Notas iniciais
Ei,minhas lindinhas!! =^.^= Eu espero que todas tenham tido um ótimo Natal e uma excelente entrada de ano.E desejo que 2016 seja esplendorosamente maravilhoso para todas vocês;e que o bom Senhor nosso Deus,realize todos os seus sonhos! ^^ Gostaria de esclarecer á vocês que a demora das postagens têm se dado por conta de que eu mal tenho encontrado tempo e principalmente,inspiração para continuar escrevendo.Embora eu ainda esteja de férias,desde mais ou menos duas semanas atrás,eu e minha família estamos numa luta constante para eu consiga entrar para a faculdade.Eu tenho estado ocupada demais estudando para processos seletivos e vestibulares.E têm sido muito difícil para mim conseguir firmar-se em algo concreto,pois eu mal consigo encontrar universidades próximas á minha casa,e quando encontro;o valor do curso é absurdamente caro.Graças á Deus,meus pais estão me dando grande apoio e sendo muito compreensivos e pacientes comigo.E embora eu tenha minha família e Deus comigo,está sendo muito complicado para mim conseguir concretizar isso. Eu peço desculpas por ainda estar fazendo-as esperar tanto.Eu realmente não gosto quando tenho de fazer isso.Mas,novamente,eu gostaria de pedir a compreensão e paciência de vocês.Eu espero conseguir finalizar a fic ainda este mês,porém não sei se isso será possível.Por favor,meninas.Não deixem de acompanhar a fic por conta da demora das postagens,pois eu as garanto que irei finalizá-la.Pois mesmo que as postagens atrasem,estejam certas de que não abandonarei a história. Bom,vamos então ao capítulo 25.Espero muito que gostem e por favor...COMENTEM!!! Beijos e boa leitura!!

A Rainha pôde somente deixar os aposentos do noivo após ter dado à este a sua palavra de que,em ocasião alguma,sequer atreveria-se comentar com alguém a respeito do assassinato de George.Quando novamente sozinho no espaçoso cômodo mobiliado por peças históricas e de valor inimaginável,—Robert,que áquele ponto já encontrava-se consideravelmente embriagado;permitiu-se abrir um singelo sorrisinho na lateral dos lábios finos ao descobrir-se grandiosamente satisfeito consigo mesmo por ainda estar em posse total do controle da situação.Fitando de maneira sombria as chamas alaranjadas que crepitavam majestosamente sob a pilha de madeira escura amontoada na lareira,Robert ouvia em silêncio o choro fraco de Elsa,que atravessava ás pressas o extensivo corredor em direção à escadaria.Algo que habitava um local desconhecido,situado para muito além de seu cruel e impetuoso coração—agitou-se negativamente perante isto;e fez Robert desejar por um breve momento que as circunstâncias fossem diferentes,e que ele não tivesse de tomar atitudes tão brutais para conquistar o quê queria.O rapaz pegou-se um tanto frustrado quando enfim pôde constatar o quanto era-lhe doloroso ver a mulher amada tão infeliz.No entanto,nem mesmo esta mísera e simplória manifestação de sentimentalismo que tocou-o por um breve instante em seu amargurado interior—fora capaz de despertar algo como misericórdia ou bondade em si.Robert estava ciente de que todas as suas ações e decisões executadas até presente momento,contribuíram apenas para fazer a noiva odiá-lo cada vez mais.Porém,ele próprio jamais poderia imaginar que o plano inicialmente sugerido pelo pai de casar-se com Elsa e assassiná-la para tomar posse de seu reino,acabaria por tomar proporções tão catastroficamente gigantescas que iriam transformá-lo num homem tão monstruoso quanto o pai fora.Ainda assim,nem mesmo uma única mínima centelha de arrependimento em momento algum sequer atingiu-o no coração.Robert comprometera-se a finalizar aquilo,mesmo que isto significasse levar as vidas das Irmãs Arendelle,e talvez até a sua própria;á ruína total.

Dirigindo-se ao local onde fora deixada a garrafa de vinho,Robert serviu-se da última dose;sorvendo todo o conteúdo generosamente despejado no interior da taça de vidro num único e rápido gole.Após depositar a taça e a garrafa vazia sobre a cômoda posicionada próxima à janela,Robert deixou o quarto e fez o mesmo caminho percorrido por Elsa instantes atrás,com destino à cozinha do palácio.Ciente de que áquela hora da noite a grande maioria dos criados já haviam se recolhido para repousar em seus dormitórios,Robert por si mesmo vasculhou os armários da cozinha em busca de mais vinho ou o quê quer que houvesse ali que pudesse saciar sua interminável sede por álcool.Por fim,o rapaz apanhou algo que acreditou tratar-se de uma garrafa de champanhe,e sem ao menos importar-se em servir-se adequadamente ingerindo a bebida através de um copo ou taça,—Robert destampou a garrafa e passou a beber de seu conteúdo diretamente pelo bocal da mesma.

O jovem já havia ingerido metade do champanhe quando deixou o cômodo da cozinha para digerir-se ao salão principal,onde pediu que os guardas responsáveis pela vigilância do local abrissem as portas para ele,sem questioná-lo sobre o quê faria fora do palácio tão tarde da noite.Em silêncio,os guardas fizeram conforme foi ordenado por seu senhor;e Robert saiu ás pressas para o pátio de pedra,caminhando em direção ao quartel general situado ás extremidades à leste da vasta propriedade de luxo.

Robert adentrou ao interior sem portas do compactado alojamento particular dos guardas reais,e dirigiu-se diretamente á Bernardo.À princípio,o comandante assustou-se com a forma brusca com a qual foi acordado;porém logo tratou de recompôr-se ao ver que aquele interrompeu seu descanso fora seu soberano.Antes mesmo que Bernardo pudesse fazer quaisquer menção de perguntar á Robert o quê se passava ou qual era o motivo de sua inesperada visita noturna,o rei rapidamente disse:

— Vista-se,consiga todos os produtos de limpeza que conseguir encontrar e venha comigo.Nós temos uma grande bagunça para limpar,Bernardo.

❄ ❄ ❄

Em silêncio,Bernardo,com o intuito de não acordar nenhum dos guardas que dormiam nas inúmeras redes espalhadas pelo alojamento;—cuidadosamente dirigiu-se á pequena dispensa do quartel general e apanhou os poucos produtos de limpeza que haviam confinados em seu interior empoeirado.Ele seguiu Robert para fora do alojamento e assim,os dois caminharam rapidamente para dentro do palácio.Durante o trajeto para o segundo andar até seus aposentos,Robert fizera uma rápida e pouco detalhada explicação sobre o quê aconteceu e por quê ele resolvera pedir pela ajuda de Bernardo.E embora o mesmo tenha-se mostrado grandiosamente chocado quando Robert revelou ter assassinado o próprio pai,Bernardo preferiu não se manifestar quanto à isso.Ainda em silêncio,o comandante somente maneou a cabeça negativamente e sem que Robert visse,lançou-lhe um olhar reprovativo pelas costas—constatando num misto de desgosto e incredulidade,que seu futuro rei provara ser muito mais louco do que aparentava no início.

Quando por fim adentraram ao quarto,Robert trancou a porta e sorveu o último gole restante da garrafa de champanhe que ainda portava em mãos,antes de deixá-la em um canto qualquer do cômodo.Robert juntou-se á Bernardo e juntos,ambos trataram de livrar-se de toda e qualquer evidência sobre o que acontecera naquele quarto antes que amanhecesse.Bernardo encarregou-se de levar o corpo de George para o mais longe possível dos terrenos do palácio para cremá-lo de maneira sigilosa,longe dos olhos de qualquer residente do local.Enquanto que Robert utilizou os produtos trazidos por Bernardo para remover os poucos vestígios de sangue que espalharam-se pelo carpete de couro marrom onde caíra o corpo de George.Robert limpou a adaga utilizada para matar o pai,e voltou a guardá-la num compartimento secreto no interior extremo de seu armário de roupas.

Ainda era madrugada quando todo o processo por fim fora finalizado.Robert dispensou Bernardo e após a saída do mesmo,ele quedou-se preguiçosamente sobre sua cama.Exausto,e já sentindo os característicos sintomas da ressaca atingiram-no em diversas regiões do corpo—Robert logo fora embalado para um pesado sono profundo;do qual certamente não despertaria tão cedo.

❄ ❄ ❄

Elsa não pôde dormir.O momento terrivelmente brutal no qual presenciara o frio assassinato de George,parecia querer insistir em continuar assolando-a de maneira angustiante ao repetir-se incontáveis vezes por sua mente já muito conturbada por conta da sucessão assustadoramente rápida com a qual decorreram-se os últimos acontecimentos;—deixando-a inquieta demais para que conseguisse conter a agitação do corpo fortemente tensionado,que movia-se com constância pelo largo colchão luxuoso na busca desesperada por uma posição suficientemente confortável,capaz de levá-la ao descanso que tanto desejava obter.Não tardou até que a Rainha descobrisse que seus esforços eram inúteis;pois ela provavelmente acabaria por passar a noite toda em claro.

Com um pesado suspiro que mesclava frustração e cansaço,Elsa revirou os olhos,afastou os cobertores de linho de cima de si e ergueu o tronco para que então pudesse levar o corpo para fora da cama.A Rainha colocou-se de pé e dirigiu-se às imensas portas-janelas encobertas pelo finíssimo tecido refinado das longas cortinas da cor lavanda.Seus olhos exaustos vagaram para além da visão que estas lhe proporcionavam;esquadrinhando minuciosamente cada ponto que seus olhos podiam alcançar de todo o expansivo território que cercava seus domínios.Foi então que seus olhos acabaram por decaírem-se sob a área localizada ao noroeste extremo do palácio,onde estavam situados os alojamentos do calabouço.Ao recordar-se que,por culpa sua,Jack mais uma vez tinha-se confinado como um animal no interior úmido e mal-cheiroso de uma cela fria,limitado à quatro paredes que mantinham-o sufocado naquele maldito lugar—Elsa deixou escapar um novo suspiro;e teve-se atingida por grande tristeza pois a lembrança de seu amado trouxe á tona a dor esmagadora que por muitas vezes no decorrer do dia fizera seu coração apertar-se com a falta que Frost lhe fazia.Logo seus pensamentos foram levados à ele.E fora recordando-se do delicioso conforto que encontrara em seus grandes braços protetores,do oceano glacial e cristalino de suas lindíssimas íris profundas que faziam-na querer afogar-se em suas águas gélidas,e da paz espiritual que cobria-a como um manto de amor sempre que estava junto dele—que Elsa achou-se súbita e urgentemente necessitada da companhia de Jack.Ocorreu-lhe então a passageira e arriscada ideia de ir ao seu encontro secretamente no calabouço.Mesmo ciente de que as chances de ser apanhada por algum guarda ou até mesmo por Robert durante o trajeto até lá fossem imensas,Elsa não permitiu-se repeli-lá tão rapidamente,pois era inegável para si que seria incapaz de resistir ao sôfrego desejo de passar a noite com Jack.

Sabendo que se continuasse a cogitar o quão altas ou baixas seriam as probabilidades de obter êxito em sua investida para uma escapulida silenciosa para a cela do amante,certamente acabaria por simplesmente desistir e contentar-se com um resto de noite infeliz e solitário confinada no interior de seus aposentos silenciosos—Elsa por fim decidiu que permitiria-se ser livremente movida pelo intenso desejo de seu insensato coração apaixonado,que,assim como ela,desejava apenas esquecer-se das frustrações e aborrecimentos da triste realidade com a qual convivia,para deleitar-se com o prazer de estar junto da pessoa amada.E quase de que maneira inconsciente;Elsa o fez.A Rainha apanhou e vestiu rapidamente seu robe branco de algodão e deixou seu quarto;caminhando rápida porém silenciosamente para a escadaria—chegou ao salão principal,e logo seguiu seu rumo para o calabouço.

❄ ❄ ❄

Por intermédio da informação sigilosamente adquirida através da conversa discreta entre duas criadas ouvida pela Rainha durante o fim daquela tarde enquanto lanchava juntamente com Anna,Elsa soube que Jack fora transferido para a ala norte dos alojamentos do calabouço;ou seja,ele não ocupava a mesma cela em que antes estivera quando fora preso pela primeira vez por furtos.Frost fora levado para residir próximo aos poucos demais prisioneiros confinados nos interiores das diversas fileiras de celas que compunham os corredores das masmorras de pedra.E este,ao contrário do último local onde Jack fora aprisionado;continha um pequeno grupo de guardas que vigiavam a entrada principal do alojamento.Elsa,no entanto,já ciente disto,utilizou as comportas secretas e ocultas em alguns dos cômodos situados às extremidades do palácio para ir ao encontro de seu amado.Em meio à algumas destas portas secretas,estava uma passagem quase que totalmente oculta que levava diretamente para dentro do calabouço de modo que o indivíduo pudesse entrar e sair sem sequer ser notado.

Assim que Elsa viu-se em um dos saguões desertos iluminados somente por castiçais de velas posicionados sobre pedestais de ferro entre os estreitos intervalos que separavam uma cela da outra;—rápida e cuidadosamente,com o intuito de não atrair atenção indesejada para si,tratou de vasculhar o local em busca de Jack.E não tardou até que a Rainha o encontrasse.Frost era o único detento que residia aquele corredor em particular;com exceção de sua própria cela,todas as outras tinham-se inabitadas.Elsa o avistou desajeitadamente deitado sobre o colchão desgastado posto sobre a cama de fraca estrutura constituída por finas barras de metal.Mesmo com a iluminação limitada do lugar,Elsa pôde vislumbrá-lo com clareza;e constantou que,embora ele estivesse reclinado—não dormia.A Rainha também notou um outro detalhe em particular:O cajado mágico de Jack voltara para ele.Mas isto somente por quê ele realizou sucessivas e brutais ameaças aos guardas que o levaram para sua nova cela.Desde a noite em que Jack fugira para clandestinamente inflitrar-se no baile de noivado de Elsa,o cajado ficara no alojamento anterior.E agora,Jack o havia recuperado devido ás promessas de morte que fizera aos guardas se o não tivesse de volta.Nenhum dos oficiais compreendera o motivo pelo qual o objeto parecia ser tão imensuravelmente importante para o andarilho;e no entanto,não o questionaram a respeito disso.Decidiram somente atender ao pedido do prisioneiro antes que seu comportamento agressivo acabasse por se tornar incontrolável.

Arfando em descarregando,e sentindo que seu coração era gradualmente preenchido pelas já familiares e maravilhosas sensações que somente se faziam presentes quando estava junto de Jack—Elsa abriu um delicado sorriso apaixonado e caminhou em direção à ele.Frost parecia tão mergulhado em pensamentos que sequer notara que um indivíduo não identificado aproximava-se de sua cela.E no entanto,mesmo após Elsa postar-se diante das barras de ferro que selavam o minúsculo confinamento de pedra e agarrá-las com as pequeninas mãos;—Jack não alterou sua posição.

Por fim,com as feições tomadas por emoções que intercalavam-se entre plenitude e amor,Elsa resolveu chamar a atenção do albino:

— Pelo visto,não fui a única que não estava conseguindo dormir.

À princípio,Frost assustou-se abruptamente com a voz de soprano que irrompera-se de forma violenta através do silêncio mútuo do corredor.Jack colocou-se de pé num salto;e perplexo,—virou-se para fitar a figura miúda e graciosa daquela que esteve ocupando todos os seus pensamentos desde o momento em que se separaram.Por um breve momento,Jack quase chegou a acreditar que,devido ao fato de que não comia à horas e que estivera sob estresse constante desde que fora trancafiado ali—estava a imaginar coisas;ou que finalmente havia caído no sono e que agora estava sonhando.

Um tanto quanto hesitante,Frost aproximou-se da mulher que sorria-lhe com doçura.Sua face iluminada tinha-se pressionada entre as barras da cela.Frost olhava-a de maneira intrigada—procurando por indícios que pudessem dar um fim á sua dúvida crescente.

— Elsa... — Murmurou ele,ainda parecendo descrente do quê via.

— Olá,Jack.

Jack enfim resolveu tirar a prova de que precisava sobre a veracidade da presença da loira ali,e para tal,ele avançou contra seus lábios de maneira inconscientemente sôfrega.Elsa acabou por deixar escapar um gemido um tanto alto,que ecoou brevemente pelo corredor e possivelmente chegou aos demais alojamentos.E Jack,prosseguindo com a sucessão de beijos molhados depositados rapidamente sobre os lábios úmidos da loira,logo tratou de pedir através de um falho e sussurrado:"Shhhhh...!"que Elsa se aquietasse;do contrário—acabariam por serem vistos e descobertos.A movimentação de suas bocas unidas era desajeitada devido à grande urgência por saciação demonstrada por ambos.Elsa e Jack devoraram os lábios um do outro como um viajante que estivera dias afio caminhando debaixo do impiedoso Sol escaldante do deserto,e que agora usufrui de uma deliciosa e gélida dose d'água.

Ainda que a existência das barras de ferro entre seus corpos impedissem-os de aprofundar o contato físico,o casal não deu á mínima importância á esse empecilho.Jack levou suas mãos trêmulas para fora do espaço estreito existente entre o intervalo de uma barra para outra,e puxou Elsa para mais perto de si;envolvendo-a pela cintura num abraço desajeitado.Frost pressionou carinhosamente a pele de seu quadril,apalpando com força as coxas semi-desnudas pelo comprimento curto de sua camisola azul de linho.Elsa o correspondeu com a mesma intensidade;ainda que de maneira tímida.A Rainha entrelaçou sua mão entorno da nuca arrepiada do albino e a acariciou com as pontas das unhas.Jack,cegamente movido pelo desejo insano de sentir a textura de cetim de sua pele cremosa sob seus dedos,—logo descobriu-se grandiosamente ansioso para tê-la;mesmo que fosse naquele local tão inapropriado onde ambos poderiam ser facilmente flagrados.

O casal somente encerrou o beijo quando acharam-se verdadeiramente necessitados pelo retorno do oxigênio que fugira de seus pulmões durante a luxuriante troca de saliva.Mesmo após o contato de seus lábios ter sido quebrado,Elsa permaneceu abraçada à Jack através das barras de ferro;e o mesmo pousou seu queixo sobre o topo da cabeça dela—aproveitando-se do momento oportuno para inalar a fragrância naturalmente aromática que provinha dos fios capilares sedosos.

— Venha para dentro.— Pediu ele num sussurro rouco.

— Como? — Elsa afastou-se de seu corpo somente o suficiente para que conseguisse erguer o rosto para fitá-lo com um ponto de interrogação formado em suas feições.

Jack esboçou um sorrisinho sapeca no canto dos lábios.

— Digamos que eu me mantive ocupado desde que fui trazido para cá.— Jack enfim desfez o abraço com a loira e recuou alguns passos para trás para indicar-lhe a escavação mal-feita que fora aberta sobre o solo de pedra abaixo das grades da cela.— Consegui criar algo como uma..."rota de saída improvisada" ao congelar o chão e destruir alguns dos pedaços mais frágeis do concreto usando o cajado.Mas acho que alguns dos vigias notou que eu estava tentando fugir,e esteve de olho no quê eu fazia.Por isso,não pude abrir uma passagem mais ampla,mas acho que você conseguirá passar por aqui.

— Iria mesmo fugir?

— Sim.Mas não sem antes ir até o palácio para levá-la comigo.Quero deixar este reino de uma vez por todas.Não consigo pensar em mais nada.

As palavras finais do albino despertaram certa preocupação na Rainha,que logo achou-se um tanto apreensiva ao cogitar por um breve instante uma possível futura proposta de fuga sugerida por Jack;uma vez que o mesmo alegara que desejava deixar os domínios de Arendelle juntamente com ela para rumarem mundo afora sem destino.E embora a ideia de fugir com Jack parecesse-lhe uma aventura romântica perigosamente tentadora e emocionante,que ela de bom-grado com toda certeza aceitaria vivenciar—Elsa estava incerta quanto á questão de abandonar Anna e seu povo para deixá-los à inteira mercê de um tirano maquiavélico como Robert;que certamente levaria sua única irmã e seus fiéis súditos á desgraça total.

— Venha,meu anjo.— Suplicou Jack,repentinamente mostrando-se um tanto exaltado.Seu pedido retirou Elsa de seu momentâneo estado de divagação,e a fez reerguer seu rosto para ele.— Não se preocupe,ninguém irá vê-la aqui.Os demais detentos estão dormindo,e há guardas somente nas entradas do calabouço.Não há grupos patrulhando os corredores.— Prosseguiu ele,acreditando que a feições preocupantes de Elsa davam-se por uma possível hesitação quanto à indecisão de adentrar ou não á cela dele.

Porém,para a surpresa dele,Elsa sorriu com malícia.

— E acha mesmo que eu viria até aqui apenas para dizer "Olá"? — Elsa riu de sua própria fala — Espero que haja espaço suficiente para dois nesta cela.

Jack correspondeu ao sorriso que a Rainha lançava-lhe.

— Você terá de entrar para descobrir isso.

A loira ampliou seu delicado sorrisinho e logo colocou-se agachada junto à abertura escavada por Frost;ainda que de maneira desajeitosa.Elsa esforçou-se para acomodar seu pequenino corpo no espaço pouquíssimo amplo da passagem entre a cela e o solo pedroso.Jack ajudou-a a realizar a travessia ao puxá-la gentilmente pelas mãos para trazê-la para o interior da cela.O processo fora breve e mais fácil de ser executado do que o previsto inicialmente pelo casal.

Jack sorriu em satisfação quando Elsa finalmente colocou-se diante dele,retribuindo calorosamente ao sorriso que ele lhe direcionava.Sem cerimônias,Frost,mostrando-se ainda mais eufórico do que estava a instantes atrás,—a puxou pela cintura para pôr fim de vez ao curto espaço existente entre seus corpos.Era-lhe inconcebível o quão loucamente necessitado encontrava-se por ela.Ainda que tivessem estado separados apenas por algumas horas,fora mais do que suficiente para deixá-lo doente de saudades.Precisava tê-la tanto quanto precisava de ar para respirar.Não havia nada que desejasse mais no momento do que o corpo de sua amada.Elsa pareceu notar o quão Jack tinha-se faminto por si,e embora a ideia de deitar-se com ele naquele cela não tivesse lhe ocorrido quando decidiu deixar o palácio para fazer-lhe uma visita—a Rainha soube que não seria capaz de negar o quê ele claramente queria.Afinal,era incontestável até para si própria que também o desejava.

Seus lábios já tinham-se novamente unidos;movimentando-se com grande pressa enquanto um parecia esforçar-se para acompanhar adequadamente o ritmo do outro.E embora suas bocas pouco inchadas e úmidas tivessem se desencontrado algumas vezes durante a calorosa batalha que era travada por suas línguas ávidas e cobiçosas—o casal manteve viva a chama ardente do amor cada vez mais intenso que nutriam um pelo outro.

— Senti tanto a sua falta...— Arfou Elsa através de um sussurro quase inaudível em meio aos beijos.— Eu fico em paz apenas quando estou com você.

— Você é a minha paz.Você é muito mais do que eu poderia querer.— Sem para de beijá-la,Jack abriu seus olhos para encontrar os de Elsa que tinham-se fixos nos seus;encarando-o mutuamente.Frost viu-se caminhando para o âmago congelante de suas diamantinas íris azuis;sendo atraído para um mundo de felicidade e calmaria,onde sabia que poderia descansar em grande júbilo.

— Eu te amo.— A voz fraca da Rainha ganhara uma nova entonação emocionada no momento em que as palavras sussurrantes escaparam de seus lábios entreabertos;e fitando profundamente a face estonteante do dono legítimo de seu coração—ela viu-se tateando inconscientemente pela extensão do tórax largo de Frost,com o intuito de livrá-lo da peça de roupa que o vestia.

— Eu te amo.— Respondeu ele,ofegando contra os lábios dela.

Jack logo pôde tomar conhecimento das intenções da Rainha,e tratou de desfazer-se do casaco por si mesmo para poupá-la de ter que fazê-lo.Frost lançou a peça para um canto qualquer do escuro confinamento.Com um curto gemido de antecipação,Elsa voltou a unir seus lábios aos de Jack;ansiosa para provar mais de seu peculiar sabor masculino.A Rainha deslizou lenta e delicadamente as pontas de suas unhas aredondadas pelo peitoral exposto do albino,tocando-o em suas regiões mais sensíveis—o que acabou por provocar uma série de espasmos lascivos que percorreram suas costas em ondas de puro prazer.Elsa passou a movimentar suas hábeis mãos por todo o torso,braços e costas de Frost;contornando com seus dedos as proporções pouco volumosas dos músculos bem-definidos.Enquanto beijava-a,Jack procurou ansiosamente pelo laço de seu robe,com o intuito de violar suas vestes para enfim chegar ao corpo mais maravilhoso que já experimentara.Assim que a livrou do robe,Jack o jogou para qualquer canto como fizera com seu casaco.Logo,suas grandes mãos foram elevadas às finíssimas alças da camisola trajada por ela.Jack as abaixou e primeiramente,despiu os ombros franzinos para então retirar-lhe completamente a peça de todo o corpo.Frost passou delicadamente a camisola através dos braços de Elsa;deixando-a vestindo somente suas peças íntimas.Após soltar a peça de cetim azul-safira sob o chão,Frost a colocou de costas para ele e afastou os cabelos que tinham-se jogados ao longo de suas costas magras numa cascata de fios pálidos ligeiramente emaranhados.Quando apto a usufruir de uma visão completamente ampla das costas de Elsa,Jack,ainda abraçando-a por trás—pressionou fortemente suas genitálias já um tanto rígidas contra as nádegas pouco carnudas da loira;ainda protegidas apenas pelo tecido fino de sua peça íntima.Elsa gemeu alto ao ser surpreendida pela proporção espantosamente longa da ereção que ainda formava-se.Ela jogou a cabeça para trás e a permitiu descansar confortavelmente sobre o ombro direito dele.Não tardou até que as mãos urgentes de Frost fossem de encontro aos seios nus,e uma vez que ele os tinha perfeitamente acomodados nas palmas de suas mãos—ficou a acariciá-los de maneira gradual;demorando-se especialmente nos bicos róseos entumecidos de excitação.Elsa soltava altos suspiros de êxtase,sentindo que sua intimidade já correspondia avidamente ás caricías realizadas por Frost em seus seios.Jack também tratou de ocupar seus lábios,e para isso,passou a deslizá-los ao longo do pescoço alvo da Rainha até sua clavícula.Logo,Jack levou a trilha de beijos à extensão pouco longa das costas arquedas e fortemente arrepiadas da loira.Sem que suas mãos deixassem os seios de proporções medianas,Frost foi lentamente colocando-se ajoelhado á medida que beijava sua espinha.Por fim,ele abandonou as mamas de Elsa ao estar com o rosto de frente á seu quadril delicadamente sinuoso.O albino agarrou-se fortemente ás laterais da cintura dela quando passou a mordiscar e distribuir beijos voluptuosos pelo par das nádegas pouco roliças.Suas mãos foram de sua cintura para as coxas macias;apalpando-a com força—causando a aparição de marcas avermelhadas.Ao reerguer-se novamente,Frost refez o trajeto de beijos há pouco executado ao longo das costas da Rainha;e finalizou com último beijo estralado depositado na nuca.Elsa virou-se de frente para Jack quando o mesmo colocou-se em pé novamente,e ajudou-o a livrar-se do par de calças surradas.Quando estas juntaram-se ás demais peças espalhadas pelo alojamento,Jack entrelaçou seus braços entorno da Rainha e seus lábios mais uma vez foram de encontro aos dela para darem ínicio á mais uma sessão de beijos molhados.E sem quebrar o contato de suas bocas unidas,Frost conduziu-a até a cama de solteiro posicionada próxima á parede esquerda cuja a pintura tinha-se degradada por excesso de mofo e umidade.Jack sentou-se sobre a borda do colchão envelhecido,retirou a peça íntima que cobria-lhe o membro ereto e fez o mesmo com Elsa antes de colocá-la sentada sobre si.Frost tomou o próprio pênis em mãos e o levou cuidadosamente para o interior molhado e pulsante da intimidade rósea que já aguardava pela invasão masculina.Elsa liberou uma série contínua de gemidos sussurrantes e abafados ao sentar-se sobre o membro de Jack;acomodando-o quase que por inteiro em seu interior estreito e lubrificado.Embora já tivesse sido violada por ele uma vez,a característica dor da penetração fez-se novamente presente;porém,Elsa não encontrou grandes dificuldades em lidar com isto—uma vez que o corpo já tinha-se familiarizado com tal sensação.Jack acompanhava-a nos gemidos;parecendo esforçar-se para impedir que estes acabassem por adquirir um volume alto demais.Frost envolveu a loira pelo torso,mantendo-a firmemente abraçada á si;e com as mãos postadas ás laterias de sua cintura—ele passou a conduzi-lá em ritmo gradual para cima e para baixo.Elsa teve de morder os lábios incontáveis vezes para impedir que gemidos exageradamente altos acabassem escapando por acidente.Ela levou suas mãos aos ombros de Jack e retribuiu á seu abraço carinhoso.Não tardou até que Jack alterasse o ritmo dos movimentos;e em questão de poucos instantes—Elsa estava quicando em ritmo acelerado sobre o colo de Frost.Elsa envolveu-o pelo pescoço e ficou a beijar-lhe os lábios enquanto que o albino ocupava-se em acariciar os seios desnudos que sacudiam-se á cada vez que ela quicava sobre ele.Em meio aos beijos,o casal sussurrava palavras desconexas e pouco compreensíveis.Mas em cada frase dita e gemido liberado,tanto Jack quanto Elsa,declaravam sofregamente seu amor um pelo outro.E mesmo ofegantes,eles não atreviam-se a desfazer a união de suas bocas para recuperar o fôlego perdido que tanto necessitavam recobrar.

O ritmo ininterrupto das quicadas fora vigorosamente mantido pelos próximos momentos;e logo o casal viu-se muito próximo de atingir o orgasmo—embora ambos desejassem estender por mais tempo o prazer intensivo compartilhado através da conexão corporal surrealmente deliciosa que faziam.Jack e Elsa alcançaram o ápice máximo do prazer juntos;gemendo continuamente em uníssono enquanto liberam suas próprias essências meladas e esbranquiçadas.Elsa tivera o interior de sua intimidade completamente preenchido pelo jato de esperma liberado por Frost;cujo a intensidade fora tanta que até acabou por atingir seu ventre.A sensação era deliciosamente plena;e fazia Elsa sentir-se a mulher mais completa do mundo.

Beijando-a carinhosamente,Frost retirou-se com cuidado de dentro dela e trouxe-a para deitar-se com ele na cama cuja o espaço era tão limitado que mal concebia os dois corpos nus e ofegantes.Jack aninhou-a de maneira apertada em seus braços,e Elsa deitou confortavelmente a cabeça sobre o peito arfante do albino.Sorrindo lindamente um para o outro,o casal ficou a trocar beijos e carícias sob um harmônico silêncio enquanto suas respirações alteradas recuperavam o ritmo normal,e seus corpos eram gradualmente descarregados á medida que as sensações pós-orgasmo os deixavam.