A mulher do meu destino

39 Home.. Hard to know what it is if you never had one


Notas iniciais
* Home.. Hard to know what it is if you never had one = Lar... Difícil de saber o que é, se você nunca teve um. - Trecho da música "Walk on" do U2. Bom, fiquei muito feliz com os comentários apoiando a fic. Obrigada a vocês que continuam lendo, comentando e acompanhando a fic fielmente. Sou muito grata mesmo. Prometo de esforçar para caprichar cada vez mais nos capítulos. Espero que gostem desse. Boa leitura.

Olhei para Aredhel confuso. Ela me fitou com uma expressão que era um misto de medo e tristeza. Puxei uma cadeira e sentei ao seu lado.

— Aredhel qual o problema? — peguei sua mão entre as minhas. — Se for verdade, eu ficarei tão feliz — fui sincero.

— Loki — apertou minha mão —, acredita que conseguiremos dar um lar feliz aos nossos filhos? Acha que serei uma boa mãe? Eu.. Eu tenho tanto medo de falhar com eles... — encheu-me de perguntas, visivelmente angustiada.

— Aredhel você já é uma boa mãe. Nós já temos um filho e... — comecei a falar, mas parei. Só então entendi o medo de Aredhel. — Aredhel você está com medo de acontecer com nossos filhos o mesmo que aconteceu conosco? — fui direto.

Ela apenas baixou a cabeça e assentiu. Eu a abracei e passei uma das mãos sobre seus cabelos. “Lar” era onde a nossa dor residia. Aredhel e eu crescemos em famílias que dedicavam uma maior atenção a apenas um dos filhos. Sempre tivemos a sensação de que não pertencíamos à família, que não nos encaixávamos naquele lar e que éramos menos amados. Ela tinha medo que um de nossos filhos viesse a se sentir da mesma forma. Temia que um deles se sentisse preterido em relação ao outro.

— Aredhel — suspirei —, justamente por termos passado por esse tipo de situação, duvido que deixemos isso acontecer. Tenho certeza que nem você e nem eu amaremos um de nossos filhos mais do que o outro — afirmei com sinceridade. — Dessa forma, duvido que um de nossos filhos venha se sentir menos amado que o outro. Assim como você, jamais desejaria isso a um de nossos filhos e isso nos torna menos propensos a cometer tal erro. Nós sabemos como isso é doloroso e como aconteceu. Se por algum motivo um deles se sentir assim, perceberemos com facilidade e poderemos contornar a situação.

— Acha mesmo? — franzindo o cenho com os olhos marejados.

— Eu tenho certeza — beijei sua fronte. — Mas antes de qualquer coisa, acho que deveríamos ir descobrir se você realmente está grávida — sorri.

Fomos procurar uma das servas da sala de cura. Após um exame, a serva rapidamente confirmou a gravidez de Aredhel.

— Você me faz tão feliz, Aredhel. Um segundo filho! — beijei-a nos lábios.

— Também estou feliz — sorriu. — Temos que contar a Váli! — falou alegremente.

Naquele momento eu tinha uma certeza sobre os sonhos de Aredhel: ela podia realmente prever as coisas. Isso não poderia ser mais perfeito. Gloriosamente, eu tinha, de fato, uma vidente ao meu lado. Isso seria tão útil. Junto com as Gems e Aredhel eu praticamente teria poder ilimitado. A única coisa que temia era que Aredhel pudesse descobrir minhas reais ambições. Duvido que ela aprovasse que eu detivesse tantos poderes em minhas mãos.

Fomos até Váli e contamos a novidade a ele. Váli ficou muito feliz com a notícia. Disse que finalmente teria alguém com quem brincar. Aredhel ficou triste ao ouvir que nosso filho se sentia tão solitário. Sif, Fandral e Volstagg nos cumprimentaram pela novidade. Sif fez questão de lembrar a Aredhel de que teria de parar de treinar novamente.

— Sem sustos, ouviu majestade? — riu Fandral.

— Vou tentar — riu Aredhel de volta.

Dois meses depois eu estava ocupado criando uma nova forma de acesso ao salão das relíquias. A gravidez de Aredhel transcorria de forma tranquila e ela não tinha desmaios ou enjoos. Entretanto ela passou a ter um comportamento muito estranho. Havia dias em que acordava cheia de energia e outros em que ela passava muito tempo dormindo. Nestes dias, Aredhel levantava muito tarde e cochilava várias vezes durante o dia. Para completar, seu sono estava cada vez mais pesado.

Eu havia feito Aredhel me prometer se comportar durante a gravidez. Ela disse que iria se dedicar aos seus estudos e a ensinar magia para Váli. Confesso que fiquei meio preocupado com a ideia de ver Váli fazendo as mesmas travessuras da mãe, mas pensei que, pelo menos, os dois estariam seguros. Ledo engano. Eu mal podia imaginar o que me aguardava.

Uma manhã eu estava distraído trabalhando, quando ouvi o grito de Aredhel. O grito tinha vindo da pequena sala que havíamos designado para treinamento, além da arena externa. Corri até o local sentindo uma mistura de medo e raiva. No caminho tentava imaginar o que fazia Aredhel naquele local, no estado em que se encontrava. Ao entrar na sala vi Aredhel encolhida segurando o braço que sangrava. Do outro lado da sala havia um lobo gigante. Eu não entendia como aquele animal tinha entrado no palácio, nem tão pouco como estava ali naquela sala. Eu avancei em direção ao animal, mas Aredhel gritou novamente.

— Não, Loki! Este é Váli! — alertou-me.

Eu parei diante do animal, chocado. O animal rosnava e parecia decidir se me atacava ou não. Pelos deuses… Era Váli!

— Concentre-se, Váli! Ele é seu pai! — gritou Aredhel.

O lobo olhou para Aredhel e baixou a cabeça ganindo com tristeza. A magia se desfez, revelando Váli sujo de sangue e chorando. Ele correu em direção a Aredhel e a abraçou.

— Desculpa… mamãe... — chorava o menino. — Eu não... Não sei como fiz isso... — soluçava.

— Está tudo bem — murmurou Aredhel, acariciando o rosto dele —, meu anjo. Não foi nada — roçou o rosto nos cabelos negros.

Aproximei-me de Aredhel e examinei o braço dela. A mordida parecia ter sido feita mesmo por um animal. As ilusões que eu criava não poderiam reproduzir algo assim. Afinal, eram apenas ilusões.

— Como ele fez isso? — pensei alto.

— Eu não sei... Eu... Eu só estava ensinando ele a criar ilusões... — ela gaguejava nervosa.

Olhei para meu filho preocupado.

— Desculpa papai. Eu... Eu... — o menino tornou a cair no choro.

— Está tudo bem — falei rapidamente. — Depois conversamos sobre essas ilusões. Vamos levar sua mãe para cuidar desse braço.

Ajudei Aredhel a se levantar e seguimos para a sala de cura. Depois do curativo feito, de acalmar Váli e deixá-lo aos cuidados de uma serva, fui conversar as sós com minha esposa.

— Eu sei que está zangado comigo — ela murmurou com tristeza ao me ver entrar no quarto.

— Na verdade estou mais assustado que zangado — comentei preocupado.

— Eu sei — anuiu aturdida. — Eu nunca imaginei que não se pudesse controlar uma ilusão e que a mordida seria tão real.

— E não é, Aredhel — meneei a cabeça. — Aquilo não foi uma ilusão, foi uma transmutação. Nosso filho se transformou de fato em um lobo, temporariamente — falei seriamente.

— Mas como? — parecia chocada.

— Não sei — fui sincero. — Ele é novo demais para conseguir fazer algo parecido. Não sei como ele conseguiu realizar tal feito. Muito menos como conseguiu se controlar e não te matar ou me atacar — confessei preocupado.

Aredhel ficou perplexa, ela sabia do que eu estava falando. Isso era magia muito avançada.

— Por enquanto acho melhor você ensinar outros tipos de magias a ele. Deixe que essa parte de ilusões eu cuidarei de agora em diante. Se ele possui essa habilidade eu o ajudarei a controlá-la — expliquei.

— Certo — ela murmurou entristecida.

— Está tudo bem, Aredhel — sorri. — A culpa não foi sua. Nosso filho só é mais poderoso do que imaginávamos — comentei quase extasiado.

— Eu sempre disse que ele não era uma criança normal — deu um meio sorriso.

Váli demonstrava ser mais do que um garoto inteligente. Ele parecia ter o dom para magia e, pelo jeito, quando ficasse mais velho, seria muito mais poderoso do que eu. Eu pensava nisso com orgulho e receio ao mesmo tempo. Pensava no quão perigoso seria se um dia meu filho ficasse contra mim, como fiquei contra Odin.

Um mês depois William, irmão de Aredhel, veio nos visitar. Os pais dela não vieram, o que a deixou muito triste. Imaginei que eles ainda estavam chateados com a reação de Aredhel no último encontro. William trouxe para a irmã as tais fotos do evento.

— Imprimi todas — comentou William —, não sabia quais você iria querer — deu de ombros.

— Ficaram lindas! — exclamou Aredhel folheando um maço de papéis retangulares.

Eu olhei minhas fotos e achei todas ridículas. Só gostei das que estavam apenas Aredhel e eu.

— Nossa! Vocês dois realmente são iguais fisicamente — exclamou Aredhel, olhando a minha foto com aquela criatura abestada que me interpretava. — Só muda a expressão e a cor do cabelo.

— Mais um motivo para eu não gostar de ver você perto dele — bufei irritado.

— Seu ciumento — riu-se e me deu um beijo no rosto. — Da mesma forma que são iguais fisicamente, são o oposto na personalidade. Como irmãos gêmeos. O gêmeo bom e o mau — deu uma risada. — Eu prefiro o mau — piscou e deu um sorriso na minha direção.

— Junto com as fotos — começou William —, ele escreveu no e-mail que o diretor está pensando em largar o projeto. Ele disse que o roteirista também está com medo. Segundo o que ele escreveu, a reunião com os produtores, depois do evento, foi tensa. As opiniões estão muito divididas — explicou.

— Então você vai me fazer um favor — Aredhel agarrou o braço do irmão. — Você vai responder ao e-mail e avisá-lo que eu quero me encontrar com ele. Diga que precisamos conversar melhor sobre essa situação. Explique a ele que tente levar para o encontro quem ele conseguir juntar, que me encarregarei de convencer os indecisos — disse dando um sorriso e olhando para mim. — Se os principais comparecerem, melhor ainda, pouparemos tempo e resolveremos logo isso.

— Você não vai encontrar ninguém sozinha, Aredhel! — rosnei. — Muito menos aquela minha cópia malfeita!

— Eu não vou sozinha — ela abanou a mão no ar. — Você vai comigo. Mas acho melhor que os outros pensem que você não estará lá. Senão ninguém vai. Então você irá disfarçado.

— Ela tem razão. Até ele teria medo de você — concordou o covarde do irmão dela.

— Certo. Se a reunião não der certo e não convencermos eles, sempre há outra saída — falei com cinismo.

— Até o encontro o bebê já nasceu — ela fez uma careta —, então estarei pronta para fazer o que for preciso. Inclusive, segurar a fúria de Loki — riu.

Revirei os olhos.

— Vou mandar o e-mail — confirmou William. — Vou sentir falta dos filmes, mas fico feliz de que nada de ruim aconteça a você e aos outros — disse meio sem jeito.

— Obrigada Will — sorriu Aredhel.

— Eu posso contar a novidade para o pai e a mãe? — ele olhou na direção da barriga, ainda magra, da irmã. — Eles vão ficar felizes de saber sobre o segundo neto — sorriu

— Pode. Tanto faz — deu de ombros, claramente fingindo não se importar.

— Não fique assim — William tentou animá-la. — A mãe quis vir, mas sabe como ela é... Não faz nada sem o pai... Mas esqueça isso, logo o pai esquece o que aconteceu — fez uma pausa. — Ah! Eu te trouxe um presente! — entregou uma pequena caixa.

Aredhel abriu a caixa e deu um gritinho. Dentro da caixa tinha um monte de pedras retangulares de cor clara, dividias ao meio por uma linha preta e com bolinhas da mesma cor distribuídas pela peça. O número de bolinhas variava de uma peça para outra, algumas não tinha nenhuma bolinha em um dos lados.

— Dominó! Oh! — deu um grito longo e estendeu a mão para William e este bateu em sua mão com a dele.

Olhei a cena confuso. O que tinha de tão especial naquelas pedras?

— Vamos jogar! Quer jogar, amor? Eu lhe ensino. É bem simples — falava toda empolgada.

— Isso é um jogo? Qual é o objetivo? — perguntei curioso com o alarido dela.

Aredhel explicou brevemente como funcionava o jogo a mim e a Váli. Pelo que entendi, o jogo poderia ser jogado entre duas a quatro pessoas, mas ela e o irmão preferiam o modo de jogo em duplas. A lógica do jogo era bem simples, só tinha que combinar a pedra e seu respectivo número de bolinhas, como uma das pontas da linha montada na mesa. Para ganhar e, até adivinhar as peças restantes, era só contar o número de peças da mesa. Era um jogo bem infantil na verdade e continuei não entendendo o motivo para tanta animação.

— Então como vamos dividir as duplas? — indagou William.

— Eu deixo você escolher o seu parceiro — ela deu de ombros. — Você vai perder mesmo — sorriu convencidamente.

— Depois o soberbo sou eu — comentei surpreso com a convicção dela.

— Eu escolho o Loki — Will escolheu sabiamente.

Aredhel não pareceu se importar. Nem pestanejou. Pelo contrário, seu sorriso convencido só se alargou. Will embaralhou as pedras e nos distribuiu. Aredhel rodou uma das pedras que recebeu na mesa e, sem olhá-la, separou das demais.

— Vou bater com essa pedra — sorriu cinicamente.

— Já vai começar a chatice — reclamou William, olhando suas peças. — Insuportável… — bufou.

O primeiro a jogar foi Váli, com a pedra de seis de ambos os lados. O jogo seguia normalmente com todos colocando uma pedra por vez até que Aredhel, que jogava silenciosamente, voltou a falar.

— Agora passa você Will — ela gargalhou.

— Merda! — gritou William dando um murro na mesa.

Na mesma rodada eu fiz Váli passar e ele reclamou. A “batida” estava comigo agora. Visivelmente William estava me auxiliando em minhas jogadas. Ele evitava desfazer minhas jogadas ou fechar meu jogo. Comecei a gostar do jogo.

— Passa, passa, passa, irmãozinho — cantarolou Aredhel toda sorridente, colocando uma nova peça.

— Caralho! De novo Aredhel? — rosnou William. — Minhas esperanças estão com você, cunhadinho. Tire esse sorriso besta da cara da Ared por mim! — disse entredentes com raiva.

Mais uma vez fiz Váli passar, mas não tivera sucesso ainda com Aredhel. Chegou a vez de Aredhel novamente, ela olhou para as próprias pedras, depois estreitou os olhos me encarando e fez a sua jogada.

— Sua vez de passar, amorzinho — inclinou a cabeça e sorriu maquiavelicamente. — Você e todo mundo — ergueu os braços toda feliz.

Bufei. Rapidamente entendi William. Aredhel era uma jogadora irritante. Ficava provocando todos. Mais uma rodada e ela me fez passar novamente. Toda pomposa pegou a pedra que tinha deixado separado e bateu com força na mesa.

— Bati! — gritou vitoriosa.

Aredhel se levantou e fez uma dança boba parecida com a do ator chato. Revirei os olhos. William bufou e Váli bagunçou todas as pedras da mesa.

— Tá vendo como ela é? — resmungou William — É sempre assim no dominó! Irritante! Queria ver se você ganhava de mim no pôquer! Da próxima vez vou trazer um baralho — rosnou irritado.

— Pare de choramingar — riu-se Aredhel. — Vai querer uma revanche, sim ou não? — encarou-o toda desafiadora.

— Claro — William deu um murro na mesa. — Topa cunhadinho?

— Quando começamos? — sorri cinicamente.

Novo jogo com as mesmas duplas. Depois das duas primeiras rodadas eu fiz Aredhel passar. William comemorou como se tivesse ganhado a partida. O jogo seguiu e, mesmo William estando com a “batida”, eu o fiz passar e no fim ganhei o jogo.

— Ah! Prefiro xadrez — Váli fez um muxoxo. — É menos chato — cruzou os braços, emburrado

— Não é justo! Isso não é parceria! Era para você fazer o jogo para mim! Eu que estava com a batida! — choramingou William.

— Oras, pensei que o objetivo era ganhar — fingi inocência e fui sarcástico.

— Acho que finalmente achei meu parceiro perfeito de dominó — comentou Aredhel dando um sorrisinho para mim.

— Foda-se! — William levantou os braços. — Se você já é insuportável jogando sozinha, imagine fazendo parceria com o Loki! Desisto! — deixou a mesa.

Dois dias depois William partiu prometendo que teria sua revanche com o tal de pôquer. Disse que assim que tivesse resposta do ator, ele viria nos avisar da data do encontro. Um mês depois eu finalmente finalizara meu novo projeto de segurança do salão das relíquias.

— Deixe-me ver se entendi — Aredhel levou a mão ao queixo. — A sala só permitirá que a porta seja aberta para algumas pessoas?

— Isso — confirmei. — Nesse caso, seriam você, Thor e eu. No futuro Váli poderá ser incluído — esclareci.

— Parecem os esquemas de seguranças da Terra. Só que lá, em vez de utilizarmos magia, usamos digitais, senhas, retinas e outros — comentou.

— E globos oculares — falei despreocupadamente.

— Loki! — falou em tom de reprovação. — Você não se arrepende mesmo do que fez... — meneou a cabeça e franziu o cenho.

— Bom — ignorei o comentário dela —, agora vou poder deixar a Gem roxa aqui. Mas ela ficará camuflada. Parecerá uma relíquia de menor importância — expliquei.

— Não sei, Loki. Acho que no fundo é tão perigoso deixar mais uma Joia aqui. Isso sem contar a amarela que está com você — disse meio apreensiva.

— Eu sei e concordo com você. Mas ainda não encontrei outro lugar para enviar a Gem. Não quero que o Collector fique com duas Infinity Gems. Eu não confio em ninguém — falei seriamente.

— É, eu sei — murmurou e fez uma cara triste.

— Bem, quase ninguém. Eu confio em você — beijei sua mão e lhe dei um sorriso.

— Papai? — ouvi a voz de Váli de repente.

Viramo-nos e me surpreendi com o que vi. Váli estava em pé ao lado da Casket. Sua pele estava toda azul, como a de um Jotun, mas seus olhos continuavam azuis.

— O que eu tenho? — ele perguntou com a voz chorosa.

Notas finais
Esse capítulo foi inspirado em minha amiga Adriene, que joga dominó como a Aredhel.. hehehehe Gostaram? Odiaram? Comentem.