Notas iniciais
Gente eu espero que gostem desse capítulo, eu particularmente estou gostando muito, temos um avanço no romance das duas e...Não vou dizer mais,leiam! Deixem seus comentários, eu respondo todos e acabo tendo ideias ao ler seus comentários.

Maura estava de joelhos sobre a cama de Jane, ela balançava a Morena de leve, até que Jane abriu os olhos.

Que bom que dessa vez não foi necessário um beijo_ Pensou Maura.

Maura vestia apenas uma camiseta e um short curto de tecido, os olhos dela estavam cansados, Jane então concluiu que ela estava dormindo até pouco tempo. Maura saiu da cama e entregou a Jane um comprimido junto com um copo de água.

— Não está me enganando não é? Tomou mesmo esse comprimido?

— Sim, tomei esse horrível comprimido.

Maura sorriu e estava se retirando quando Jane segurou a sua mão, a loira voltou e olhou para Jane.

— Ei Maura, obrigada.

Maura acariciou a mão de Jane e sorriu.

— Não precisa agradecer Jane.

Maura voltou trazendo gaze e outros materiais para fazer um novo curativo, ela deixou tudo sobre a mesinha ao lado, Jane estava distraída mandando umas mensagens para Frankie e não viu os materiais.

— Pronto, agora tire a blusa.

— O que!?_ Disse Jane alarmada.

Foi isso mesmo que ouvi? Em outra ocasião eu iria adorar esse pedido, mas agora pareceu estranho.

— Preciso trocar o curativo do seu ombro.

Claro que era só isso Jane, você tem a mente suja.

Jane levantou a blusa com a ajuda de Maura, os olhos das duas se encontraram quando a peça passou pela cabeça de Jane, Maura colocou a blusa da detetive de lado, Jane não estava usando sutiã, foi recomendado não usar blusas muito apertadas e isso incluía o sutiã, Maura se concentrou no ombro de Jane, mesmo sentindo uma imensa vontade de olhar para os seios da morena, já Jane olhava para frente, no mínimo aquela era um situação desconfortável, mas só porque ambas não eram acostumadas com tanta intimidade, elas só se conheciam há algumas semanas, então porque parecia que já se conheciam há mais tempo que isso?

Jane sentia algo diferente toda vez que Maura tocava sua pele nua, Maura terminou o curativo e ajudou Jane a vestir-se novamente.

— Comprei nosso café da manhã.

— Eu não terei que comer essas coisas estranhas que você come né?

— Não_ Maura olhou para Jane fingindo estar ofendida_ Eu não como coisas estranhas, eu como comida saudável.

— E sem gosto.

Maura ajudou Jane a levantar da cama, as duas foram para a cozinha, à mesa estava repleta, havia de tudo, e um jarro com flores ao centro, Jane começou a olhar em volta, ela passou alguns segundos fazendo isso.

— O que está fazendo Jane?

— Vendo se não entrei na casa errada, essas coisas_ Jane apontou para mesa_ Não acontecem na minha casa, por esse horário eu estaria trabalhando.

— Isso significa que você gostou?

— É claro Maura, me desculpe, está tudo perfeito.

Jane puxou uma cadeira e sentou. Maura colocou café para Jane, tudo era mais difícil de fazer com só uma mão. Maura bebericou seu café e tentou puxar assunto, Jane estava achando aquela situação estranha, mas interessante, nunca havia visto Maura vestida de forma tão confortável, a camiseta branca deixava os seios da loira ainda mais em evidência. Sabemos que a detetive Jane Rizzoli enxerga muito bem, e sendo assim é claro que ela olharia para os seios de Maura.

Jane estava tão distraída que quando percebeu havia colocado muito açúcar na sua xícara, ela mal via o café, Jane percebeu e parou ,mas já era tarde.

— Acho que vou precisar de outro café_ Jane sorriu com um sorriso sem graça.

Maura serviu outra xícara para a detetive.

— Então..._Disse Jane_ O que faremos durante esses dias de folga?

— Podemos escolher jogos, ver filmes, cozinhar...

Jane fez uma cara feia.

— Ah! Eu acho que antes de me recuperar eu vou enlouquecer.

— Você pode ler alguns dos livros que eu achei guardados em uma caixa, vi muitos títulos interessantes.

— Prefiro os filmes ou os jogos, aqueles livros são lembranças da minha infância, Bela adormecida, Cinderela_ Jane percebeu que Maura estava interessada_ Não me diga que você nunca leu esses livros.

— Meus pais não eram fãs de ficção.

— Tudo bem...Então eu posso ler para você a noite.

— Eu irei adorar.

Jane passou um tempo calada e estava para falar, quando Maura falou também, formando uma mistura de vozes.

— Pode dizer_ Jane cedeu à vez.

— Você gosta dessas flores?

Jane olhou para as flores e olhou para Maura.

Eu amo essa flor, essa que está fora do Jarro_ Pensou Jane olhando diretamente para Maura. Será que faria mal me inclinar sobre essa mesa, beijar e correr? _ Ela riu_ Claro que sim Jane, que loucura.

—Sim, a casa parece mais alegre.

O celular de Maura tocou.

— Eu irei atender.

— E eu vou terminar de comer e vou escolher um filme_ Disse Jane meio desanimada.

Maura se afastou e atendeu o celular, era Verônica.

“_ Oi Maura, como você está? Sua última mensagem me deixou aflita, você se machucou?”

“_ Não, eu estou bem, um pequeno corte na testa, mas estou bem, graças a...”

“_ A....?_ Perguntou Verônica.”

“_ A mulher que eu te falei.”

“_ Então deixa eu ver se eu entendi, ela é bonita, inteligente, engraçada e ainda salvou sua vida. Maura, o que você está esperando?”

“_ Verônica ela é uma mulher.”

“_ E o que tem demais?”

“_Eu não sei, para você isso parece muito normal, mas pra mim não, ainda não... Eu não sei mais de nada.”

“_ Eu nunca pensei que viveria para ouvir isso, Maura Isles sem saber de algo. Desculpe Maura, eu sei que agora não é o momento para piada, escuta se você gosta mesmo dela, se está apaixonada pouco importa se ela é uma mulher. Onde você está?”

“_ Na casa dela”.

“_ Na casa dela!? Como assim? Você está toda insegura e está na casa dela? _ Verônica parou de falar por um tempo_ Maura não me diga que está escondida em um guarda roupa, Maura essa mulher é casada?

“_ Não! E não. Em um guarda roupa? O que quis dizer com isso?”

“_ Esquece. O que tem para me dizer sobre ela? Você só fala o básico.”

Você vai gostar dela, porque você já gosta dela. Ela é a Jane, lembra da Jane que conversava com você por e-mail? Pois é, eu fui aquele encontro no seu lugar e depois eu descobri que trabalho com ela, ela tem um sorriso encantador e desculpe Verônica, acho que estou apaixonada pela sua Jane._ Maura pensou em dizer isso, mas desistiu.

“_ Ela tem uma enorme família, a mãe dela me convidou para um jantar e eu aceitei”.

“_ Olha Maura, eu estou muito feliz por você, faz temo que você não se abre para o amor, os homens com quem você sai não me agradam, quem sabe essa mulher consegue mudar sua vida”.

Eu não sei se você irá ficar feliz como diz, mas tem razão, Jane está mudando a minha vida.

“_ Maura eu tenho que ir, tenho uma reunião daqui a meia hora, os negócios não estão indo bem, eu não tenho previsão para voltar”.

Maura se despediu de Verônica e foi para sala, ela olhou para Jane com as pernas sobre a mesa de centro e ficou encarando a morena.

— O que?_ Disse Jane.

— As suas pernas.

— Eu sei, queria que fossem menos finas, mas não dá para mudar.

— Estou pedindo que tire as pernas da mesa de centro, para que eu passe e para não sujar.

Jane tirou as pernas e colocou o filme, primeiro elas viram uma comédia e depois um filme de terror. Uma das personagens tem a cabeça decepada por um elevador.

—Oh_ Disse Maura_ Por isso não gosto de elevadores.

— Maura é só um filme, existe mais chance de você transar no elevador do que ter a cabeça decepada por um.

— As pessoas fazem mesmo isso?

Jane assentiu com a cabeça.

— Você já fez?

Jane se engasgou com o suco que estava bebendo.

— Não, ainda não.

Jane voltou a prestar atenção no filme, um cara sarado estava sendo esfaqueado no banheiro. Maura fechou os olhos.

— Agora como poderei ir ao banheiro?

Quando terminaram de ver os filmes as duas descongelaram a comida que Angela deixou na geladeira, Jane comia com a mão direita, ela ainda não estava acostumada a fazer tudo só com uma mão.

— Quem está te substituindo?_ Perguntou Jane.

— Sean contratou alguém para eventualidades como essa.

Porque todo mundo chama o chefe de Sean? Quanta intimidade!

Maura colocou ração para Jo Friday e ficou um tempo alisando a cachorra, Jane que estava indo para cozinha pegar água, sorriu ao ver a cena. Ela foi até a geladeira e viu uma cerveja, só uma, ela pegou a cerveja calada e foi para sala, abriu a garrafa e estava preste a dar o primeiro gole quando Maura tomou a cerveja da sua mão.

— Ei, essa cerveja é minha!

— Você não pode ingerir álcool.

— Maura é só uma cerveja.

— Que contém álcool.

— Eu vou pegar de volta.

— Não, não vai.

— Claro que vou.

Jane avançou sobre Maura e tentou pegar a garrafa, a loira se afastou e correu para cozinha, ela ficou atrás da mesa, toda vez que Jane avançava, Maura corria para outro lado e ficaram assim um bom tempo, Maura ria das tentativas falhas de Jane.

— Desista Jane, não vou te deixar beber essa cerveja.

Jane acabou enganando Maura e agarrou a loira, abraçando-a por trás, mas quando ela tentou pegar a garrafa com seu braço bom, Maura bebeu a cerveja.

Ela virou de frente para Jane.

— Eu não acredito!_ Disse a morena.

— Hum... Eu gostei de tomar cerveja.

O sorriso nos lábios de Maura fez Jane esquecer a irritação.

Maura decidiu cozinhar, ela iria fazer um macarrão com molho para a janta, Jane sentou em uma cadeira na cozinha, ela não estava convencida de que Maura soubesse cozinhar, a loira se atrapalhava com os utensílios da cozinha, um monte de panelas e outras coisas se acumularam na pia, o primeiro molhou queimou e Jane gargalhou muito, mas depois teve que se calar porque Maura olhou para ela com uma cara de dar medo, o segundo molho Jane teve que mexer e tomar conta. Finalmente o macarrão ficou pronto, Jane enrolou ele no garfo e fez uma discreta oração, “Espero que essa coisa esteja boa, amém”.

Ela mastigou, engoliu e ficou calada, Maura não aguentou a ansiedade e comeu também, se engasgando logo em seguida.

— Jogamos tudo fora e eu peço Pizza_ Disse Maura

— Isso seria muito bom.

Á noite Maura fez Jane tomar outro comprimido, trocou novamente o curativo e deitou ao lado da morena. As duas olhavam para o teto, Maura suspirava vez ou outra, Jane sabia que ela queria dizer algo.

James Arthur — Impossible

— Jane... Você ainda gosta da Verônica?

— Bem... Eu queria que continuássemos amigas, mas quando eu disse a ela que estava gostando de alguém, ela não me respondeu a mensagem, acho que ela não quer só a minha amizade.

— E essa pessoa de que você gosta é tão importante assim? Digo, você e a Verônica estavam bem, ela me falava muito sobre você e pelo que ela me dizia você parecia apaixonada.

— Sim, essa pessoa é muito importante e sim eu estava apaixonada, mas foi por uma Verônica idealizada.

— Como Conheceu essa pessoa?

E agora Jane Rizzoli? Você vai contar para ela? Vamos lá Jane, é como você sempre diz “Se não tiver coragem, vai sem coragem mesmo”.

— Em um jantar, eu deveria me encontrar com a amiga dela, mas ela não pôde ir e pediu para a pessoa me fazer companhia.

O coração de Maura começou a bater forte. A loira ficou em silêncio, alcançou a mão de Jane e segurou firme, a morena não sabia o que aquele gesto significava, mas ela não esperava muita coisa de Maura, ela sabia que toda a situação era extremamente complicada.

— É estranho isso que está acontecendo.

Jane virou de lado apoiando a cabeça com a mão direita, Maura fez o mesmo e as duas ficaram com os rostos bem próximos.

— O que Maura?

— Isso.

Maura deu um selinho nos lábios da morena, depois outro e depois as duas se beijaram, um beijo de verdade, as línguas explorando cada canto da boca da outra, quando o beijo acabou Maura passou o braço pelo corpo de Jane com cuidado para não machucar a Morena e escondeu o rosto no pescoço de Jane ao mesmo tempo sentindo o perfume da morena.

Notas finais
Aê!!!! Finalmente!!!! Parabéns Maura,finalmente um pouco de atitude colega,kkkkk. Espero que tenham gostado.