A filha de Afrodite
5 Capítulo 5: Rosa preta e branca.
Notas iniciais
Poxa gente, o que eu tenho que fazer pra merecer um comentário?
Capítulo dedicado a Ester Nogueira que favoritou a fic, obrigada linda *_*
Três dias. É o tempo que resta para os sete da profecia derrotarem os gigantes na Grécia e o exército de Gaia chegar ao acampamento Meio-Sangue.
Eu e Thalia nos tornamos grandes amigas, e, antes de seguir meu caminho na procura do tal exército, pedi a Lady Ártemis que levasse as caçadoras ao acampamento para ajudar na guerra. Nico tinha me mandado uma mensagem de Íris avisando que as Amazonas, a pedido de Hazel, também estavam a caminho do acampamento. Os romanos já estavam lá, ajudando com os planos de batalha. Agora eu e Emily estávamos seguindo o tal exército, que era muito maior do que eu esperava. Passávamos os dias matando monstros e nos escondendo. Já tínhamos matado metade do grupo de Dracaenaes e boa parte do grupo de ciclopes, mas, se tentássemos mais do que isso, acabaríamos mortas. As coisas estavam indo perfeitamente bem, até eu ter a estúpida ideia de tentar enfrentar um grupo maior de monstros. O resultado foi bem simples: depois de me distrair, pensando que tinha acabado com todos os monstros, um deles me acertou por trás e eu caí no chão, inconsciente. Quando vi Lee na minha frente, tive quase certeza de que estava morta. Ele era pura névoa, mas só de olhar em seus olhos extremamente azuis e cheios de preocupação, soube que algo muito errado estava acontecendo. Ele estava exatamente igual ao dia de sua morte, a camisa branca cheia de sangue, a bermuda azul, os cabelos loiro-platinados, e o buraco em seu pescoço, onde a lança o perfurou.–Eu estou morta? -----Perguntei, um pouco confusa com o que estava acontecendo.–Não.–Então...?–Você não está morta, está inconsciente. Me desculpe por isso, precisava falar com você.–Você quase me matou para poder falar comigo?–Quase isso. Ficamos em silêncio por um bom tempo, e só então eu pude reparar onde me encontrava. Era tudo extremamente escuro, não se via nada além de nós dois, eu não conseguia ver o chão, mas conseguia senti-lo.–Você precisa seguir em frente.----- Ele disse por fim.–O que?–Precisa dar uma chance a Nico.–Não.–Sim.–Não.–Paloma, seja um pouco razoável, eu só quero o seu bem...–Tem alguma ideia de como eu fiquei mal depois que você morreu?–Sim, eu tenho, eu acompanhei você todos os dias depois de minha morte, e, quando Tânatos foi sequestrado, eu fugi do mundo inferior.–...–Olhe só, eu não suporto te ver assim, tomando vodka e se fechando para o mundo. Você até bateu na sua irmã.–Eu posso aguentar qualquer um me mandando seguir em frente, menos você.–Paloma...–Eu te amo demais pra isso, não vou conseguir me apaixonar por Nico...–Você já está se apaixonando por Nico, só não quer admitir.Engulo em seco, ele realmente me conhece.–Não seja tão cruel consigo mesma, e não se preocupe comigo, eu só quero que seja feliz.–E se eu me matar?–Não se atreva a fazer isso. Eu vou reencarnar.–Então eu nunca mais vou te ver?–Vou fazer o máximo possível para ficar perto de você.–E como eu vou saber que você está por perto?----- Ele sorri.–Acredite, você vai saber.Então ele desapareceu, deixando em seu lugar uma rosa preta e branca.
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