A mulher do meu destino

43 Don't buy the promises 'cause there are no promises I keep


Notas iniciais
* Don't buy the promises 'cause there are no promises I keep = Não cobre as promessas, porque não há promessas que eu cumpra - Trecho de "Same Mistake" de James Blunt. Olá!! Vocês não imaginam como eu estou feliz e confusa ao mesmo tempo! Estou feliz porque a fic recebeu mais duas recomendações!! Eu estou sem palavras para o que as leitoras Marinyah e Terra Branford escreveram sobre a fic. Meu muito obrigada do fundo do coração!!! Obrigada a todas que deixaram seus comentários!! Eu amo respondê-los um a um... XD Estou confusa porque já estou escrevendo o próximo capítulo e confesso que me sinto perdida.. Que Loki me ilumine.. Céus.. Fortes emoções estão a caminho.. A fic já atingiu a marca de 307 páginas em formato de arquivo .doc XD nunca pensei que escreveria tanto. Enfim.. Espero que gostem do capítulo de hoje... Tem cenas hots... XD Boa leitura..

Thor partiu. Semanas se passaram e Aredhel ainda não havia me falado nada sobre a conversa com o irmão. A desconfiança cada vez mais minava minha mente e em virtude disso passei a ser mais sarcástico e até rude com ela.

— Loki, há algo de errado? — Aredhel me encarou certa manhã. — Você anda tão estranho. Está tão agressivo ultimamente — reclamou.

— Algo errado? Comigo não — mal contive a ironia. — Diga-me você se tem algo de errado. Algo que não me disse, por exemplo — retruquei impaciente.

— Por que está sendo irônico comigo? Do que está falando? — perguntou-me com uma expressão confusa no rosto.

— Do seu segredinho, Aredhel — disse entredentes.

— Segredo? — franziu o cenho. — Mas que segredo, meu amor? — parecia tão inocente.

Aquilo fez meu sangue ferver. Aproximei-me dela, a encurralando contra a parede.

— Eu ouvi a sua conversa com seu irmãozinho — vi-a arregalar os olhos. — Eu sei sobre a série de TV. Sei que pediu para ele não me falar mais nada sobre sua Midgard — cerrei os dentes. — Aredhel não tente esconder as coisas de mim. Você não tem capacidade para me enganar e eu odeio quando faz isso! — rosnei.

— Loki... E-eu... S-só... — gaguejou nervosa.

— Pare de gaguejar! — agarrei-a pelos ombros. — Diga! O que mais esconde de mim?

Aredhel fechou a cara, respirou fundo e crispou os lábios.

— Eu... Eu não... Eu não te escondi mais nada... — gaguejou um pouco e voltou a dar um longo suspiro. — Perdoe-me... Eu não devia ter escondido nada de você. Mas… Eu conheço bem a pessoa com quem me casei — olhou-me muito séria. — Sei o que pensa a respeito dos filmes, então eu só queria evitar problemas. Não quero que você não faça mal a ninguém — murmurou com tristeza.

Eu podia ver em seus olhos que estava sendo sincera. Fiquei encarando-a por um tempo. Eu detestava vê-la chateada comigo e com aquela expressão triste. Dei um longo suspiro e a puxei para um abraço.

— Aredhel, meu amor... Essa sua compaixão ainda vai lhe custar caro — murmurei dando um beijo em sua testa. — Isso ainda vai nos trazer muitos problemas…

— Eu queria que você entendesse a minha situação… É minha Terra… — fez um muxoxo.

— Eu entendo… Mas quero que prometa que não vai esconder mais nada de mim — pedi.

Ela deu um suspiro triste.

— Prometo... Eu não vou esconder mais nada de você — falou baixinho.

— Perdoe-me por ter sido rude com você nos últimos dias — olhei-a nos olhos.

Aredhel assentiu com a cabeça e eu encostei meu rosto em sua cabeça. Fiquei sentindo o perfume de seus cabelos. Eu adorava o cheiro de jasmim misturado com o cheiro de Aredhel. O cheiro dela tinha um poder hipnótico sobre mim.

— Eu amo seu cheiro, Aredhel — esfreguei o rosto contra seus cabelos. — Seu cheiro me enfeitiça, me enlouquece — murmurei dando um sorriso malicioso.

Ela sorriu para mim, meu sorriso preferido. Aquele era o sinal de que estava tudo bem entre nós novamente. Era hora de consagrar nossas pazes, do jeito que eu mais gostava.

Curvei-me sobre ela e a beijei nos lábios calorosamente. Empurrei-a contra a parede e a continuei beijando, enquanto apertava suas curvas voluptuosas. Minha esposa era uma mulher de carnes fartas e eu apreciava com gosto tudo aquilo.

Deixei-a recuperar o fôlego, pressionei meu quadril contra o corpo dela e deslizei meus lábios por seu pescoço. Passei uma de minhas mãos por baixo de seu vestido e fui alisando sua pele, subindo por sua coxa, apertando-a com força contra meu corpo. Subi as mãos mais um pouco e agarrei a lateral de sua roupa íntima. Dei uma mordida em sua orelha.

— Eu vou te devorar, minha Aredhel — sussurrei ao seu ouvido.

Aredhel ficou rubra. Puxei a sua roupa íntima com força, rasgando-a. Senti Aredhel estremecer.

— E de um jeito feroz… — ouvi-a gemer.

Voltei a beijá-la vertiginosamente, enquanto alisava com as mãos as suas coxas e sua cintura. Parei de beijá-la e encostei minha testa na sua. Chupei dois dedos de uma das minhas mãos e os desci até a seu sexo. Senti claramente Aredhel estremecer e arfar em meus braços.

— Parece que não era preciso eu ter umedecido meus dedos — sorri com satisfação.

Ela ofegava ao meu toque eeu adorava ver o poder que tinha sobre aquela mulher. Aredhel podia ser meu mundo e as vezes me fazer perder a cabeça, mas eu também a tinha na palma das mãos.

Desci novamente beijando seu pescoço, até chegar à beira do decote de seu vestido. Depositei beijos suaves na parte exposta de seus seios, enquanto massageava com os dedos a sua intimidade. Aredhel gemia baixinho e seu hálito quente contra meu pescoço me causava arrepios. Eu não suportava mais aquilo, eu estava explodindo de excitação.

Abri minha calça e a agarrei pelas coxas, a erguendo. Apoiei-a contra a parede e a desci lentamente, penetrando-a. Ela resfolegou, agarrou meus ombros e os apertou com força. Eu mal consegui me conter e comecei a estocar. Empurrava meu quadril com força contra o dela. Aredhel gemia cada vez mais alto. Eu fechei os olhos me deliciando com seus gemidos.

— Isso, meu amor... Geme para seu rei... — ofeguei ao seu ouvido.

Movia-me cada vez mais rápido. Tomei seus lábios e a beijei com voracidade. Parecia que ia me fundir àquela mulher.

— Goze, minha vida… Goze para mim...

Aredhel cravou as unhas em minhas costas e deixou escapar um grito entre meus lábios, ela havia chegado ao orgasmo. Continuei empurrando-a com força contra a parede até que com um grunhido esvaziei-me dentro dela.

Olhamos um para o outro, ofegantes. Aredhel sorriu para mim e respondi lhe devolvendo outro sorriso. Eu ainda a desejava. Carreguei-a até a cama e a deitei delicadamente. Tirei minhas roupas e a despi por completo. Deitei-me sobre ela e voltamos a nos beijar apaixonadamente. Separei-me dela e fiquei acariciando seu rosto enquanto a fitava nos olhos. Aredhel estendeu uma das mãos e acariciou meu rosto.

— Eu te amo tanto, meu amor — deu-me um sorriso doce.

— Eu também te amo, minha Aredhel — rocei meu nariz no dela.

— Queria poder mergulhar no azul de seus olhos… — murmurou me encarando. — Eu amo o jeito que você me olha… — disse pensativa. — Como se eu…

— Como se você?

— Como se eu fosse muito importante para você… — meneou a cabeça meio em dúvida.

— Mas você é… Você é minha esposa… Minha vida… Meu tudo… — fui sincero.

— Ninguém jamais me olhou desse jeito… — murmurou incrédula. — Ninguém...

Aquilo me doeu. Não que eu quisesse que outro homem tivesse a amado como eu a amava, mas era triste perceber o quanto ela fora ignorada, principalmente por sua própria família. Eu sabia exatamente como ela se sentia.

— Só os tolos não a notariam… Mas fico feliz que tenha sido assim… — sorri. — Porque seu destino era ser minha… Só minha… — beijei-lhe a ponta de seu nariz.

Aredhel me olhou de um jeito estranho, quase com adoração. Ela inspirou o ar lentamente e me puxou para um novo beijo. Posicionei-me sobre ela e com uma das mãos agarrei a sua coxa puxando-a contra meu corpo. Separei meus lábios dela e fitei-a nos olhos.

— Eu ainda não terminei com você, meu amor — dei um sorriso lascivo.

— Também te quero… — retrucou languidamente.

Penetrei-a novamente e beijei-a de forma desesperada enquanto me movia. Ela cruzou as pernas me enlaçando com força. Depois deslizou as mãos sobre minhas nádegas e as apertou. Deixei escapar um gemido entre seus lábios e sorri internamente, satisfeito ao perceber seu desejo por mim. Aquilo me deu calafrios. Senti-a sufocar entre meus lábios e a deixei respirar.

— Quem é seu dono, Aredhel? — sussurrei em seus ouvidos, enquanto aumentava o ritmo.

— É você, meu amor... — respondeu com dificuldade.

— Diga meu nome — pedi. — Diga meu nome! — ordenei.

— Loki... Meu dono... É você... Loki... — disse baixinho em meio a gemidos.

Senti arrepios. Voltei a beijá-la e comecei a imprimir um ritmo acelerado. Movia meu quadril vertiginosamente. O calor e o prazer que emanávamos era tamanho que pensei que derreteria nos braços dela. Separei meus lábios do dela só para ouvi-la gemer em meus ouvidos. Aredhel deu um gemido alto, fechou os olhos e mordeu os lábios em êxtase. Continuei me movendo até chegar ao meu orgasmo também. Nós arfávamos, aproximei meus lábios do pescoço dela e dei uma mordida.

— Você me deixa louco, sabia? — confessei com a malícia pulsando ainda em minhas veias.

Ela, corada, sorriu toda sem jeito. Ficamos trocando carícias por algum tempo e nos amamos novamente. Era como se eu não conseguisse saciar minha fome por aquela mulher. Eu era definitivamente obcecado por Aredhel.

Aredhel adormeceu exausta e eu fiquei observando-a cochilando, enquanto deslizava meus dedos carinhosamente por seu corpo. Eu amava Aredhel de um jeito obstinado e possessivo. Sabia que isso era perigoso. Primeiro porque isso a tornava meu principal ponto fraco. Segundo, meu ciúme por ela nos fez brigar várias vezes e cheguei a magoá-la por isso. Entretanto o que eu sentia era mais forte e eu não conseguia me controlar.

Às vezes ficava pensando em quanto a minha vida havia mudado desde aquele dia no laboratório da S.H.I.E.L.D. Havia conhecido Aredhel, me apaixonado, casado e ela tinha me dado dois filhos. Eu era feliz e temia que algo, ou alguém, pudesse tirar essa minha felicidade. Por conta disto minha obsessão por aquela mulher só aumentava.

Os meses foram passando. Aredhel cada vez mais se empenhava em aprender novas magias e a educar e cuidar de nossos filhos. Ela também amadrinhou os amiguinhos de Váli e se esmerava em educá-los. No início a ideia não me agradou muito, mas ela estava tão feliz com isso, que resolvi não me opor. Com a paz restaurada em alguns reinos eu pude novamente retomar minha busca pelas Infinity Gems.

Comecei a seguir as pistas de uma nova Gem. Ausentava-me algumas vezes, em segredo, de Asgard. Outras vezes inventava uma visita a algum reino. Aredhel acreditava em minhas desculpas. Achei melhor não contar a ela sobre minhas buscas pelas outras Gems. Sabia que a ideia não a agradaria, minha esposa temia minha ambição excessiva por poder e eu não podia culpá-la por se preocupar. Era ambicioso e não via nisso um defeito. Como Aredhel havia quebrado nosso acordo sobre segredos, tampouco não me sentia culpado em esconder isso dela. Não gostava da ideia, mas não tinha remorsos. No final ela sempre foi muito complacente com meus atos, então não pensava muito sobre isso.

Passadas algumas semanas, Thor repentinamente apareceu em Asgard. Aredhel havia sonhado que Thor viria e que testemunhara uma discussão. Eu já desconfiava o que poderia ser. Naquela manhã, Thor adentrou furioso no salão e já foi apontando o Mjölnir em minha direção.

— Você me enganou! — gritou.

— Cuidado, irmão. Você está ameaçando o rei de Asgard — alertei-o com certa ironia e estreitei os olhos. — Do que me acusas? — fingi-me de inocente.

— Você me entregou uma Norm Stone e não a Infinity Gem! — vociferou.

— E como você descobriu isso? — sorri de leve. — Que eu saiba seus conhecimentos de magia são bem… limitados… — não me contive.

— Stark me pediu autorização para fazer alguns testes com ela e ao iniciar descobrimos sua farsa! — rosnou.

— Então você deixaria aqueles idiotas colocarem as mãos em algo tão poderoso, Thor? Você está louco? — rosnei de volta.

— Não mude de assunto! Isso não muda o fato que você me enganou mais uma vez! Você está com a Gem verdadeira! — rebateu com raiva.

— Loki tem razão — Aredhel falou alto, entrando no salão. — Você deixaria eles colocarem as mãos em uma Infinity Gem, mesmo sabendo o que sabe sobre a S.H.I.E.L.D? Sabe o quanto eles querem ir para a outra Terra! O que pensas que estava fazendo? — questionou indignada.

— Então você também sabia, não é? — acusou. — Eu confiei em vocês dois! Vocês são iguais! Dois mentirosos! — apontou o Mjölnir na direção de Aredhel.

— Nem ouse ameaçá-la — levantei-me e avancei sobre Thor.

Aredhel se interpôs entre nós.

— Ei! Ei! Vocês dois parem com isso! — separou-nos.

— Sabes que eu não faria mal algum a Aredhel! — ele bufou, tentando se acalmar. — A S.H.I.E.L.D nada tem a ver com essa história. Stark está trabalhando sozinho nisso. Eu dei autorização apenas a ele. Vocês sabem que ele não confia em Fury — explicou. — Mas por que vocês mentiram? Você apoia os planos ambiciosos de meu irmão, pequena? — encarou-a.

— Você sabe que não, Thor. Eu... — ela começou a se explicar.

—- Aredhel não sabia de nada — interrompi-a. — Somente depois que retornamos para Asgard que contei para a ela sobre a troca. Eu fiz isso porque não confio neles e sabia que você iria deixá-los convencê-lo a entregar a Gem aos cuidados deles. Vejo, agora, que eu estava certo — falei seriamente.

— Ele está certo, Thor. A Joia está segura. Está guardada e devidamente camuflada — atalhou Aredhel. — Sabemos que o ideal é não deixar mais de uma Gem junto a outra, mas Loki ainda não encontrou um guardião confiável para entregar a Gem — explicou.

— Espero que não esteja planejando fazer nada com essas Gems, Loki. Mais do que nunca vou ficar de olho em você! — apontou o dedo em meu peito.

— Não me ameace, Thor — disse entredentes.

— Acalme-se, Loki — segurou-me Aredhel.

— E quanto a você, Aredhel, não devia confiar em meu irmão. Ele nem sempre mantém suas promessas — alertou. — E o problema com os filmes? Vocês já resolveram? — questionou contrariado.

— Não, mas o encontro já está marcado. Vamos em breve nos encontrar com eles e resolver isso de uma vez — afirmou Aredhel.

— Aguardarei notícias. Espero que, pelo menos, em você eu possa confiar, pequena — olhou-a com um semblante carregado. — Tome! — pôs a Norm Stone nas mãos de Aredhel e em seguida se retirou.

Bufei de raiva e Aredhel deu um suspiro triste.

— Como ele ousa vir aqui me ameaçar e fazer acusações? — trinquei os dentes com raiva. — Se eu não tivesse ficado com a Gem, sabe se lá o que eles já não teriam feito com a Gem.

— Eu sabia… — ela murmurou com o semblante triste. — Tony ainda não desistiu da ideia de ir até meu mundo.

— Ora, ora. Não era você a fã de Stark? — fui irônico. — O que acha dele agora que ele se revela uma ameaça a sua amada Terra? — provoquei.

Aredhel lançou-me um olhar irritado.

— Espero que consiga resolver esse assunto, Aredhel. Tomara que seu plano dê certo. Desejo-lhe sorte – falei com sarcasmo.

— É... Acho que vou precisar... — falou baixinho.

Thor ficou apenas mais dois dias em Asgard. Aproveitou para rever seus amiguinhos e ficar mimando os sobrinhos. Voltamos a conversar com mais calma e convenci-o de que minha decisão fora a certa. Porém ele voltou a afirmar que ficaria aguardando uma resposta nossa sobre um guardião para a Gem e sobre a situação dos filmes.

Passaram-se mais alguns meses. Nesse período, em uma das minhas viagens secretas, encontrei a quinta Gem. Era uma pedra verde, eu desconfiava que se tratava da Gem do tempo. Como havia me afastado com certa frequência, Aredhel ficara muito desconfiada. Então mantive a Gem escondida e não tive muito tempo para investigar com afinco os seus poderes. Por se tratar de algo que poderia controlar o tempo, eu tinha que tomar um maior cuidado. Mas minha mente vibrava com a possibilidade de viajar no tempo. A possibilidade de controlar passado, presente e futuro. Mais do que nunca eu tinha que manter segredo. Todavia, eu sabia que minha esposa jamais aprovaria que eu pudesse controlar algo tão perigoso.

Em um desses dias, inesperadamente recebi uma nova visita. Hogun apareceu de repente em Asgard. Disse que viera agradecer a ajuda que seu reino recebeu para finalizar alguns conflitos.

— Vim também reafirmar minha lealdade a Asgard — disse Hogun. — Não pude retornar antes por inúmeros motivos. Retornarei a Vanaheim, mas afirmo que se Asgard precisar de ajuda estarei aqui para ajudá-los.

— Agradeço. Informaram-me de que você deixou Asgard porque agora tem família, isso é correto?

— Sim, Loki. E confesso que fiquei surpreso, mas feliz, de saber que você também tem uma agora. Falou tanto de Thor, mas no fim casou-se com uma midgardian — falou com certa ironia.

Fiquei meio irritado com o comentário, mas não tive tempo de rebater, pois Aredhel entrou repentinamente no salão.

— Hogun? Você é o Hogun, não? — ela indagou, surpresa. — Você não me conhece, mas deixe eu me apresentar. Sou Aredhel — apresentou-se dando um sorriso e estendendo a mão.

— Rainha — fez uma mesura e beijou a mão de Aredhel.

— Ah, não! Não precisa ter essas formalidades comigo — ela balançou as mãos, toda sem graça. — Pode me chamar de você ou Aredhel mesmo. — ajudou-o a se erguer do chão.

A falta de formalidade e censo de hierarquia de minha esposa beirava o constrangimento. Irritava-me esse comportamento simplório dela.

— Hogun veio reafirmar seus votos de lealdade a Asgard e agradecer a ajuda que Vanaheim recebeu — comentei, não querendo discutir na frente dele.

— Obrigada Hogun — ela disse toda sorridente —, toda ajuda é bem vida. E é nosso dever cuidar dos nove reinos.

— Vossa majestade é muito amável. Asgard tem sorte de ter uma rainha como você — sorriu na direção dela. — Agora entendo os motivos de certas mudanças — olhou para mim com um sorriso torto.

— Enfim — dei um pigarro —, se era só isso o que tinha para falar comigo, como já disse, sempre será bem-vindo a Asgard. É livre para permanecer o tempo que desejar.

— Vou ficar apenas mais alguns dias. Desejo rever meus amigos. Obrigado, meu rei — curvou-se e retirou-se.

— Que bom que ele veio, não é? — Aredhel se virou para me fitar.

— Tanto faz — dei de ombros. — É só mais um para ficar de olho no que faço. Os amigos de Thor nunca gostaram de mim — resmunguei.

Passara algumas semanas e chegara o momento de finalmente encontrarmos os produtores dos filmes. Pelo menos era isso que Aredhel esperava que acontecesse. Não tínhamos certeza de que o atorzinho convenceria alguém a ir a reunião. Eu tinha fortes suspeitas de que o plano dela não daria certo. Eu conhecia bem a ambição dos midgardians. Eles não abririam mão de continuar lucrando com tudo aquilo.

Aredhel e eu nos preparamos para ir ao mundo dela. Eu preferia não ter que ir, não me agradava a ideia de deixar Asgard nas mãos de Heimdall e dos demais guerreiros. Não sabia quanto tempo levaria fora, mas não deixaria Aredhel ir encontrar ninguém, principalmente aquele ator, sozinha. Isso sem contar que ela e as crianças ficariam muito tempo distante de mim.

No dia da partida Aredhel estava estranhamente quieta no café da manhã.

— O que você tem? Está com medo de que seu plano infalível não dê certo? — provoquei.

— Não, Loki. É que tive outro sonho — falou em um tom sombrio.

— E sonhou com o quê? — perguntei despreocupadamente.

— Sonhei que eu tinha as mãos manchadas de sangue. Tinha muito sangue — murmurou preocupada.

— Você estava ferida? — afligi-me.

— Eu não sei — meneou a cabeça. — Só sei que estava coberta de sangue — franziu o cenho.

Fiquei preocupado a princípio, mas com a minha ida eu me certificaria de que o sangue não seria o dela. Isso só provava para mim que eu devia estar certo. Estava na hora de colocar um fim nisso tudo. Os filmes acabariam de uma vez por todas.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem.