A mulher do meu destino
91 He is a villain by the devil's law He is a killer just for fun
Notas iniciais
Fiquei furioso na hora, tudo o que eu queria era saber quem era o audacioso que iria cercar minha menina. Pela forma que a Morte havia falado, eu o conhecia. Sentia ódio de imaginar que alguém próximo iria se aproveitar disso para conquistar minha filha.
Aredhel franziu o cenho me olhando assustada e nada respondeu. Eu a segurei pelos ombros e encarei-a seriamente.
– Diga, Aredhel! Quem é ele? — rosnei.
– Não! — gritou em desespero — Eu.. Não.. Não posso.. — lágrimas desceram pelo rosto dela – Você.. Você vai matá-lo.. Meu Deus, Loki.. Você está louco! — gritou novamente.
A princípio não entendi a reação dela, mas logo concluí o óbvio, ela estava lendo minha mente.
– Eu.. Eu.. Leio mentes? — ela indagou de repente – Então é isso.. Estou lendo a sua mente.. — concluiu.
Tranquei os dentes e deixei escapar um suspiro exasperado.
Aquilo que imaginei que poderia ser uma nova arma, um trunfo para mim, parecia ter se transformado em um pesadelo. Aredhel não apenas veria o futuro e as mentes de meus inimigos, mas também os meus. Em pouco tempo minha vida se transformaria em um inferno, vez que minha esposa nem sempre aprovava minhas ideias. Não poderia mais esconder nada dela. Desta forma, ela jamais me revelaria quem seria o pretendente de Hela, pois sabia que eu o mataria por tamanha audácia. Complacente do jeito que era, Aredhel frustraria todo e qualquer plano que envolvesse a morte de qualquer ser que ela julgasse inocente. Pela primeira vez uma habilidade dela era mais que inútil, talvez só me trouxesse problemas maiores.
– Aredhel! Diga logo quem ele é! — eu a sacudi, tentando desviar sua atenção e controlar o que pensava.
– Não, Loki! — Aredhel gritou – Você queria me usar para ver o futuro e as mentes das pessoas! Eu sempre fui apenas uma arma para você? — levou as duas mãos a cabeça e fez uma expressão de dor – Meu Deus, só ouço palavras de ódio, planos mirabolantes e morte.. Sua mente é tão confusa.. E.. Má.. — chorava desesperadamente.
Eu estava perdido, parecia que meus pensamentos a estavam deixando confusa. Comecei a temer que não pudesse usufruir daquele novo dom. Eu teria que encontrar uma forma de persuadir Aredhel ou até mesmo de controlá-la, caso contrário ela se voltaria contra mim. Talvez tivesse que usar uma das Gems até que pudesse aprender a controlar e organizar meus pensamentos quando estivesse perto dela. Nunca lamentei tanto a perda da Gem da Mente. Quem sabe eu poderia usar uma das Gems, conseguisse aumentar meus poderes psíquicos e pudesse ler a mente de Aredhel contra a vontade dela. Afinal, se Thanos conseguiu aumentar seus poderes psíquicos, talvez eu também pudesse. O Aether por exemplo aumenta todos os poderes. Poderia também utilizar meu centro. Sim, ele seria o ideal. Através dele teria acesso a tudo o que Aredhel pensava ou sabia. Eu precisava ter acesso a tudo o que ela poderia descobrir com aquela nova habilidade.
Aredhel me empurrou e começou a se afastar de mim.
– Quem é você afinal, Loki? — olhou-me confusa – Você apenas me usou durante todos esses anos? Por Deus.. Você quer me controlar! — berrou – Vai fazer o quê? Vai usar uma das Gems contra mim? Vai usar seu cetro para me controlar? — perguntou visivelmente em pânico.
Antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, James abriu a porta do quarto.
– O que está acontecendo? — ele questionou com um semblante sério — Eu ouvi os gritos de Aredhel ao longe. — encarou-me.
– Não se meta nisso! — sibilei para ele – Eu e minha esposa estamos tendo uma conversa particular! Já estou cheio de você sempre se intrometer em meus assuntos! — disse entredentes.
– Jimmy! — gritou Aredhel se agarrando a ele – Tire-me daqui.. Por favor.. Não.. Não o deixe chegar perto de mim.. Loki.. Ele quer me controlar.. Eu agora.. Eu consigo ler mentes.. Ele só quer me usar.. — balbuciava confusamente em meio às lágrimas.
– Acalme-se, Aredhel. — James a amparou – Minha nossa! Você está queimando de febre! — espantou-se.
– Ela está delirando, é só isso. — aproveitei a situação para desacreditá-la — Deixe que de me minha esposa cuido eu. — disse seriamente.
– Jimmy, não dê ouvido a ele.. — Aredhel agarrou a roupa de James – Eu.. Eu estou bem.. O que lhe falei.. É verdade.. Por favor.. — implorava.
– Está tudo bem, Aredhel. Não vou deixar ele chegar perto de você, mas, por favor, se acalme. — ele disse rapidamente – Vamos.. Venha comigo. — os dois se encaminharam para a porta.
– Você não vai levá-la a lugar nenhum! — marchei em direção a eles.
James se virou em minha direção e colocou Aredhel atrás de si.
– Você vai ficar longe dela. — James rosnou para mim.
– Ela é minha mulher! — gritei e vi Aredhel estremecer atrás dele, agarrada em sua roupa.
– Loki, ela não é sua propriedade! — gritou de volta – Olha para ela! Aredhel não está bem! Está queimando de febre! – esbravejou.
Olhei em direção a Aredhel e, de fato, notei que ela estava com o rosto avermelhado, provavelmente por conta da febre. Ela parecia apavorada e chorava muito, mas naquele momento minha ira falava mais alto que a razão.
– Não me interessa os motivos da briga de vocês, mas não vou deixar que você a machuque ou coloque a vida dela em risco novamente! – James rosnou – Lembre-se do que já lhe falei, se você fizer algum mal a ela, eu juro que mato você! — ameaçou-me.
Eles saíram do quarto e fiquei furioso. Bufei e passei as mãos por meus cabelos. Eu definitivamente estava perdendo o controle da situação, mas naquele instante a raiva não me deixava raciocinar direito, estava descontrolado. Segui a passos largos para fora do quarto e quando cheguei ao corredor ouvi James, da porta de seu quarto, pedir para chamarem a Ada. Corri até o quarto dele e ele me barrou na porta.
– O que houve? Aredhel está bem? — perguntei preocupado.
– Ela desmaiou, Loki. — disse meio aflito – Por favor, não piore as coisas. Não faça mais nada contra ela. — pediu.
Senti-me culpado. No meio daquela confusão toda acabei esquecendo que Aredhel não estava bem. Na verdade tinha a plena consciência de que havia contribuído para que ela piorasse.
– Eu.. — respirei fundo — Não farei nada contra ela.. Por favor.. Deixe-me vê-la. — pedi.
James me encarou por um tempo, então se afastou deixando que eu entrasse. Aredhel estava deitada na cama dele, sentei ao lado dela e pus a mão sobre sua fronte. Ela ainda estava muito quente.
– O que houve? Por que não a levou direto para a sala de cura? – questionei.
– Ela continuava muito agitada, disse que queria conversar comigo, não quis ir para a sala de cura. Sentou-se na cama e depois de falar algumas coisas confusas e implorar para que não a deixasse só com você, ela acabou desmaiando. Então achei melhor chamar Ada. – contou me olhando com seriedade – Afinal, o que houve? Você ia mesmo usar uma das Gems ou o cetro para controlá-la? – indagou-me pasmo.
– Foi só um pensamento. – passei a mão pelo rosto – Aredhel viu algo no futuro que muito me interessa saber, mas ficou assustada com meus pensamentos. Na verdade ela ficou histérica. Começou a achar que eu só queria usá-la, que só tinha interesse em suas habilidades. Eu precisava saber o que ela vira. Então pensei na possibilidade de usar as Gems ou o cetro. – confessei – Fiquei desesperado. Está bem? Ela entendeu tudo errado. – disse meio impaciente.
– Será mesmo que ela entendeu tudo errado, ou será que agora ela finalmente pode ver quem você realmente é? – ele encarou-me friamente.
– Você sabe que eu a amo! Sabe o quanto sou louco por ela! Eu não estou com ela por interesse! Quando me casei com ela, Aredhel não era mais do que uma humana comum! Eu já sabia que ela não podia ver o futuro e não tinha habilidade nenhuma! – rebati – Depois de todos esses anos convivendo conosco, acredita mesmo que não a amo? – perguntei vencido.
– Não.. Loki.. Eu sei que a ama.. – ele respondeu franzindo o cenho e sentou-se em uma cadeira ao lado da cama – Desculpe-me.. Acho que todos nós estamos com os ânimos muito exaltados. – disse fitando o teto do quarto.
– Sim.. Sei que agi mal e só piorei tudo. – falei com tristeza — O importante agora é a saúde de Aredhel. – afirmei.
Apenas alguns minutos depois Ada entrou acompanhada de duas servas, ela pediu que nós nos retirássemos e assim o fizemos. Passado algum tempo, as servas saíram e Ada pediu que nós entrássemos. Aredhel continuava desacordada.
– Ada, como ela está? – indaguei afobado.
– A febre está cedendo, mas resolvi deixa-la descansando. Ela vai precisar ficar tranquila a partir de agora. Requer cuidados. – informou.
– Como assim “a partir de agora”? – perguntou James.
– Ah.. – sorriu Ada – A rainha está grávida. – revelou.
– Grávida? – sorri abobado.
– Minha nossa.. – murmurou James pasmo — Meus parabéns, Loki. – deu-me um abraço.
– Obrigado, James. – sorri.
Toda a mudança repentina de Aredhel agora fazia sentido. Sua saúde, as visões de um futuro distante e a habilidade de ler mentes. Perguntava-me se seriam apenas “sintomas” de sua gravidez ou se seriam aptidões permanentes. Se a leitura de mentes fosse uma nova e definitiva aptidão, eu teria que aprender a conviver com ela, para o bem de todos. Afinal, teria que apoiar Aredhel a ajudando a usar o dom e a conviver com isso. Talvez com um pouco de sorte, eu conseguisse a convencer a me dar informações que fossem úteis, mas não faria nada contra a vontade dela. Não arriscaria de novo a saúde e a vida dela por minhas ambições.
Com muito custo consegui convencer James de que cuidaria direitinho de Aredhel, fui obrigado a me comprometer a não perturbá-la. Para completar a audácia de James, ainda tive que aturar ameaças. Ele disse que iria me vigiar para ter certeza de que trataria bem de Aredhel.
Não consegui dormir direito. Passei a noite insone, velando o sonho de Aredhel. Sentia remorso por ter discutido com ela e ter lhe assustado tanto. Eu a aninhei em meus braços e percebi que a febre cedia aos poucos. Ao amanhecer ela parecia estar bem melhor. Aredhel abriu os olhos e quando me viu ao seu lado assustou-se.
– Calma, meu amor.. Está tudo bem.. – dei um sorriso fraco.
Aredhel ficou me encarando por um tempo. Imaginei que estava a ouvir meus pensamentos. E tudo o que eu pensava naquele momento era nela e no quanto ela era importante para mim. Afastei todos meus pensamentos negativos para que Aredhel pudesse entender o que eu realmente sentia por ela. Sem mentiras ou confusões, somente meus mais puros sentimentos. Eu faria qualquer coisa por ela, até mesmo me revelar daquela forma. Aredhel franziu o cenho e, deixando algumas lágrimas rolarem, abraçou-me apertado.
– Loki.. – ela murmurou – Eu senti tanto medo de você.. – confessou aos prantos – Pensei que iria usar o cetro.. Eu te imploro.. Não me faça passar por aquilo de novo.. Ser controlada foi horrível.. Eu faço o que você quiser.. – disse aos soluços.
Fiquei chocado. Eu nunca imaginei que havia sido tão ruim para Aredhel ter sido controlada por James naquela ocasião. Depois de todo o ocorrido ela nunca tocou no assunto e tampouco pareceu guardar alguma mágoa dele.
– Eu nunca falei nada, pois eu sabia que o Jimmy sentiria remorso.. – ela começou a explicar – Sei que o fez a seu mando, mas era torturante não poder pensar por mim mesma.. Era como tê-lo em minha cabeça.. Já havia passado pela tortura de ser controlada por Thanos e confesso que não foi menos sofrido com o Jimmy.. — dizia com tristeza.
– Prometo não voltar a fazer isso com você.. — falei baixinho e dei um beijo em seu topo – Peço que me perdoe por lhe assustar tanto. Mas é que.. — tentava controlar meus pensamentos – Você tem que concordar comigo que poder ver o futuro distante e ler mentes seria um dom espetacular. Confesso que acabei me excedendo e fiquei descontrolado. Mais uma vez deixei minha ambição falar mais alto. Mas me arrependi ao perceber que ficou tão perturbada com o que lia em minha mente. Meus atos e planos já causaram tantos problemas, mal-entendidos e tragédias. Eu não suportaria te perder e passar por tudo aquilo de novo. — confessei.
Eu tentei inutilmente não me lembrar daqueles dias nos quais ela ficou morta e do quanto eu buscava uma forma de trazê-la de volta. Incontrolavelmente vinha à minha mente a minha solidão, a dor, a negligência para com meus filhos e o reino, a obsessão por ressuscitá-la e minhas discussões com James.
Aredhel tomou em suas mãos meu rosto e fitou-me longamente nos olhos. Ela recostou sua fronte na minha, cerrou os olhos e exalou o ar de forma lenta.
– Você sofreu tanto.. — ela murmurou com a voz embargada – Meus filhos sofreram demais.. — meneou a cabeça com pesar.
– Isso é passado, meu amor. — afaguei seus cabelos – Vamos esquecer isso. — dei-lhe um beijo rápido nos lábios – Temos que ficar felizes com a boa nova. Afinal daqui a alguns meses teremos mais um filho. — troquei de assunto tentando animá-la.
– Er.. Na verdade filhas.. — ela disse.
– Filhas? — indaguei confuso.
– Serão duas meninas.. Gêmeas.. — sorriu – Eu as vi no futuro.. — revelou.
– Duas meninas? — sorri – Hela ficará tão feliz. — falei animadamente.
– Espero que Narfi também goste da notícia. — Aredhel disse meio temerosa.
– Ele vai gostar. — afirmei — Vamos contar a eles a novidade. — convidei.
– Vamos.. — deu um sorriso fraco e segurou minha mão – Eu te amo, Loki.. — declarou.
– Eu também te amo, Aredhel. — respondi.
Contamos às crianças e aos demais a boa nova. Todos ficaram felizes com a notícia, inclusive Narfi. Infelizmente a harmonia durou pouco. Algum tempo depois de sair do quarto, Aredhel voltou a se queixar de dores de cabeça e a febre voltou. Ela foi obrigada a voltar para o quarto.
Percebi que o ideal para ela seria evitar aglomerações. Quando ficava exposta a muitos pensamentos ao mesmo tempo as dores de cabeça eram inevitáveis. Por conta disso Aredhel passou os meses seguintes isolada. Geralmente passava boa parte do tempo apenas acompanhada de apenas duas pessoas por vez. Vez ou outra queixava-se por não poder fazer as refeições com todos juntos. Ela visivelmente se sentia muito solitária. Aredhel estava acostumada a estar cercada de todos os filhos e ficar sempre em minha companhia ou na de James, mas naqueles dias, tinha que se conformar em nos ver em separado.
Por este motivo, fomos obrigados a arranjar uma substituta para Greta. Eu mesmo me encarreguei de encontrar uma nova serva para cuidar das crianças. Broomhilda, uma jovem de dezesseis anos, foi a nova encarregada do serviço. Assumiu não só nossos filhos, como os de James.
E assim se passaram os meses. Sif deu a luz a uma menina, a qual chamaram de Thrud. Aredhel já estava em seu oitavo mês, sua barriga nunca ficara tão grande. Ela já se movia com certa dificuldade e cansava-se com facilidade, entretanto, gozava de boa saúde. Depois de todos as dificuldades iniciais, ela tivera uma gravidez tranquila até então.
Para evitar problemas, não fiz mais nenhuma pergunta referente ao pretendente de Hela. Evitava tocar em qualquer assunto que pudesse deixar meus pensamentos agitados quando estava perto de Aredhel. Todavia, apesar de todos os cuidados, nem tudo eram flores. Nos dias em que eu ficava sobrecarregado ou era contrariado em algum assunto do reino, Aredhel não me queria por perto. Reclamava que meus pensamentos a perturbavam quando eu estava irritado. Nesses momentos me evitava e procurava ora a companhia dos filhos, ora a de James, o que me deixava mais irritado. Mesmo depois de tantos anos, ainda tinha ciúmes do relacionamento dos dois.
– Eu não consigo nem pensar, Loki. — resmungou Aredhel enquanto eu me trocava.
– Que culpa eu tenho se sou eu quem tem que resolver todos os problemas dos nove reinos? — rebati irritado.
– Para mim não dá. — disse levando as mãos à cabeça – Quando você estiver menos estressado eu volto. — reclamou e saiu do quarto.
Já fazia mais de uma hora que Aredhel havia saído e ainda não tinha retornado. Ainda impaciente, fui atrás dela. Procurei-a por todo palácio, até que, por fim, fui perguntar por ela à James. Bati à porta do quarto dele e ele pediu que eu entrasse. Quando entrei encontrei uma cena inusitada. Ele estava sentado na cama e Aredhel cochilava com a cabeça descansada no colo dele. Senti meu sangue ferver.
– Mas isso já é o cúmulo! — rosnei.
– Loki! — ele sibilou – Aredhel está dormindo.. — tentou sussurrar.
– Não me interessa! — gritei e vi Aredhel acordar sobressaltada – Eu já estou cansado de aturar o comportamento de vocês! Aredhel, você está testando em demasia a minha paciência! Esse relacionamento de vocês já passou dos limites! — continuei esbravejando.
Aredhel fechou os olhos e encolheu-se ao lado de James, levando uma das mãos à cabeça.
– A senhora vai para o nosso quarto agora! — falei furioso me aproximando da cama.
– Loki! Pare, por favor! Sabe que isso faz mal a ela! — retrucou James se levantando.
– Chega de você se intrometer em meus assuntos! Estou farto de tudo isso! — rebati o empurrando e pegando o braço de Aredhel.
– Largue Aredhel, Loki! — James ordenou agarrando meu traje.
– Loki.. Jimmy.. — Aredhel choramingou ainda com a mão sobre a cabeça.
Ao ver a expressão sofrida de Aredhel, refleti por um momento o que estava fazendo. Larguei o braço dela, James soltou minha roupa e Aredhel se encolheu na cama. Percebi o mal que estava fazendo a ela. Dei um suspiro frustrado.
– Desculpe-me.. — disse em um sussurro e beijei a fronte dela.
Saí do quarto em silêncio, me sentindo derrotado. Fui para nosso quarto, sentei na cama e fiquei pensando no ocorrido. Depois de muito ponderar, conclui que precisava aprender a me controlar, senão faria Aredhel sofrer demais. Tinha a consciência de que, mais do que para mim, aquela situação era mais ainda dolorosa para ela.
Resolvi tomar um banho para relaxar e esfriar a minha cabeça. Eu tinha acabado de sair do banho quando James apareceu à porta do quarto todo esbaforido.
– Aredhel entrou em trabalho de parto! — ele anunciou rapidamente – Ada disse que precisa de nossa ajuda. — disse aflito – Ela disse que Aredhel e as crianças correm perigo.
Fale com o autor