A Yullen Horror Story

6 O início do pesadelo.


Notas iniciais
Yo! E esse milagre que eu já estou aqui?!
Enfim, vamos ao que interessa: Graças aos torturadores do inferno (que são professores na minha escola nas horas vagas), eu não tive tempo nem de dormir essa semana, então não deu pra finalizar o cap. Por isso encarem esse como uma PRÉVIA do que vem a seguir... Hehehehehehe..
Espero que gostem!

Me apoiei na parede mais próxima, processando a informação. Essa realmente havia sido forte.

- Não pode ser verdade... Digo, é impossível que Kanda... – Comecei a negar ainda chocado, a verdade que ficava cada vez mais clara diante dos meus olhos.

- Allen, não entenda mal, não estou fazendo julgamentos sobreo Kanda. É apenas o padrão que eu percebi desde a primeira vez que você falou dele. – Explicou calmamente, me arrastando até uma cadeira antes que eu tivesse um treco.

- N-Não entendo. – Murmurei o olhando suplicante por uma explicação.

- Antes de vocês, veio um outro exorcista aqui. Sozinho dessa vez. Mal ele chegou à cidade a calamidade recomeçou, e ele foi pedido como sacrifício, mas... Uma garota da vila havia se apaixonado perdidamente por ele...

- Onde quer chegar com isso? – Perguntei bruscamente.

- Ela se tornou a hospedeira do demônio. – Falou seriamente fazendo um arrepio correr pela minha coluna — Entende o que eu falo sobre o padrão?

- Sempre alguém de fora e a pessoa que é apaixonada por ela. Está dizendo que eu sou o sacrifício e Kanda o hospedeiro? – Perguntei sentindo minha garganta se fechar. Por que esse tipo de coisa tinha que acontecer justo com a gente?

- Eu sei que é difícil...

- Difícil? Kanda está possuído por um demônio que quer me matar! VOCÊ TEM IDÉIA DO QUE É AMAR ALGUÉM E ISSO ACONTECER?! VOCÊ ACHA QUE SÓ EU VOU ME MACHUCAR AQUI?! TEM IDÉIA DO QUE É TER UM DEMÔNIO IMUNDO QUERENDO ROUBAR O QUE VOCÊ TEM DE MAIS IMPORTANTE?! — Surtei imaginando como nós iríamos resolver aquilo.

Sinceramente, eu preferia me matar a deixar que Kanda fosse forçado a isso. Mas não sei qual alternativa o machucaria mais.

- Não, eu não tenho. Mas o médico tinha, é exatamente por isso que é sempre com casais. A esposa do médico era estrangeira e ele realmente a amava, e sofreu quando a matou, por isso acabou possuído. É como se a alma dele tivesse selado essa restrição ao demônio, o ritual deve ocorrer da mesma forma com que foi com ele. – Falou em tom melancólico.

- Eu vou acabar com esse maldito... – Murmurei possesso. Havia algo que me tirava do sério, e esse algo era alguém se meter entre mim e meu Kanda.

- E vocês podem. – Falou puxando uma cadeira e sentando de frente pra mim.

- O que quer dizer com isso? – Perguntei determinado a encontrar uma saída.

- Acho que seu parceiro já sabe como, inclusive. – Continuou ignorando completamente minha pergunta. – Nunca vi um possuído tão são em toda minha vida. A maioria enlouquece de maneira deplorável. E isso só me leva a crer que ele deixou isso acontecer, Kanda não me parece o tipo de garoto que se submeteria a um demônio facilmente...

- Quer, por favor, me explicar o que está havendo? – Perguntei de novo, me sentindo cada vez mais nervoso com tudo aquilo.

- O único jeito de livrar vocês dois de um destino horrível, é acabando com a maldição, ou seja: Despachando o demônio de volta para o inferno. E única maneira de fazer isso é...

- Interrompendo o ritual. – Complementei sua explicação, sentindo as coisas começarem a fazer cada vez mais sentido agora.

- Exato. Deve ter sido por isso que ele se deixou ser possuído. Ele provavelmente acredita que o sentimento que tem por você vai impedi-lo de te matar quando a hora chegar.

Fiquei em silêncio esperando minhas mãos pararem de tremer, apenas meditando sobre tudo o que tinha ouvido. De um ponto de vista leviano, aquilo tudo até que era bem romântico, para falar a verdade. Daria um bom livro.

Eu até me encarregaria de escrevê-lo se tudo não estivesse acontecendo comigo.

Eu me sentia dividido entre o medo e a confiança, afinal, eu confiava em Kanda e duvidava que ele fosse capaz de me matar, assim como o admirava pela sua força física, mental e emocional. Ele não se deixaria vencer, não? Então por que, mesmo assim, o medo se apossava sorrateiramente de cada célula do meu corpo, deixando difícil respirar, falar, me mexer e até mesmo pensar?

Me levantei encontrando coragem sabe-se lá de onde e encarei Yeegar decidido.

- Vou procurá-lo. – Anunciei simplesmente me virando em direção à porta.

- Allen, só mais uma coisa. – Falou me fazendo virar novamente para encará-lo. – Não se esqueça de que é um demônio, e demônios tem uma sede irrefreável de sangue. Acredito que ele não tocara um dedo em você, mas isso não quer dizer que ele não vá matar outras pessoas... – Concluiu deixando a dúvida no ar.

De imediato eu me lembrei de como ele falou dos desaparecidos hoje cedo... Com aquela certeza implícita de que eles não haviam somente sumido...

Não... Kanda não faria isso...

Parecia que quanto mais eu tentava me convencer, mais difícil ficava de acreditar. Preferi esquecer, respirando fundo algumas vezes até encontrar a coragem necessária para dar o passo seguinte, abandonando a cabana e me deparando com uma floresta prestes a escurecer totalmente.

Caminhei mantendo minha mente focada apenas em não tropeçar em nada, para não focar em nenhum assunto como: Eu estou sozinho numa floresta escura, em uma cidade dominada por demônios, e com o meu pescoço a prêmio.

Ok, desisto de tentar não pensar nisso.

Continuei andando até chegar num pequeno riacho que eu nem tinha reparado antes. Espera, eu não tinha reparado ou ainda não havia passado por ali? Oh, droga... Será que eu me perdi?

Um arrepio gelado passou pelas minhas costas e de repente o clima pareceu mais frio e pesado do que antes. Respirei fundo tentando pensar racionalmente em uma maneira de sair dali antes que o terror me dominasse por completo e eu acabasse saindo correndo sem rumo por ai.

Fechei os olhos em uma tentativa inútil de me livrar daquela sensação de estar sendo observado... Ou melhor, caçado.

Era como se eu fosse um pequeno animal sendo espreitado pelo predador sedento por sua carne... Por rasgar suas entranhas e banhar-se em seu sangue a medida que o devorava da maneira mais dolorosa possível enquanto ele ainda respirava. Seu olhar sádico se fixava na sua presa, e ia se aproximando gradativamente, sentindo cada respiração, cada batimento cardíaco... Para então atacar e iniciar a tortura que sua alma deturpada implorava para que se sentisse satisfeita.

Minha garganta se fechou quando eu ouvi o som de passos se aproximando e minhas pernas tremeram como se não pudessem sustentar o peso do meu corpo. Estava apavorado demais para continuar no mesmo lugar, mas também para me virar e fugir. Estava paralisado.

Juntei todas as minhas forças para conseguir me mexer, mas... Meus pés estavam presos. Olhei para baixo percebendo que as raízes espalhadas pelo chão agora subiam pelas minhas pernas em um aperto de ferro que me impedia de sair do lugar. E a cada novo passo que ecoava pelo silencio sepulcral da floresta, deixando a criatura cada vez mais próxima de mim, de maneira que eu quase podia sentir sua áurea mal intencionada, como se fosse algo vivo.

Me movi desesperadamente, mas as raízes não cediam um milímetro, de maneira que eu só machucava a mim mesmo a cada tentativa. Me concentrei em ativar minha inocência, mas ela não me respondia, e como ultimo recurso, tentei gritar, mas... A minha voz não saiu. Eu estava indefeso, imóvel e sem qualquer mínima chance de fuga.

A esse ponto as raízes já me envolviam até o pescoço, me sufocando ainda mais, como se o pavor e o desespero já não estivessem sendo especialmente eficientes nessa tarefa. Agora até mesmo buscar fôlego pra gritar era impossível, e foi na mais plena e absoluta agonia que eu observei, através do reflexo do riacho, uma criatura horrenda aparecer atrás de mim.

Seus olhos vermelho-sangue me encararam através do reflexo, assim como os meus faziam com os seus, e de repente o prateado e o escarlate das nossas orbes pareceu se unir, a escuridão da floresta ficou mais densa, o hálito quente que batia na minha nuca roubava minha respiração e eu ficava cada vez mais tonto e mais apavorado com tudo aquilo, tentando resistir até o último segundo, me agarrando a minha vida como se não houvesse alternativa...

Mas mesmo assim, mesmo depois de lutar com toda a força do meu ser...

Eu apaguei.

Notas finais
Antes que me matem: CALMA, eu posto próxima semana, ai vocês vão ver o que aconteceu com o nosso albino.
Enquanto o novo cao não chega eu queria saber qual o personagem preferido de vocês na trama? Olha, dependendo das respostas eu posso até fazer um especial no fim da fic!
Até logo!
Se gostaram COMENTEM, se amaram RECOMENDEM!
Kissus!#