem a babá das crianças.

— Mas papai... — protestou Váli.

— Vão! Agora! — rosnei.

Segui rapidamente em direção a floresta. A chuva estava mais intensa e cada vez mais esfriava. Ao chegar próximo à floresta avistei Aredhel caída no chão. Havia uma cesta com flores ao seu lado, imaginei que tinha ido até lá colher algumas flores, como fazia de costume. Aproximei-me e ajoelhei ao seu lado. Ela estava pálida e encharcada. Senti um nó se formar em minha garganta.

— Aredhel? — chamei-a e segurei uma de suas mãos.

Ela estava muito gelada, sua respiração era lenta e fraca. Ela estava desaparecida desde a manhã. Perguntava-me se ficara desmaiada todo esse tempo. Eu a sacudi um pouco e nada. Parecia dormir pesadamente. Eu toquei o rosto de Aredhel, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.

— Aredhel, meu amor, acorde. Por favor — implorei.

Não obtive resposta. Desesperado eu a carreguei e segui com ela para a sala de cura. Sentei-me ao lado da cama de Aredhel e fiquei aguardando a serva examiná-la.

— Ela estava com a temperatura do corpo muito baixa. Já devia estar desmaiada por um longo tempo nessa chuva e nesse frio — Eir, uma das servas, começou a explicar.

— Isso eu imaginei quando a toquei. Ela estava extremamente gelada. O bebê está bem? E por que ela não acorda? — indaguei preocupado.

— O bebê está bem. Quanto a sua esposa. Bom, ela não responde a alguns estímulos, inclusive aos dolorosos — informou com um semblante penalizado.

— E o que isso quer dizer? — perguntei impaciente.

— Majestade... — fez uma pausa. — A rainha se encontra em um sono profundo — falou com tristeza.

— Mas como? Por quê? — desesperei-me.

— Ainda não sabemos meu senhor — franziu o cenho. — Fizemos tudo o que podíamos.

Eu estava em choque. Perguntava-me o que havia acontecido com Aredhel. Aquilo parecia um pesadelo. Quando ela despertaria?

Notas finais
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