Notas iniciais
Bem pessoas, ai está mais um cap, desculpa eu estou sem criatividade hoje com dificuldade para escrever e peço desculpas desde já se acharem ruim.

Assim que saímos da escola, Taylla disse que nós tínhamos que procurar a fechadura de Avion, que só EU poderia abri-la, maravilha pensei, tenho uma missão de ir atrás de uma fechadura, porque é claro: Ir atrás de uma fechadura sabe lá Deus onde é super normal. Mas confesso que gostei de ouvir que eu sou importante, ou vai ver só vão me usar e jogar fora, deve ser outro daqueles planos do governo pra testar a minha resistência.

Começamos a andar até chegar em um ponto aonde nós saímos da cidade, Taylla disse que tínhamos um tipo de GPS para tentar encontrar o nosso caminho em meio ao sol, chuva e sombras (Ela disse mais coisas, porém não prestei muito atenção). Eu já estava cansada de tanto andar, até porque eu não era acostumada em sair em missões pra encontrar fechaduras, nem em qualquer missão, na verdade eu nem saia, como eu estava morrendo de sede, pingando suor e quase sem forças eu disse:

–Taylla, porque não paramos um pouco, estou muito cansada...-Disse arfando e ela me olhou profundamente com aqueles olhos dourados e disse:

–Como é que é?- Perguntou como se não tivesse ouvido que eu havia pedido aquilo, cheguei a conclusão de que devia ter ficado calada. — Avions e Maesês se sacrificaram para você estar aqui, para que você pudesse ter a chance de viver e você pede para parar porque está cansada? — Disse ela levantando a sobrancelha direita, como se o que eu acabara de dizer fosse a pior coisa que poderia ter dito naquele momento.

–Primeiro, eu não escolhi estar aqui, segundo, eles se sacrificaram porque quiseram e terceiro...Bem é... estou muito cansada para andar mais, estou com fome e sede, estamos andando a 29 km nesse ritmo, creio que é mais que merecido. — pensei que ela me daria um soco bem no meio do meu nariz, aqueles socos que fazem qualquer cirurgião plástico se sentir humilhado, mas em vez disso ela respirou forte e por fim disse:

– Tudo bem garotinha estressada, tem uma pousada a beira de um riacho a poucos metros daqui.- ela falou isso resmungando como se andar fosse a diversão pessoal dela.

Não caminhamos poucos metros... ou talvez eu estava cansada demais para prestar atenção...pensando bem, foram muitos metros.

Quando avistamos a pousada, ela era linda em um tom dourado e branco, bem mais branco do que dourado, mas tudo bem. O dourado desse edifício era tão penetrante quando os olhos de Taylla. O lado exterior me lembrava aqueles hotéis e pousadas que mostravam nos folhetos de colonia de ferias, só que eu nunca soube realmente como era, afinal...eu morava em um orfanato e eu não tinha ninguém, se não uma velha que limpava tudo lá.

Quando entramos lá dentro a decoração era ainda mais incrível, na entrada havia um enorme carpete vermelho, pela porta da recepção dava-se para ver o salão de jantar que continha uma mesa maravilhosa cheia de comida, decorações, e comida... já disse comida? Acima da mesa estava um lustre enorme, mordomos subiam e desciam escadas e elevadores por todo o lado...era como uma mansão, só que com varias pessoas.

As pessoas da recepção estavam a ponto de nos expulsar do lugar...eu sei que estavam porque eu conhecia esse olha de rejeição e muito bem, mas por que? bem... porque não estávamos com uma aparência muito bonita e tínhamos 13 anos, é o que eu pensava até ver que não era bem assim...

Quando eu olhei para o meu lado direito, lá estava uma senhora de uns 90 anos que, eu nem sei como ela estava em pé, geralmente pessoas de 90 anos usam cadeiras de roda e tudo mais, mas não ela. Ela usava as mesma roupas que Taylla, que ficaram muito bem nela também, uau essa velha Sabia como se vestir, o que também era estranho porque idosos costumam usar roupas de estampa florida e não jaquetas de couro e jeans....perdida em meus pensamentos esqueci que já havia visto essa mulher, no meu orfanato, ela era quem limpava tudo por lá...mas como ela foi parar ali? havia esquecido de Taylla também, aonde Taylla estava?

Uma mulher veio perguntar para aquela senhora se eu estava com ela e ela assentiu com a cabeça, mas o que? Como assim ela aparece do nada e diz que esta comigo? Poderia me negar a aceitar essa "confusão", mas se eu fizer isso vou ser expulsa sem a menor chance de dizer água, comida, cama... então eu precisava fingir que estava ali com ela e quando eu olhei atentamente para ela demonstrando que já havia entendido isso, ela piscou para mim.

Nós pegamos as chaves de nossos quartos e fomos para eles, mas antes de entrarmos a senhora entrou comigo em meu quarto e colocou um diabo de colar em seu pescoço e voltou a ser a Taylla que conheci.

–Ok... — estava tentando manter a calma, afinal, isso não será a coisa mais estranha que eu verei provavelmente...não é todo dia que você vê sua melhor amiga se transformando em uma velha que cuidava e você e depois se transformando de novo — Como você fez isso? — Perguntei balançando dedos e mão em sua direção

– É uma longa historia, você teria que entender um pouco mais sobre a sua própria historia pra entender... só quero que saiba que enquanto estiver por aqui, esconda muito bem sua adaga, eu vi o jeito que aqueles Veleques olharam para ela, e de manhã nós partiremos. — Ela não concluiu porque eu a interrompi.

– Oshe, agora você não quer ir embora. — Eu disse levantando a sobrancelha direita como em sinal de deboche, que garota bipolar, aposto que é librana.

–Eu tenho coisas para descobrir neste lugar, coisas que poderão nós ajudar – Disse revirando os olhos, palmas pra você Taylla, você acabou de ganhar um prêmio por clareza.

–Tudo bem, vou tomar um banho e me arrumar, ah espere, não temos roupas ¬¬ -Eu estava preste a dar um murro em nós duas, mas com muito mais força em Taylla obviamente, que tipos de pessoas fazem uma viagem sem levar roupas e mantimentos?

Ela jogou uma mochila em mim quase me derrubando, wow aonde ela conseguiu minha mochila? Já sei, deve ter tirado do buraco do bolso...igual ao colar, aposto que ela deve ter a disney escondida lá, mas então me lembrei novamente que ela trabalhava no meu orfanato limpando aquele lugar de uma ponta a outra , de certa forma eu tinha pena dela... ~TINHA

–Digamos que ninguém ligue para uma velha saindo com uma mochila na mão, pelo menos os novos Veleques, aqueles que não sabem da sua própria historia. Agora vou para o meu quarto, estou em frente se precisar de algo é só chamar.

Ela retirou o colar e ficou velha novamente. Assim foi para seu quarto.

Pensei em chama-la, mas conclui que eu tinha muitas perguntas que precisavam de muito tempo para ser respondidas, então tomei meu banho, vesti minhas roupas limpas e trancei os cabelos.Desci para a sala de jantar junto com Taylla em sua versão “A velha poderosa”.Após o jantar Taylla disse que precisava de mim para ir ajuda-la em sua procura.

Fomos a meia noite, quando todos estavam dormindo e Taylla havia voltado a sua forma de adolescente de 13 anos, o que era melhor tanto pra mim, tanto pra ela...eu não me sentia à vontade com uma velha de 90 anos e ela não se sentiria à vontade fisicamente. Procuramos silenciosamente por todo o edifício e nada, resolvemos olhar o exterior. Quando estávamos no jardim, nós descobrimos uma entrada para baixo do edifício, como um porão. Assim que entramos, as portas desse "porão" se fecharam sozinhas e a pouca luz que tínhamos era a luz de nossas lanternas que iluminavam um caminho estanho e possivelmente perigoso.

Notas finais
Se conseguiu ler tudo, PARABÉNS now flw, flw :v