A mission for life

3 Rebuçado vermelho.


Notas iniciais
Olá minaa, aqui está um novo capítulo ^.^ espero que gostem, preciso que comentem, não custa nada... é frustrante não saber as nossas falhas... acham que descrevo demasiado as coisas? Este é longo hihi, mas leiam até ao fim por favor, já que lá está a parte mais importante do capítulo arigatooooooooooooo

A chuva caia fortemente sobre o meu chapéu de chuva que tremia e ressoava como se um turbilhão de pedras o tentasse romper, debatia-se contra o vento e eu tentava agarrá-lo com a maior força que tinha para evitar que se virasse do avesso com a força da tempestade. Calcando o chão deixando pegadas, os sapatos envernizados do meu uniforme chapinhavam na água que não tinha sido escoada da estrada que por sua vez saltava para as minhas calças e as molhava. As minhas mãos estavam escorregadias por causa da humidade então deixavam o chapéu de chuva folgar. Andei mais uns metros.

Ao passar pela pequena ponte que se reflectia no rio avistei ao longe, uma pequena mancha negra diluída na chuva a descer, com cuidado, a rua sinuosa por onde a chuva era arrastada com furor até chegar ao rio para completar o seu ciclo de vida. Tinha o cabelo apanhado por uma pequena trança, usava meias até meio da perna, e trazia um chapéu de chuva transparente que escondia parcialmente a sua cara que ia inclinada. Ela ia, a caminho da escola, cambaleando de vez em quando, tentando não calcar as poças de água e balançando de um lado para o outro ao ritmo do vento que agitava também o seu chapéu de chuva deixando-a atrapalhada fazendo-me lembrar de quando deixou cair o livro na biblioteca no primeiro dia que a vi.

Havia muito que eu e a Aiya não tínhamos qualquer tipo de contacto, aliás, já nem dava importância ao que tinha acontecido, agora até sentia um pouco de vergonha por ter dado tanto valor ao que podia ter sido apenas um “dia mau” na vida dela. Talvez tenha sido por achar que toda a gente precisa, em algum momento, da ajuda dos outros, ou simplesmente por querer ter algum assunto para falar naquele dia. Andei ao mesmo ritmo que ela. Olhei para o céu. A partir do momento em que a Aiya apareceu, o sol tinha começado a rasgar por entre as nuvens embora a chuva continuasse a cair sobre nós. Calmamente, os nossos passos uniram-se num mesmo ritmo calmo e demorado e passado algum tempo, estávamos a uns meros dois metros de distância um do outro. Os seus olhos mostravam que não estava preocupada em que me tivesse juntado a ela ou que estivesse,sequer, a prestar atenção ao que estava a acontecer, parecia que estava a pensar noutra coisa, algo que decerto não tinha nada a ver com o facto de estar a ir para a escola com a companhia do colega estrangeiro que a tinha visto numa situação embaraçosa há algumas semanas atrás.

O silêncio constrangedor entre nós era cortado pelas vozes de outras pessoas que caminhavam atrás de nós e que, fartas do nosso ritmo lento e demorado nos passavam à frente dando leves encontrões que faziam os guarda chuvas roçar e deixar a água que restava salpicar para cima de nós. Farto da água que molhava a minha camisa fechei o guarda chuva com agilidade. Como se o som do guarda chuva a tivesse acordado da sua “hipnose”, a Aiya deixou de olhar para o infinito e passou a olhar para mim com um sobressalto enquanto tentava fechar o seu guarda chuva com dificuldade. Ofereci-me para a ajudar enquanto ela murmurava algo em japonês, que obviamente eu não consegui perceber.

Já está” Sacudi o guarda chuva e entreguei-lho.

Obrigada

De nada” Continuámos a andar. Faltava pouco para as aulas começarem, mas nenhum de nós quis começar a andar mais rápido pelo que continuámos lentos e vagarosos o resto do caminho, tendo como banda sonora apenas o silêncio constrangedor que se instalava entre nós. Gostava de poder saber falar a língua dela assim podia arranjar tema de conversa mais facilmente, mas isso era impensável, pelo menos por agora. Pensei em linguagem gestual, mas isso era estúpido, de todo. Talvez não precisássemos de falar de qualquer maneira, então limitei-me a ficar calado e a observar, ora a ela, ora ao resto da rua.

Aiya-chaaaaan!!! Ohayooo” Uma senhora idosa carregada do que devia ser a sua colheita dentro de alguns cestos chamou a Aiya abanando um pequeno chapéu na sua mão. Continuei a andar até que a Aiya olhou para trás e parou para ir falar com a pequena mulher que caminhava na sua direcção. Como não quis continuar o caminho sozinho parei também.

"Baba-chan… Ohayo” A Aiya e a pequena senhora abraçaram-se demoradamente e trocaram algumas palavras. Enquanto isso eu distraia-me a ver as gotas de água que restavam a cair sobre o chão. Por momentos pensei que ela podia ser a sua avó e estive mais um quarto de hora à sua espera . Com o tempo que tinha passado eu e ela não íamos assistir a nada da primeira aula. A pequena senhora olhou-me de relance e apontou para mim dizendo alguma coisa à Aiya que quando se apercebeu de que eu ainda ali estava, se virou rapidamente e me olhou com espanto.

Sayonara baba-chan!” despedindo-se da senhora, correu para meu lado.

Era a tua avó?...

Não… “ Sorriu para mim e eu sorri de volta.

Sabes que estamos muito atrasados…” Sorri com um ar cúmplice. Para mim não fazia diferença nenhuma. Eu nunca tinha gostado de ir à escola. Nunca tinha gostado de estudar nem de ter de acordar cedo, eu não gostava da comida da escola, nem dos professores, nem da maioria dos colegas, basicamente não fui feito para estudar.

Não faz mal.” A sua expressão de neutralidade deixou-me desconfortado . Por mais normal que fosse para mim faltar ás aulas, ver outras pessoas igualmente desinteressadas era estranho. Olhei para o céu. As nuvens descobriam-no e o sol estava a tornar-se exageradamente quente. Tirei o casaco e apoiei-o no braço.

Eu não estou habituado a isto…

Isto o quê?

Este sítio… não estou habituado…

Não estás a gostar de aqui estar?...” Um ar de desanimo nasceu nos seus olhos o que me fez sentir mal.

Não é isso… eu gosto… estou a gostar de falar contigo…” Passei a mão no cabelo. Estava a ficar nervoso sem razão, por vezes não me entendia. A Aiya fez um leve sorriso e juntou as mãos à sua frente segurando no seu telemóvel.

***

Já conseguíamos ver ao longe a escola e o pátio estava vazio. O silêncio não existia já que o vento embatia contra as grades fazendo um som ensurdecedor.

Estamos feitos…” murmurou “Desculpa.

Vingámo-nos, por termos de nos levantar tão cedo” Sorri para ela que me olhou retribuindo o gesto.

Temos de fingir que viemos o mais rápido possível…” A Aiya olhou para mim com um olhar desafiador e começou a correr. Abriu a porta de ferro rapidamente embora com dificuldade e entrou lançada pela escola dentro tentando que ninguém desse por nós. Atrás dela, eu corria também, à espera que ela me indicasse a sala. Passámos pelos cacifos e trocámos de sapatos rapidamente. Lancei os sapatos para dentro do cacifo, empurrei-a levemente pata lhe dar algum impulso e corremos de novo, desta vez pelo longo corredor de janelas envidraçadas que cobriam maior parte da parede à nossa esquerda. Esta correria contra o tempo fazia-me sentir adrenalina.

O chão denunciava a nossa presença, sempre que os nossos sapatos derrapavam nele e deixavam uma marca de plástico queimado como rasto. Dois em dois degraus e segurando a sua saia, a Aiya ia subindo ofegante os vários lotes de escadas que nos levavam à nossa sala. As suas pernas eram a única coisa que saltavam à vista já que o seu casaco as tapava quase até metade fazendo o branco da sua pele sobressair. Vinte degraus depois começou a fraquejar e ,vendo que faltava pouco, empurrei-a nas costas ajudando-a a subir o que restava. Quando chegámos à porta.

A Aiya compôs-se e eu ajeitei a gravata. Sorrimos. Bati à porta e entrámos.

Desculpem o atraso!” curvámo-nos instantaneamente.

Não estava ninguém na sala.

Tínhamo-nos enganado.

***

Eu e a Aiya viríamos a fazer isso muitas vezes, correr pela escola à procura das salas e encontra-las muitas vezes desertas. A Aiya era das pessoas mais distraídas que eu tinha conhecido e muitas vezes íamos parar às salas erradas simplesmente porque ela se enganava, e eu admito que por muitas vezes, mesmo sabendo que a sala para que ela se dirigia era a errada, eu não dizia nada só para que aquele nosso hábito de chegar atrasado não acabasse.

***

O professor deu-nos o habitual sermão que se dá aos alunos quando estão atrasados e acabámos por nos sentar nas nossas mesas, um na exacta ponta oposta do outro, sendo que, depois disso, apesar de eu a olhar várias vezes à espera de que ela fizesse o mesmo, a Aiya não me olhou, não só durante o resto da aula inteira, mas também durante o resto do dia.

Na última aula do dia resolvi tentar falar com ela à minha maneira. Peguei no caderno que tinha à mão e arranquei alguns bocados de uma folha. Comecei a escrever.

Não sei se vais perceber alguma coisa do que está escrito, mas acho que estás a ignorar-me…” atirei o primeiro papel que foi acertar no seu casaco ficando preso no tecido. Uma rapariga avisou-a e ela olhou para toda a sala tentando perceber quem é que tinha mandado o papel. Sem perceber quem o tinha feito, virou-se para a frente e calmamente abriu o bilhete. Como estava escrito em inglês devia ser fácil de perceber quem o tinha escrito.

Passado algum tempo, o que me fez pensar que ela estaria a escrever uma grande resposta, mandou umas amigas entregarem-me um pequeno papel amarelo enrodilhado dobrado em dois. Lá dentro, escrito em inglês e com letras tremidas estava uma resposta curta e directa.

Não estou.” Peguei noutro bocado de papel

Estás.” Atirei-o e esperei que o lesse. Passados cinco minutos recebi outro de volta.

Se estivesse, não te estava a responder.” Outro papel

Se não estás, vens comigo a minha casa depois da escola.

Recebi “O que tem a ver o facto de eu te estar a “ignorar” com ter de ir a tua casa?

Atirei outro que caiu no chão“ Se só falas comigo quando estamos sozinhos, então vem para minha casa, lá estamos sozinhos.

O rapaz que em entregou o papel que ela mandou tinha uma expressão de raiva na cara. Devia estar farto de servir de correio.

Porque é que insistes tanto comigo? És louco. Procura outra pessoa. Deixa-me em paz. “ Desta vez o papel que atirei foi parar mesmo no cabelo de uma das amigas dela o que fez com que elas se começassem a aborrecer a sério. Desta vez tinha sido apenas um papel em branco, só mesmo para a irritar. Vi-a a, confundida, a ver a frente e o verso da folha sem encontrar nada. Estava a divertir-me.

***

Depois das aulas acabarem parei num pequeno quiosque de ferro, com alguma ferrugem incrustada que ficava perto da escola. Comprei cigarros com a maior parte do dinheiro que tinha e alguns rebuçados de fruta com o que restava. Mais afastadas, várias raparigas caminhavam de volta a casa com os cabelos e as saias ao vento enquanto se riam e davam pequenos gritos. Calmamente arrumei os rebuçados na mochila e acendi um cigarro.

A chuva tinha parado definitivamente embora o chão ainda estivesse escuro por causa da humidade e os vidros ainda tivessem algumas gotas de água que insistiam em ficar lá, estáticas. Comecei a andar enquanto expirava mais uma lufada de fumo. Atrás de mim, a alguns metros de distância, a Aiya e as suas amigas caminhavam também embora a um passo substancialmente mais lento que o meu. O meu cigarro estava quase no fim, dei-lhe mais uma sacudidela. Finalmente estava relaxado, a tensão e os tremores tinham desaparecido.

Andei durante mais algum tempo. As amigas da Aiya tinham todas seguido o seu caminho e restávamos apenas nós os dois na estrada. Várias carrinhas de caixa aberta carregados com legumes, passavam por nós chapinhando nalgumas poças de água que salpicaram para cima da Aiya deixando-a molhada nas meias e nos sapatos. Parei de caminhar à espera de que ela me alcançasse. Em vez disso, passou por mim como se eu fosse invisível. Deixei cair o cigarro no chão que se apagou instantaneamente com a humidade da estrada. Antes que ela pudesse avançar nem que fosse só mais um passo, puxei a sua pequena mão que espreitava de dentro do largo casaco que vestia. Bastou apenas um pouco de força para que a Aiya fosse puxada para trás ficando à minha frente imóvel. Olhei um pouco para ela. Escondia as suas mãos dentro do casaco e a sua cara era tapada pelo cabelo, agora solto.

Olá…” Mal acabei de pronunciar aquela palavra, reparei que as suas pernas molhadas tremiam, pensei que podia ser do frio, mas mesmo assim permaneci calado. Pouco depois começou a soluçar, mas só depois reparei que um rio de lágrimas corriam pela sua cara, agora inchada e vermelha. Senti no meu estômago a agonia da culpa. De repente colocou a mão direita sobre o peito e começou a contorcer-se sobre si mesma.

Comecei a entrar em pânico. A Aiya tentava com todas as suas forças respirar, mas parecia que o ar não entrava. Começou então a gemer como que a implorar por ajuda e a tentar agarrar-se a algo. Estaria a ter um ataque de coração? Tinha de o sentir para confirmar, mas da última vez que tinha tentado ela tinha gritado. Agarrei-lhe nas mãos que estavam completamente suadas e tremiam como varas verdes. Com calma, tentei fazer-me entender.

O que tens? Tem calma…” Agora ela chorava alto e eu não sabia o que fazer. Pousei de leve a minha mão no seu peito, que não era muito abastado, e mesmo sem autorização tentei sentir-lhe o coração. Batia a mil à hora, mas pelo menos batia… Foi um grande alívio quando o senti e vi que não estava a ter um ataque de coração. A única coisa que me ocorreu de seguida foi que pudesse estar a ter um ataque de pânico. Ela não se movia, mas tinha de fazer com que se sentasse e relaxa-se. Com cuidado, peguei nela ao colo com um braço e com o outro na sua mochila e levei-a até a um banco de jardim ali perto.

Agora, no meu colo e a tremer a Aiya contorcia-se para se soltar de mim. Sentada a meu lado, com a cabeça nos joelhos mas com as mãos a agarrá-la com força como se a quisesse tirar, a Aiya chorava. Amaldiçoei-me por não ter comprado água no quiosque. Pousei a mão de leve nas suas costas e chamei-a baixinho.

Aiya…” Ela continuou a chorar sem me prestar atenção. Mesmo assim continuei. Retirei um pequeno rebuçado vermelho da minha mochila e entreguei-lho.

Toma… Olha para ele por favor.” Com os olhos inchados e a cara molhada ,ela olhava para o rebuçado sem energia, como se fosse um fantasma.

Agora, tenta descrevê-lo com pormenor, o melhor que conseguires. Vá lá…” Durante aproximadamente cinco minutos ela tentou descrever, lentamente e em japonês, o rebuçado que tinha na palma da mão. Depois disso já não tremia nem chorava.

Tentei afastar-lhe os cabelos que permaneciam colados à sua cara cuidadosamente. Já não parecia a mesma Aiya, notava-se que estava mais lúcida e não estava mais nervosa. Notei o espanto na sua cara. Em apenas cinco minutos a sua tempestade tinha amainado.

Estás bem?...” Estendeu a mão para me devolver o rebuçado, mas eu recusei-me a recebê-lo de volta.

Podes comê-lo… é teu.” A Aiya abriu-o hesitante e colocou-o na boca ficando extremamente fofa, mas, apesar de tudo, ainda me preocupava a causa de tudo aquilo.

Olhei para as suas pernas ainda encharcadas.

Queres que te leve a casa?” Lentamente, ela levantou-se e pegou na sua mochila. Estávamos a pouca distância da sua casa, de facto admirei-me que ninguém a tivesse ouvido a chorar. Bastou um olhar rápido para perceber que a resposta era provavelmente, sim.

Retirei-lhe a mochila das costas e coloquei-a no meu braço. Como sempre fomos calados o caminho inteiro.

A casa dela era realmente grande. Já me tinha esquecido, pois há algum tempo que não passava por lá. O muro revestido de heras verdejantes era maior que eu, sendo que não sou propriamente baixo. Grandes árvores circundavam a casa o que lhe dava um aspecto paradoxal; tanto selvagem como disciplinado e austero, devido às linhas rectas que a tornavam numa típica habitação oriental, mas muito mais modernizada.

A Aiya tirou as chaves do bolso da sua mochila que continuava pendurada no meu braço e abriu o portão principal. Começou a entrar. Tenho de confessar que a princípio sempre pensei que ela me ia convidar a entrar, mas isso não aconteceu. Assim, antes que ela fecha-se o portão, fiz a pergunta.

Aiya… o que aconteceu… foi igual ao que aconteceu naquele dia na escola… não foi?...” Ela pareceu espantada e baixou a cabeça. Por momentos tive medo que começasse a chorar de novo, mas felizmente isso não aconteceu.

Não. Fiquei nervosa… Os meus pais não gostam que chegue molhada a casa.

A expressão da minha cara deve ter deixado bastante claro que nem eu nem ninguém acreditaríamos numa única palavra dela. Ninguém tem uma crise como aquela por simplesmente ter molhado um par de meias e uns sapatos, por mais rígidos que os pais fossem. Assim, continuei.

Não acredito… Sofres de ansiedade? Isso foi um ataque de pânico… Certo?

A Aiya fez uma expressão de atrapalhação e medo e respondeu friamente.

Quem és tu? O meu médico?” Balbuciou alguma coisa em japonês e fechou o portão. Fiquei, mais uma vez, sozinho à porta da sua casa com, mais uma vez, o vento a balançar o meu cabelo e a minha gravata.

Eu sabia bem o que se tinha passado, não sabia, porém, a causa disso nem sabia se alguma vez a ia descobrir, mas quando uma pessoa se está a afundar, cabe às pessoas que a rodeiam, ajudá-la a subir à superfície. Muitas vezes, ninguém sabe o que fazer e é mais fácil ignorar. Eu não escolhi ser essas pessoas.

***

Quem fosse omnipresente, teria visto um rapaz de gravata ao vento, de frente para uma casa monumental, enquanto uma pequena rapariga, lutando para recuperar o folgo, se encostava ao imponente portão de metal da sua casa. Não é estranho que alguns sintam que nem uma distância de milhões de quilómetros poderá separar um verdadeiro amor e, simultaneamente, outros possam estar certos de que apenas um vulgar portão de metal pode cortar, como uma simples tesoura, uma ligação entre duas pessoas?...

Notas finais
don´t forget to comment onegaiiiii =*3*=