Notas iniciais
Capítulo dedicado á Seeylfe Hofferson,Lira Pevensie e JF,últimas leitoras a recomendarem a história.Agradeço imensamente á vocês,garotas.

A tempestade de neve que encobrira todo o território arendelliano até as quatro cidade-estado mais próximas á fronteira,viera de maneira abruptamente inesperada para todos.A súbita mudança climática forçara os aldeões a encerrarem suas atividades agriculturais e comerciais horas antes do habitual.Mal havia anoitecido e as ruas já encontravam-se semi-desertas.Claramente,ninguém seria estúpido o bastante a ponto de arriscar vagar pelas avenidas em meio á geada impetuosa que vinha juntamente com o cair incessante dos gélidos flocos macios.Porções generosas de neve amontoavam-se ás extremidades de ruas estreitas,e algumas até já tinham-se interditadas pela barragem de neve que as cobria quase por inteiro.Os poucos transeuntes e camponeses que ainda estavam do lado de fora da proteção aconchegante de seus lares,apressavam-se em recolher seus pertences,animais,carroças ou famílias o mais rapidamente possível;com o intuito de fugirem da tempestade antes que esta se intensificasse.

Havia um jovem casal,por outro lado,que ao contrário de todos os demais aldeões,prepara-se para enfrentar a ventania congelante.Anna conseguira algumas poucas vestimentas de tecido pesado num basar próximo á mansão de Kristoff por um preço acessível.Embora fossem pequenas as possibilidades de que as peças suportariam mais do que apenas algumas horas o frio cortante.Kristoff,ciente disto,vestiu-a com um de seus melhores casacos;e desejou que apenas ele fosse o suficiente para mantê-la protegida da tempestade.Ele próprio também havia preparado-se adequadamente para uma longa madrugada viajando sob a neve;vestindo quase o dobro de roupas que Anna.A Princesa acomodou-se tão bem quanto pôde no assento de estofamento de couro rígido do trenó de Kristoff,levado por sua rena,e animal de estimação desde a infância:Sven.Após terem deixado a propriedade da mansão onde Kristoff residia com o pai,o rapaz ocupou o espaço vago ao lado da namorada e tomou em mãos o cabresto preso ao focinho de Sven,passando á guiá-lo em direção aos perímetros extremos da aldeia.

Encolhida silenciosamente contra o assento moldado sobre a madeira avermelhada do trenó,Anna lançou um rápido olhar de soslaio em direção á expressão séria do namorado,e por um momento,desejou não ter tido que envolvê-lo em seu plano de busca por Jack Frost,que,para se dizer o mínimo—era um completo absurdo.Quando chegara á residência de Kristoff pouco antes do fim do dia,afim de convencê-lo á acompanhá-la numa viagem não planejada á procura de Frost,com o intuito de trazê-lo de volta á Arendelle a tempo do casamento de Elsa e Robert que aconteceria na noite do dia seguinte—Anna não imaginava que seria tão difícil fazer Kristoff ceder á seu pedido.Quando passou a contar-lhe a respeito dos acontecimentos recorrentes no palácio,e sobre o envolvimento secreto que Elsa mantivera por quase um mês com o andarilho forasteiro,o namorado rapidamente tratou de cortá-la quando finalmente pôde compreender onde ela pretendia chegar com aquilo.Anna,no entanto,fora insurgente;e ignorando todas as tentativas de Kristoff de repelir seu plano ao alegar que as chances deste dar certo eram quase nulas,—persistiu em argumentar com ele até que obtivesse um "sim".Á princípio,Kristoff relutou em aceitar a ajuntar-se á namorada em sua busca por Frost pois á seu ver,o quê ela propunha era algo tão impossível quanto procurar por uma agulha num palheiro.Anna disse querer retornar á Arendelle antes do anoitecer do dia seguinte.E mesmo que conseguissem encontrar Frost antes do esperado,isto não seria impossível pois somente a viagem de volta á Arendelle levaria praticamente um dia inteiro.E devido á densa tempestade que aparentemente decaiu-se sobre todo o continente,o excesso de neve nas estradas dificultaria ainda mais o deslocamento de ida e volta.A forte insistência da Princesa,no entanto,acabou por fazer Kristoff ceder;mesmo que a contra-gosto deste.Anna apertou-o entre seus braços num abraço afetuoso quando pôde finalmente convencê-lo,cobrindo-o de beijos,sussurrou-lhe ao pé do ouvido que o amava muito e que estava grata por tê-lo á seu lado.Em resposta,Kristoff confessou num suspiro ter aceitado apenas por quê tinha-a como a mulher de sua vida,e que por ela arriscaria-se ás maiores imprudências.No entanto,horas mais tarde,sentada junto á Kristoff sobre o assento do trenó puxado por Sven,debaixo da tempestade que parecia agravar-se cada vez mais á medida que a noite avançava e eles deixavam a aldeia de Arendelle para trás—Anna fora tocada por uma incômoda pontada de compaixão ao observá-lo esforçar-se para manter-se indiferente á geada cruel,enquanto seus dentes batiam alto e incessantemente uns contra os outros por debaixo da máscara que cobria-lhe metade da face.A Princesa fez menção de erguer a mão para tocá-lo num gesto terno,com o intenção de passar-lhe algum conforto e expressar seu lamento interior por tê-lo colocado nisso.Mas ela não o fez.Embora sentisse certo arrependimento por ter recorrido ao namorado que estava completamente por fora de tudo que vêm acontecendo nas últimas semanas para ajudá-la em seu plano,Anna tinha-se ciente que haviam coisas muito mais importantes envolvidas nisso do que a breve discussão que tivera com ele pouco antes do anoitecer.O futuro de sua irmã dependia inteiramente do quão bem-sucedidos seriam em sua "missão improvisada" na busca por Frost.Jack era o único que poderia impedir o casamento de Elsa e Robert.Mesmo que sua aparição repentina durante a cerimônia,após ter sido expulso de Arendelle,resultasse em acontecimentos catastróficos,Anna estava disposta a arriscar o quê quer que fosse necessário para deter o evento que certamente condenaria Elsa á infelicidade eterna.Sua iniciativa de deixar o reino á procura do amante da irmã ás vésperas do casamento da mesma,agora já não mais tratava-se de uma questão de recompensar os momentos em que falhou com ela.Anna o fazia pois amava a irmã;e queria-a feliz tanto quanto qualquer coisa.E mesmo que Robert tivesse feito Frost parecer um traidor perverso quando sua suposta esposa compareceu ao palácio alegando estar grávida,Anna não fora inteiramente convencida disto.Para ela,haviam fatos não revelados até presente momento que poderiam provar o contrário a respeito de Jack.E não haveria como descobrir a verdade,se não por si mesma.

— Tem alguma ideia de onde esse tal de Frost pode estar? — Questionou Kristoff subitamente,quebrando o silêncio mútuo que havia entre ele e a namorada.Sua voz alta irrompeu contra o ruído da ventania contínua,ainda que tivesse saído abafado por conta da máscara que cobria-lhe a boca.Ele desviou a atenção das ruas á sua frente para direcionar seus olhos semicerrados á ruiva encolhida como uma bola á seu lado.

— Elsa mandou aos guardas que o acompanharam que o largassem no primeiro vilarejo após a passagem da fronteira.— Respondeu ela no mesmo tom.

Kristoff assentiu veemente.

— Se a tempestade prosseguir pelo resto da noite,é provável que só consigamos cruzar a fronteira ao amanhecer...se dermos sorte.Após a passagem da fronteira,são mais 25km até o vilarejo mais próximo.

Anna não questionou as estimativas previstas pelo namorado.Kristoff já viajara para fora do reino inúmeras vezes.Portanto,não havia nada além da fronteira que ele não conhecesse.Porém nem mesmo as hipóteses negativas apontadas por Kristoff foram capazes de destruir o otimismo de Anna.Ela somente balançou a cabeça em consentimento e pousou sua palma sobre o largo ombro direito dele.

— Nós vamos conseguir.

— Vamos,sim. — Quase fora possível vislumbrar o pequenino sorriso que formou-se nos lábios de Kritsoff através da máscara que ocultava-lhe a boca.E vê-lo mais afável quanto á situação atual da qual se encontravam,trouxe certo conforto ao coração da ruiva.

Anna retribuiu tão bem quanto pôde,sorrindo de volta com os lábios ressecados pelo frio intenso.

❄ ❄ ❄

Como o esperado,a tempestade não cessara ao longo das horas seguintes.E não havia nada que indicasse uma possibilidade de término para esta até o nascer do Sol.

Kristoff e Anna haviam deixado o território arendelliano á pouco menos de duas horas,e mergulharam para o âmago obscuro da floresta densa,cuja a vegetação tinha-se soterrada por volumosas camadas de neve acumulada.Já haviam percorrido cerca de 8km ao longo da estreita trilha de terra,que fora de ponta á ponta encoberta por um amontoado profundo de neve,forçando Sven a diminuir consideravelmente o ritmo de seu percurso devido á dificuldade em cruzar a neve pesada.Fora necessário uma hora inteira para chegar ao final da trilha,e após finalmente terem cruzado-a,Sven ofegava ininterruptamente;mostrando-se esgotado.Kristoff soube,então,que teriam de parar para descansar.Do contrário,Sven não suportaria carregá-los pelo restante do trajeto.Por sorte,puderam avistar em meio á ventania profunda,algo como um simplório alojamento de suprimentos para viajantes—situado nas extremidades de uma clareira ampla.Kristoff estacionou o trenó próximo á entrada da frágil cabana de madeira de porte mediano,e após descer do veículo libertou Sven da rédea que o prendia ao trenó.Anna acompanhou Kristoff até a cabana de suprimentos enquanto que Sven sentou-se próximo á entrada da mesma para descansar enquanto aguardava até que seu dono retornasse com comida e água.

No interior minúsculo do local,Anna rapidamente dirigiu-se á lareira acessa que encontrava-se á parede esquerda da cabana,e sentou-se de frente para o fogo brando que crepitava calmamente sobre um pequeno amontoado de galhos finos e ressecados.Esfregando as mãos cobertas por luvas umas nas outras,Anna apressou-se em aquecer-se o quanto pôde antes de ter sair novamente para enfrentar a tempestade de neve.Um dos filhos do dono do estabelecimento ofereceu-lhe uma xícara fumegante de chocolate quente,assegurando que nada cobraria pela bebida."Cortesia da casa",dissera o sorridente garotinho de cabelos loiros desgrenhados e olhar bondoso ao estender a xícara para a Princesa.Anna sorriu e agradeceu ao aceitar a bebida quente.Kristoff,que estava junto ao balcão requisitando ao pai do garoto algumas cenouras frescas para Sven,água,suprimentos alimentícios e mais alguns casacos para ele e Anna—também recebera chocolate quente do menino.

Com exceção do casal de jovens,havia apenas mais um cliente na barraca:Um homem alto de porte físico intimidador,cujo os olhos negros era tudo que podia ver-se em seu rosto devido á máscara de tecido pesado que cobria todo o restante.Suas roupas tinham-se quase que inteiramente cobertas por flocos de neve,tal como seu rosto e a touca posta sobre os cabelos.Ao que tudo indicava,ele estivera horas á fio caminhando pela floresta á pé,mesmo sobre a tempestade.Perante isto,era difícil defini-lo como louco ou corajoso.

De costas para Kristoff e Anna,o homem argumentava em voz baixa com a esposa do proprietário da barraca,tentando convencê-la a vender-lhe um par de machados de escalada por um preço menor.A mulher,no entanto,permaneceu irredutível.E não importando o quão ele tentasse persuadi-la,ela não parecia disposta a abrir mão do preço real do produto.Por fim,o homem pareceu enfurecer-se com a relutância inquebrável da mulher,e acabou por deixar tudo que iria comprar sobre a bancada de madeira antes de deixar o estabelecimento á passos rápidos.O homem hesitou por alguns momentos na porta do local,e sem que Anna e Kristoff percebessem,mirou sua atenção no belo trenó pertencente á Kristoff estacionado ali.Sven dormia no local onde fora deixado pelo dono,e não havia mais ninguém ali.Uma rápida olhada no interior da cabana através da janela embaçada pelo gelo encrustado nas extremidades do vidro,o homem teve a garantia que o casal não o notava.O homem fora incrivelmente rápido e habilidoso em suas próximas ações,e sem ninguém que se encontrava no interior da cabana notasse,ele furtou o cavalo do proprietário da barraca que tinha-se preso por cordas finas á um dos pilares de madeira que sustentavam a área da pequena varanda—e prendeu o animal ao trenó de Kristoff.Anna e o namorado foram alertados pelo furto por um dos filhos do casal,que presenciou o momento em que o homem bateu com as rédeas do cavalo sobre seu lombar e incitou-o a correr para longe dali.Sven despertou abruptamente por conta do relinchar agudo proferido pelo cavalo.Anna e Kristoff correram para fora,no entanto,o ladrão já havia desaparecido.O desespero que tomou conta de Anna fora tanto,que por um breve instante ela quase viu-se prestes a derramar-se em prantos pela perda lastimável do único meio de transporte que os auxiliariam em sua busca por Frost.No entanto,ela conteve-se e ao invés disso,tentou consolar Kristoff,que furioso com a perda do veículo—praguejava mil e uma maldições sobre o ladrão em berros irritadiços.Os casal dono da barraca e seus quatro filhos também foram para fora,e lamentando pela perda do trenó do rapaz,pediram que Kristoff e Anna retornassem para dentro da cabana,evitando o vento frio.

Quando Kristoff pôde finalmente acalmar-se,o casal ofereceu-lhes hospedagem em suas instalações internas para estoque de mercadoria,pedindo que ficassem para descansar pelo resto da noite.Anna e Kristoff fizeram menção de recusar a oferta generosa,pois sabiam que faltavam poucas horas para o nascer do Sol,e ainda tinham quilômetros a serem percorridos antes que chegassem á fronteira.Portanto,não tinham tempo a perder.Porém,acabaram por aceitar devido não somente á insistência do casal,mas também aos clamores incessantes que seus corpos faziam por descanso.Famintos e exaustos,Anna e Kristoff teriam de descansar e comer algo antes de decidirem o quê fariam agora que o trenó havia sido roubado.A esposa do comerciante preparou para a Princesa e seu namorado uma sopa de legumes,enquanto que seus filhos pareceram contentes com a tarefa de alimentar e acomodar Sven.Após a refeição reforçada e quente,Kristoff e Anna foram levados aos compartimentos internos da cabana pela mulher,e lá,ela lhes indicou uma compactada e simplória cama de casal desgastada pelo tempo,estreitamente posicionada em meio á um conjunto desorganizado de caixotes fechados.Anna e Kristoff deitaram-se um ao lado do outro,acomodando-se no espaço pequeno da maneira mais confortável possível.Ainda que tiveram de espremer seus corpos um contra o outro para que pudessem manter-se sobre a cama,e a posição que tiveram que adotar para tal não era exatamente a mais aconchegante,o contato direto de seus corpos fizera-os aquecer-se mais rapidamente.Devido á excessiva exaustão,Kristoff e Anna caíram em sono profundo poucos instantes após terem deitado.

❄ ❄ ❄

Ao acordarem no dia seguinte,Kristoff e Anna descobriram,desgostosos,que haviam dormido demais.A esposa do dono da barraca já estava servindo o almoço quando o casal de jovens levantou-se da cama e deixou o compartimento de estocagem.Para seu grande alívio,no entanto,a tempestade havia finalmente cessado.Embora o frio continuasse intenso,a geada dissipara-se pelo início da manhã,e um tímido Sol morno tinha-se quase invisível por detrás da suave névoa gélida.Após sentaram-se á mesa com a família de comerciantes para o almoço,Kristoff deixou a barraca e foi checar Sven na varanda.Anna juntou-se á ele minutos depois.Por fim,teriam de decidir como seguiriam viagem dali por diante.E Kristoff já parecia ter chegado á um consenso.Afagando o pescoço longo e macio de Sven com os olhos perdidos no nada,ele anunciou,de maneira decidida quando a namorada aproximou-se:

— Você seguirá viagem sozinha com Sven.

Á princípio,Anna espantou-se com a idea.E quando estava pronta para argumentar,Kristoff,que já esperava por isso—rapidamente tratou de impedi-lá de começar uma frase ao finalmente direcionar seu olhar á ela,e dizer,expressando seriedade:

— Ainda faltam cerca de 15km até a passagem da fronteira e o vilarejo mais próximo onde Frost supostamente deve estar.Sven está descansado,mas isso não significa que ele aguentará carregar nós dois nas costas pelo restante do dia.A tempestade passou,e agora ele poderá prosseguir mais rápido,mas apenas se estiver carregando você.Você é menor e mais leve do que eu,e isso quer dizer que ele poderia correr por quase um quilômetro inteiro com você montada nele.

— Não posso te deixar para trás.Temos que fazer isso juntos.Não vou conseguir sem você.

— Anna,se ambos montarmos no Sven,teremos de fazer mais de uma pausa durante o dia para deixá-lo descansar.E isto apenas nos atrasará.Se quer chegar ao vilarejo e trazer Frost de volta á Arendelle a tempo do casamento de sua irmã,terá de seguir viagem sozinha.

— Mas...-

— Isto não é uma questão de opção.Não há outra maneira.Ou você segue adiante sozinha,ou começamos essa viajem em vão.

— Mas enquanto á você?

— Esperarei pela próxima carava de suprimentos,viajantes ou comerciantes que puderem me oferecer uma carona de volta á Arendelle.Não se preocupe,Anna,eu vou ficar bem.— Kristoff aproximou-se da namorada e tomou as pequeninas mãos protegidas por luvas nas suas,mirando-a profundamente nos olhos. — Você consegue,Anna.Eu sei que sim.

— Posso acabar me perdendo durante o caminho.

— Tenho um mapa.Leve-o com você.

— Há ladrões na floresta.Sequestradores,assassinos e...

— Desta região adiante,a floresta é totalmente inabitada.O homem que roubou o trenó provavelmente é arendelliano.

— Kristoff...

— Anna — Kristoff tocou-a na maça do rosto com a palma da grande mão. — Você é mais forte do isso.Você apenas não sabe ainda,mas não se permitir se arriscar...nunca saberá do que é capaz de fazer.Você pode fazer isso.Pode encontrar Frost,e impedir o casamento de sua irmã antes que seja tarde demais.Eu acredito em você. — Completou ele ao escorregar as pontas dos dedos lentamente ao longo da bochecha macia e naturalmente corada da ruiva.

Kristoff parecia tão certo de suas próprias palavras,que por um momento até mesmo Anna permitiu-se partilhar da imensa fé que ele dizia ter nela.A Princesa comoveu-se com a motivação dada pelo namorado.Ele de fato parecia acreditar no potencial dela para concluir aquela viajem por conta própria,mesmo estando ciente que a ideia de seguir adiante sozinha havia acovardado-a completamente.No entanto,seu encorajamento acabou por fazê-la recuperar um pouco de sua auto-confiança pessoal,ainda que Anna estivesse apreensiva quanto ao que poderia encontrar ao longo da viajem até o vilarejo.Recordando-se da promessa que fizera á si mesma de levar aquilo até o fim,Anna suspirou e assentiu veemente em concordância.Kristoff beijou-a carinhosamente nos lábios e sorriu orgulhoso para a namorada.

Após anunciarem á família bondosa que os ajudou que Anna seguiria viajem sozinha dali em diante,a esposa do comerciante rapidamente tratou de preparar mantimentos que a ruiva pudesse levar consigo caso sentisse fome durante o caminho,juntamente com um cantil cheio d'água e algo para Sven comer também.A Princesa agradeceu á gentileza da senhora e como forma de agradecimento por toda a ajuda que ela,seu marido e filhos concederam á eles desde que chegaram ali,deu-lhes o pouco de dinheiro que carregava consigo em sua bolsa de suprimentos.

Sem perder tempo,Anna apanhou suas coisas,despediu-se de cada membro da família e por último envolveu Kristoff num abraço caloroso antes de depositar um beijo apaixonado em seus lábios,e finalmente dirigir-se para montar em Sven.Kristoff lhe deu mais algumas rápidas instruções sobre o caminho antes de Anna seguir adiante pela trilha que estendia-se ao longo da clareira.

Por fim,Anna subiu nas costas de Sven,e este trotou em disparada mata fechada adentro.

Notas finais
COMENTEM!!! XDD Por favor... :'(