A mulher certa para mim

9 Um passo para frente e dois passos para trás.


Notas iniciais
Bem o título do capítulo é auto explicativo né, eu sei que vocês ficaram bastante felizes com a atitude da Maura e eu também quero elas duas juntas ( claro que sim!), mas quero também que ambas se conheçam, que resolvam suas bagunças ( e quero que a fanfic dure, mas com um drama leve, ou seja sem essa de separar o casal já formado), por isso optei pelo que vai acontecer a seguir...

Jane beijou a cabeça de Maura e deixou a loira ficar escondida em seus braços o tempo que precisasse, quando Maura enfim se afastou as duas ficaram se encarando, seria mesmo necessário palavras? Sim, elas deveriam entender o que estava acontecendo.

Jane desculpa, não Maura você não vai pedir desculpas, você beijou ela porque quis, e...E esses lábios são...extremamente convidativos e...

Maura fez carinho no rosto da morena com o nariz, depois deu um beijo no canto da boca e por fim as duas trocaram outro longo beijo, cheio de desejo e de paixão.

— Então desde o jantar?

Maura estava perguntando a Jane se era verdade, se Jane se apaixonou por ela desde aquele jantar.

— Sim, imagina minha surpresa quando descobri que você era a nova legista, eu estava indo para o necrotério infernizar a vida do pobre infeliz.

— Jane..._ Maura repreendeu.

Jane deu de ombros.

— Frankie ficou uma fera quando eu joguei o brinco da namorada dele no chão.

— Você fez isso?_ Maura caiu na gargalhada.

— Tudo pelo disfarce, é uma das coisas que se aprende quando está na policia.

Jane encostou sua testa na de Maura e a loira perguntou baixinho.

— E agora Jane?

— Agora nós duas seremos o que você quiser, amigas com benefícios, amigas sem benefícios..._ Jane fez um beicinho ao citar essa última opção.

—Não sei o que responder_ A loira desviou seus olhos dos da Jane e mirou novamente o teto.

Maura decidiu dormir no sofá para não machucar Jane, a morena não ficou muito feliz com isso, mas tudo que estava acontecendo era bom demais para que ela se irritasse com algo tão simples, claro que nada estava definido, Maura parecia muito confusa, ainda assim, o que aconteceu aquela noite dava esperanças a Jane.

Maura, assim não vale! Um passo para frente e outros dois para trás._ Pensou Jane.

Mesmo pensando a todo o momento nos beijos que trocou com Maura , Jane conseguiu adormecer, ela acordou tarde e quando terminou de se vestir foi até a cozinha, Maura estava arrumando a mesa, a loira estava cantando uma música.

Maura não acerta o ritmo dessa música nem ganhando dinheiro, mas é bom vê-la descontraída.

— Maura você não precisa fazer tudo, eu posso ajudar.

— Não no momento, além disso, eu só compro na padaria e coloco na mesa, não é uma grande coisa.

Alguém tocou a campainha e Jane foi abrir, era Frankie.

— Posso entrar?

— Não.

Frankie passou por ela, ignorando seu “não”, Jane olhou para ele com uma das suas caras de mal e fechou a porta. Frankie foi direto para cozinha e Jane o seguiu.

— Nossa eu adoro esses pãezinhos, posso sentar?

— Não_ Disse Jane.

— Sim_ Disse Maura com um sorriso.

Frankie sentou e levou um dos pãezinhos a boca.

— Eu decidi passar aqui e ver como você está antes de ir pro trabalho_ Disse Frankie com a boca cheia.

— Ah, não precisava_ Disse Jane irônica_ Eu estou bem, Maura está cuidando muito bem de mim_ As duas ficaram alguns segundos se olhando.

— Maura como você consegue? Jane é muito mal humorada e é bagunceira, uma vez ela deixou uma pilha de caixas de pizza se acumularem em baixo da cama dela e a prima Giulia escorreu em uma, a coitada caiu com a perna aberta...

— Porque todo mundo lembra dessa estória com a prima Giulia?

Por isso eu não queria que ele entrasse, já está contando coisas sobre mim.

Jane olhou para Maura e percebeu que a loira estava muito interessada em ouvir o que Frankie tinha para dizer.

— Como está o departamento? _ Perguntou Jane.

— Estamos trabalhando bastante, sério vocês duas fazem muita falta! _ Ele olhou para Maura_ O que está fazendo para Jane não surtar? Ela não consegue ficar sem trabalhar por muito tempo, se eu fosse você esconderia as facas.

— Hahaha, muito bom, deveria ser humorista_ Disse Jane.

— Vemos filmes, jogamos jogos e Jane tem uns livros bem interessantes em uma caixa que nós duas leremos. Jane está na hora do seu remédio eu vou pegar.

Maura foi até o quarto deixando os dois irmão sozinhos.

— Me diz uma coisa_ Frankie chamou Jane para perto dele_ Eu sou um bom observador e eu sei que as duas andam trocando olhares suspeitos, olhares que eu e minha namorada trocamos.

— É, você é um bom observador.

— Aconteceu alguma coisa entre vocês duas?

— Maura me beijou, agora ela está confusa e está pensando sobre isso.

— Ela te beijou e surtou?

— Quase isso_ Jane ficou pensativa, ela levantou e olhou se Maura estava por perto_ Ei Frankie, pode trazer cerveja para mim quando voltar do trabalho?

— Cerveja!!!?_ Frankie disse alto.

— Fala baixo!

— Você não pode tomar cerveja.

— Eu já disse isso a ela_ Maura falou assustando os dois_ Jane é bastante teimosa, você e o Korsak tem razão.

— A mãe já falou para você ter certeza que ela tomou o remédio? É que a Jane costumava esconder em baixo da língua.

Jane olhou para ele com um cara feia. Depois dessa Frankie se levantou, despediu-se de Maura e foi embora.

— O que faremos hoje? Mais um filme?

— Seria bom para você sair um pouco do apartamento, caminhar um pouco_ Respondeu Maura.

— Podemos levar a Jo Friday para passear no parque.

Maura levava a cadela segurando a coleira, as duas andavam próximas , passaram um tempo caladas, assim como foi durante todo o percurso no carro.

— Como você era quando adolescente?_ Perguntou Maura, quebrando o silêncio.

— A briguenta, que sempre dava trabalho a minha mãe, era expulsa nas aulas chatas e paquerava a professora de literatura, mas eu também sempre defendia meus amigos, acho que levei isso pra vida. E você?_ Jane voltou à pergunta.

— Eu estudei em um colégio interno, era a aluna exemplar e a filha que qualquer pessoa gostaria de ter_ Ela olhou para Jane_ É claro que isso não fez com que meus pais me amassem mais, eles sempre foram indiferentes, nunca paquerei uma professora_ Jane riu_ Normalmente os rapazes que se aproximavam_ Claro Maura, você é linda!_ Pensou Jane_ E não tinha amigos para defender. Eu sempre fui muito...sozinha, Verônica foi a primeira pessoa que me fez sentir bem, me fez pertencer a algum lugar, como vou contar para ela isso que aconteceu, ou está acontecendo entre nós?

— Hey, se ela gosta mesmo de você, ficará feliz se você estiver feliz.

Me sinto tão bem quando estou perto dela, mas... Não sei, queria que fosse mais fácil_ Pensou Maura.

Quando terminaram o passeio, elas duas voltaram para o carro.

— Se importa que eu passe na minha casa? É que preciso regar as flores e pegar a correspondência.

— Tudo bem Maura, a Jo Friday vai adorar conhecer a sua casa.

Maura pegou sua correspondência na caixa do correio e abriu a porta para Jane e Jo Friday, depois que todas entraram ela fechou a porta, serviu um suco para Jane e foi até o escritório pegar um abridor de cartas. Haviam folhetos de instituições de caridade, promoções de roupas e sapatos e uma carta, Maura se livrou do envelope e foi até a sala lendo a carta. Jane olhou para ela.

— Um carta?

— Sim_ Maura respondeu sem tirar os olhos do papel_ É do vizinho.

Esse vizinho não tem nada que mandar uma carta para Maura, que cara estranho, ele mora ao lado e envia uma carta? E porque não ligar ou mandar uma mensagem de texto? Não isso seria pior.

Jane fechou a cara, ela olhou para Maura e cada sorriso da loira a detetive fechava mais ainda a cara.

— Ele havia me convidado para ir á uma exposição de arte amanhã, a exposição acabou sendo adiada, mas ele não poderá ir porque a sua mãe está doente, no entanto ele me deu os ingressos, inclusive o dele também, de modo que está sobrando um_ Maura olhou para Jane sorrindo_ Quer ir comigo?

— A uma exposição de arte?

— Não gosta de arte?

— Não se trata disso Maura, eu não gosto das pessoas que estarão lá, muitas pessoas ricas e metidas.

— Eu sou uma pessoa rica.

— Mas não é metida, tem certeza que ainda é rica? Com tanto dinheiro que doa para caridade eu tenho minhas dúvidas.

Maura riu e sentou ao lado de Jane no sofá.

— Bem, eu gosto de dividir com quem não tem nada, não posso gastar tudo em roupas e sapatos.

— Ao menos você não será como aqueles ricos excêntricos que deixam a fortuna para os bichos de estimação.

— Porque sou sozinha_ Completou Maura.

— Você nunca mais ficará sozinha Maura, nem que você queira, sério mesmo que decida deixar Boston no meio da noite, eu irei te procurar, sou uma ótima detetive sabe_ Maura riu_ Não importa qual seja sua decisão, eu quero estar na sua vida.

Adele — One and only

Maura tocou a mão de Jane e acariciou, depois levantou-se e foi regar as plantas, quando pesavam em voltar para o apartamento da morena uma chuva desabou e elas acharam melhor dormir na casa de Maura, a loira fez chocolate quente e as duas tomaram. Jane coçou as cicatrizes.

— Minhas velhas amigas me avisaram tarde sobre a chuva.

Jane sorriu.

— Jane... Como aconteceu?

— O nosso departamento investigava um assassino em série chamado Charles Hoyt, eu soube de um lugar onde ele poderia estar e fui até lá, mas Hoyt me pegou de surpresa, você deve ter ouvido falar do cirurgião_ Maura assentiu com a cabeça_ Ele me prendeu ao chão com um bisturi em cada mão, se não fosse pelo Korsak eu não estaria viva , ele está preso, o que ainda assim não me deixa totalmente segura_ Jane levantou as mãos_ As cicatrizes me lembram que no meu trabalho o perigo está na próxima esquina, por tanto eu tenho que aproveitar tudo de bom que possa aparecer na minha vida_ Jane lançou um olhar forte para Maura, ela queria que Maura entendesse que Jane estava falando dela. E sim, a legista entendeu.

— Agora é a sua vez, uma estória em troca de outra estória.

— Eu não sei o que dizer.

— Pode me falar sobre qualquer coisa.

— Lembra quando enchi sua taça até que o vinho derramou? Eu me distraí porque estavam falando sobre a minha mãe biológica na televisão, ela é uma médica que assim como eu se importa com as pessoas menos favorecidas e o meu pai é um mafioso procurado pela policia.

— Qual o nome dele?

— Paddy Doyle.

— Tipo O Paddy Doyle?

Maura assentiu, ela parecia um pouco triste.

Ela fica mais interessante a cada instante, quem diria que Maura seria filha de um criminoso?

— Com tudo isso você ainda não me disse se aceita o meu convite para ir à exposição.

— Não sei Maura.

— Vamos Jane, vai ser divertido.

Temos conceitos diferentes de diversão Maura.

— Se você for, depois podemos fazer algo que você gosta, o que acha?

— Tudo bem Maura, eu irei com você.

Maura começou a falar sobre como fazer uma autopsia em um corpo encontrado na água, depois falou sobre botânica, entre um assunto e outro Jane dormiu.

— Consegue pensar nisso Jane? Jane?_ Maura olhou para o lado e viu a morena dormindo. Ela se aproximou aos poucos e retirou uma mexa de cabelo que cobria o rosto de Jane, depois foi ate o seu quarto e pegou um lençol, voltou cobriu a morena e sentou em um cantinho do sofá para admirar Jane dormindo, depois de alguns segundos, Maura levantou-se, ela estava indo para o quarto, quando voltou rapidamente, sentou novamente no sofá, tocou o rosto da morena e beijou a sua boca.

— Boa noite Jane, me desculpe por ser uma covarde.

Após dizer isso Maura foi para o seu quarto. Dessa vez Jane estava dormindo, mas isso não impediu que um sorriso discreto aparecesse nos lábios da morena, claro que nós sabemos com quem a detetive estava sonhando.

Notas finais
Gente a parte do Charles Hoyt pode ser que eu tenha errado uma coisa ou outra, até pesquisei,mas não lembro alguns detalhes, nem deu para rever os eps,então desculpe. Cara, eu gostaria de saber qual é o sonho da Jane,rs.