A caminhada da Morte

1 Capítulo 1: O Iniciar da caminhada.


Era um dia de escola comum. “ERA” tudo completamente normal até que um grito veio do lado de fora da sala de aula, no pátio. Todos os alunos se viravam um para o outro perguntando o que aconteceu, todos completamente assustados. Até que o professor levantou de sua mesa e foi conferir na enorme janela da sala o que tinha acontecido.

O professor arregalou os olhos, tampando a boca para não gritar, mas não funcionou. “DANIELLY!!!!”. Ele gritou pelo nome da diretora que estava caída no chão do pátio, com sangue escorrendo pelo seu rosto. Seu braço fora arrancado e estava ao seu lado, seus olhos revirados, seu rosto pálido ia ficando cinza, com várias manchas em formato de bolinhas pretas em seu rosto. O professor mandou os alunos ficarem quietos na sala, trancou a porta da sala de aula e desceu as escadas do colégio em disparada para ver a mulher.

Os alunos correram para a janela para ver o que tinha acontecido. Garotas choravam ao ver a cena, outras simplesmente gritavam, caras xingavam se segurando para não fazer um escândalo. Um garoto de cabelos castanho escuro, com os olhos negros subiu em cima de uma cadeira da sala de aula para chamar a atenção dos alunos, jogando uma cadeira no chão, com a menor força possível para não fazer muito barulho.

– Pessoal! O professor disse para a gente ficarem quietos. Se for um serial Killer e a gente não fizer silêncio vamos todos morrer! -Disse João.

– Escuta aqui o nerdezinho...primeiro, quem tem que calar a boca é você! –Cabelos ruivos, olhos meio esticados como se fosse um japonês, esse era Rafael, que como sempre adorava arrumar encrenca e se achar o fodão.

Passos davam-se para ouvir vindo do corredor. Sem mais discussões, todos se calaram e se esconderam de baixo das mesas.

– Isso foi por você ter jogado a cadeira no chão seu imbecil.. –Sussurrou Rafael para João.

– Dá pra parar de querer arrumar encrenca quando a gente está prestes a morrer?! –Disse Isabella, amiga de João, cabelos castanhos claros a baixo um pouco do ombro, lisos, com os olhos verdes bem escurinho.

Rafael se calou.

Uma garota de cabelos até os ombros negros encaracolados que usava um óculos agarrou o braço de João. – Jhonny...me protege... –Ela sussurrava.

– Ah...Daisy? –O mesmo olhou para ela com o rosto um pouco vermelho.

A garota apertou com mais força seu braço, fechando os olhos fortemente. –Eu to com medo...-A maçaneta girou, e ela quase quebra o braço do garoto.

Todos se encolheram de baixo das mesas. A porta se destrancou lentamente e o professor veio o mais devagar possível para dentro da sala. Trancou a porta cuidadosamente e chegou para perto dos alunos sussurrando. –Precisamos fugir... a diretora está morta, o faxineiro também e encontrei dois professores caídos na escada, e vi um...zumbi andando bem devagar no corredor...daqui a pouco eles vão se transformar e vão crescer mais ainda, o plano é...vamos fugir pela janela quando os alunos entrarem em desespero e saírem correndo, assim, estamos mais protegidos. Fiquem quietinhos.

Minutos depois, tudo silêncio, até que o alarme da escola soou, e os alunos todos saíram correndo das salas, todos juntos descendo as escadas desesperadamente. Uma garota foi pega pelo zumbi do corredor, o faxineiro morto começou a se mexer e agarrou o pé de um aluno e o mordeu, estava um caos. Estava uma completa gritaria do lado de fora da sala, agora alunos de outras salas tentavam abrir a porta da sala aonde João e os outros estavam.

– Deixe-nos entrar, por favor!!

Ninguém da sala respondeu, se encolhiam o máximo que podiam. A porta foi arrombada.

– Seus ignorantes, egoístas!!! Minha namorada está prestes a morrer e vocês não cooperam?! –Um garoto loiro de olhos azuis, segurava uma garota da mesma cor de seu cabelo em seu colo.

Todos olhavam para o que estavam atrás deles. Todos em silêncio até que um zumbi agarrou o cara por trás. O professor correu rapidamente para a porta e a fechou novamente.

–Corram pra escada do lado da janela!

– É alto demais...-Disse Mylena, colocando uma mecha de seu cabelo castanho ondulado para trás da orelha.

Rafael pegou uma cadeira e jogou na janela, o vidro quebrou e a cadeira despencou e caiu em cima de um aluno lá em baixo.

– Você não podia simplesmente abrir a janela, seu merda?! –Exclamou João.

– Cala sua boca. –Ele saiu pela janela, segurando na escada de ferro agarrada na parede, e foi descendo.

Depois foi Carol, melhor amiga de João, cabelos lisos pretos com uma franja para o lado que tampava um pouco seu olho direito. Depois Isabella, depois João, depois Mylena tomou coragem.

Depois Douglas, cabelos castanhos que tinha um topete bem arrumado.-Eu espero não morrer.

– Idiotas, saiam da minha frente. –Tatiana, loira dos olhos azuis, empurrou as pessoas que estavam tampando a janela e pisou na barra da escada, ela pisou no lugar errado e escorregou, caindo daquela escada, até que Rafael na metade do caminho segurou em seu pé.

Sua saia descia podendo para ver sua calçinha. –Ah!!! –Ela gritava de cabeça pra baixo, levantando sua saia. –Me põe no chão!

– Quer mesmo que eu te solte?! –Gritou Rafael. –Estou quase...se você fosse pesada, por sorte é uma tábua. –Sua mão começou a escorregar na perna dela. –Ih...soltei. –Ele a largou e ela caiu no chão.

– O-oquê?! Idiota!! Eu poderia ter morrido. Ai meu joelho..

– 30 Centímetros não é muita coisa. Que seja...

Todos desceram. O pátio estava cheio de alunos caídos no chão, mortos. Alguns desmaiados, outros já começavam a se transformar, outros simplesmente corriam para fora da escola, em comparação a escola e na estrada, a escola era um resort. Carros virados, ônibus caídos, cachorros mortos, e uma dúzia, ou mais de zumbis andavam pela calçada da escola.

– Começou. –Disse Carol, com seus cabelos voando naquele vento caloroso.

Mylena caiu de joelhos no chão, tampando o rosto e começou a chorar. –Como deve estar meus pais...? Minha irmã...ai meu deus! Não...não...

– Calma...tá tudo bem...-Carol alisou as costas da amiga.

– Tudo bem?! A gente está prestes a morrer, isso é bom? Pra você? Pois pra mim não! Não era você que sempre falava em apocalipse zumbi? Porque queria que acontecesse não é? –Gritou Mylena para Carol, a garota era calma e animada, ninguém nunca tinha visto ela daquele jeito antes.

– D-desculpe...eu só queria ajudar! –Carol tirou a mão das costas de Mylena aos poucos.

– Sem mais brigas. Ahn..eu vou ligar para minha vã particular. Espero que ele ainda esteja vivo..-O professor pegou seu celular e discou. – Aham. Sim. Me busque na escola aonde eu trabalho, o mais rápido possível por favor! Te dou uma grana extra! Cara, vai...eu estou prestes a morrer!

– PROFESSOR! –Todos gritaram, um zumbi agarrou-o pelo pescoço e o mordeu e sangue saiu para todo lado, ele soltou o celular que se espatifou no chão.

– F-fujam... –Ele sussurrou e apagou.

– Não...não...porque... inferno! Vamos todos morrer... –João colocou as mãos na cabeça, arregalando os olhos.

– Não, não vamos. Estamos todos juntos, se continuarmos juntos, nada pode nos separar, vamos sobreviver a esse apocalipse, eu prometo. –Disse Carol.