A mulher do meu destino

45 I need a hero.. And he's gotta be fresh from the fight


Notas iniciais
* I need a hero.. And he's gotta be fresh from the fight = Eu preciso de um herói.. E ele tem que ter acabado de sair de uma luta. - Trecho da música "I need a hero" de Bonnie Tyler. Bom! A música tema desse capítulo é "I need a hero". Essa música e esse capítulo são uma homenagem a Aredhel e todas as mulheres que precisam e sonham com um herói. A música se encaixa perfeitamente com o capítulo.. Podem apostar.. hehehe.. Eu me esmerei arduamente para escrever este capítulo e ele é o mais longo, até agora, na fic. Realmente espero que gostem. Obrigada pelos comentários!! Obrigada a quem comentou pela primeira vez, obrigado a quem deu sugestões e etc.. Boa leitura! ATENÇÃO! Devido as normas do site que falam sobre o uso de pessoas reais em fic, esta fic viu-se obrigada a criar um PERSONAGEM FICTÍCIO, chamado JAMES. James na fic é quem interpreta Loki na "vida real". E JOHN interpreta Thor. Entenderam? Mas a imaginação fica por conta de vocês. ;) PS: Todos os capítulos anteriores já foram devidamente corrigidos e adaptados.=)

— Não sabe o quanto foi conveniente que você viesse sozinha — a ironia daquele homem era clara em sua voz.

— Mas o que está acontecendo? — indagou o ator assustado, se colocando na frente de Aredhel, protegendo-a. — O que pensam que vão fazer?

— Não temos nada contra você — um dos representantes sorriu com cinismo —, só precisamos da mulher. Ela é a esposa dele, não é? Então ela será a nossa garantia de que nada nos acontecerá enquanto estivermos de posse dela — deu de ombros. — Seja inteligente e fique fora disso.

— Vocês estão loucos? — o ator retrucou irritado. — Não podem fazer isso! Não permitirei que toquem nela — recuou, empurrando Aredhel contra a parede.

— Pense bem — o outro olhou de forma condescendente. — Podemos tranquilamente continuar fazendo os filmes sem você — a ameaça era bem clara. — Assaltos acontecem todos os dias e alguns terminam em trágicos tiroteios. Na vida real, os heróis morrem — foi frio.

— Vocês não vão levá-la — o ator falou pausadamente, estendendo um dos braços sobre Aredhel.

Fiz menção de me levantar e o homem que estava atrás de mim, colocou uma arma encostada em minha cabeça. Olhei para Aredhel e ela me fitou aflita, fechou os olhos momentaneamente e deu um suspiro triste. Aquele era o sinal do fracasso do plano ingênuo dela. Abri um sorriso de satisfação. Faria todos pagarem pela audácia de tentarem sequestrar e ameaçar a minha esposa.

Rapidamente desarmei o homem que estava atrás de mim, agarrei-o pela cabeça e quebrei seu pescoço. Desfiz a ilusão de minha aparência. Os dois homens, que apontavam as armas para o ator e Aredhel, olharam para mim. Eu lancei minhas pequenas adagas e os acertei no pescoço. Tiros começaram a ser disparados para todos os lados, inclusive na direção de Aredhel e do ator. Louças e vidros voavam em várias direções. Mais homens armados apareceram vindos da área dos fundos do local.

Aredhel havia puxado o ator para baixo de uma das mesas e em seguida multiplicara sua imagem, confundindo os atiradores. Avancei sobre mais dois seguranças que atiravam, em vão, em minha direção. Os tiros ricocheteavam em meu traje. Pobres midgardians, realmente acreditavam que poderiam ser páreo para mim? Matei-os prazerosamente com a minha adaga.

Vi de relance as adagas de Aredhel acertarem as mãos de três homens, desarmando-os. Irritantemente, Aredhel ainda tentava não matar ninguém. Conjurei a Gungnir e derrubei mais três atiradores. Aredhel lutava pela posse da arma com um deles quando um dos representantes pegou uma das armas do chão e a apontou em sua direção.

— Aredhel, cuidado! — sibilei.

O ator pegou uma cadeira e acertou o representante, fazendo-o cair no chão e derrubar a arma. Em seguida, ele rapidamente chutou a arma para longe. Os homens que Aredhel havia desarmado avançaram sobre ela, cercando-a, então ela se viu obrigada a lutar contra eles. Fui atacado novamente e não pude ajudá-la. De soslaio, percebi que um deles imobilizou Aredhel enquanto outro deu um murro em seu estômago e em seguida uma bofetada. Fiquei furioso, matei mais dois atiradores e me encaminhei na direção de minha mulher. O ator saiu mais uma vez em defesa dela e acertou o homem que havia batido nela, mas em seguida levou um soco de outro atirador. Aredhel deu uma cabeçada no homem que a imobilizava. Aproveitando a distração dela o homem com o qual ela lutara para desarmar, juntou a arma e apontou-lhe novamente. Eu o atravessei com a Gungnir e acertei uma adaga no pescoço do último atirador que lutava com o ator.

Ao final do massacre, os dois representantes estavam encolhidos embaixo de uma das mesas. Guardei a Gungnir e avancei lívido de raiva em direção a eles. Queria matá-los com as minhas próprias mãos. Puxei um deles e o ergui pelo pescoço. O outro pegou uma faca que estava sobre a mesa e avançou sobre Aredhel e o ator. Para defender o ator,ela o empurrou, ficando frente a frente com o crápula. Ele ergueu a faca contra Aredhel, mas ela desviou do ataque dele e com sua adaga o acertou no abdome. Eu estrangulei o outro lentamente.

Aredhel olhava com tristeza para as próprias mãos ensanguentadas. O ator colocou a mão sobre o ombro dela a confortando. Lembrei-me de que Aredhel nunca havia matado um de seus semelhantes. Aproximei-me dos dois e ela me olhou assustada, se colocando rapidamente entre mim e o ator. Ignorei aquele instinto protetor dela.

Encarei-a preocupado. Aredhel estava com um corte nos lábios. O ator estava com o nariz sangrando e com um pequeno corte no supercílio esquerdo.

— Você está bem? — perguntei apenado, passando a mão pelo rosto dela.

— Estou — meneou a cabeça e deu um sorriso fraco.

— E você? — voltei-me na direção do ator. — Estás bem?

— Sim… — olhava-me surpreso. — Estou… — balançou a cabeça aturdido.

Dei um longo suspiro e criei coragem para dizer algo que não gostaria.

— Obrigado, James — comecei meio sem jeito. — Obrigado por salvar e defender Aredhel. Serei eternamente grato.

— De nada... — murmurou dando um sorriso tímido.

Aredhel me abraçou e escondeu o rosto em meu peito. De repente, ouvi barulhos vindos dos fundos do local.

— Você dois fiquem aqui — ordenei aos dois. — Vou verificar o que é esse barulho.

Os dois assentiram e fui para os fundos do café. Chegando lá vi os servos daquele local, sentados no chão, amarrados e amordaçados. Libertei-os e eles me olharam assustados e confusos. Quando o vilão ajuda os midgardians?

Momentos depois, todos nos reunimos no salão principal.

— Acho melhor vocês chamarem a polícia — disse Aredhel olhando o cenário ao redor com visível tristeza. — Vocês possuem câmeras de segurança, certo? — franziu o cenho.

— Sim, temos — murmurou nervosamente uma das servas do local. — Meu Deus... Que horror — levou uma das mãos à boca.

— Com a gravação, creio todos ficaremos livres de qualquer acusação — Aredhel disse baixinho para James. — Ficará comprovado que agimos em legítima defesa.

Aproximei-me de James e o chamei para um canto, enquanto Aredhel conversava com os servos do local.

— Sabes onde ficam as sedes desses representantes? — questionei-o.

— Bom, eu sei... — anuiu, mas logo me fitou surpreso. — Mas o que está pensando em fazer? Vai matar todo mundo lá? — sussurrou com um semblante preocupado.

— Não. Aredhel não deixaria — revirei os olhos e trinquei os dentes. — Digamos que irei lá fazer a ele uma proposta irrecusável — sorri cinicamente.

— Acho que entendi — ele murmurou franzindo o cenho. — Bom, talvez essa sua proposta e a repercussão do que ocorreu por aqui seja o suficiente para que eles se convençam — olhou para um dos corpos no chão e deu um suspiro triste.

— Se não for... — sorri. — Cenas como essas vão se repetir. Aredhel querendo ou não — mal contive o sarcasmo.

O ator pareceu ficar assustado, mas nada comentou. Aredhel, por fim, se aproximou de nós.

— Infelizmente você terá que pensar no que vai dizer para a polícia — dirigiu-se com tristeza ao ator.

— Não se preocupe — deu um sorriso fraco. — Vou contar o que aconteceu. Que marcamos um encontro e que fomos atacados — olhou para o chão com um semblante triste. — Acho que o resto… Bem... As gravações falarão por si — deu de ombros.

— Você ficou todo machucado — murmurou Aredhel com o semblante triste. — Venha comigo — pegou a mão dele. — Deixe-me dar uma olhada nesses seus ferimentos. Conheço algumas magias que vão evitar que fiquem cicatrizes.

Fomos para os fundos do local. Aredhel rapidamente começou a cuidar dos ferimentos do ator. Fiquei emburrado tentando controlar meu ciúme, mas não sentia raiva de James. Afinal, ele havia salvado minha esposa.

Enquanto ela cuidava dele eu traçava mentalmente meus novos passos. Teria que agir rapidamente e precisaria me livrar de Aredhel, pelo menos temporariamente, para poder agir. A compaixão de Aredhel quase custou a vida dela e a do ator. E diante do que tinha planejado, se algo desse errado, ela poderia atrapalhar. Ela tinha tido a chance dela de tentar resolver as coisas de seu jeito, agora era a minha vez.

Terminado os curativos do ator, Aredhel prometeu manter contato com ele para saber sobre maiores detalhes sobre o ocorrido e a própria situação em si. Ela recomendou, que por segurança, ele partisse o mais rápido o possível para seu país. Ouvimos barulhos vindos do salão e James falou que era a tal de imprensa que havia chegado. Aredhel explicou para mim que viraríamos notícia e que logo todos saberiam do ocorrido. Despedimo-nos de James e, assim que a polícia chegou, partimos de volta para a antiga casa de Aredhel.

Ao chegarmos na casa, Lucy nos cumprimentou extremamente aflita.

— Acabei de ver pela TV! — tropeçava nas palavras. — Meu Deus! — olhou Aredhel dos pés à cabeça. — Você está machucada? — referiu-se ao sangue nas mãos e roupas.

— Não. Eu estou bem. Esse… — Aredhel fitou o chão, entristecida. — Esse sangue é de um dos representantes. Era uma cilada. Eles nos atacaram.

— Meu Deus! — Lucy levou a mão à boca. — Algum inocente se machucou? O ator?

— Não… — mordeu os lábios. — Ele está bem… E as crianças?

— Estão dormindo. Váli acabou de pegar no sono. Hela acordou assim que vocês saíram, dei o leite e agora voltou a dormir.

— Obrigada mesmo, amiga — Aredhel deu um sorriso fraco.

— Bom. Eu vou indo — Lucy juntou suas coisas. — Qualquer coisa me ligue! E… — apertou os lábios. — Cuidem-se — despediu-se e saiu.

Em seguida Aredhel subiu para ver as crianças que dormiam no quarto. Fui para a cozinha, preparei um chá para ela e depois subi. Ela acabara de sair do banho e estava sentada na cama com um olhar triste. Olhava para as mãos, como se procurasse algo invisível, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. Ela visivelmente se sentia culpada por ter matado aquele homem.

— Foi igual ao sonho — murmurou em meio às lágrimas.

— Você apenas se defendeu — tentei confortá-la.

— Deu tudo errado, Loki — fungou. — Quando Tony e Fury souberem… Thor disse que voltaria para saber sobre o encontro… O que faremos? — chorava.

— Primeiro se acalme. Tome esse chá — entreguei-lhe a xícara. — Depois pensaremos no que faremos — afaguei seus cabelos.

— É de morango? — bebericou o chá, com as mãos trêmulas. — Nossa — fechou os olhos com força. — Está muito bom — deu um novo gole.

— Sim. Seu predileto. Tome tudo — sorri.

Aredhel tomou rapidamente todo o chá, depois se levantou para levar a xícara até a cozinha. No caminho ela começou a trombar com os móveis. Aredhel deixou a xícara se espatifar no chão, se virou e me encarou chocada.

— Você... C-colocou algo... A-algo n-no chá... — gaguejou e se desequilibrou. — Loki... P-por.. Por quê? — franziu o cenho.

— Sinto muito, Aredhel — encarei-a compadecido e a amparei. — Era necessário.

— Loki… — uma lágrima escorreu por seu rosto.

Aredhel desmaiou em meus braços. Eu a carreguei, a levei até a cama e a coloquei ao lado das crianças. Acariciei seu rosto e dei um suspiro triste.

— Espero que me perdoe, meu amor — beijei seus lábios.

Peguei a água do lago e pensei em James.

Aterrissei em um quarto pequeno. James estava colocando algumas roupas em uma espécie de baú com rodas e me fitou estupefato.

— Loki? O que faz aqui? Como? — balançou a cabeça confuso.

— Vamos! Você vai me levar até a sede daqueles vermes — ordenei.

— Mas... O quê? — arfou.

— Você me levará até os dois locais. Como lhe falei, tenho uma proposta muito boa a fazer — sorri com a ironia. — Prometo que lhe trago de volta quando eu terminar com tudo — fui sério.

Ele fez menção de protestar, mas eu não tinha tempo a perder.

— Acho melhor você colaborar.

Partimos. Chegamos à frente de um grande edifício. James olhava nervosamente para mim. Na verdade ele estava extremamente preocupado com meus planos. Era um tolo sentimental igual a Aredhel.

— Você, espere aqui — ordenei. — Vou resolver esse assunto rapidamente e partiremos para o outro local, o dos estúdios. Então me poupe do trabalho de ir atrás de você e me obedeça. Sabes que posso encontrá-lo facilmente — sorri cinicamente.

— Vou aguardar — meneou a cabeça com uma expressão de sofrimento no rosto. — Procure pelos presidentes, são eles quem tomam as decisões — comentou franzindo a testa. — Mas Loki, pense no que vai fazer. Tente não matar ou machucar ninguém — pediu e mordeu os lábios. — Tem pessoas inocentes lá, que estão apenas trabalhando… Cumprindo ordens… — passou a mão pelo rosto. — Cristo... Pense em Aredhel.

Revirei os olhos. Como se já não me bastasse ter Aredhel pedindo pelos “inocentes”, agora também tinha o ator.

— Prometo que vou tentar se benevolente — ri com escárnio. — Dependerá unicamente deles. Aredhel e você já deram a eles uma chance e o que ganharam com isso? — rebati entredentes. — Aqueles homens estavam cumprindo ordens quando ameaçaram a vida de vocês! Eu já estou cansado de gente cumprindo ordens e de ter paciência com as tolices dos midgardians!

Ele crispou os lábios e coçou a nuca.

— Por falar em Aredhel, onde ela está? — indagou preocupado.

— Digamos que ela está dormindo profundamente — fui irônico.

— Você fez algo a ela? — alarmou-se. — Por Deus. Ela é sua esposa, mãe de seus filhos.

— Você, não se meta! Da minha esposa, cuido eu! — sibilei.

Ele me olhava com um olhar acusatório. Na verdade vi raiva naquele olhar. Bufei irritado.

— Eu jamais faria mal algum a ela — fui sincero. — Você não diz me conhecer tão bem? Acha mesmo que eu faria algo contra ela?

— Não, mas... Você é… Real… Pode muito bem não ser igual ao cara que interpretei — olhou-me de esguelha. — Já percebi que é muito possessivo e violento. Enfim — deu de ombros. — Não sei se é confiável.

— Então não confia em mim? — ri. — Não imagina o quanto estou magoado — fui sarcástico.

— Não confio… — encarou-me sério. — Você confiaria?

— Não, eu não confiaria…

— Claro… Isso parece um déJà vu… — riu. — Se eu confiasse em você, só provaria ser um tolo…

— Ela está bem… Acredite… — afirmei, meio impaciente. — Dei algo para ela dormir. Assim ela não poderá... Interferir — sorri. — Quanto a você. Fique aqui e aguarde! — ordenei.

— Que opção eu tenho? — fez uma careta.

Segui em direção ao prédio. Na entrada havia um grupo de homens armados. Presumi que eles já sabiam que o plano deles havia falhado e reforçaram a segurança do local. Lembrei-me das palavras de James. “Tente não matar ou machucar ninguém. Pense em Aredhel”. Deixei escapar um suspiro irritado. O que eu não fazia por aquela mulher?

Avencei sobre os homens e lancei minhas adagas desarmando a maioria, mas sem matá-los. Três insistiram em voltar a atacar, então não tive alternativa a não ser matá-los. Adentrei no prédio e me dirigi a uma mulher sentada a uma mesa no salão de entrada.

— Mulher! Onde fica a presidência? Quero falar com o presidente! — vociferei.

A mulher toda amedrontada e gaguejando me explicou como chegar até a sala onde o tal presidente estava. Sorri satisfeito. Mais homens armados apareceram e eu, rapidamente, os fiz desmaiar. Fui direto para a presidência. Chegando lá estavam reunidos vários outras pessoas. Quando entrei todos me olharam chocados.

— Creio que vocês já devem saber que o plano de vocês deu errado — sorri. — Eu, Loki, rei de Asgard, vim fazer uma proposta a vocês. Uma proposta irrecusável — ironizei. — Eu quero que vocês suspendam toda e qualquer produção de filmes ou séries que envolvam a minha realidade! — exigi. — Do contrário todos vocês, sem exceção, terminarão como aqueles homens que vocês enviaram para o café.

— Isso é um absurdo! — rosnou um homem e pegou o telefone. — Onde estão os seguranças? Chame a polícia! Agora!

Joguei uma de minhas adagas na mão dele e multipliquei minha imagem cercando todos na sala. No momento seguinte, vários homens armados entraram na sala. Os presentes na reunião rapidamente se jogaram para baixo da grande mesa que havia na sala e os atiradores começaram a me atacar. Perdi a paciência e já nem evitava matar alguém. Conjurei a Gungnir e saí aniquilando um a um os guardas. Depois que finalizei o último, bati a Gungnir no chão, fazendo um estrondo.

— Ajoelhem-se! — bradei. — Ajoelhem-se perante mim!

Aos poucos, os acovardados foram saindo de baixo da mesa e se ajoelhavam diante de mim. Estavam visivelmente apavorados ealguns até choravam. Não pude deixar de sorrir diante de tal ironia. A cena se repetia. Midgardians ajoelhados diante de mim, só que dessa vez não teriam Avengers para defendê-los.

— Parem de me fazer perder tempo! Digam logo a resposta de vocês à minha proposta — sorri com escárnio. — Dependendo da resposta, veremos se teremos mais baixas.

— Vamos... Fa... Fa... F-fazer o que... O que você... Pe... P-pediu... — gaguejou um homem que estava na ponta da mesa.

— Espero que sim — sorri despreocupado. — Vocês já sabem que tenho habilidades especiais. Habilidades essas que me tornam um pesadelo para vocês. Se vocês fizerem o que pedi, vou deixá-los em paz. Não irei procurá-los, nem persegui-los — expliquei calmamente. — Caso contrário, virei atrás de vocês, os encontrarei e os matarei — fui incisivo. — Posso vigiá-los e encontrá-los a hora que eu quiser. Então espero que não me façam voltar aqui. Eu não dou segundas chances — alertei.

O homem apenas assentiu com a cabeça. Sorri vitorioso e satisfeito. Retirei-me do local sem maiores dificuldades. Chegando lá fora encontrei James me aguardando escondido. Ele me olhou dos pés a cabeça e engoliu seco.

— Você matou alguém? Tem feridos? — perguntou assustado.

— Não muitos — dei de ombros. — Eu me controlei demasiadamente. Apenas matei o necessário. Não posso fazer nada se alguns guardas preferem morrer — não contive o sarcasmo.

Ele franziu o cenho e abaixou a cabeça com tristeza.

— Se lhe serve de consolo, eles aceitaram a minha proposta e não precisei matá-los.

James passou a mão pela nuca.

— Isso é loucura… — murmurou.

— Vamos. Não tenho tempo a perder. Vamos para o próximo alvo — sorri.

Mais uma vez partimos. Novamente deixei James escondido e segui para a porta do prédio. Como era de se imaginar havia guardas em sua entrada. Tentei novamente matar o mínimo de pessoas possível. Juro que tentei...

Dessa vez na sala onde estava o presidente havia um número menor de pessoas, mas o dobro de guardas. Ao entrar os guardas apontaram as armas para mim. O homem que estava na cabeceira da mesa e que presumi ser o presidente, dispensou os atiradores com um gesto. Eles baixaram as armas e boa parte deles se retirou do local.

— Muita calma, senhor Loki — mostrou-se sereno. — Creio que podemos conversar civilizadamente e chegarmos a um acordo.

— Realmente podemos chegar a um acordo. Tudo o que vocês têm a fazer é deixar seus ouvidos atentos à minha admoestação e seguirem-na à risca — dei de ombros. — Se fizerem isso, ninguém sairá ferido ou morto. Têm a minha palavra.

— Por favor, entenda. É apenas um negócio, não foi pessoal — devolveu com o mesmo tom irônico.

— É tudo pessoal para mim — falei entredentes.

O homem pareceu estremecer. Ele tentou se recompor e se inclinou sobre a mesa.

— Diga qual é a sua proposta — pediu.

— Vocês não mais produzirão esses filmes ou séries — fui categórico. — Esqueçam essas histórias de heróis e batalhas! Esqueça todo esse universo que gira em torno de meus reinos!

— Não podemos fazer isso — balançou a cabeça. — Pessoas dependem desses filmes. Famílias inteiras são sustentadas com essas produções — disse com certa veemência.

— Eu não me importo! — sibilei. — Eu não ligo para quantos de vocês eu terei que matar para que isso acabe! Eu não ligo para Midgard ou qualquer outro reino! — cuspi as palavras.

Enquanto eu ia falando eu me aproximava cada vez mais do homem e ele, atônito, se encolhia em sua cadeira.

— Vocês vão parar com esses filmes, nem que eu tenha que matar todos os humanos, ou fazer esse mundo desaparecer! — bradei e dei um murro na mesa do homem a partindo em duas.

Neste instante os seguranças que haviam se retirado invadiram a sala atirando em minha direção. Os que estavam na sala e próximos ao presidente, o cercaram e o escoltaram para fora da sala. Alguns soldados jogaram bombas próximas a mim. Era uma nova cilada.

Aquilo tudo parecia uma piada sem graça, brincadeira de criança e eu já estava cansado de brincar com os midgardians. Eles fizeram sua escolha e selaram seu destino. Saí matando todos os atiradores sem piedade e com rapidez. Com a Gungnir em punho eu nem perdia tempo, apenas atirava raios em todos os que cruzavam meu caminho. Rapidamente alcancei o presidente que estava tentando fugir pelo topo do prédio. Pelo que parecia, ele estava a caminho de uma aeronave. Teletransportei-me para próximo dele, matei seus soldados e o agarrei pelo pescoço, erguendo-o do chão.

— Não! P-por... Favor... Nós.. P–pararemos com os filmes... — gaguejou. — Por favor... N-não m-me mate... — implorou inutilmente.

— Eu lhe dei uma chance e você não soube valorizá-la, humano estúpido — rosnei e o atravessei com a Gungnir.

Por fim, com um raio da Gungnir fiz voar pelos ares a aeronave que partia sem o presidente. Olhei ao redor e fiquei imaginando a reação de Aredhel ao saber de tantas mortes. Dei um suspiro. A conversa seria longa...

Desci e me encaminhei para frente do prédio. Ouvi sons estridentes que partiam de veículos com luzes, que chegavam à frente do prédio. Alguns homens apontaram armas para mim.

Eu já estava irritado com tudo aquilo. Simplesmente mandei pelos ares os veículos. Alguns explodiram outros apenas ficaram de cabeça para baixo. Continuei seguindo e fui em direção ao local no qual deixei James escondido.

Encontrei-o sentado e com um semblante muito preocupado.

— Loki... O que... O que você fez? — perguntou todo trêmulo e franziu o cenho. — A polícia da cidade inteira foi acionada! Isso é loucura! — exasperou-se.

— Loucura? — trinquei os dentes. — Isso é loucura? — gritei. — Loucura é ter a vida ditada pelo que eles produzem! Loucura foi o que fizeram naquele café! Loucura é esses seres inferiores pensarem que podem armar armadilha para mim!

— Jesus… — murmurou.

— Não tenho culpa da tenacidade de seu povo — comentei sem remorsos.

— Loki, isso saiu do controle! Isso pode virar uma guerra! — falou desesperado.

— Não há guerra quando apenas um lado pode ganhar — sorri. — Aqui não existem heróis para salvá-los. Estão por conta própria. Eles apenas têm que fazer o que mandei e mais ninguém se machucará.

— Mas Loki você não pode sair matando as pessoas e... — dizia aflito.

— Basta! — interrompi-o. — Lembre-se de quenão fui eu quem começou tudo isso! Você é testemunha de que tentei me conter. Mesmo contra minha vontade, Aredhel veio com a melhor das intenções e dei a eles o benefício da dúvida. Mas como eu imaginei, eles agiram exatamente conforme sua natureza bárbara. Não se importam em passar por cima dos outros para alcançarem suas ambições e se utilizam dalei do mais forte para conseguirem o que querem! Nisso se parecem demais com os midgardians da outra realidade! Pouco evoluíram nesses mil anos, em termos de estratégia.Não é atoa que matam uns aos outros em guerras tolas e inúteis! Eu apenas joguei o jogo deles e por ser obviamente mais forte e inteligente, venci! — sibilei. — Só você mesmo e Aredhel para terem a ingenuidade de acreditarem na boa vontade da humanidade! Eles procuraram por isso! Agora, eles que arquem com as consequências dos próprios atos! — fui firme. — Tudo o que eles precisam fazer é aprenderem com esse erro, manterem sua palavra e tudo ficará bem. Não tenho o menor interesse em pisar neles, tampouco governá-los! Só precisam ficar longe de meu caminho!

— Então eles concordaram? — indagou esperançoso.

— Não. Esses resolveram desperdiçar a chance que dei — ergui o ombro. — Mas que eu saiba, mortos não podem produzir filmes — fui sarcástico.

James, exasperado, balançava a cabeça negativamente enquanto passava as mãos pelos cabelos.

— Vamos. Eu ainda preciso de um favor seu.

— Favor? — enrugou a testa.

— Você vai conhecer a verdadeira Asgard — sorri.

— O quê? — surpreendeu-se.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem.