A mulher do meu destino

40 If I could melt your heart.. We'd never be apart


Notas iniciais
* If I could melt your heart.. We'd never be apart - Se eu pudesse derreter seu coração.. Nós nunca ficaríamos separados - Trecho da música "Frozen" da Madonna. Obrigada a todos os comentários!! Principalmente ao de mia_kcullen! Ela esclareceu o mistério da queda de acessos à fic! A queda coincidiu com a mudança do site com a censura. Segundo nossa leitora, quase que ela não acha a fic e chegou a pensar que tinha sido deletada.. =( deve ter outros leitores perdidos pensando o mesmo.. Infelizmente não posso mudar a classificação da fic por causa do conteúdo "hot".. hehehe Sobre o capítulo de hoje.. Eu já tinha quase deixado ele pronto, mas eu sentia a necessidade de escrever ele de uma forma diferente. Na verdade, acredito que demorei demais para tocar nesse assunto delicado. Espero que goste da minha versão dos reais sentimentos de Loki... Música tema = Frozen. Boa leitura... PS: Quem puder recomende a fic. Eu agradeço. =)

Fiquei em choque diante da cena. Meu filho visivelmente havia herdado minha parte Jotun. Eu estava paralisado, não sabia o que dizer e nem o que fazer. Aredhel correu em direção a Váli e abriu os braços para abraçá-lo. Eu ia dizer para ela não fazer isso, temendo que ela se queimasse ao tocá-lo, mas antes que eu pudesse dizer algo, ela o abraçou. O toque na pele de Váli estranhamente não a queimou.

— Está tudo bem, meu anjo — Aredhel lhe beijou a fronte. — Isso aconteceu porque você é parte Jotun — sorriu e olhou em minha direção. — Seu pai é um Jotun — revelou.

— Jotun? — Váli arregalou os olho. — O povo de Jotunheim? — pareceu confuso.

Váli nada sabia sobre minha real origem. Aredhel havia deixado Váli assistir os filmes de todos os Avengers, menos os filmes nos quais eu estava. Ela dizia que talvez deixasse o menino confuso ao ver-me atacando Thor ou Midgard. Tampouco entenderia meus conflitos familiares com Odin. Ela alegava que Váli ainda não estava preparado para saber o quanto o pai já havia sido mal. Não quis discutir com ela sobre a legitimidade de meus atos, pois depois do ataque de Other à Asgard, eu me arrependera amargamente do que fiz, uma vez que meus atos quase custaram a vida de Aredhel e de Váli. Se eu não tivesse me aliado a Other e Thanos, nada daquilo teria acontecido.

— Sim. De Jotunheim — ela afirmou ao menino. — Lembra-se de quando eu lhe ensinei sobre todos os povos dos nove reinos? — perguntou calmamente.

— Sim, mamãe — murmurou e franziu o cenho.

Em seguida Váli me olhou com um semblante confuso. Aquilo foi demais para mim. Uma ansiedade começou a crescer dentro de mim. Meu filho me rejeitaria? Não suportaria ser rejeitado. Não de novo. Não por ele...

Virei-me e saí do salão. Ouvi Aredhel me chamar, mas continuei andando. Imagens de minha discussão com Odin passavam por minha cabeça. Uma confusão de sentimentos surgiu. A raiva que senti, o sentimento de rejeição, a mágoa. Todas as mentiras que eu havia acreditado durante a minha vida e que tanto me deixaram ferido. Dores que nunca compartilhei com ninguém, nem mesmo com Aredhel.

Refugiei-me no quarto. Passado algum tempo Aredhel entrou. Ela sentou-se ao meu lado na cama. Fitou-me e passou as mãos carinhosamente sobre meus cabelos.

— O que disse a ele? — perguntei friamente.

— Tudo — olhou-me e enrugou a testa. — Contei toda a verdade sobre sua origem.

— E como ele reagiu ao saber que o pai dele é um monstro? — indaguei entredentes. — Que ele é neto de Laufey? Que Thor não é tio legítimo dele? — tentava conter a raiva que vinha não sei de onde.

— Ele agiu com normalidade — ela sorriu. — Não se incomodou nem um pouco. Na verdade, ele deve estar esperando que você vá vê-lo — disse despreocupada. — Ele queria tanto ver sua verdadeira forma. Ele ficou bem curioso.

Olhei para Aredhel chocado. Eu não conseguia entender a reação de Váli. Ela pareceu perceber minha confusão e deu um longo suspiro.

— Loki, quando eu falei sobre os povos dos nove reinos a Váli, eu o fiz isso sem floreios. Nunca quis ocultar a realidade de nenhum fato, mas também sempre fiz questão de que ele tirasse as próprias conclusões sobre o que aprendia. Eu tenho o educado para nunca julgar ninguém por sua origem. Ou prejulgar alguém por qualquer outro motivo — ela segurou minha mão. — Vocês sempre falaram dos Jotuns como um povo subdesenvolvido, ignorante, de práticas atrozes. Como a de abandonar uma criança — crispou os lábios. — Eles sempre foram os “monstros que os pais falam aos filhos à noite”. Mas olhe-se no espelho. Você é um Jotun, é um gênio e mestre em magia. E agora também é rei de Asgard. Você seria incapaz de fazer o mesmo que o Laufey fez. Você não é como eles — afirmou dando um sorriso tímido.

Eu estava sem palavras. Aredhel definitivamente sempre via o melhor de mim. Eu tinha a consciência de que ela havia me aceitado do jeito que eu era desde o início e nunca demonstrou ter medo de mim, nem mesmo quando revelei a ela minha forma Jotun, mas forma dela de pensar ia além. Embora eu nunca tenha me exposto a ela, Aredhel via quem eu era. Ela podia enxergar através de mim.

Entrelacei meus dedos nos dela e dei um sorriso fraco.

— Meu amor… — ela prosseguiu. — Desde que te conheci pessoalmente, eu venho tentando compreender o que você sente. Tenho tentando incessantemente que você se abra comigo — deu uma risada triste. — Eu sou como um livro aberto para ti, mas você... Seu coração ainda está fechado para mim... Você passou tanto tempo consumido com sua busca por poder. Desperdiçando seu tempo com ódio e ressentimentos — fez uma pausa com os olhos cheios de lágrimas. — E você ainda está preso a tudo isso. Está em uma prisão na qual só você tem a chave para se libertar. Agora não há mais motivos para atribuir culpa a alguém. Laufey e Odin se foram. E apesar de tudo o que você fez, seu irmão ainda lhe ama — lágrimas começaram a descer por seu rosto. — Está na hora de deixar tudo isso para trás. Deixe toda essa dor que você tem dentro de você morrer. Deixe isso para trás e entregue-se a mim... Abra-se para mim. Somos um casal… Eu sofro o mesmo que você. Você fica arrasado, eu também fico... Eu sofro junto com você... Eu te amo... — murmurou em meio às lágrimas.

Eu a abracei forte. Aredhel tinha razão. Eu passei todos esses anos fugindo do que sentia. Escondia meus sentimentos atrás de minha frieza. Talvez se eu tivesse tido com quem compartilhar toda aquela dor as coisas teriam sido diferentes.

Ouvi soluços. Por um momento pensei que era Aredhel quem soluçava, até perceber que era eu quem emitia os sons. Não conseguia conter minhas lágrimas.

— Eu o amava, o admirava — criei coragem para falar. — Eu só queria provar a ele que eu seria um bom rei. Que mesmo sendo Jotun, eu era digno de ser filho dele. Digno do mesmo amor que ele oferecia a Thor — desabafei em meio a um soluço.

— Eu sei meu amor... — consolava-me Aredhel.

Eu fiquei abraçado a Aredhel e, passado algum tempo, voltei a me acalmar. Olhei para ela e fiquei pensando em quanto me sentia grato e aliviado por tê-la ao meu lado. Alguém que compreendia como eu me sentia, que se doava e se dedicava tanto a mim. Que se revelou para mim e que esperou pacientemente, durante aqueles anos, que eu me revelasse também.

— Eu te amo — murmurei.

— Eu também te amo, Loki — falou baixinho.

Aredhel sorriu e deu-me um beijo suave nos lábios. Acariciei seu rosto e dei um sorriso. Senti algo quente invadir meu peito. Eu amava aquela mulher devotadamente.

Puxei-a para um beijo mais longo. Deslizei minhas mãos por suas costas e a deitei na cama. Olhei para ela amorosamente e fui abrindo devagar o seu vestido, enquanto a fitava nos olhos. Aredhel sorriu e começou a abrir minha camisa. Em seguida eu retirei minha calça e Aredhel tirou o resto de sua roupa. Voltei a beijá-la vigorosamente. Eu alisei a pele de seu pescoço e desci meus lábios por ele delicadamente, até alcançar seus seios. Rocei meu rosto neles e dei beijos cálidos em seu colo. Aredhel deslizava suas mãos por meu rosto e cabelos, fitando-me com ternura.

Desci por seu corpo deslizando meu nariz e lábios nele. Queria sorver e me embriagar no cheiro de sua pele. Subi novamente beijando seu corpo carinhosamente, até chegar aos seus lábios novamente. Beijei-a ardentemente, minha alma clamava por unir-se a dela. Vagarosamente eu comecei a penetrá-la, tomando cuidado para não deixar meu peso recair sobre ela. A barriga ainda não aparecia, mas era melhor prevenir.

Aredhel gemia baixinho entre meus lábios. Eu movia suavemente meu quadril. Desejava que aquele momento durasse para sempre. Eu queria jamais ter de me separar dela. Ela se entregou a mim, gemendo prazerosamente. Fechei os olhos e também entreguei-me ao prazer que sentia. Gradativamente fui acelerando o movimento. Apoiei-me na cama com uma das mãos e com a outra segurei a cintura de Aredhel, pressionando-a contra meu quadril. Juntos chegamos ao nosso clímax. Abri os olhos e sorri arfante para Aredhel. Como poderia não amá-la?

Depois de recuperarmos o fôlego e trocarmos carícias, ainda na cama, começamos a conversar sobre Váli.

— Sabes que um dia teremos que contar toda a verdade a ele, não sabes? — perguntei.

— Eu sei Loki — fez um muxoxo. — Um dia ele assistirá todos aqueles filmes. E será logo. Não quero que ele cresça e descubra essas coisas só depois de adulto, como foi com você. Mas você tem que pensar no que dirá a ele para justificar seus atos. Até porque você não se arrepende deles — franziu o cenho triste.

— Eu me arrependo sim, Aredhel. Não de tudo, é claro. Mas me arrependo da forma como fiz algumas coisas e de ter me aliado a Other e Thanos. Isso quase custou sua vida — dei um suspiro. — Você tinha razão. A vida cobra caro por nossas escolhas erradas — comentei com tristeza.

Ela sorriu para mim e abraçou-me.

Depois de me vestir, segui até o quarto de Váli. Ele estava brincando quando entrei. Ao me ver, se levantou, saiu correndo em minha direção e abraçou-me. Senti meu coração se aquecer. Meu filho também não se importava com minhas origens. Era grato, mais uma vez, a Aredhel pela forma que criava nosso filho.

— Mamãe me falou que o senhor é adotado — falou em meio a um sorriso.

— Sim. É verdade, sou adotado — afirmei.

— Ela também contou sobre Laufey — murmurou triste. — Que bom que o senhor foi adotado pelo vovô Odin e a vovó Frigga — sorriu.

Eu o abracei e dei um beijo em sua cabeça.

— Sim, eu dei sorte de ter tido eles como pais — comentei meio sem jeito.

— O senhor vai me mostrar como é sua forma Jotun? — perguntou todo animado.

— Vou — sorri. — Vamos até a sala das relíquias.

Fomos até a sala novamente e chegando lá eu toquei a Casket. Aos poucos, minha pele foi mudando e eu fui me transformando. Estendi a mão para Váli e ele a pegou. Depois que minha forma havia mudado totalmente, Váli também foi se transformando.

— Legal! — meu filho exclamou observando a própria pele mudar de cor.

Aredhel entrou no salão e sorriu para nós. Váli correu e abraçou a mãe.

— Pelo jeito eu posso tocar você sem me queimar, Váli — ela sorriu para o menino. — Não tenho a mesma sorte se tocar seu pai quando ele está nesta forma. E seus olhos não mudam para vermelho — inclinou a cabeça e olhou na minha direção. — Acho que é porque eu sou humana, sendo assim você só é parte Jotun. Será que é isso, Loki? — questionou-me.

— Não sei — fui sincero. — Acho que sim — dei de ombros e me aproximei dos dois.

— Então sou uma parte da mamãe e uma parte do papai? — perguntou Váli.

— Sim meu filhote — ela roçou nariz contra o dele. — Você é — afirmou meio rindo.

Carreguei Váli e ele todo sorridente olhou para Aredhel e depois para mim.

— Eu amo você mamãe. E você também papai — falou alegremente.

— Também te amo, minha coisa fofa! — sorriu Aredhel dando um beijo na bochecha de Váli.

— Também te amo, filho — sorri timidamente.

Aredhel tinha uma forma bem diferente de pensar sobre a vida. Sempre foi questionadora e pelo jeito passou isso a Váli. Aredhel tinha sua maneira particular de pensar sobre os povos dos nove reinos. Ela sempre dizia que cada povo tinha seus valores, crenças e suas características, mas que nem por isso eles seriam bons ou maus por inteiro. “Nem todo mundo tem a mesma faceta do diamante lapidada”, Aredhel costumava dizer para justificar as diferenças entre os povos. Ela acreditava que um dia todos evoluiriam e poderiam viver harmonicamente. Aredhel era uma sonhadora.

Os noves reinos estavam longe de viverem em paz. Apesar de alguns reinos terem ficado surpresos e satisfeitos com minha administração, depois de minha coroação uma série de conflitos recomeçou em alguns deles.

Segundo fui informado, quando a Bifrost foi destruída, o exército de elite de Asgard, os Einherjar, ficaram impossibilitados de transitar entre os nove reinos. Dessa forma, inúmeros conflitos se iniciaram em vários locais. Quando a Bifrost foi reconstruída com a ajuda do Tesseract, Thor e os guerreiros de Asgard partiram em missões para restabelecer a ordem. Essas missões terminaram um pouco antes de minha saída da prisão.

Resumindo, conforme Odin havia jogado em minha cara, eu fora responsável pelo desequilíbrio nos nove reinos.

Naquele momento, grupos contra minha ascensão e outros que se diziam inspirados por mim, começaram a causar problemas. Os rebeldes eram poucos e Volstagg e os demais facilmente resolviam o problema. Mas eu temia que isso não continuasse assim. Eu também ainda tinha assuntos pendentes com os Jotuns. Tudo isso só aumentava a minha pressa em juntar as Gems. Eu tinha que estar preparado, caso fosse necessário manter a ordem pela força.

Desde que voltara da realidade de Aredhel, eu havia deixado de lado a busca pelas Infinity Gems. Com os conflitos e outras questões de Asgard eu andava sem muito tempo para me afastar em busca das Gems. Eu esperava que até o nascimento de nosso segundo filho eu conseguisse resolver tudo e voltar à minha ambiciosa meta.

Os meses se passaram, Aredhel já estava quase no fim da gravidez e seus sintomas estranhos pioravam. Tinha dias em que estava cheia de vida, em outros passava boa parte do dia sem ânimo. Ela também andava muito mais triste. Um dia a encontrei no jardim toda tristonha.

— O que você tem Aredhel? Anda tão triste — sentei-me ao seu lado.

— Nada. Está tudo bem — forçou um sorriso.

Péssima mentirosa. Coloquei uma das mãos sobre sua barriga, acariciando-a.

— Quando será que sua mãe vai parar de tentar mentir para mim? — falei com a barriga. — Ela não sabe mentir — ri.

— Sei sim… — bufou. — Enganei você por mais de um ano… Lembra-se?

Estreitei os olhos e ela quase sorriu.

— Pode mentir bem, mas não consegue esconder o que sente… Não de mim...

Aredhel deu um suspiro triste.

— Pensei que pelo menos minha mãe viria logo me ver, assim que soubesse da minha gravidez — murmurou com tristeza. — Mas ela não veio... Papai a controla demais.

— Correção… Ela se deixa dominar — falei sem humor. — Não se preocupe. Eu sei que ela virá logo — puxei-a para um abraço.

Ela me deu um sorriso tímido.

Às vezes eu me perguntava se ela era feliz vivendo longe da família e dos amigos. Desde que ela veio morar em Asgard, Aredhel vinha ocupando seu tempo com treinos e estudos, mas me indagava se ela não se sentia solitária.

— Aredhel, você é feliz comigo? — perguntei de repente. — É feliz vivendo aqui em Asgard?

Ela me olhou meio surpresa.

— Sou, claro que sou — sorriu. — Pergunta boba — resmungou.

— Não se sente solitária aqui? — questionei preocupado.

— Bom — mordeu os lábios —, sentir eu me sinto às vezes, mas não era muito diferente de quando vivia na Terra. Eu também não tinha muitos amigos — deu de ombros. — As pessoas não gostavam de mim…

— Se lhe serve de consolo, eu também nunca tive muitos amigos — comentei.

— Nós nos completamos — disse pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos. — E você, Loki? É feliz comigo? — encarou-me com aqueles olhos escuros e ansiosos.

Sempre insegura. Respondi com sinceridade.

— Não poderia ser mais feliz — sorri.

Alguns dias depois, Aredhel acordou toda animada. Ela e Váli apareceram para o café da manhã, vestidos com aquelas roupas estranhas, típicas de Midgard.

— Posso saber o porquê dessa animação toda e... — olhei-a dos pés à cabeça — ...desses trajes?

— Vamos à Midgard! — anunciou Váli. — Vamos visitar o tio Thor e a tia Jane. Ela vai levar a gente para tomar sorvete e comer pipoca! — explicou todo animado. — Apesar de eu não saber o que é sorvete e nem pipoca... — murmurou confuso.

— Como? — perguntei surpreso.

— Eu sonhei que íamos para a Terra — revelou Aredhel. — Estou louca para tomar sorvete e comer pipoca desde que acordei — riu. — Você vai conosco?

Eu odiava Midgard, mas vi nessa “visita” a chance de conversar com Thor e pedir que ele me auxiliasse nos conflitos que ainda ocorriam em alguns reinos. Além do mais, Aredhel parecia extremamente alegre e não podia negar isso a ela depois de vê-la tão triste nas últimas semanas. Também lembrei que provavelmente a tal da S.H.I.E.L.D ficaria muito assustada com essa visita. Não pude deixar de sorrir ao imaginar o medo deles ao me reverem. Essa “visita” tinha tudo para ser divertida.

Notas finais
Então o que acharam? Odiaram? Gostaram? Viajei na interpretação do Loki? Comentem..