A busca pelo brilho da lua
4 O Julgamento
Notas iniciais
Nada se podia ver além do espaço em que a luz conseguia adentrar. Sua extensão findava onde aparentava ser o centro daquele grande salão.
—Este é o mais longe que posso ir. — disse Pyrus abrindo espaço para a marai avançar — Agora o resto depende apenas de você. Boa sorte.
Nami engoliu em seco e entrou. Deslizando lentamente, seus olhos se esforçavam para tentar encontrar algo além daquelas sombras. Seu cajado Seu cajado preparado para uma possível retaliação. Ela chegou ao limite da faixa de luz e sentiu um arrepio subir por sua espinha ao perceber que esta se estreitava. Ela se virou rapidamente, a tempo de ver as costas de Pyrus se afastando antes das portas se fecharem. Mergulhada na escuridão, Nami sentia como se tivesse retornado ao abismo e agora fosse espreitada de perto por uma fera impiedosa.
—Então é esta a sereia? — perguntou uma voz debochada e arrogante — Não me parece grande coisa!
A marai se encolheu.
—Concordo! — falou outra voz, esta cheia de pompa — Vejam como está acuada de medo!
—Para mim, isto é apenas prova de sua sanidade e da ciência de sua situação! — desta vez uma voz feminina irrompeu — Não vejo nisso uma fraqueza...
—Já chega! — ordenou uma quarta voz firme e decidida — Mestre Merlin...
Por alguns instantes, nada aconteceu, mas então um pressentimento guiou os olhos da marai a um ponto específico daquele breu.
—O que busca aqui, jovem Conjuradora de Marés? — perguntou uma voz calma e acolhedora, amável e rouca pelo correr dos anos.
Nami ficou surpresa ao escutar aquilo.
—Não há com o que se espantar, garota marai, — continuou aquela voz — não recebo a alcunha de mestre em vão, ainda que pense dela não ser merecedor. Apenas sou velho o suficiente para ter escutado muitas histórias.
—Ve... Venho à procura de ajuda! — gaguejou ela — A pedra da lua, a luz que protege meu povo das bestas "voláteis" do abismo, está se apagando e é meu dever vir à superfície em busca de uma substituta. Aquele que me trouxe até vocês disse que não haveria outros melhores a quem pedir auxílio.
Um cristal se acendeu flutuando alguns metros sobre a cabeça de Nami, iluminado apenas o ponto para o qual ela olhava e revelando uma figura mística sem igual. Um homem velho, bem velho, de barbas e cabelos brancos e compridos estava de pé sobre um grande monólito. Ele usava uma túnica azul-celeste com estrelas prateadas e um chapéu sem abas, longo e pontiagudo, feito do mesmo pano. Por detrás dos óculos de meia-lua, olhos azuis de uma serenidade inigualável encaravam a sereia.
—Presumo, e peço perdão por isso, que a palavra que pretendera ao definir as bestas seja "vorazes". — falou ele.
—Ops... — soltou ela envergonhada.
—Antes de continuarmos, permita que me apresente. — pediu ele com um singelo sorriso — Tenho muitos nomes, já recebi muitos títulos, mas o que mais me agrada é Merlin!
—Nami! — apresentou-se ela.
A marai quase a certeza de escutar a primeira voz dizendo "...esse velho e seu maldito excesso de educação!". Porém em nada a expressão daquele a sua frente se alterou.
—Temo, garota Nami, que sua busca será mais difícil do que imagina! — falou ele calmamente — O povo da lua desapareceu há muito tempo, levando consigo toda sua magia e seu conhecimento. Eles caíram para que o povo do sol pudesse se erguer. O último dessa linhagem morreu a pouco menos de cem anos em uma praia em Urtistan. Com ele havia isto...
O mago estendeu a mão e sobre sua palma surgiu, flutuante, um objeto que Nami reconheceu imediatamente.
—Uma pérola abissal! — comentou ela espantada.
—O último sopro de vida concedido a essa nobre linhagem foi usado para honrar seu pacto com o povo das profundezas, garantindo que um deles viveria, ao menos por um século mais. — contou Merlin.
Nami não sabia o que dizer. Ela ainda não havia compreendido o que aquilo significava.
—Sinto dizer que tudo o que resta do poder das pedras da lua são mitos e lendas. — explicou o mago.
—Não... Isso... Não... De... Deve haver alguém com quem ainda possa realizar a troca... Tem que haver! — falou a sereia com uma mistura de negação e pavor no olhar.
—Não há garantias, mas podemos tentar ajudá-la em sua jornada. — ofereceu o velho mago.
—Por favor, eu farei qualquer coisa! Por favor, ajude-me a salvar meu povo! — seus olhos vermelhos irradiando determinação e vontade.
—Que assim seja! — concordou ele.
O cone de luz que o iluminava desceu até Nami e desapareceu. O cristal de onde ele vinha brilhou com um azul intenso e o chão sob a marai se acendeu, mais precisamente, não o solo de pedra em si, mas as runas inscritas em circunferências circunscritas, revelando onde a Conjuradora se encontrava. Ela estava no exato centro de um altar mágico circundado por enormes blocos de rocha rígida com inscrições semelhantes a do chão. Por mais assusta que estivesse Nami não podia negar a beleza mística daquilo. Então correntes de energia surgiram das escritas arcanas e aprisionaram-na.
Apertando cada vez mais, a marai percebeu que teria que lutar caso não quisesse ser esmagada. Ela segurou firmemente seu cajado e forçou o aparecimento de uma película d'água entre ela e suas amarras. Magia versus magia, Nami fez a camada de água engrossar e as correntes se afastarem de seu corpo. O confronto estava extremamente acirrado, todavia a marai aparentava vencer. No entanto, a força das correntes aumentou subitamente e quase fizera desaparecer toda a bolha cuja sereia, com muito esforço, construíra ao seu redor. Ela sentiu que não suportaria aquela pressão por muito mais tempo e com um último e derradeiro esforço, usou todo seu ímpeto em uma investida decisiva. A bolha d'água cresceu violentamente, arrebentando todos os elos que lhe restringiam. Ela se libertou, entretanto, estava tão cansada que não pôde manter-se sobre seu véu d'água, e pela primeira vez suas escamas tocaram terra firme.
O brilho d cristal cessou e a escuridão novamente imperou, contudo, a seguir uma tocha se acendeu, e então outra, e outra, e logo todo o enorme salão estava iluminado. O som de palmas chamou a atenção Nami para uma mulher às suas costas, a qual, assim como Merlin, encontrava-se sobre um monólito, embora o dela fosse ligeiramente mais elevado. Extremamente bem vestida em roupas de gala, ela olhava para a sereia com orgulho.
—Uhm... Incrível como essas fêmeas gostam de chamar a atenção... — comentou a pomposa segunda voz.
Nami se virou para ver quem falava. Um homem gordo e extremamente maquiado, a cara excessivamente branca e as maçãs da face exageradamente rosadas, olhava-a impudico e arrogante. Ele usava roupas incrivelmente chamativas e certamente levava na cabeça uma peruca de cabelos brancos e encaracolados. Ele também estava sobre seu próprio bloco de pedra, bi-apoiado em outros dois, e sua posição era entre o velho mago e a mulher com quem parecia ter inimizade.
Uma risada maligna invadiu os ouvidos de Nami. Seus olhos vermelhos se depararam com os do dono da primeira voz. Ele não só estava sobre o maior dos monólitos, como também era, indubitavelmente, o mais alto e o mais forte fisicamente dentre todos ali. O modo como ele a encarava... Nami sentia como se ele tentasse arrancar sua alma de seu corpo. Naquele momento a marai soube exatamente quem ele era, pois, ainda que não tão intensamente, outro também a devorara com o olhar daquele mesmo modo mais cedo.
—Devo parabenizar-lhe, marai, pois o ritual aprovara-lhe como uma campeã! — falou a quinta e última figura.
Ele era um homem nos meados de seus quarenta anos, vestia uma túnica grossa, roxa e simples, porém, de alta qualidade. Cabelos curtos e castanhos e barba escanhoada. Suas feições eram sérias eram sérias e seus olhos marrons, profundos. Ele estava sobre o mais baixo dos blocos de pedra, completando a roda, entre Merlin e o homem do qual a sereia sentira imediato nojo e absoluta repulsa.
—Servirá perfeitamente para meu filho! — disse, com sua voz peçonhenta, aquele que Nami já desprezava.
—Esta decisão cabe a ela, não a você! — lembrou-o friamente aquele que a cumprimentara.
—Será, Alto Conselheiro Heyward Relivash? — questionou o venenoso homem.
—Devo lembra-lhe de que não está em Noxus, mestre Rávenus! — retrucou o conselheiro.
Nami estava correta, aquele era o pai de César!
"Ele realmente tem a quem herdar..." pensou a sereia.
—Embora meu nome e título já tenham sido expostos, fá-lo-ei formalmente. — disse aquele que Nami deduziu ser o chefe — Meu nome é Heyward Relivash e sou o atual alto conselheiro do instituto, o que você pode interpretar como líder. Sempre que for dirigir a palavra a mim deve lembrar-se de minha posição e usar da formalidade adequada. Tenho quase certeza de que poderemos ajudar-lhe, porém há um preço a ser pago. Você provou ter a força necessária para lutar nos campos da justiça e ajudar-nos a manter a frágil paz entre os povos de Valoran...
—Não tenho o interesse em lutar contra ninguém da superfície. — interrompeu Nami buscando uma barganha — Devo ser ligeira e precisa para salvar meu povo, do contrário todos morrerão. Caso possa fazer qualquer outra coi...
—Não pode! — cortou-a Heyward friamente — Este é nosso preço e não irei mudá-lo.
—Mas senhor conselheiro, tenho urgência em minha busca! — tentou argumentar ela.
—Então não perca tempo e aceite logo unir-se a liga. — contra-argumentou ele impiedosamente.
—Não faz sentido eu perder tempo em batalhas inúteis se não puder salvar meu povo! — zangou-se ela elevando a voz.
—Então por que deveríamos ajudá-la? — respondeu Heyward sobrepondo a voz dela — Você clama por seu povo, porém todos nossos povos lutam para sobreviver! A liga trouxe equilíbrio, mesmo que instável, entre os que habitam a superfície, contudo, sem campeões ela deixará de funcionar e o caos que apagou a existência daqueles que buscava retornará. Se quiser tanto ajudar seu povo, deve antes ajudar os nossos! Não foi você quem disse que fará qualquer coisa? Então deixe de teimosia e o faça!
—Por que seu povo não vem para a superfície assim como você fez? — questionou a única mulher do conselho.
—Não podemos sobreviver fora d'água! — disse a marai.
—Então como está aqui? — indagou o pomposo e arrogante homem da peruca branca.
—Este artefato em meu pescoço... — indicou ela — Ele foi um presente dado à uma das primeiras conjuradoras por esse povo da lua do qual fala para facilitar a troca que devemos realizar. Ele me permite respirar aqui. No entanto, há apenas um, apenas esse. Por isso devo cumprir minha missão!
—Então aceite nosso preço! — falou Rávenus com um sorriso de deleite.
Nami olhou ao redor e não viu sinal de compaixão. O preço estava estipulado e, como Pyrus previra, não seria mudado. Ela sentiu raiva daquelas pessoas tão egoístas... Mas será que ela mesma não estava sendo egoísta?
—Eu aceito! — disse ela repentinamente.
—Ótimo! — comentou Heyward retomando a entonação habitual — Agora que temos seu aval, poderemos fazer mais alguns testes e compreender melhor a extensão de suas habilidades. Em poucas semanas estará liberada para fazer um pacto e começar seus serviços.
—Semanas?! — espantou-se Nami — Oito poentes?
—Precisamente, — confirmou a mulher — oito dias para cada semana.
—Vocês não compreendem? — indignou-se a sereia — Não tenho tempo a perder!
—Estes são os procedimentos da liga. — falou Heyward sem se alterar — Não há exceções!
—Na verdade, há... — contradisse Rávenus, deliciando-se com a situação — Caso ela tenha a aprovação de três membros do conselho, poderá ignorar os testes e fazer um pacto imediatamente.
—Pois adianto que ela não terá a minha! — afirmou o alto conselheiro.
—Nem a minha! — de acordo foi a mulher.
—Como bem pode supor, — riu-se Rávenus degustando cada palavra — em oposição a você, ela terá a minha aprovação.
—Quanto antes acertarmos isso, menos trabalharemos! — observou o volumoso homem de bochechas rosadas — Também a aprovo!
Os olhos de todos se voltaram para Merlin, o qual continuava completamente calmo.
—Já estamos pedindo um grande sacrifício da parte dela... — pronunciou-se o mago — Não é justo fazê-la esperar ainda mais. Você tem minha aprovação, menina Nami.
—Obrigada! Muito obrigada! — agradeceu a marai, curvando-se para o velho Merlin.
Era evidente que o alto conselheiro não gostara da decisão, porém ele a aceitou (não que tivesse escolha).
—Contudo, deve ficar ciente, marai, que poucos serão os invocadores que aceitarão um pacto sem conhecer toda a extensão dos poderes de um campeão. — alertou Heyward friamente.
—Pois eu ficaria feliz em concretizar um pacto com ela, mesmo nas atuais circunstâncias! — expressou-se um novo "convidado" naquela cúpula.
Era César, trazendo consigo o mesmo sorriso sarcástico de seu ascendente.
—Como entrou aqui, rapaz? — questionou o alto conselheiro demonstrando-se transtornado com tanta audácia.
—Eu deixei-o entrar. Assim ele pode entender melhor como será seu trabalho quando se tornar alto conselheiro após seu pai. — provocou Rávenus.
—Isso é completamente contra as regras! — disse Heyward enfurecido.
—Na verdade, não o é! — corrigiu-o o gordo homem de peruca branca — As regras proíbem que pessoas comuns acompanhem os julgamentos devido ao perigo que poderá haver. Esse rapaz é um invocador e um membro do instituto, o que faz dele alguém com qualificação para poder estar aqui.
"Então é por isso que Pyrus não pode entrar!" compreendeu Nami em sua mente.
—Não fique assim tão zangado, alto conselheiro, — pediu o Rávenus pai em meio a provocativos risos — afinal foi graças a ele que pudemos poupar tanto tempo. Ao ver a sereia passar pelo salão de entrada, ele usou de sua perícia com o teleporte para vir até mim e alertar-me da necessidade de nos reunirmos para o julgamento.
—Então esse sempre foi seu objetivo! — constatou Heyward cerrando os punhos.
—Já disse que não farei um pacto com você! — lembrou Nami.
—Mas por que tanta resistência? — perguntou César sem tirar aquele sorriso nojento da face — Você nem me conhece...
—Conheço o bastante para saber que nada de bom virá de alguém como você! — falou a sereia — Você fede a bafo de baleia!
—Oras, não precisa ofender! — sorriu ele ainda mais — Se acha que não sou bom o suficiente para você, fique a vontade para sair por aí a procura de alguém que seja.
—Não tenha dúvidas de que é o que farei! — confirmou a marai.
—Só não se esqueça daquilo que lhe disse mais cedo... Minha família é muito influente nesse mundo, muito mais do que imagina. — avisou ele venenosamente.
Nami compreendeu a ameaça e hesitou, contudo, não podia se deixar vencer tão facilmente.
—Haverá alguém disposto a enfrentá-lo! — retrucou ela — E, eventualmente, encontrarei esse ser!
—Obviamente haverá, não duvido disso, tolos existem por toda parte. A pergunta é: fará isso a tempo? A pressa que tinha a um momento atrás poderá esperar tanto? — indagou ele lambendo os lábios.
Aquele desgraçado tinha razão quanto a isso. Ela mesma disse que não tinha tempo a perder. Se esse seria um dos sacrifícios necessários para salvar seu povo, ela deveria aceitá-lo.
—Não sou tão ruim quanto pensa! Prometo cuidar muito bem de você! — falou ele transbordando sarcasmo e ironia.
Nami respirou fundo. Ela estava prestes a tomar aquela que sabia ser a pior decisão de sua vida, todavia, antes ela olhou para o alto da porta por onde entrara. E nesse mesmo momento, Pyrus, o qual já chegava uma vez mais ao hall de entrada, sentiu uma estranha sensação dentro de si e olhou para trás. Coincidentemente ou não, caso não houve paredes entre os dois, seus olhares se cruzariam perfeitamente.
—Eu farei o pacto com você, — falou Nami voltando-se novamente para César, cujos olhos brilharam de satisfação — entretanto, deixarei uma coisa bem clara: caso tente me trair uma única vez sequer, juro que o matarei sem hesitar no mesmo instante!
O rapaz riu abertamente daquela declaração, apenas para aumentar o desprezo da marai por ele. Então, após alguns segundos, César tirou um pergaminho de dentro de sua túnica e o desenrolou para a sereia, a qual não pode ler uma única palavra das letras rúnicas que o preenchiam.
—Preciso que assine isto para que o pacto seja selado! — falou ele com um sorriso de deboche — O ideal seria sangue, mas você pode usar outros fluidos corporais se preferir...
Nami não pensou uma segunda vez e deu uma bela cuspida no centro do papel.
—Um tanto quanto deselegante, não acha? — falou aquele de cabelos castanhos sem perder sua pose — Minha vez.
E furando o dedo mínimo na parte pontiaguda do miolo de ferro do contrato mágico, ele deixou pingar uma gota de sangue sobre o mesmo local. Mal esta tocara o papel, este se incendiou espontaneamente e explodiu, jogando o rapaz para longe. O rosto de Nami revelava tanta surpresa quanto o da maioria ali.
—O que você fez, vadia? — urrou Rávenus aparecendo ao lado da sereia e agarrando-a pelo braço — O que você fez ao meu filho?
—Eu não fiz nada! — falou ela rasgando a mão do homem com seu cajado, desvencilhando-se dele.
Nesse momento, o cristal que flutuava ao centro daquele altar voltou a se iluminar, assim como as runas do local, porém, no lugar de correntes, um estranho laço surgiu em um dos dedos da mão de Nami, uma espécie de fita fantasmagórica da mesma cor de suas escamas que seguia em direção a porta.
—Ela já possui um pacto. — afirmou Merlin extraordinariamente calmo, sendo ele o único a não se espantar com todo o ocorrido — Não pode ter outro.
—Isso é impossível! — protestou a sereia ainda mais espantada — Eu jamais fiz algo semelhante antes!
—Há mais de uma maneira de se fazer um pacto, criança marai. — alertou Merlin — Isso deve ter ocorrido em seu caminho até aqui.
—Mas os únicos com quem tive algum contato antes de vocês foram aquele tal de Jax e o... — ela parou a frase subitamente.
—Pyrus! — sibilou César voltando a si.
===============================================
Depois de novamente suportar aqueles irritantes lacaios de César e suas zombarias repetitivas e previsíveis e encarar uma última vez o estátua de Ashran, aquele que guiara Nami até ali descia cabisbaixo a grande escadaria da entrada. Estava na hora dele deixar aquilo tudo no passado e... e...
—O que devo fazer agora? — perguntou Pyrus a si mesmo.
—Agora você virá comigo! — disse alguém furioso às costas dele.
O rapaz se virou, deparando-se com a cólera de Rávenus, o qual o agarrara pelo pescoço sem misericórdia e suspendera-o no ar, fazendo com que ambos teleportassem de volta ao tribunal. Ele segurou Pyrus no ar por mais alguns segundos antes de jogá-lo à sombra de Nami.
—Como você pode fazer isso comigo? Eu confiei em você!
Continua...
Fale com o autor