A Whole New World
31 Capítulo XXXI
Carruagens pomposas avaliadas em valores altíssimos,—algumas até próximas de se assimilarem ao preço de propriedades de luxo,faziam fila através do vasto jardim iluminado em direção á entrada principal do palácio real.Num festival de cores,estilos e modelos dos mais variados,os veículos pareciam terem sido preparados para competirem num desfile.Estava claro que seus proprietários não hesitavam quando tratava-se de exibicionismo público.No salão,os convidados,em sua boa parte pertencentes á elite da sociedade imperial burguesa—aos poucos abarrotavam o imenso recinto onde a cerimônia matrimonial seria realizada.Juntamente á eles,misturavam-se todos os tipos de personalidades influentes:Aliados comerciais de Arendelle,príncipes e/ou princesas candidatos á sucessão do trono de seus respectivos reinos,famílias ricas cujo o nome destacava-se no meio econômico e qualquer outro milionário que de alguma maneira pudesse conseguir quaisquer vantagem participando do primeiro casamento da Rainha Elsa.
No andar de cima,Robert,já completamente vestido para seu casamento,observava em grande júbilo a própria imagem refletida no espelho emoldurado por ouro maciço posto próximo a área da lareira no interior silencioso de seus aposentos.A expectativa de finalmente estar prestes a tomar Elsa por esposa e também tornar-se governante de Arendelle,enchia-lhe o peito com uma empolgação maléfica.O rapaz permitia-se sorrir abertamente para si mesmo,certo de que tudo ocorreria tão bem quanto planejado até o final da noite.Bernardo fora atencioso e rápido ao cumprir com a ordem dada por seu novo senhor,e garantiu á Robert que todo o vilarejo para o qual Frost fora expulso juntamente com Valentina,reduziria-se ás cinzas ainda naquela mesma noite.Prometeu-lhe também que traria o corpo do andarilho pessoalmente para que Robert contemplasse com seus próprios olhos a competência da tropa exterminadora constituída por aproximadamente sessenta homens,enviados pelo comandante para aniquilar o ex-amante de Elsa e qualquer outro camponês que ousasse intervir na operação.
Uma criada de alta estatura e sardas escuras espalhadas por toda a região nasal,batera á porta timidamente para anunciar a Robert que dentro de alguns momentos este deveria comparecer ao salão principal e aguardar por Elsa no altar,pois a cerimônia seria iniciada em breve.Robert ampliou seu sorriso repleto de uma malícia doentia e dispensou a criada após agradecê-la pelo comunicado.Após a saída da servente,ele esfregou as palmas das mãos umas nas outras num sinal de antecipação entusiasmada e pensou que,finalmente,a sorte estava de volta á seu favor.
❄ ❄ ❄
Já era noite,e Anna fazia sua segunda parada para descanso após ter viajado meio período durante a tarde pela floresta.Carregando consigo a incômoda sensação de que havia feito pouco progresso ao longo da viajem,a Princesa sentia-se tentada a acreditar que estava perdida.No entanto,não era possível afirmar isto com precisão enquanto todas as trilhas que abriam-se em meio á vegetação silvestre em nada eram similares as traçadas no mapa.Anna deixara de lado o pedaço de papel encardido e amarelado dado por Kristoff,quando finalmente acabou por desistir de tentar lê-lo em sua enésima tentativa que,exatamente como as anteriores,fracassara.Nevava quando Anna levou Sven á beira de uma lagoa cuja as águas pareciam adequadas para o consumo,e enquanto ele servia-se do líquido cristalino e incolor,ela encarregou-se de reabastecer seu cantil agora semi-vazio.Frustrada e exausta,a jovem sentou-se próxima ás águas e ficou a mordiscar distraidamente alguns pedaços de frutas secas que encontrara no interior de sua bolsa de mantimentos enquanto fitava vagamente a lagoa diante de si.Anna obrigou-se a dar á si própria algum incentivo;convencer-se que ainda haviam chances de encontrar Jack antes que Elsa dissesse "sim" á Robert.No entanto,não foi capaz de fazê-lo.Os míseros restos de esperança que ainda haviam em si não eram o bastante para reconstituir seu otimismo.A Princesa via-se por um fio de desistir completamente.
Embora sequer houvesse formulado um plano sobre o quê faria ou para onde iria em seguida,Anna não estendeu a pausa para descanso por mais de vinte minutos,e quando a neve intensificou-se a ponto de tornar impossível suportar a geada congelante que vinha juntamente com o cair contínuo dos minúsculos flocos brancos e úmidos—ela levantou-se,recolheu seus pertences e colocar as rédeas de volta em Sven preparou-se para seguir adiante.
Quando novamente montada em Sven,Anna teve sua atenção atraída em direção ao norte.A Princesa identificou algo como gritos vindos de algum lugar á pelo menos trinta metros ao longo da trilha que estendia-se á frente.Curiosa quanto ao quê se tratava os sons,Anna cutucou Sven delicadamente com as rédeas em seu lombar e o incitou a correr para aquela direção.Anna atravessou a neve espalhada ao longo da trilha em pequenas amontoações,e continuou seguindo adiante á medida que os sons tornavam-se cada vez mais altos.Uma zorra sonora infernal mesclava gritos de mulheres desesperadas chamando por suas crianças;e as mesmas em resposta gritavam de volta ou apenas choravam—incapazes de encontrar suas mães.Homens trocavam ofensas,jurando promessas de morte uns aos outros caso não deixassem suas terras.Finalmente,ao término da trilha,Anna puxou as rédeas de Sven para trás,obrigando-o a cessar bruscamente seu trotar ininterrupto;—e então viu.Jack Frost,com o rosto oculto no interior do capuz de seu casaco azul-marinho,estava á frente de um grupo de aproximadamente doze fazendeiros.Pôde-se claramente notar que era o único ali que possuía menos de trinta anos.Enquanto os camponeses enfurecidos empunhavam machados,foices,ancinhos e diversos outros instrumentos de colheita e jardinagem contra soldados da F.M.A (Força Militar Arendelliana),afim de proteger suas famílias enquanto as mulheres encarregavam-se de levar as crianças para longe da algazarra violenta que acontecia próxima á entrada do vilarejo—Frost praguejava xingamentos incompreensíveis sobre os homens fardados enquanto disparava incessantes jatos de gelo através de seu cajado contra qualquer um que ousasse se aproximar.Dentre os mais valentes em meio á aglomeração agitada de aldeões,estava um grupo de homens que atacavam diretamente os soldados.Haviam militares portando armas de fogo.Os fazendeiros que estavam dentro da linha de fogo dos soldados haviam sido brutalmente atingidos antes mesmo que pudessem investir numa tentativa de atacá-los.Áquela altura,já haviam inúmeras baixas:homens,mulheres,e até mesmo crianças.Mas estava claro que os soldados apenas enfrentavam a ira dos camponeses pois desejavam chegar até Frost.O albino,embora oferecesse forte resistência contra o ataque militar,estava gravemente desabilitado.Parte de seus trajes rasgados revelavam a pele exposta,coberta por feridas profundas que sangravam em profusão.Portando na mão esquerda seu cajado mágico,Frost enfrentava os poucos soldados que ainda jaziam montados em seus cavalos.Alguns soldados foram mortos por Frost e os aldeões.Outros simplesmente,ao serem desarmados,montavam de volta nos garanhões reais e trotavam em dispara para longe.A minoria ainda viva que obrigava-se a continuar lutando,no entanto,parecia firmemente determinada a matar Frost á todo custo.
Anna observou num misto de horror e tristeza mulheres gritando e chorando sobre os corpos de seus maridos mortos á seus pés,casas em chamas e algumas até já completamente reduzidas á pó e destroços mutilados,famílias indefesas atravessando a tropa da F.M.A no intuito desesperado de escapar do vilarejo com vida.Por fim,Anna sacudiu as rédeas de Sven,e ele rapidamente trotou em direção ao massacre.
Bernardo estava á frente dos poucos soldados ainda de pé.Demonstrando grande dificuldade em manter-se ereto sobre suas longas pernas trêmulas,pois uma delas havia sido fraturada,o comandante ofegava descompassadamente através das narinas dilatadas entupidas de sangue.Fitando num ódio fumegante seus homens abatidos no chão como presas de leoas,Bernardo,mesmo á contra-gosto,ergueu o punho no ar e gritou pelos soldados—ordenando que batessem em retirada.O comandante odiou-se profundamente por estarem recuando de um bando de camponeses imundos que,se não fosse por Frost,jamais teriam sobrevivido contra a F.M.A.No entanto,dada as atuais circunstâncias,se não optasse por uma evacuação imediata,o restante dos militares seriam mortos.E retornar ao palácio como o único sobrevivente,era uma humilhação da qual Bernardo não estava disposto a se sujeitar.O comandante sequer atreveu-se a imaginar qual seria a reação de Robert quando reportasse ao mesmo que Frost ainda estava vivo.Mas por ora,com um suspiro frustrado,Bernardo apenas subiu no primeiro cavalo á vista e novamente fez um sinal para que os demais o acompanhassem.
Bernardo e a F.M.A desapareceram floresta adentro,e poucos instantes depois,Anna adentrou ao território do vilarejo.Pôde rapidamente identificar Jack dentre os aldeões o rodeavam,cumprimentando-o com agradecimentos singelos ao lhe dar carinhosos tapinhas nas costas.Mulheres e crianças iam ao seu encontro para abraçá-lo.E embora ofegante,ferido,e semi-curvado sobre as próprias pernas num gesto claro que explicitava sua fraqueza física—Frost sorria para os camponeses que o parabenizavam pela coragem e ajuda dada.Uma parte do vilarejo,por outro lado,simplesmente mantinha-se longe dele.Estes eram os que os repudiam por seus poderes.Olhavam-no num misto de apreensão e repulsa;julgando-o como um monstro mutante.
Anna desceu de Sven e aproximou-se de um Frost cambaleante e enfraquecido a passos lentos á medida que seus adoradores o deixavam para se juntarem á suas famílias.Quando suficientemente próxima,o albino por fim pareceu dar-se conta da presença de uma peculiar jovem de cabelos vermelhos-amadeirados que fitava-o como se ele fosse o único bote salva-vidas num navio prestes a naufragar.Frost fitou-a de maneira desconfiada.Ela,por outro lado,sorriu de modo quase constrangido.
— Frost. — Disse Anna num suspiro aliviado ao cessar seu caminhar lento diante dele.
Ele manteve a face franzida numa expressão vacilante.
— Quem é você? — Perguntou ao abaixar o capuz de seu casaco.
— Meu nome é Anna.Sou irmã caçula de Elsa.
Subitamente,raiva tingiu o rosto do rapaz.Ele bufou,e fitou-a com os olhos semicerrados.
— Veio até aqui para garantir que os soldados finalizassem sua tarefa?
Anna mostrou-se confusa.
— O quê? O quê está dizendo?
— Estes homens que acabaram de recuar.Foram enviados do palácio para me matar.
Anna não precisou de muito para concluir quem poderia ser o responsável por isso.
— Robert. — Rugiu ela entredentes.
— Acho que me expulsar de Arendelle não foi o suficiente para ele. — Jack também não tinha quaisquer dúvidas quanto ao envolvimento de Robert no ataque da F.M.A ao vilarejo.
— Aquele maldito desgraçado... — Anna suspirou em frustração.
— Por que está aqui? — Frost retomou á questão que era-lhe relevante.
— Vim para pedir para que retorne á Arendelle comigo.Você tem que impedir o casamento de Robert e Elsa.
— Para isso não era necessário que viesse até aqui.De qualquer forma,eu iria tentar encontrar um meio de voltar.
— E o que lhe impediu de fazê-lo?
— Eu não poderia partir sem antes formular um plano.E além disso,havia Valentina.— Respondeu ele com um suspiro pesado.
— A mulher que foi expulsa com você? Onde ela está agora?
— Eu a perdi de vista durante o ataque dos soldados.Sequer sei onde ela está,ou como está agora.
— De qualquer forma,isso não importa agora.Acha que pode conseguir um jumento ou cavalo para voltar ao reino? Não temos muito tempo agora.A cerimônia já deve ter começado.
— Meu plano inicial era voar de volta á Arendelle.Mas sabia que fazer isso significaria expor o que eu sou para todo o vilarejo.No entanto,agora que todos sabem sobre meus poderes,já não faz sentido continuar escondendo.
— Você pode voar? — Anna não pôde evitar demonstrar seu espanto.
— Sim.Mas não sei se conseguirei ser rápido o bastante agora.Estou fraco,ferido...aqueles malditos não estavam de brincadeira.Atacaram com força total.
— Mas você precisa tentar...por favor!
— Eu irei.Mas como chegarei lá á tempo não é minha única preocupação no momento.Não tenho dúvidas de que a guarda do palácio fora redobrada para o casamento.Sequer sei se conseguirei atravessar os portões.
— Atravessar quais portões,Jack? — Indagou uma voz feminina vinda detrás do albino.Jack cerrou os dentes e suspirou profundamente ao reconhecer a aguda entonação irritante de Valentina.
Os olhos de Anna foram de Jack para Valentina rapidamente,enquanto que ele virava-se para fitar a meretriz com uma carranca nada contente.A infeliz e abrupta aparição da morena dera á Frost a certeza de que ela estivera o procurando desde o término do ataque da F.M.A ao vilarejo.Jack deveria saber que ela não permitiria-o manter-se afastado dela por muito tempo.
— Você vai me deixar? — Prosseguiu ela em tom choroso.
— Te deixar? Nós nunca estivemos juntos.
— Está indo para Arendelle? Vai voltar para a Rainha? Hã? — Valentina aproximava-se devagar;os olhos amendoados inundados por um oceano revolto de intensiva cólera e indignação.
Jack novamente suspirou.
— Siga seu caminho,Valentina.Eu não amo você.Por favor,apenas aceite isto de uma vez por todas.
— Você não entende o quanto eu amo você.Eu até fiz coisas que eu não queria ter feito por sua causa...— Valentina sequer pareceu ouvir o que fora dito por Frost.O olhar da jovem tinha-se fixo na face dele,fitando-o de maneira quase sádica.
— Você merece algo melhor.Eu jamais seria capaz de dar o quê você quer. — Jack falava baixo através da respiração falha.Em seu atual estado,quaisquer mínimos movimentos executados lhe custavam enorme esforço físico.
Valentina limitou-se a apenas manear a cabeça negativamente.Lágrimas brotaram em seus olhos,porém,ela não as deixou rolar para o rosto.Ela cessou seus passos ao estar diante dele,e soltou um pesado suspiro tristonho.
— Está bem,Frost.Para mim já chega.Eu não posso vou forçá-lo á nada.Mas será que posso lhe pedir uma coisa antes de partir? — Subitamente,suas feições e olhar eram suplicantes.
— O quê você quer? — Jack não hesitou em ser rude.
— Um beijo.
Frost meio que soltou um curto riso encharcado de escárnio;meio que bufou.
— Esqueça! — Respondeu ele de imediato.
— Por favor...! Por favor,isto é tudo que lhe peço.Eu vou deixá-lo em paz para sempre e você pode seguir com sua vida.Eu prometo que o deixarei ir,mas apenas...me dê um beijo.
Jack estava pronto para mandar Valentina ir para o Inferno,ou despejar quaisquer outra ofensa brutal sobre a garota por lhe fazer um pedido tão pervertido e ousado quando a única mulher cuja os lábios ele queria nos seus,era Elsa.No entanto,ele não o fizera.Pois as feições e o olhar dignos de pena que a meretriz direcionava-lhe,trouxera certa compaixão á ele.Acreditou por um breve momento que se desse o que ela queria,poderia ver-se livre dela de uma vez por todas.E dada ás atuais circunstâncias,não havia tempo suficiente para pensar a respeito de todas as suas opções disponíveis.
— Frost,não há tempo para tamanha bobagem.Nada te prende á esta mulher.Você tem voltar para Arendelle agora.— Disse Anna com o intuito de interferir na situação.
Jack,no entanto,não respondeu á Anna.
— Se eu te beijar,você me promete que seguirá com sua vida e não irá mais me procurar?
— Eu te dou minha palavra.
Frost soltou o ar de maneira exausta e expressando aborrecimento,fechou a curta distância existente entre ele a meretriz ao inclinar-se de modo quase vacilante e muito levemente,tocou os lábios de Valentina com os seus—tornando o gesto nada menos que um simples 'selinho'.Valentina rapidamente correspondeu de forma ávida,porém não ultrapassou quaisquer limites que a postura fria de Frost estabeleceu,sabendo que a tentativa de aprofundar o toque certamente o poria irritado.Sutilmente,a jovem ergueu uma de suas mãos,e á princípio,Frost,que permanecia de olhos abertos ao contrário dela—acreditou que ela pretendia tocar-lhe a face ou os ombros;por isso,preparou-se para repeli-lá.No entanto,foi não isso que ela fez.Frost não tocou em Valentina enquanto a beijava.Ele tinha em uma de suas mãos seu cajado mágico há pouco usado contra os soldados da F.M.A para proteger os aldeões.E Valentina,quando ergueu a mão,dando a entender que tocaria Frost—num movimento rápido e habilidoso,tomou violentamente o cajado dele.Frost arfou,exasperado,e rapidamente quebrou o contato de seu lábios nos de Valentina ao ter seu instrumento pego por ela.A jovem agarrou-o firmemente em suas mãos e o manteve pressionado ao colo,em posição defensiva.Tanto Jack quanto Anna moveram-se para tentar recuperar o cajado das mãos dela.Porém,Valentina os deteve ao erguer a palma estendida,sorrindo perversamente.
— Ouvi os aldeões falarem a respeito de seus..."poderes congelantes".Eu não sei que tipo de monstro você é,mas vi o momento em que utilizou o cajado para deter os soldados reais.Sabe,notei que não pode manusear seus poderes sem o cajado.Um aspecto interessante,sem dúvida.Me pergunto o que poderia acontecer se...acidentalmente,o cajado fosse destruído.— Valentina proferia cada sílaba com uma malícia triunfante,parecendo divertir á beça com as expressões de horrores que Jack e Anna lhe lançavam.
— Valentina,me devolva isso e talvez eu não arrebente essa sua cara de vadia! — Rugiu Jack entredentes,lançando-lhe um olhar irado.
— Me desculpe,Jack.Mas eu não posso simplesmente permitir que você dê as costas para mim e á meus sentimentos depois de tudo que eu fiz para estar novamente com você.Se você não pode ser meu,então não vai ser de mais ninguém. — Um brilho intenso de descontrole emocional preenchia gradualmente suas esferas oculares arregaladas.
— Escute,por favor.Você não está pensando direito.Não faça isso...— Implorou Anna.
Valentina a ignorou.
— Me devolva isso...! — Insistiu Frost.
— Me desculpe. — Repetiu ela antes de partir o cajado ao meio.
Frost urrou de dor através de um arfar pesado.Ele quedou-se de joelhos sobre o chão,pressionando a palma ferida contra a região abaixo do coração—como se ao destruir o cajado,Valentina tivesse acertado-lhe um golpe mortal.Imediatamente,Valentina foi coberta por um profundo arrependimento ao observar a reação de Frost á destruição do instrumento mágico.Ainda que odiasse a ideia de que ele estava prestes a deixá-la por outra mulher,ela jamais quisera feri-lo de qualquer maneira.
Observando Frost se contorcer de dor á seus pés enquanto a Princesa Anna tentava de algum modo alivia-lo,Valentina,horrorizada com o que ela mesma fizera—largou o quê restara dos pedaços mutilados do cajado e correu em dispara para longe,desaparecendo em meio aos aldeões sobreviventes espalhados pelo vilarejo.
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