Notas iniciais
Espero que gostem :>

Quando acordei ainda estava tonta com o efeito da luz que me cegou, olhei em volta com minha visão ainda meio embaçada, a principio pensei que estivesse em outro lugar, mas quando meus olhos voltaram ao normal percebi que ainda estava na sala do meu diretor, um homem magro com altura de cerca de 1,80, sempre usando uma camisa social e gravata. O diretor andava para lá e para cá na sala enquanto passava a sua mão direita em sua barba que sempre está a se fazer.

Quando me levantei quase caí novamente no chão e percebi que meu corpo ainda estava duro, quando voltei a visão novamente na direção onde estava o diretor, lá estava Taylla, a garota que eu conheci na aula de Ed. Física, uma garota com uma pele branca como a minha, cabelos negros e escorregadios, altura aproximada de 1,61 assim como eu, ela me olhava com seus olhos dourados como se esperasse que eu me levantasse de uma vez para que pudessem começar seja la o que. meu diretor estranhamente segurava uma adaga na mão direita e claro a presença mortífera de uma caneta. Esferografica comum.

–Você está bem, Criança perdida? – Ele perguntou como se estivesse preocupado inteiramente com a minha segurança (embora tenha sido ele quem tenha aberto a caixa que me “bateu”), mas quem está perdido aqui? Bem eu, mas eu não sou uma perdida estou apenas seguindo a minha vida, seja lá qual for.

–Aleufrin tem certeza de que ela é a prometida?- Perguntou Taylla mostrando total insegurança no que dizia.

–O QUE? – Eu perguntei desesperadamente já que não estava entendendo nada. – Do que diabos eu sou prometida? – Perguntei gritando dessa vez. Pensei em perguntar se o governo tinha decidido que eu estava pronta para a tarefa para qual tinha sido feita, mas senti que naquele momento aquilo não fazia mais sentido.E depois com calma eu perguntei. — Como assim eu sou “a prometida”? Mas que merda de pegadinha é essa, se não bastasse ter uma marca no braço que leva todos ao meu redor se afastarem eu sou prometida?- Perguntei cerrando os olhos e mordendo minha língua para não começar a xingar as duas pessoas que estavam à minha frente.

–Ainda tem duvida Taylla?- Perguntou Aleufrin demonstrando um tom irônico em sua voz.

Taylla não respondeu... enquanto isso as coisas estavam girando em minha cabeça, marca? Lenda de Avion? Prometida? Sentia que algum momento nisso meus pais entrariam na conversa e minha confusão seria maior ainda.

–Garota, sei que pode não está entendendo nada agora, mas com o tempo você saberá e todas as suas dúvidas serão esclarecidas. — Disse Taylla com tristeza nos olhos como se alguém fosse morrer, Ela calmamente se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido com uma voz doce e suave. — A única coisa que posso te adiantar, é que estou aqui para te proteger do mundo, e de todas as coisas que não querem bem... não posso dizer, mas já adiantei alguma coisa. – De certa forma isso levantava mais perguntas do que respostas, mas eu fingi que estava tudo bem e esperei que prosseguissem.

–Vamos, temos que ir bem rápido restaurar a lenda, a lenda que todos os Veleques temem. — Disse ela pegando a minha mochila cheia de animação na voz.

–O que são Veleques?- Se já não bastasse o nome Avion, agora tinha mais um nome estranho para aprender o significado e eu sinceramente já estou bastante irritada com palavras comuns do nosso português comum.

–Veleques, são o que vocês chamam de seres humanos, seres que não conseguem manter o senso de noção e a inteligência, são seres corruptos e com corações frios, dispostos a matar qualquer um, principalmente um Avion. — Disse Aleufrin finalmente tirando alguma dúvida da minha cabeça sem deixar mais perguntas no caminho.

–Mas eu não sou uma Avion, ou sou?- Ótimo, se eu estava confusa? Imagina... me sentia ligada inteiramente no assunto, afinal agora eu tenho mais uma palavra para usar no meu vocabulário (sim, isso foi sarcasmo).

–Não completamente- Disse Taylla mudando seu tom de alegria para seriedade. — Nas épocas antigas, a terra era habitada por dois reinos; O reino dos Avions e o reino dos Measês. – ah ótimo, mais uma palavra para eu aprender o que quer dizer (sarcasmo novamente). — Eles eram inimigos, haviam varias famílias completamente legitimas, e com legitimas quero dizer um sangue com um mesmo sangue. Até que a família Di Lima teve um filho bastardo com a família Lenbos, foi gerado no ventre de uma Di Lima a criança que trouxe a destruição para os Avions e Measês. Mas como aconteceu é uma longa historia, o culpado foi Alicon Di Lima, ele causou discórdia entra a família do rei dos Avions e a família Di Lima, bem ele sabia que não era completamente um morador de Avion, porque seu pai estava em Measês. Depois dessa discórdia, a família Di Lima foi para Measês, e lá eles terminaram de armar os planos contra os Avions, mas o que eles não sabiam é que os Avions estavam prontos para ataca-los e contaram com a ajuda dos Marques legítimos, e nessa guerra muita gente morreu. Até que sobraram apenas 90, 4 delas pertenciam a família Avion, e mais 4 delas pertenciam a família Measês e o restante eram a família Di Lima que hoje são chamados de Valeques por sua traição.

–Bem Taylla, não podemos passar daqui, será perigoso demais.E garota não chame ninguém de Valeques ou traçará em campos amargos outra guerra.- Ele parecia bem determinado com alguma coisa que não disse e isso deixava muitas questões não esclarecidas, mas antes que pudesse pedir para ele esclarecer minhas dúvidas, ele me entregou a adaga que segurava em sua mão.

– Garota Leve essa adaga, ela te ajudará, ela é sagrada... não a perca.

Assenti com a cabeça e eu e Taylla deixamos o edifício escolar, que por sinal estava bem vazio, geralmente os alunos ficavam enchendo o saco por ali, mas hoje não, o que tornava meu dia cheio de dúvidas e dores musculares mais estranho do que já estava.

Notas finais
Então... sei que ficou muitoo chato essa explicação :v , mas o que vale é a intenção