A mulher certa para mim

20 Dormindo com o travesseiro


Notas iniciais
Gente eu demorei a postar esse capítulo e talvez demore mais ainda para att o próximo, acontece que o notebook de Valéria, essa pessoa que vos fala ( Sim, eu não me chamo Alexandra,rs), está com defeito, então eu fiz um esforço para att pra vocês, podem me amar eu deixo,kkkk. Ese capítulo está uma montanha russa de emoções e eu quis que fosse assim, provavelmente vocês vão amar uma parte e sofrer com outra. PS: Leiam as notas finais, é importante gente.

No capítulo anterior ...

Aquela manhã Jane não correu com Maura, ligou para loira se desculpando, ela tinha um assunto para resolver, ela devia isso a sua loira. Jane tocou a campainha e esperou a pessoa abrir. A mulher abriu a porta e ficou analisando Jane.

— O que você quer?

— Será que eu posso entrar Verônica?

Agora...

— Não_ Verônica bateu a porta com força deixando Jane sem reação.

A morena olhou para o alto _ Porque o Senhor coloca tantas mulheres insanas na minha vida?_ Jane tocou novamente a campainha e como não houve resultado ela decidiu bater_ Se você não abrir , eu vou bater nessa porta o dia todo, talvez eu durma aqui.

A morena falava com um tom de voz confiante, mas na verdade temia que algum vizinho alarmado com a sua insistência chamasse a polícia, ela se imaginava explicando tudo aos policiais e mostrando seu distintivo, enquanto Jane pensava nessa hipótese a porta foi aberta.

— Eu só abri essa porta porque a minha cabeça está explodindo, você batendo faz parecer que uma manada de elefantes está invadindo o meu apartamento. Agora entra!_ Verônica saiu da frente da porta e Jane entrou.

A detetive olhou cada detalhe da sala, o lugar era bem iluminado por uma janela do lado esquerdo, havia uma enorme TV que no momento estava desligada, tudo era harmonioso, os móveis, a estante com livros, um jarro com flores e alguns quadros com fotos. Jane olhou para um dos quadros, a foto mostrava uma Verônica rindo de algo seu braço estava em volta do corpo de Maura que também sorria, logo que percebeu para onde a detetive estava olhando Verônica virou o quadro.

— Você vai falar e depois vai sair, entendeu?

Jane se surpreendeu com as palavras diretas da mulher, porém no fundo já esperava por isso. Ela balançou a cabeça concordando.

— Eu sei que está preocupada com a Maura, você acha que eu vou fazer ela sofrer, eu entendo, deve ter ouvido muito sobre mim, admito que eu era uma idiota, destruidora de sentimentos, pegadora... Mas a Maura me fez mudar, me fez querer algo sério, ela me fez querer estar ao lado dela ao todo momento e esperar ansiosa por pequenos gestos, como um toque ou um sorriso, eu até aprendi que relacionamentos não são a base unicamente de sexo.

Verônica sentou no sofá toda desajeitada, Jane percebeu que ela havia bebido bastante, primeiro pelo cheiro de bebida e depois pelas olheiras, cabelos desgrenhados e o modo trôpego de andar.

— Isso tudo é muito bonito, mas não foi por isso que você veio aqui.

— Tem razão, eu vim aqui porque a Maura está triste, e eu quero vê-la bem, também sei que você quer o mesmo. Verônica você não brigou com a Maura por mim, eu era para você alguém interessante que você poderia conversar, ter um bom, encontro ir pra cama, mas a Maura ela é sua amiga. O que eu vi naquela noite não foi uma pessoa traída, foi você tentando proteger a Maura_ Verônica permanecia calada ouvindo Jane falar_ Só... Não demora, porque se você não se desculpar, se não resolver essa situação a Maura vai continuar sofrendo e você também. Quantas garrafas bebeu hoje? Acho que eu já disse tudo.

Jane terminou de falar e saiu do apartamento, enquanto Verônica continuava olhando para o lugar onde a morena estava há alguns segundos. Ela deitou no sofá fitando o teto.

— O pior de tudo é que a detetive canalha tem razão, eu devo desculpas a Maura_ Verônica colocou as duas mãos no rosto_ Que droga! Eu fui uma estúpida, joguei a chave que ela me deu no chão e chamei ela de puta, tenho que rezar para a Maura querer se quer olhar pra minha cara.

***

O dia passou rápido, Jane trocou alguns beijos com Maura no departamento, mas nada além disso, já que, havia muito trabalho. Maura havia voltado para casa mais cedo, já Jane ficou até as onze. Quando chegou até a casa da loira, ela colocou o carro na garagem, estava ansiosa para entrar, contudo o seu celular tocou, era Angela.

— Jane onde está?_ Disse Angela claramente preocupada.

— Mãe eu não sofri nenhum acidente, nem estou me drogando, não fui sequestrada e nem nada do tipo, só vou dormir na casa da minha namorada_ Jane repetiu o mesmo discurso que dizia para a mãe quando era adolescente, acrescentando a parte da namorada.

— Tudo bem mocinha_ Angela também repetiu sua frase característica_ Mas eu quero vocês aqui para almoçarmos amanhã, nesses últimos dias nós quase não nos vemos.

— Mãe que exagero, nos vemos todos os dias no trabalho.

— Quando você pede dois cafés, paga, me dá um beijo e vai embora, quanta interação.

Jane odiava quando seu pai falava que ela havia herdado o sarcasmo de Angela, mas agora ela percebeu que foi exatamente o que aconteceu.

— Tá certo mãe, eu falarei com a Maura hoje e se ela aceitar nós duas iremos almoçar com vocês. Mãe a Louise estará nesse almoço?

— Não, ela estará trabalhando.

— Ótimo_ Jane não deu oportunidade para que Angela perguntasse o que significava aquele “ótimo” _ Até mais dona Angela.

A morena guardou o celular e pegou a sua chave no bolso da calça, ela sorriu ao lembrar do dia que Maura lhe deu a chave da sua casa. Jane abriu a porta e fechou com todo cuidado, ela procurou Maura pelos cômodos da casa até encontrar a loira na cozinha, ela estava de costas para a porta secando a louça, Jane andou até ela e lhe abraçou por trás prendendo Maura entre o seu corpo e a pia, depois delicadamente beijou o pescoço da loira.

— Oi_ Maura disse sorrindo.

— Oi_ Jane colocou o nariz na nuca da loira e respirou fundo_ Adoro o teu cheiro_ Jane percebeu que Maura estava arrepiada, esse era um dos pontos fracos da loira, a nuca.

Maura tentou se virar, mas Jane não deixou, ela continuou beijando o pescoço de Maura e mordendo o maxilar da namorada, hora de leve, hora com mais força, Maura fechava os olhos e gemia, a morena abriu os botões da blusa de Maura e tocou o abdômen da loira arranhando e traçando um caminho até os seios da mesma, Jane apertou e estimulou os seios de Maura por cima do sutiã, logo em seguida tirou de vez a blusa da loira e abriu o fecho do sutiã jogando-o para longe, ela beijou a nuca de Maura e sentiu a loira tremer, Jane desceu as mordidas pelas costas da loira e subiu novamente mordendo o ombro em seguida, usou a língua para brincar com a orelha da loira, a respiração de Maura estava pesada, ela gemia e tentava tocar Jane que a impedia.

— Agora não_ A morena falou com a voz rouca.

Jane passou suas mãos pelo corpo de Maura até chegar na calça que a loira usa para dormir, ela baixou a calça de Maura e teve ajuda para retirar a peça por completo, dessa vez foi a calcinha vermelha de renda que Maura estava usando, quando se livrou da peça Jane mordeu forte a bunda da loira e provocou.

— Gosta assim?

— Sim Jane_ Maura respondeu com a voz fraca.

Jane levantou e passou a mão pelo sexo da sua namorada checando a umidade da loira, constatando logo em seguida que Maura estava pronta para ela, a morena virou Maura de frente e colou seus corpos, passou a mão pelos cabelos da outra e puxou ela para um beijo intenso que terminou com uma mordida nos lábios de Maura.

— Não é justo que você ainda esteja vestida, quando eu estou completamente nua_ Jane sorriu e ajudou Maura a retirar a sua própria roupa até que a morena ficou apenas de lingerie.

Jane pegou a loira no colo pressionando a bunda dela de forma agressiva e saiu da cozinha com Maura nos braços, a morena ansiava por fazer amor com Maura no tapete felpudo da sala.

Ela sentou com a loira em seu colo e essa jogou a cabeça para trás dando espaço para Jane explorar o seu pescoço e os seus seios. Jane mordeu e chupou o pescoço de Maura deixando marcas e era exatamente isso que ela queria, marcar a loira, ela seguiu com seus beijos até os seios da namorada e sugou com força, mordeu pressionando os mamilos com os dentes e repetiu o processo no outro seio.

— Jane... Isso é muito...Muito bom_ Maura falava entre um gemido e outro.

Jane demorou mais um tempo nos seios da loira e só parou quando eles estavam vermelhos, Maura puxou Jane para um beijo, ela tirou o sutiã de Jane e também brincou com os seios dela, fez todo um caminho com a mão e tocou o sexo da morena ainda por cima da calcinha, sentindo o quão a peça estava molhada Maura afastou a calcinha de Jane dando espaço para os seus dedos.

— Acho que você também merece sentir o esmo que eu_ Maura disse com uma voz baixa e sensual que fez a morena se excitar ainda mais.

Maura massageou o clitóris de Jane com o polegar e depois penetrou a morena com dois dedos , a morena gemeu alto, Maura continuou a penetrar Jane agora mais rápido e mais forte e essa mexia os quadris no ritmo que Maura ditava, Jane acabou gozando enquanto mordia o ombro da loira que não se importou com a dor.

Depois de se recuperar, Jane deitou Maura no tapete, a loira permaneceu com as suas pernas em volta do corpo de Jane, a detetive levou dois dedos a boca de Maura que chupou-os e quando eles ficaram bem molhados Jane penetrou Maura, suas estocadas faziam a loira gemer alto, Maura arranhava as costas de Jane deixando marcas, quando a loira estava prestes a chegar ao ápice Jane retirou seus dedos.

— Jane por favor_ Maura implorou, se sentindo frustrada pela morena ter parado.

Jane sorriu ao ouvir as palavras de Maura e colocou sua boca entre as pernas da loira, ela chupou, sugou e mordeu o clitóris e a vagina da loira até que essa se entregou de vez ao orgasmo. A morena deu mais um beijo na sua loira e deitou ao lado dela, Jane fitava o teto enquanto recuperava o ar, seu peito subia e descia e os cabelos próximos da testa estavam molhados de suor, com Maura não era diferente.

— Esse foi...O melhor sexo que eu já tive_ Maura sorriu e virou de lado buscando os olhos da morena, entrelaçou seus dedos aos dedos dela, retirou os cabelos da testa de Jane e beijou sua boca, um beijo mais calmo, diferente dos que elas estavam trocando até então_ Jane, me responda, o que aconteceu no trabalho para você ter chegado com todo esse apetite sexual?

Jane levantou a mão e passou pelo rosto de Maura.

— Eu achei que depois desse dia cansativo nós duas precisávamos relaxar, que modo melhor de relaxar do que sexo?_ A expressão da morena mudou de um sorriso para uma cara preocupada_ Eu fui muito agressiva?_ Jane se deixou levar pelo momento e não conseguiu controlar seus impulsos, apesar de Maura não demonstrar ela temia ter assustado a loira, já que elas nunca haviam feito sexo assim.

— Ei Jane, eu gostei, você foi agressiva e carinhosa nos momentos certos_ Maura riu_ Eu devo ter feito um estrago nas suas costas_ Jane riu também e puxou Maura para si, deitando a cabeça da loira no seu ombro.

Um tempo depois as duas tomaram banho e vestiram pijamas, pediram uma pizza e quando ela chegou sentaram no sofá uma ao lado da outra, Maura escolheu um filme e mesmo Jane não admitindo ela até que gostou. Quando o filme acabou Jane tomou coagem para falar com Maura, ela não pretendia estragar a noite das duas que estava muito boa até ali, contudo uma coisa estava incomodando a morena desde que Maura voltou daquele bar, quando Jane deitou com ela no sofá, sentiu um perfume diferente do da loira, ela evitou falar sobre o assunto, depois da briga com Verônica Maura ficou bastante frágil e Jane decidiu deixar para depois, esse era o depois.

— Maura, o que exatamente aconteceu aquela noite que você saiu com a Verônica?

A expressão no rosto da loira mudou e ela respirou fundo, antes de começara falar, o que fez Jane ficar mais preocupada.

— Pouco tempo após chegarmos ao bar, Verônica saiu para transar com uma ruiva no banheiro e me deixou sozinha_ Jane ouvia tudo atentamente_ Quando ela saiu uma mulher sentou ao meu lado e...

— Como ela era?_ Jane estava testando Maura, queria saber se ela havia se interessado por essa mulher, ao ponto de saber detalhes da sua aparência.

— Ela tinha um cabelo preto e curto e olhos verdes, Jane eu não fiquei olhando o corpo da mulher_ Maura fez uma pausa e depois continuou_ Ela começou a falar comigo dizendo que estava me olhando desde que entrei, eu disse que tenho uma namorada, mas mesmo assim ela me beijou.

Maura esperou que Jane falasse algo, e como a morena não disse nada, as duas ficaram em silêncio por alguns minutos.

— Que tipo de beijo?

— Jane, foi apenas um beijo sem importância_ Maura desejava que Jane se desse por satisfeita, ela não podia mentir sem que a outra soubesse e não queria dizer que a aquela mulher explorou toda a sua boca com a língua naquele beijo erótico.

Jane baixou a guarda_ Vem, senta aqui no meu colo_ Maura sentou ainda meio receosa e passou os braços em volta do pescoço de Jane, a morena beijou Maura, um beijo demorado e carinhoso_ O beijo dela é melhor que o meu?

Maura sorriu_ Ninguém beija como você Jane, ninguém nunca me tocou como você e você sabe disso.

— Eu sei, mas não me impede de ficar com ciúmes quando uma vadia decide agarrar a minha namorada_ Maura sorriu, Jane ficava linda quando estava com ciúmes.

— E ela... Não fez mais nada?

— Ela me deu o número do seu celular.

— Que você amassou e jogou fora_ Na verdade Maura estava apressada para sair de lá, ela queria falar com Verônica, Maura não lembrava onde deixou o cartão que a mulher lhe deu, deveria estar na sua bolsa ou no carro.

— Jane...

— Você guardou o número dela Maura!?

— Não, eu...

Jane se soltou dos braços de Maura e fez a loira se levantar junto com ela, a detetive pegou suas coisas e vestiu um casaco sobre o pijama.

— Jane onde você vai?

— Maura, ao menos por hoje é melhor que eu durma na casa da minha mãe.

— Jane espera, vamos conversar.

A morena sorriu para Maura, um sorriso triste, magoado e saiu pela porta, Maura saiu também a tempo de ver o carro de Jane saindo da garagem de sua casa, a legista ficou um bom tempo no frio, quando entrou ela se dirigiu para o quarto, deitou na cama e abraçou o travesseiro sentindo o cheiro de Jane, que fora deixado pelos cabelos da morena, várias coisas passavam pela sua cabeça, uma delas era a possibilidade de Jane nunca mais dormir naquela cama, nunca mais sentir o calor do corpo da namorada sobre o seu, o cheiro, o toque... Ao pensar nisso ela caiu em um choro compulsivo, apertou ainda mais o travesseiro e chorou até adormecer.

Notas finais
Coitada da Maura, primeiro sem a Verônica e agora sem a Jane. Tó pensando em escrever uma fic G!P Rizzles, o que vocês acham?