A filha de Afrodite
6 Capítulo 6: De volta ao acampamento.
Notas iniciais
Acordei com Emily gritando meu nome. Eu estava completamente tonta, e pontos pretos dançavam na minha frente, tateei na grama e peguei uma garrafa de néctar e um pedaço de ambrosia, imediatamente me senti melhor. Levantei e olhei ao redor, alguma coisa pulsava na parte de trás da minha cabeça, levei a mão para ver o que era e senti um corte que ia de trás da minha orelha direita até a minha nuca. Emily me encarava pacientemente, esperando minha reação.
–Quanto tempo eu apaguei?
–Dois dias.
–Isso que dizer...
–Que o exército de Gaia chega ao acampamento Meio-Sangue amanhã.
–E nós não vamos conseguir atrasa-los porque eu sou uma idiota.
–Eu sei que você é idiota, mas nós estamos bem perto do exército, continuamos seguindo-o enquanto estava inconsciente.
–Fala sério, você me carregou?
–Não, eu não.
–Então quem foi?-----Um sorriso se formou em seus lábios, e eu comecei a temer a resposta.
Ela não disse mais nada, apenas apontou para um caminho de mato, atrás de um carvalho. Segui por ele, hesitante. Estava com medo da expressão de Emily, ela nunca sorri, a não quando está me sacaneando.
Quando cheguei ao fim da trilha, encontrei um garoto pálido, com cabelos negros e rebeldes, e roupas pretas, sentado na grama. Senti um aperto forte no coração. Saudade. Eu estava morrendo de saudades dele. Lembrei-me da conversa que tive com Lee, e percebi que ele estava certo. Eu estava mesmo apaixonada por Nico.
–Hey!-----Sentei ao seu lado, sorrindo.
–Hey baixinha, você me deu um susto, pensei que não fosse acordar mais.-----Ele sorriu também.
–Quando chegou?
–Uma hora depois de você entrar em coma.
–Eu não entrei em coma.
–Tanto faz!
Ficamos em silêncio. Eu comecei a examinar o seu rosto. Ele tinha uma cicatriz que atravessava a sobrancelha direita, passei os dedos por ela e ele estremeceu.
–Um romano me atacou.
–O que você fez?
–Absolutamente nada, eu estava conversando com Reyna e ele colocou os outros romanos contra mim, depois me atacou, aí Reyna o acertou e ele ficou inconsciente.
–Qual o nome dele?
–Octavian.
–Ele é filho de Apolo.-----Engulo em seco.
–Não importa.
Voltamos ao silêncio desagradável, eu sabia o que ele estava pensando, mas não seria eu a primeira a tocar no assunto. Ele colocou a mão por dentro do casaco e tirou de lá uma rosa negra, que se apressou a me entregar.
–Se continuar roubando rosas dos jardins de Perséfone, ela vai acabar te amaldiçoando.-----Eu disse em tom de brincadeira, mas era verdade.
–Eu não me importo.-----Ele sorriu.-----Desde que você goste.
–É linda.-----Eu sorri também.
O silêncio voltou.
–Olha Paloma, eu sei que o prazo que te dei acaba amanhã, mas...
Eu o beijei. Não temos tempo para conversar, nem para ficar enrolando, então vamos direto ao ponto.
–O mundo está prestes a acabar, não temos tempo para mas.-----Eu disse quando nos separamos.
–Isso é sério?----- Ele sorria como um bobo.
–Claro que é sério.
Quando voltou a me beijar, ele estava muito mais voraz. Ele tirou a minha blusa e eu joguei o seu casaco longe, junto com a camiseta preta. Ele desabotoou meu sutiã e abocanhou meu seio direito, enquanto massageava o direito, eu tentava gemer o mais baixo possível para não ser ouvida por Emily, mas isso era muito difícil. Ele me deitou na grama, e nós tiramos as últimas peças de roupa que ainda estavam em nossos corpos, ele começou a chupar e lamber minha intimidade enquanto me penetrava um dedo e massageava meu clitóris, tudo ao mesmo tempo, eu comecei dar murros no chão e arrancar tufos de grama, mas não ousava fazer barulho. Eu o empurrei, ficando por cima e sorrindo com malícia. Me debrucei sobre seu peito e e sussurrei:
–Minha vez de brincar.
Ele estremeceu e eu sorri. Comecei a masturba-lo enquanto ele dava gemidos abafados. Lembrei que ele era virgem, então eu poderia brincar um pouco mais do que o normal. Abocanhei seu membro e comecei a morder com um pouco mais de força do que o normal, seu lábio inferior começou a sangrar, pois ele estava mordendo-o com muita força. Eu chupava e mordia seu membro enquanto ele esmurrava o chão, ele gozou na minha boca e eu engoli tudo mais que depressa. Ele me virou, ficando por cima, e me penetrou com força, enquanto eu sufocava um gemido. Eu gemia baixo, enquanto ele começava a diminuir a velocidade.
–N-n-nico.
–Sim?-----Eu vi que ele sorria, claramente gostando da situação, filho da puta!
–M-m-m-mais r-r-r-rápido.
–Seu pedido é uma ordem.
Ele aumentou a velocidade e eu gozei. Ele saiu de dentro de mim e caiu ao meu lado. Ele ia dizer alguma coisa, mas o céu ficou preto de repente, então nos levantamos e nos vestimos mais que depressa. Chegou a hora de voltar.
Quando chegamos na clareira, Emily nos olhou desconfiada. Ela havia trocado de roupa, agora estava usando uma blusa de oncinha de uma manga só, uma calça preta, botas pretas, batom vermelho e os cabelos soltos caiam até a cintura.
Estávamos prestes a mergulhar na sombra de uma rocha quando eu tive uma ideia.
–Esperem!
Tirei de minha mochila quatro frascos de uma substancia verde extremamente letal.
–SUA MALUCA! VOCÊ CARREGA FOGO GREGO NA MOCHILA?----- Emily berrou, claramente assustada.
–Já volto.
Ando por um bom tempo, até achar um lugar em que eu possa ver o tal exército. Fico assustada com o tamanho dele, mas isso não me impede de jogar os frascos e sair correndo igual uma maluca para fugir da explosão. Quando voltei, os dois me olhavam chocados, mas eu penas dei de ombros e segurei a mão de Nico, enquanto ele mergulhava na sombra da rocha.
Quando chego ao acampamento e vejo nosso exército, tenho certeza que estamos em desvantagem. As caçadoras, as amazonas e os romanos já estavam lá, mas ainda assim o exército era menor. Olho ao redor, procurando alguma das outras filhas de Afrodite, mas só encontro Lacy. Ando em sua direção, o sangue pulsando de raiva, aquelas vadias não iriam lutar pelo acampamento? Então elas não tinham o direito de ficar aqui.
–Lacy, onde estão as outras garotas?-----Pergunto, assim que paro ao seu lado.
–Elas queriam lutar, mas então Drew usou o charme e as convenceu a ficar no chalé, esperando a guerra acabar. As romanas também estão lá.
Saí correndo em direção ao chalé cor-de-rosa, ouvi alguns trotes de cavalo atrás de mim, mas então escutei a voz de Emily dizendo:
–Deixe que ela vá, Quíron, Drew precisa de um corretivo.
Arrombei a porta do chalé e agarrei a vadia pelos cabelos, jogando-a na grama, do lado de fora. Um silêncio invadiu o acampamento, todos nos olhavam, mas isso não importava, aquela biscate ia ter o que merecia. Subi em cima dela, imobilizando-a, e comecei a dar murros em sua cara. Ela tentava se desvencilhar de mim, mas seu esforço era inútil, eu era bem mais forte. Depois de já ter quebrado seu nariz e dois de seus dentes, eu desembainhei minha faca e a pressionei contra sua garganta.
–Preste bem atenção no que eu vou dizer, sua vadia mal comida, se não quer lutar, então pegue a porra das suas roupas e de o fora desse acampamento. Você não faz falta nenhuma. Mas não tente influenciar os outros, ou eu te mato. Entendeu?
Ela cuspiu mais um dente, assentiu e entrou cambaleando no chalé, provavelmente para ver o estrago. As outras garotas se aproximaram de mim, um pouco hesitantes.
–Nós queremos lutar.-----Disse uma delas.-----Mas não temos armas.
–Não se preocupem.------Eu sorri.-----Isso não será problema.
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