A Yullen Horror Story
7 Um flashback.
Notas iniciais
Olha só eu conseguindo manter atualização semanal *..*
Enfim, gostaria de avisar que eu criei uma página do face para falar sobre as minhas fics, como por exemplo datas de atualização, novos projetos, etc...
http://www.facebook.com/ByTsukiSensei
Mas digamos que ela é mais usada para falar de Yullen do que para qualquer outra coisa.
# Vejo vocês lá?
Boa leitura~
Acordei confuso e em um lugar completamente diferente de onde estava antes.
Eu não estava morrendo em uma floresta a segundos atrás?
Olhei em volta, percebendo que na verdade estava em uma cidadezinha interiorana muito bem cuidada. As construções eram coloridas, tinham jardins floridos na frente ou vasos de planta nas janelas. Algumas possuíam cercadinhos com o que me pareceu uma horta, havia uma igreja branca, azul claro, e dourada, de onde saiam algumas crianças pulando animadas. Acabei sorrindo involuntariamente.
Será que eu morri?
Quem morreu na verdade foi o meu sorriso assim que eu me virei na direção do final da rua, me deparando com aquela construção imponente, pintada de branco, com a madeira da varanda, da porta e das janelas marrom claro. Era a casa do médico.
Olhei em volta captando todas as semelhanças, como o cemitério atrás da igreja, as ruas de terra batida, a arquitetura das construções...
Então era assim que era a cidade amaldiçoada antes de tudo?
Como se uma força estranha me puxasse, fui em direção a casa. Meus passos silenciosos não faziam um único ruído, como se eu fosse um fantasma.
Entrei, me deparando com a sala que antes era escura e sombria, iluminada por uma aconchegante luminária amarela e com as paredes brancas no mesmo tom da frente da casa. Havia um cômodo ao lado que parecia um consultório, e a minha frente se erguia uma escada de madeira clara e muito bem cuidada, que parecia levar até os quartos.
Subi, ainda estranhando o fato de meus passos não emitirem barulho algum, e acabei um corredor com portas. A primeira era um quarto muito bonito, porém simples, com uma cama de casal com uma colcha azul escuro, uma penteadeira, um armário médio e um pequeno sofá com alguns bordados inacabados em cima.
Até pensei em olhar quarto por quarto, só pra matar minha curiosidade, mas o som de risadas me atraiu até o último quarto do corredor. Lá, todas as paredes era cor de rosa, o cômodo era repleto de brinquedos por todos os lados, e no centro dele, havia uma poltrona onde um jovem pai estava sentado sorridente com as duas filhinhas no colo. Uma de longos cabelos soltos e encaracolados, usando um vestido branco cheio de babados e rendas, e a outra também com cabelos longos, só que lisos e com franja (me lembrando um pouco o Kanda), usando um vestido azul e menos ornamentado.
Por um momento a cena realmente me comoveu, tudo ali parecia tão alegre, tão certo, que era impossível imaginar que o desfecho seria tão trágico.
Então o jovem loiro de olhos azuis safira se levanta, mesmo sob protesto das pequenas, e vem em minha direção, ou melhor, em direção ao corredor, dando a desculpa de que tinha que ver algo na cozinha. Ele desce as escadas chamando um nome feminino que me pareceu alemão, mas sem obter resposta.
Ele procura na cozinha, no consultório, na sala de jantar, no quintal e então desce até o porão se deparando com uma cena que eu mesmo tive que me segurar para não vomitar.
Uma mulher, aparentando ter a mesma idade que ele (por volta dos 26), estava deitada sobre aquele mesmo altar onde eu havia encontrado Kanda da última vez, completamente nua, sendo brutalmente possuída por uma criatura horrenda de pele negra, assas de morcego, longas garras cinza chumbo, dentes pontiagudos e amarelados, e densos olhos cinzentos que estavam focados na porta onde o médico os observava estático.
A moça de cabelos loiros, levemente mais claros que os do marido, revirava os olhos cor de céu, se agarrando nos ombros do demônio e gemendo languidamente como se estivesse para chegar ao seu ápice.
O marido apenas a observava com uma expressão de nojo, como se ela fosse a pior das prostitutas, mas sem parecer irritado. Calmamente ele se dirigiu ao consultório, como se nem tivesse presenciado aquela cena grotesca. Pude ainda vislumbrar um sorriso deturpado da criatura negra antes de me retirar dali e seguir o médico, já com o pior dos pressentimentos.
Quando me virei, ele já saia do consultório com o rosto impassível e um frasco em mãos. Encaminhou-se até a cozinha, terminando tranquilamente o almoço que estava no fogão, para então derramar o conteúdo do frasco na comida e logo em seguida chamando o resto da família para comer.
As meninas vieram descendo a escada, ainda brincando com as bonecas, a esposa saiu do porão já completamente composta, como se nada tivesse acontecido, dando um selinho no marido com a mesma boca com que gemia a cada estocada do demônio, levando as filhas para lavar as mãos na pia da cozinha com as mesmas mãos com que agarrava o monstro naquele momento de luxuria, para depois então todas se sentarem a mesa e o médico se encaminhar ao consultório, dizendo que tinha trabalho acumulado enquanto as três se envenenavam, comendo e sorrindo como uma família feliz.
Ele caminhou calmamente de volta ao consultório, colocando o frasco no armário e então escrevendo uma nota e a guardando embaixo dele.
Se corretamente ministrado, mata um ser humano em treze dias.
Por um momento o chão sumiu debaixo dos meus pés e a casa voltou ao seu normal: Sombria, acabada e amaldiçoada.
Era completamente diferente estar ali ciente do que havia acontecido anos atrás. Era triplamente mais opressor, era um milhão de vezes mais agonizante,e o peso sobre os ombros era infinitamente maior. Era milhares de vezes mais infernal.
Por impulso, corri até o porão ainda com aquela cena na cabeça, mas ao invés da esposa do médico sendo possuída por um demônio, encontrei um Kanda totalmente perplexo, a ponto de deixar a mugen cair no chão, encarando a garotinha de vestido branco.
– Você entende a dor dele agora? Entende por que estamos presas aqui? – A voz infantil soou melancólica e desesperada ao mesmo tempo.
– Então vocês são escravas? – Kanda indagou se recuperando do susto, ele parecia ter visto a mesma coisa que eu, julgando pelo teor da conversa.
– Acha mesmo que demônio tem senso de paternidade? – Outra garotinha, essa de vestido azul, comentou sarcástica. Ela parecia ter uma personalidade bem oposta a da irmã. – Ele se aproveitou da burrice daquela mulher e nos criou com a idéia de que garantíssemos que o ritual fosse sempre realizado. – Continuou se sentando sobre a pedra displicentemente e sob um olhar assassino da parte de Kanda.
– E ele quer aquele albino que anda com você, desde a primeira vez que ele sentiu seu cheiro, ele escolheu a sua alma. – A de cabelos cacheados murmurou, parecendo preocupada. – Nesse momento ele só precisa manipular algumas das meninas mente- fraca do vilarejo para que ela se torne a hospedeira. – Concluiu se aproximando do moreno, que nem parecia se incomodar com a presença maligna e opressora das duas, que deixava a sala com a atmosfera tão densa que complicado até se mexer.
– Entendo. Então foi isso que aconteceu quando aquilo invadiu a casa logo quando chegamos... – Comentou me deixando surpreso pelo fato de que ele estava conversando civilizadamente ao invés de quebrando tudo, mas julgando pelo estado dos três — descabelados, arranhados e ensangüentados — provavelmente já tinham lutado até enjoar.
– É só uma questão de tempo até que ele consiga o que quer. Enquanto isso, o papai vai continuar agindo a torto e a direita sem controle nenhum... – A de vestido branco comentou com os olhos carmim brilhando na penumbra de maneira sombria.
– E nós vamos continuar presas a sua vontade. – A de cabelos lisos comentou também, seus olhos brilhavam como os da irmã. Aquilo não ia dar certo...
– E por que ele precisa de uma garota? – Perguntou sério. Como se tivesse acabado de tomar uma decisão importante.
Parecia haver uma sintonia estranha entre os três, como se estivessem pensando a mesma coisa, chegando na mesma conclusão.
– Por que é impossível possuir você. – A de branco respondeu direta, arrancando um sorriso malicioso da outra.
– E por que não disseram logo malditas? Estamos perdendo tempo, e Allen pode estar em perigo agora. – Falou sério, fazendo menção de se levantar, mas sendo impedido pela gêmea de cabelos cacheados.
– Eu cuido disso. – Falou em um tom doce que faria qualquer um lhe sorrir de volta.
Mas como Kanda era Kanda...
– Se encostar em um fio de cabelo dele... – Ameaçou com uma voz que fez as duas demônias ali presentes parecerem bonequinhas, apontando a mugen na direção do pescoço dela.
– Não sou sua inimiga. E você é útil demais para que desejemos sua inimizade. – Respondeu séria, como se mostrasse sua verdadeira face.
Depois de avaliar a veracidade da condição em que estavam envolvidos, ele abaixou a mugen, e ela abandonou o recinto. Deixando Kanda sozinho com a outra gêmea, a que tinha cabelos lisos e personalidade sarcástica.
Me senti mal em saber que enquanto a garotinha de cabelos cacheados me indicava a direção da casa de Yeegar na floresta, Kanda estava ferido em um porão com a outra criatura.
– Então como eu faço para me tornar “possuível”? – Indagou assim que a outra saiu, fazendo a demônia de aparência infantil e vestido azul claro retorcer seus traços em uma carranca séria.
– Vai mesmo fazer isso? – Perguntou sem ironia pela primeira vez.
– Se eu estou dizendo. – Respondeu parecendo irritado.
– Como a alma do doutor Marcus foi tomada forçadamente, sem uso de contrato ou qualquer manipulação que faça a pessoa aceitar ter a alma devorada, acabou criando uma restrição ao papai. Se o amor for verdadeiro, o demônio pode ser dominado. – Falou me lembrando que Yeegar me deu uma explicação muito parecida.
Como se já tivesse ouvido isso antes.
– Que maldição mais fresca. – Comentou o moreno.
– Continue com suas observações desnecessárias e eu vou te retalhar. – Replicou irritada.
– Não pode me matar, precisa de mim. Mas... – Falou frio como nunca, mandando um olhar ameaçador que me arrepiou. – Eu posso cortar sua cabeça vezes seguidas. Isso é, se não morrer em nenhuma delas. – Concluiu com um sorriso de canto de assustar.
Ela o fitou parecendo furiosa por alguns instantes, para então se acalmar, fazendo o brilho escarlate em seus olhos diminuir consideravelmente.
– Vou te deixar vulnerável a possessão. Quando o demônio aparecer, você se vira. Se conseguir reprimi-lo, parabéns! Nosso plano tosco de dar um jeito no infeliz dá certo. Se não, teremos um filho a mãe arrogante a menos no mundo. – Explicou derramando sarcasmo. – Sinceramente, estou tentada a começar a preferir a segunda. – Completou se aproximando de Kanda.
– Apenas faça. – Ordenou o moreno impaciente.
Ela se ajoelhou no chão e o chamou para que fizesse o mesmo, mas de frente para ela. E então sacou uma adaga prateada que me surpreendeu quando a reconheci.
Era a inocência.
– Você vai ser como nós. Meio humano, e meio demônio. Assim ele não precisa da sua alma pra te possuir. – Ela explicou indicando pra que Kanda esticasse os dois braços e erguesse as mangas.
– Entendo. – Murmurou simplesmente recebendo um olhar genuinamente surpreso dela.
– Vai aceitar? Digo, você não se importa com isso? – Indagou o encarando tão confusa quanto eu nesse momento.
– Já disse, apenas faça. – Respondeu sério. Ou melhor, determinado.
– O amor é um troço muito estúpido mesmo... – Comentou ela tentando soar sarcástica, mas acabou soando melancólica.
Sem mais comentários, ela abriu dois cortes verticais enormes nos pulsos de Kanda, e depois mais dois nos seus próprios, juntando os cortes logo em seguida, misturando seu sangue com o dele.
– Se quiser posso cortar meus lábios, ai você me beija. – Sussurrou brincalhona fazendo o moreno lhe lançar mais um olhar mortal.
– Vai... Se fuder. – Sussurrou trincando os dentes enquanto seu corpo começava a estremecer violentamente, a ponto em que ela teve que encravar as unhas em seus braço para manter os cortes conectados.
Pelo tempo que passou, eu tive vontade de fechar os olhos, mas ao mesmo tempo não conseguia. Mesmo que Kanda tentasse ao máximo disfarçar a expressão de dor, era claro que aquilo era uma verdadeira tortura. À medida que toda a sua corrente sanguínea era contaminada, sua respiração começava a descompassar e seu corpo tinha violentos espasmos, como se rejeitando a toxina que lhe era imposta. Vez ou outra escapava por entre seus lábios um gemido agoniado que me fazia tremer ao imaginar sua dor.
Depois do que me pareceu horas, para o meu alívio ela finalmente desencravou as unhas do braço dele, se afastando lentamente, enquanto Kanda se apoiava no chão, respirando fundo.
– Como se sente? – Perguntou parecendo tão cansada quanto ele.
– Esquisito. – Respondeu se sentando com as costas apoiadas na pedra.
– Posso fazer uma pergunta? – Perguntou ela assistindo os próprios cortes se fecharem.
– Tch, faria de qualquer jeito. – Respondeu dando de ombros.
– Acha que valeu a pena? – Perguntou esboçando pela primeira vez uma reação que combinava com seu rosto infantil: A curiosidade.
– Não, não acho.
– Então por...
– Eu tenho certeza.
A última coisa que eu vi antes do chão sumir novamente debaixo do meus pés, foi um vulto negro enorme entrando na sala.
–---- X -----
Acordei me sentindo estranhamente leve, mas ao mesmo tempo sem fôlego. Abri os olhos vendo tudo embaçado e foi ai que eu percebi que estava debaixo da água.
Sai do riacho tossindo meio litro de água que eu havia engolido e olhando em volta, a procura do que havia me atacado... Porém não havia nada além da floresta e escura e naturalmente sombria.
Me levantei ainda trêmulo, tanto de frio quanto pelo susto por tudo que tinha visto e pela experiência assustadora de minutos atrás. Espera, minutos?
Olhei para o céu percebendo que a lua já estava mais alta. Devia ter passado no mínimo uma hora. Então já faziam umas duas desde que Kanda havia sumido, por assim dizer.
Sai andando, um passo de cada vez, ainda com o corpo fraco e a respiração irregular, me perguntando o que diabos fora aquilo? Ou melhor, se aquilo tinha sido real. E se realmente aconteceu, quem era aquela criatura? Seria uma das gêmeas? E se sim, qual delas?
Entrei na cidade que parecia mais movimentada do que o normal, entranhei logo de cara. Passei pela rua principal, onde ficava a praça, observando confuso o fluxo de pessoas que ia de um lado a outro carregando madeira, machados, e outros objetos, como se fosse haver alguma grande construção. Achei mais estranho ainda, afinal, todos não deveriam estar de luto pelos “desaparecidos”?
Continuei meu trajeto até em casa, desejando que Kanda estivesse por lá, por que sinceramente, eu não tinha idéia de por onde começar a procurá-lo. Ao passar pela rua de barro que ficava em frente a nossa casa, senti uma energia estranha como a do cemitério. Era como se algo me puxasse para baixo, como se eu estivesse andando em um campo de guerra e as almas dos guerreiros mortos ao chão segurassem nas minhas pernas em busca de salvação.
Parei por um instante, sentindo minha vista embaçar, fechei meus olhos momentaneamente, e de repente o ar a minha volta se tornou absurdamente quente, um barulho ao fundo ecoava em meus ouvidos me fazendo aguçar a audição para entender do que se tratava. E quando abri meus olhos novamente, eu desejei nunca ter enxergado.
A primeira coisa que vi foi o sangue, aliás, tudo parecia vermelho como um verdadeiro inferno. As queimaduras na pele das pessoas desesperadas eram vermelhas, o fogo era vermelho, o sangue que inundava o chão era vermelho... A única coisa que se destacava naquele mar escarlate eram uns vultos fantasmagóricos de cor azulada, e só quando um deles passou assustadoramente perto de mim que eu pude distinguir a imagem. Era uma dos insetos infernais do Kanda.
Mas o que eles estariam fazendo em um lugar como esse?
Minha mente se confundia em meio a gritos, gemidos, pedidos da ajuda e pensamentos caóticos. Eu queria encontrar um sentido naquilo tudo, mas parecia impossível. Por um momento eu pensava que poderia apenas esquecer, mas então lembrava do porque eu me tornei exorcista. Eu tinha que fazer alguma sobre isso.
Mas ao mesmo tempo eram coisas demais a assimilar, eu sentia como se o peso de mil elefantes caísse sobre a minha cabeça, e para piorar, aquele ar quente que não me deixava respirar, o cheiro de pele e ossos queimados junto com sangue, os gritos, os pedidos de socorro...
– JÁ CHEGAAA! – Surtei cedendo covardemente a pressão psicológica da situação e correndo para dentro de casa como um garotinho assustado.
Bati a porta com força e continuei correndo sem me importar com a direção, até bater em algo quente que eu reconheci como Kanda, e o abracei sem me importar com mais nada.
– Yuu... Esse lugar está me enlouquecendo. – Murmurei contra seu peito, sentindo as lágrimas que se acumulavam em meus olhos encharcarem meu rosto de uma vez por todas.
Depois de tantas experiências traumáticas em um dia só, eu não tinha estrutura mental, e muito menos emocional, para enfrentar nem mesmo um akuma nível 1. Eu só queria acordar logo de uma vez e descobrir que tudo não passou de um pesadelo horrível.
– Sei como é... – sussurrou baixinho,sua voz soando um pouco mais rouca que o normal, me abraçando com força enquanto eu ainda soluçava compulsivamente.
– Desculpa... – Sussurrei de volta tentando parar de chorar tão ridiculamente, principalmente diante de alguém que conseguia ter ainda mais problemas que eu.
– Não se desculpe. – Falou calmamente, erguendo meu rosto na direção do seu. – Se te faz se sentir melhor, pode continuar que eu vou ficar com você assim a noite inteira. – Continuou me fazendo sorrir um pouco.
Senti meus pés saindo do chão, e depois seus braços novamente a minha volta, me carregando até a cama, onde se sentou comigo no colo, enxugando pacientemente cada uma das minhas lágrimas até eu me acalmar, com uma delicadeza impressionante.
Possuído, endemoniado, ou não. Meu Kanda, ainda estava ali.
E foi só quando olhei verdadeiramente para o seu rosto que a verdade sobre a visão que tive na floresta realmente me atingiu.
Sua pele estava visivelmente mais pálida, os caninos estavam maiores e mais pontiagudos, a ponto de encostarem no lábio inferior, e seus olhos, antes negros, agora tinham um tom cinza chumbo porém ainda conservavam o mesmo brilho de antes.
E como se uma voz funesta soasse em minha mente, as palavras daquela citação da carta se repetiram em minha cabeça.
Durante o tempo que se passou depois do retorno do moço,sua aparência começara a mudar aos poucos. Ele estava cada vez mais magro e pálido, seus cabelos antes dourados como trigo, agora começavam a ficar cada vez mais escuros a ponto de começar a se aproximar do tom do das filhas, e no final de treze semanas sua aparência já era assustadora de tão bizarra. Seu cabelo escorria longo e fino pela pele assombrosamente pálida, a ponto de parecer translucida, seus olhos haviam clareado a ponto de parecerem prateados e as extremidades do seu corpo pareciam pontudas, tanto que seus dedos lembravam galhos secos de uma árvore.
Sem mais nem menos, abracei-o com força, escondendo meu rosto na curva do seu pescoço. E dessa vez, o que me veio não foi a vontade de chorar, mas sim uma determinação impassível e obstinada.
Ele era a coisa mais valiosa para mim, e não seria demônio, nem maldição, nem porra nenhuma que iria tirá-lo de mim.
Eu lutaria até o fim pelo meu Kanda.
Notas finais
Alguém tem alguma teoria sobre o que os moradores da vila estão aprontando ou sobre a verdadeira face de Yeegar? *amo ouvir os palpites de vocês, sério, é muito legal*
Nem posso demorar muito por que se minha mãe me pega no pc, ferrou.
Tô esperando os reviews, ok?! Ah, se quiserem recomendar tambem, a vontade. *oneeegaaiii recomendem minha fic e façam a autora sair comemorando que nem um pônei maldito*.
Wtf?
Enfim, KISSUS~
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