A mulher certa para mim
19 Eu sinto borboletas por você
Notas iniciais
A morena acordou e percebeu que ambas haviam dormido no sofá, a expressão no rosto de Maura era serena, não parecia em nada com a mulher que ela viu chorando horas atrás, Jane levantou com todo o cuidado e pegou Maura nos braços, deitou a namorada na cama, tirou o salto alto que ela calçava, o vestido e cobriu-a com um lençol, depois deitou-se ao lado de Maura sentindo a pele dela de encontro a sua, beijou o ombro da loira e fez uma das coisas que mais gosta, colocou o nariz na nuca de Maura para sentir o cheiro dos cabelos dela, Jane adormeceu sentindo o cheiro da amada.
Jane acordou antes de Maura e decidiu preparar um café da manhã para ela, mesmo sem ter culpa do que houve entre as duas amigas, Jane se sentia culpada, ela preparou tudo e levou para a loira, deixou a bandeja em cima da mesinha ao lado da cama e tratou de acordar Maura. Tocou o rosto dela com a mão, depois distribuiu beijinhos pelo rosto da loira que moveu os lábios em um leve sorris de satisfação, mas não abriu os olhos.
Qual é Maura! Assim fica difícil eu viciei você em acordar apenas com sexo...O que não seria nada mal, mas não agora.
Jane deitou pertinho de Maura e se aproximou do ouvido da loira, seus lábios tocando a orelha da outra, Jane então falou baixinho.
— Ei linda, eu sei que você quer prolongar seu sono, mas você tem que acordar, eu te fiz um belo café da manhã e a qualquer momento podemos ser chamadas para o departamento_ A morena mordeu de leve a orelha de Maura_ Acorda vai.
Jane olhou para o lado e quando voltou-se para Maura encontrou a namorada com os olhos abertos, a morena sorriu e ficou um tempo admirando a beleza de Maura, esses olhos que a encantaram desde que a viu pela primeira vez, sua expressão meio confusa e meio feliz, seus lábios atrativos, como pedir para ela não se apaixonar? Como Jane poderia não ter se entregado?
— Oi_ Maura falou com a voz baixa.
— Oi_ Jane respondeu sorrindo.
— Me disseram que havia um café da manhã incrível para mim_ Jane riu e beijou a namorada, pegou a bandeja e colocou no colo de Maura_ Obrigada Jane, eu... Eu queria te pedir para não falarmos sobre ontem, não agora, podemos conversar hoje a noite?
— Nada disso, na hora do almoço nós vamos vir para a sua casa, não precisamos conversar, eu só quero te ajudar a se livrar dessa raiva contida.
— Tudo bem, na hora do almoço voltamos para cá_ Maura pegou uma torrada com geleia e levou a boca. O celular de Jane tocou primeiro e depois o de Maura, a loira riu_ Vamos lá Jane, eu preciso ocupar a minha mente.
— Certo, mas eu posso fazer uma sugestão? Digo, para ocupar a sua mente_ Maura balançou a cabeça concordando_ Coloque isso na cabeça, “Eu amo Jane Rizzoli” , basta repetir umas quinhentas vezes até se convencer_ Jane riu.
Maura rolou os olhos_ Idiota, eu já estou convencida disso _ A loira puxou Jane para um beijo demorado, quando as duas se afastaram ela passou a mão no rosto da morena.
** J & M **
As duas chegaram ao departamento, se beijaram no elevador e quando ele abriu cada uma foi para um lado, Jane foi atualizada sobre o caso em que eles estavam trabalhando e sentou atrás da mesa, olhando para um ponto fixo, Frankie e Korsak olhavam fotos, discutiam entre si e Jane estava alheia a tudo. Com Maura não era diferente, a legista retirava um órgão e se perdia em pensamentos, Lisa constantemente precisava chamar a atenção de Maura.
— Doutora Isles , preciso pesar o fígado.
— Ah, sim, o fígado.
Quando Maura terminou a autopsia Lisa se aproximou dela.
— Eu sei que tem algo errado com você, te conheço há pouco tempo, nem sei se me considera uma amiga, da minha parte você é uma amiga, só quero que saiba que se quiser conversar eu posso te escutar, sem julgamentos_ Lisa deu um meio sorriso, sabendo como Maura era fechada ela não imaginava que ela fosse aceitar a sua ajuda, mas se surpreendeu quando Maura deixou o peso do corpo cair sobre uma cadeira e suspirou.
— Eu creio que é egoísmo querer ter tudo, quer dizer, algo tem que dar errado não é? _ Lisa não estava entendendo o que Maura queria dizer, mas sentou ao lado dela e continuou a ouvir_ Eu conheço a Verônica há anos, nos conhecemos na faculdade, ela sempre me apoiou em tudo, foi ela que me levou a lugares..._ Maura riu_ Lugares que eu nunca pensei que pudesse ir e eu gostei desses lugares, quando eu disse que queria fazer uma tatuagem ela disse “Porque você não faz”? , eu expliquei a ela que meus pais reprovariam e ela disse que seria uma boa forma de afrontar eles, então eu fiz.
— Espera você tem uma tatuagem? Qual o desenho? Onde é?_ Lisa deu uma risadinha.
— Naturalmente é na virilha.
— Sério?
— Não, nas costas_ Maura parou por alguns segundos analisando a expressão de Lisa_ Você já terminou de me imaginar nua?_ Lisa ficou surpresa por Maura adivinhar o que ela estava pensando, seu rosto ficou vermelho e ela pediu desculpa_ Verônica faz parte da minha vida, da melhor fase da minha vida até agora, eu pensei que seríamos amigas até a velhice onde ela iria negociar o preço da pizza e eu iria fazer autopsias em frangos, eu conheço ela melhor do que a minha meia irmã. E no entanto quando eu precisei “escolher” eu escolhi a Jane, porque mesmo a Verônica sendo muito importante para mim, eu amo a Jane, com toda a sua teimosia, seu sarcasmo, sua bagunça, amo acordar pela manhã passar a mão pela cama e sentir que ela está lá, amo não me sentir só na minha casa, encontrar qualquer coisa que seja dela em lugares estranhos, sério ela já deixou uma meia na minha geladeira_ Lisa fez cara de nojo e depois riu_ No entanto eu me sinto incompleta sem a Verônica, eu quero as duas, porque eu não posso ter a minha melhor amiga e a minha namorada?
— Mas você pode, espera um tempo e fala com ela, se a sua amiga é tudo isso para você, você também é tudo isso para ela Maura, acha que ela não está sofrendo?
— Ela me ofendeu, eu não irei procura-la, Verônica que tem que fazer isso_ Maura enxugou as lágrimas que rolaram de seus olhos há muito marejados e sorriu para Lisa_ Obrigada por me ouvir e sim Lisa, você é uma amiga_ Lisa abraçou Maura que de inicio ficou assustada com tamanha demonstração de afeto e depois abraçou a assistente_ Vou entregar esses resultados_ Maura falou e saiu do necrotério com os papeis.
Depois que ela saiu Lisa falou para si_ Ela é muito teimosa, se a tal Verônica for igual elas não vão voltar a se falar. Gente que bunda é essa que a Maura tem? Até eu que sou hétero pegaria ela_ Lisa riu e voltou ao trabalho.
** J & M **
Jane estava amassando bolas de papel e tentava acertar no lixeiro, ela estava amassando mais uma quando Frankie chegou colocando um copo com café na mesa dela, ele puxou uma cadeira para si e sentou próximo a irmã.
— O que está acontecendo? Você já encheu a lixeira e continua amassando papel.
— É a Maura..._ Jane tomou um gole do seu café.
— O que ? Ela enfim descobriu que você é péssima de cama? _ Frankie riu.
— Eu sou muito boa de cama, muito mesmo, ninguém nunca reclamou e a Maura ..._ Jane respirou_ A Verônica descobriu sobre nós e ela e a Maura brigaram feio, Maura está triste.
— E vocês estão bem?
— Sim, ou pelo menos eu acho que sim.
— É melhor você ter certeza, Jane a Maura é incrível! E ela tem uma bunda que...
— Onde mesmo que eu deixei a minha arma? _ Jane fingiu procurar_ É sério que você está falando da bunda da minha namorada?
— Sempre falamos sobre isso. Você sempre me falou coisas sobre às outras.
— Maura não é como “ as outras”.
Korsak foi em direção a eles.
— Sobre o que estão falando?
— Sobre a bunda da Maura_ Frankie respondeu antes que Jane pudesse falar.
— Sim, é uma bela visão, principalmente quando ela vem com aqueles vestidos justos que marcam todo o seu corpo_ Jane acertou um soco no ombro do amigo_ É, eu acho que mereci.
— Você devia se concentrar em agilizar o seu casamento com a Kiki, sei que já fez o pedido.
— Sim, por falar nisso Jane você quer ser o meu padrinho?
— Claro Korsak...O que exatamente um padrinho tem que fazer?
— Um padrinho tem que organizar a despedida de solteiro_ Frankie respondeu.
— Não terá uma despedida de solteiro_ Korsak falou.
— Por que?_ Disseram os Rizzoli ao mesmo tempo.
— Tudo bem, então Jane você organiza.
— Iremos escolher as stripers _ Frankie falou sorrindo.
— Eu não acho uma boa ideia, eu posso ser assassina se for a um bar de stripers e não será a Maura que vai me matar, essas mulheres tem um código de honra e a Jessica disse as seguintes palavras “ Você me paga Jane Rizzoli, nunca saia com uma striper de novo ouviu bem. Eu garanto que nós sabemos métodos de tortura que não tem nada a ver com prazer”.
Maura entrou pegando parte da conversa e entregou os resultados da autopsia para Jane, que abriu a pasta analisando o conteúdo.
— Sobre o que estavam falando?
Jane e Frankie deram respostas diferentes, Jane disse “ Casamento do Korsak” e Frankie disse “stripers”. Maura olhou para Jane e arqueou uma sobrancelha.
— Stripers?
— Em minha defesa, eu disse a eles que não concordo com isso.
— Estou na minha sala, quando estivermos no intervalo do almoço vá até lá_ Maura abaixou e beijou o rosto de Jane, falando próximo ao ouvido da morena_ Nada de stripers ou você vai ficar sem sexo por uma semana_ Maura riu diabolicamente e saiu, os três olharam para a bunda dela e os rapazes fitaram o teto logo que Jane os encarou.
— Frankie, segundo a patroa da Jane, não terá stripers_ Jane acertou uma bola de papel da testa do Korsak e tomou o seu café.
** J & M **
Jane passou na sala de Maura, as duas trocaram beijos, a loira pegou sua bolsa e elas seguiram para a casa de Maura, Jane fechou a porta e esperou Maura deixar a bolsa em um móvel qualquer, ela encarou Jane.
— Qual seu método para me ajudar?
— Na verdade o crédito não é meu, em Grey’s Anatomy quando coisas ruins acontecem com a Meredith ou a Cristina elas dançam, você sabe que muitas merdas acontecem naquele hospital_ Jane riu e Maura riu também, baixando a cabeça e depois encarando a morena novamente_ Então doutora Isles, vamos dançar.
Jane tirou os sapatos e estava abrindo a calça_ Espera Jane, o que está fazendo?
— Eu vou dançar como a Callie_ Maura lembrou do episódio em que a Callie dança de calcinha, ela pensou sobre como Jane é palhaça, mas talvez dançar realmente ajudasse, ela tirou seus saltos e Jane colocou uma música para tocar.
— O que fazemos?
— O que quisermos. Agite os braços, movimente o quadril, mexa a cabeça... Maura estamos só nós duas aqui_ A morena começou a agitar os braços e sacudir a cabeça fazendo seus cachos irem em todas as direções, Maura começou tímida, mas depois se soltou, a música acabou e a que estava tocando agora era uma mais sensual, Maura dançava de costas para Jane, a morena abraçou Maura por trás e segurou os seios da loira por cima do vestido, depois passou sua mão por toda a barriga dela, Maura desceu passando seu corpo pelo de Jane e depois mexendo os quadris de modo a rebolar a bunda de encontro ao sexo da morena. Ela virou-se para Jane e as duas começaram a se beijar, Jane percebeu o quão estava excitada e se afastou ela estava ali para distrair Maura, mas não esse tipo de distração, as duas continuaram a dançar, até que Jane escorregou na sua calça e caiu no chão.
— Dançar não é divertido Maura, dançar é algo perigoso que pode te matar_ Maura deitou ao lado dela no chão e não conseguiu se controlar, ela começou a gargalhar e toda vez que tentava falar algo, como perguntar se a morena estava bem o riso atrapalhava, Maura ficou assim por alguns minutos, depois respirou fundo.
— Você está bem ?
— Não sei, meu corpo não dói, mas já o orgulho, minha namorada tá há quase duas horas rindo, ao menos servil para você se animar né.
— Obrigada Jane_ Maura beijou a boca da morena_ Jane, posso te fazer uma pergunta?
Jane balançou a cabeça concordando.
— O que a Verônica disse sobre você é verdade? Quer dizer eu sei algumas coisas, mas...
Jane olhou para a loira e tocou o rosto dela, fazendo Maura fechar os olhos por alguns segundos, ela contornou os lábios da namorada com os dedos e trouxe a mão de volta para si.
— Sim, eu era do tipo de pessoa que dormia a cada noite com uma mulher diferente , que já levou e ainda levo tapas na cara dessas mulheres caso elas me vejam, até uma berinjela uma vez, mas eu nunca disse “ Eu te amo” a nenhuma, nem depois de um orgasmo, eu nunca planejei um futuro com ninguém Maura, só com você.
— E o que está nesse futuro?
Jane beijou os lábios da loira_ Você_ Mais um beijo_ Jo Friday_ Outro beijo_ E um bebê_ Logo que a morena se afastou ela olhou para Maura esperando a reação da loira, de início Maura se mostrou surpresa, seus olhos estava brilhando, ela também não era de planejar coisas, ela não planejava nem o almoço do dia seguinte, mas sim, Maura estava pensando sobre as palavras de Jane e decidiu fazer uma única correção.
— Que tal dois bebês?
— Tudo o que você quiser_ A morena disse sorrindo_ Você vai procura-la?
— Não sei, ela que deve fazer isso Jane.
— Maura... Eu sei que assim como eu, a Verônica é muito importante para você, ela é sua amiga, sua melhor amiga, quase uma irmã, eu amo que você tenha me escolhido, mas sei que você não estará completa se não tiver nós duas. A teimosa dessa relação sou eu doutora Isles.
Maura refletiu sobre o que Jane falou, mas naquele momento estava muito magoada para procura Verônica, depois faria isso. A loira levantou e sentou sobre o quadril de Jane, mas precisamente sobre o sexo da morena, que abriu um pouco as pernas para acomodar a loira.
— Maura o que está fazendo?
—Temos meia hora antes que acabe o horário do almoço e em meia hora dá pra fazer muita coisa_ Ela riu com malicia_ sabe o que me disseram ontem Jane? _ A detetive negou, Maura então abaixou e sussurrou no ouvido dela_ Que eu sou a sua puta.
As duas se beijaram um beijo erótico intenso, Maura começou a morder o pescoço de Jane, mordidas firmes que arrancavam gemidos da morena, ajudou a namorada a retirar a blusa que estava usando e abriu o sutiã dela abocanhando um do seios em seguida, sugando com força, Jane já estava bastante molhada, Maura foi para o outro seio mordia e passava a língua, depois saiu de cima de Jane e retirou sua calcinha ficando ainda com o vestido, depois retirou a calcinha da morena e encaixou seus sexos, a loira começou a se movimentar, movimentos circulares e de vai e vem, ela beijava Jane e seus cabelos cobriam o rosto da morena que cravava suas unhas na coxa de Maura.
— Maur...Isso é muito...Bom_ Jane falava entre gemidos.
Não demorou muito para que Jane tivesse um orgasmo, Maura continuou os seus movimentos até que ela também chegou lá e deitou no ombro da morena, Jane retirou os cabelos da testa de Maura.
— Sabia que quando eu te vejo ainda sinto borboletas?
Maura olhou para ela com uma expressão confusa_ Borboletas?
— Sim Maura, a cada palavra que você me dizia, ou convites para tomar café, ou quando você me chamou para ver aquele filme com você, borboletas se agitavam no meu estômago, muitas delas. Sabe? O frio na barriga. Isso ainda acontece_ Jane disse sorrindo, esse sorriso que Maura ama.
Maura beijou Jane intensamente_ Jane isso...é muito fofo! _ Maura lembrou da noite que elas viram o filme e também de ter derramado vinho na roupa de Jane_ Aquele dia foi quando eu comecei a sentir algo por você, lembra que derramei vinho na sua roupa?
— Sim, eu tive que vestir uma blusa sua.
— E quando eu fui te entregar a minha blusa eu vi os seus seios através do espelho, eu não conseguia para de olhar.
Jane assumiu uma expressão séria_ Maura Isles, você manchou a minha blusa de propósito?
— O que!? Não, eu me distrai.
— Sei...
— Jane, estou falando a verdade, veja nada de urticarias_ Elas se beijaram novamente_ Eu acho que... Também sinto borboletas por você_ Apesar de Maura saber ser impossível ter borboletas no estômago, ela entendeu o que Jane quis dizer e isso fez com que ela amasse ainda mais a morena.
— É melhor irmos_ Jane disse levantando e pegando suas roupas_ Levanta dai Maura vamos tomar banho.
— Juntas?_ A loira falou empolgada.
Jane arqueou uma sobrancelha, ela sabia que se dissesse sim, elas se atrasariam, mas como podia dizer não?
— Sim, ainda temos que resolver alguns assuntos.
** J & M **
No fim do dia Jane se despediu de Maura e levou a loira até o carro, aquela noite dormiria em casa, mesmo evitando o namorado da mãe, Angela pediu para que jantassem juntos, a morena tentou recusar quando soube que Louise estaria lá, mas não conseguiu. Depois do jantar e de levar os pratos, Jane abriu a geladeira e pegou uma cerveja, sentiu duas mãos em volta do seu corpo, uma mordida na nuca, não era Maura, o cheiro e o toque eram diferentes do da loira, Jane virou de frente ficando a centímetros dos lábios de Louise. A detetive respirou fundo.
— Louise, sempre você_ Jane soltou as mãos da médica do seu corpo, colocou a cerveja no balcão e disse séria_ Olha Louise eu já tentei te explicar umas mil vezes, eu amo a Maura, você é uma mulher incrível e pode encontrar alguém que esteja disponível, eu não estou.
— Jane, eu já entendi que você está namorando com a Maura, mas as coisas mudam, acha que eu vou desistir assim tão fácil?
— Eu gostaria que sim.
— Mas eu não vou.
— O que você quer?
— Transa comigo e eu te deixo em paz, mas aposto que quando dormir comigo não vai precisar mais da Maura, eu sei métodos Jane que vão te fazer enlouquecer_ Louise se aproximou de Jane e arranhou o pescoço da morena, Jane segurou a mão dela impedindo-a de continuar.
A morena acabou esbarrando na cerveja e derrubando a garrafa no chão, ela abaixou e começou a catar os cacos, Louise abaixou junto com ela.
— Melhor pegar uma vassoura Jane, você pode se cortar.
— Ótimo, se importa de fazer isso por mim? Nós duas não podemos dividir o mesmo ambiente.
— Porque você tem medo?_ Louise disse tentando provocar Jane.
A morena levantou e foi em direção à sala, mas parou na porta e virou-se para Louise.
— Não é por medo, é porque você é muito dada.
Louise não se ofendeu, apenas riu e passou a língua pelos lábios, depois foi pegar uma vassoura para limpar a bagunça.
Aquela manhã Jane não correu com Maura, ligou para loira se desculpando, ela tinha um assunto para resolver, ela devia isso a sua loira. Jane tocou a campainha e esperou a pessoa abrir. A mulher abriu a porta e ficou analisando Jane.
— O que você quer?
— Será que eu posso entrar Verônica?
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