A Whole New World
23 Capítulo XXIII
Notas iniciais
Anna sentou-se próxima a Elsa sob os lençóis de linho em variados tons de lilás e branco perfeitamente postos sob o vasto colchão de sua cama fundida em ouro maciço,—e envolveu a mais velha pelos ombros;afagando-os carinhosamente.Elsa tinha o rosto afundado nas palmas de suas pequeninas mãos e a coluna tenuemente inclinada;esta sacudia-se devido aos espasmos irregulares que a percorriam por conta do choro pesado.A Rainha achou-se fortemente movida pelo violento desejo de alcançar o primeiro objeto que estivesse próximo de si e arremessá-lo contra o parede;e tornar a fazê-lo incontáveis vezes com o restante da mobília do quarto de Anna até que não restasse nada além de destroços mutilados,ou até que fosse esvaziada toda a cólera fervilhante que transbordava de seu íntimo.No entanto,a Rainha escolheu somente entregar-se á torrentes de lágrimas salgadas;na vã esperança de que através destas,seria capaz de livrar-se da dor dilacerante que apertava-lhe o coração de modo a parecer que este iria ser esmagado dentro do tórax.
Anna ficou apenas a assistir a irmã afogar-se em prantos;esperançosa quanto a possibilidade de que ela viria se sentir melhor após descarregar tudo que amargurava-lhe através das lágrimas.A Princesa optou por permanecer em silêncio,certa de que quaisquer tentativas de reconfortar a mais velha através de palavras ternas seriam vãs;pois nada do que fosse dito agora seria suficientemente capaz de cessar o choro da Rainha.
— Eu estive com Jack Frost.— O tom sussurrante e embargado de Elsa saíra abafado pois seu rosto ainda tinha-se oculto dentro de suas palmas úmidas pelas lágrimas derramadas e acumuladas ali.Sua fala subitamente proferida chamara a atenção de Anna,que até presente momento estivera a fitar pensativamente o nada enquanto ouvia a irmã chorar abraçada junto á ela.
A Princesa virou-se para fitar a mais velha,que por fim reposicionou corretamente a coluna e retirou as mãos da face pouco corada.Embora não houvessem quaisquer emoções em seu rosto,a carga de tristeza que inundava seu olhar diamantino era imensurável.Elsa já não chorava mais;no entanto,deixava escapar alguns soluços.
— O quê?! — Exclamou a ruiva.Seu espanto foi tanto,que seu tom vocal involuntariamente elevou-se;de modo que pudesse ser ouvido até mesmo através da porta.Perplexa,Anna fitou Elsa;e aguardou pelo momento em que ela esclareceria o quê havia dito e declarasse que Anna entendera suas palavras incorretamente.No entanto,ocorreu exatamente o contrário:
— Passei a noite com ele,irmã.— A Rainha permanecia inexpressiva.— E eu estou incondicionalmente apaixonada por ele.— Sequer havia um único mínimo vestígio de pesar em sua voz.Elsa confessava aquilo com imensa naturalidade,como se o fato de ter deitado-se com outro homem enquanto está prestes a se casar com Robert,fosse algo totalmente irrelevante.
Anna soltou os ombros da mais velha e afastou-se dela;colocando-se de pé logo em seguida.A Princesa ficou frente a Rainha e cravou seu olhar esmeraldino nela,fitando-a com transbordante incredulidade.
— Não pode estar falando sério,Elsa...por favor,diga não é verdade...!
— Após minha discussão com Robert noite passada,eu subi de volta ao meu quarto e ele veio ao meu encontro.Fugimos juntos para a floresta...e aconteceu.— Os olhos distantes da Rainha tinham-se perdidos no assoalho de madeira clara do piso,enquanto seus pensamentos vagavam de volta para a noite tórrida de amor que tivera com Jack.
— Não posso acreditar em como foi irresponsável! Você percebe o quê fez?! — Exclamou Anna.
— Mas é claro que sim,Anna.Estou perfeitamente ciente do quê fiz.— Novamente,Elsa mostrou-se serena e despreocupada.— E o faria outra vez se pudesse.— Ela ergueu seus olhos e os cravou intensamente na face chocada da caçula.
Era inegável até mesmo para a própria Elsa que fora precipitada e imprudente ao deitar-se com Jack,e que tal ato traria-lhe consequências catastróficas muito em breve.Todavia,Elsa sequer fora dominada por uma mínima parcela de arrependimento em instante algum.Ela de fato fora irresposnável e impulsiva,e ignorou completamente o bom senso ao entregar-se para Frost.Haviam feito amor de maneira quase inconsciente;pois no momento em que seus lábios uniram-se para um beijo sôfrego,o desejo carnal nutrido um pelo outro há muito tempo reprimido em seus íntimos—viera á tona de maneira avassaladora.Quando o casal achou-se tomado pelo ímpeto incontrolável de terem-se fisicamente e afogarem-se no âmago extremo do oceano de luxúria e amor,—não houvera hesitação alguma por parte de nenhum dos dois.No momento em que seus corpos em chamas uniram-se num só,eles desejaram apenas provar daquilo que estiveram negando á si mesmos desde que encontraram-se apaixonados.Quiseram provar através do sexo a veracidade do sentimento puro que tornava-se cada vez maior em seus corações.Elsa e Jack fizeram amor por quê amam-se;e uma vez que já não restam quaisquer dúvida quanto á isto para nenhum dos dois,não haviam razões para continuarem limitando-se á suas próprias dúvidas e frustrações internas,e recusarem-se a experimentar mais do sentimento que brotava em seus íntimos.
— Eu o amo,Anna.Realmente o amo.— A declaração final da Rainha viera com um sútil suspiro.Elsa franziu tenuemente suas finíssimas sobrancelhas carameladas e sustentou com firmeza o olhar intenso que a ruiva direcionava á si.
Uma vez que vislumbra a veracidade do sentimento que Elsa alegava ter em relação ao andarilho albino transparecer através de suas etéreas órbitas oculares azuis—Anna soube que não poderia julgá-la.Afinal,ela própria era conhecedora dos efeitos que tal sentimento era capaz de impôr,e sabia o quão irrevogavelmente tola uma mulher poderia se tornar quando está apaixonada.Quando se ama alguém,perde-se totalmente o controle sobre suas próprias atitudes e decisões.
Anna quedou com os ombros e suspirou longamente ao fechar os olhos.As pontas de seus dedos foram de encontro ás têmporas e ela as esfregou quando retornou a abrir os olhos,redirecionando-os para o rosto da Rainha.Ela não parecia ver o quão agravante seriam as consequências que seu irresponsável e impulsivo ato poderiam trazer-lhe;e era isto que Anna temia.A ruiva sequer atrevia-se imaginar qual seria a atitude tomada por Robert após este descobrir que Elsa já fora tocada por um homem;e a exaltada reação negativa de Anna quanto á atitude da mais velha,dava-se por sua apreensão quanto á isto.Robert já demonstrara inúmeras estar mais do que disposto a tornar a vida das duas irmãs um verdadeiro Inferno.E Anna amaldiçoava-se por ter permitido-o que se mudasse para viver no palácio com elas antes mesmo da realização do casamento.Era-lhe concebível o fato de que ela e Elsa puderam ser facilmente ludibriadas pelas palavras falsas dele desde o primeiro momento.Como não puderam ver o monstro horrível que jazia oculto por detrás daquele belo e atraente rosto másculo?
— Não a julgo por estar apaixonada,Elsa.Tampouco posso culpá-la por isso,afinal,não trata-se de algo que possamos controlar.— Anna mais uma vez suspirou e franziu levemente suas finíssimas sobrancelhas avermelhadas ao colocar as mãos no quadril.— Mas entenda...estou preocupada com você.O quê fará quando Robert descobrir isto? O quê ele fará á você quando descobrir isto? — Anna proferiu a última indagação mais para si mesma do que para a loura.
Elsa somente limitou-se a manear a cabeça em negação.
— Eu não sei.E francamente,não acho que esta seja nossa maior preocupação no momento.
Anna soltou um curto e abafado riso debochado,porém não havia nele humor algum.
— Como não? Robert já se mostrou como alguém vingativo e rancoroso.Portanto,não pense nem por um segundo que ele irá simplesmente ignorar o fato de que se casará com uma mulher que já não é virgem.
— Nós precisamos convencer Robert a cancelar a execução de Jack,ou pelo menos adiá-la.— Disse Elsa,ignorando totalmente o pequeno aviso intimador feito pela caçula.
Anna franziu a testa,olhando-a intrigada.
— Nós?
Elsa colocou-se de pé e foi até a irmã.
— Por favor,Anna.Se Jack morrer,terá sido por minha causa.E eu jamais serei capaz de conviver com isto.
— E o quê acha que podemos fazer para convencê-lo do contrário? Se Frost realmente cometeu todos os crimes dos quais Robert o acusou,não existe nada que possamos fazer para livrá-lo da punição.
— Temos que pensar em algo,qualquer coisa...por favor! Conversarei com Robert,e quero que faça o mesmo assim que a oportunidade surgir.
— Elsa... — Suspirou Anna,sacudindo a cabeça em negação,pronta para recusar o pedido da irmã,porém esta rapidamente tratou de interrompê-la:
— Anna,Jack é o único homem que eu verdadeiramente amei em toda a minha vida.Eu não vou suportar perdê-lo.Sei que as chances de ficarmos juntos são quase nulas,mas ainda não desisti dele...e não predendo fazê-lo tão cedo. — Elsa tomou as mãos da caçula nas suas e deu um passo a frente desta.— Por favor,irmã.Me ajude.
A Princesa novamente suspirou e precisou de apenas alguns breves instantes para formular sua resposta final:
— Está bem.Farei o que puder.
Elsa esboçou um sorrisinho repleto de gratidão e envolveu a caçula pelas costas para um abraço carinhoso.
— Obrigada. — Sussurrou a Rainha ao pousar o queixo sob a clavícula da ruiva.
❄ ❄ ❄
Elsa deixou os aposentos de Anna e dirigiu-se aos seus próprios para um banho e uma troca de vestes.A Rainha somente retirou-se de seu quarto quando uma criada bateu á porta para anunciar que o almoço fora posto á mesa,e que Anna e Robert estavam a aguardá-la.Apenas a cogitação da ideia de partilhar do mesmo ambiente que Robert,fazia-a franzir os lábios em grande repulsa,no entanto,pensou que a ocasião seria oportuna para que ela pudesse dar início á sua série de argumentações que tinham como objetivo convencê-lo a ao menos adiar a execução de Jack.
A Rainha atravessou o saguão leste e realizou o trajeto através da sequência de corredores até a escadaria que levava para o andar de baixo.No entanto,quando prestes a finalizar o percurso,Elsa fora surpreendida pela aparição abruptamente súbita do comandante da tropa de rastreadores que encarregara-se da tarefa de escoltar ela e Jack para o palácio naquela manhã.
O homem fardado sorriu-lhe com simpatia,e aproximou-se da loira casualmente.
— Perdão,Majestade.Não tive a intenção de assustá-la.— Ele realizou uma breve reverência e permaneceu sorrindo ao vislumbrar a face espantada da Rainha.
— Está tudo bem.— Elsa limpou a garganta e manteve-se séria ao virar-se para dar continuidade á sua caminhada.No entanto,o comandante logo tratou de impedi-lá:
— Majestade,por favor.Poderia disponibilizar de um minuto de sua atenção para mim?
Elsa girou em seus calcanhares e mirou a face alva do homem.Suspirou,e disse:
— O quê deseja?
O homem alargou seu sorriso e estufou o peito antes de iniciar:
— Chamo-me Bernardo;e como a senhora provavelmente já sabe,sou o comandante oficial da tropa de soldados rastreadores,e liderei o grupo que fora á sua busca nesta manhã.— Bernardo realizou uma curta para suspirar,e então prosseguiu:— Bom,como prometido,não irei desperdiçar seu tempo,Rainha,portanto;serei breve e direto.— Ele novamente fez uma pausa e Elsa apenas aguardou.— Rei Robert ainda não está ciente disto,mas eu sei que o rapaz albino que fora encaminhado para o pátio de execução é seu amante,e sei que passou a noite com ele.Não ouse negar o quê estou dizendo,pois eu a vi deitada nua juntamente om ele na floresta.Mas este não é ponto.O ponto é que estou inteiramente apto a revelar isto ao Rei,e não há absolutamente nada que me impeça de fazê-lo...exceto a senhora,é claro.— Bernardo deliciava-se internamente enquanto assistia uma mescla de raiva,apreensão e incredulidade tomar as feições da Rainha simultaneamente conforme falava.
— Robert nunca acreditará em você.Diga o quê quiser á ele.— Dissera Elsa friamente.A Rainha assumiu uma postura firme,recusando-se a permitir que a intimação feita pelo comandante fosse capaz de desestabilizá-la e fazê-la a aceitar a óbvia chantagem que ele pretendia propôr através de seu sútil ultimato.
— Oh,eu não estaria tão certo disto,Majestade.Ele exigirá que eu conte á ele detalhes do momento em que a encontrei,e embora mentir seja uma opção,não posso ariscar-me desta forma pois se o fizer e ele descobrir;o Rei me punirá com a morte por infidelidade.No entanto,se a senhora aceitar a proposta que quero lhe fazer,posso reconsiderar minha decisão de mentir para ele.E se pensa que ele não irá acreditar em mim quando contar a verdade,está completamente enganada;pois mesmo que ele não saiba que o albino é seu amante,ele suspeita disso.E acredito que a senhora por si só já tenha dado motivos o suficiente para que ele o faça.
Elsa suspirou pesadamente através dos dentes cerrados e teve de contrair os punhos para conter o ímpeto quase que estrangulador de avançar contra o pescoço de Bernardo e sufocá-lo até que a vida se esvaísse de seu corpo.Sua face tinha-se fortemente enrubescida pela perceptível carga de cólera contida em seu olhar cristalino.O maxilar tensionado tornava suas feições rígidas;formando uma expressão irritadiça.A loira nada disse;ciente de que não haviam quaisquer palavras argumentativas capazes de contra-atacar as de Bernardo.
— O que você propõe? — Indagou ela,mirando-o com intensiva raiva.
— É simples:A senhora me pagará meu peso em ouro,diamantes e todo e qualquer tipo de preciosidade que houver em Arendelle;e em troca,eu não direi absolutamente nada ao Rei sobre o quê sei de você e seu amante.
— Durante quanto tempo?
— O tempo que eu julgar necessário.Se a senhora tentar alterar minhas condições impostas no acordo,então ele será desfeito;e contarei tudo o quê vi á seu noivo.
— Pois eu não aceito o acordo que quer propôr.
Bernardo deu de ombros,aparentando despreocupação.
— Majestade,veja bem,eu não estou lhe dando opções.Ou a senhora aceita,ou contarei ao Rei que deitou-se com o albino.
Mesmo certa de que,consequentemente,após o casamento,teria de enfrentar a fúria de Robert quando este viesse a tomar consciência que Elsa já estivera com outro homem antes dele—a Rainha desejava manter isto oculto de seu noivo o quanto pudesse.Se isto viesse a ser revelado agora,eram grandes as chances de repercutir pelo palácio,e talvez até chegar aos ouvidos dos aldeões.Algo assim jamais poderia ser exposto em público,pois faria Elsa perder o respeito e dignidade como a justa e honrada governanta de Arendelle.Seu povo e súditos a viriam meramente como uma vadia imunda.Mediante isto,Elsa viu-se praticamente forçada a aceitar o suborno;embora não quisesse.
Por fim,com um suspiro pesado,a Rainha declarou friamente:
— Eu aceito,desgraçado.
Bernardo sorriu de orelha á orelha,repleto de malícia.
— Ótimo.
❄ ❄ ❄
A noite aproximava-se e Robert tinha-se postado em pé de frente para a extensa janela parcialmente aberta,ordenada por cortinas vermelhas de veludo e bordadas com detalhes em dourado.Trajando um longo roupão de algodão cujo as cores frias intercalavam-se de modo a assemelharem-se á bandeira que estampava o brasão da Família Arendelle,situada próxima ao portão de entrada principal do palácio—Robert portava em mãos uma taça de vidro contendo pela metade uma dose generosa do melhor vinho antes confinado nos interiores extremos da cozinha do palácio.Tal bebida era exclusivamente servida somente em ocasiões especiais,no entanto,nenhum dos criados atreveu-se a contrarir a ordem direta dada por seu superior quando este exigira o quê havia de melhor na vinícola da dispensa.Robert bebericava calmamente o vinho enquanto seus olhos esquadrinhavam minuciosamente a estonteante visão de sua janela,apreciando todo o território geográfico de Arendelle que muito em breve seria inteiramente seu.
Bernardo bateu á porta dos aposentos do Rei,interrompendo assim seu relaxante momento sozinho.
— Entre.— Autorizou Robert sem desviar seus olhos da vista da janela.
Bernardo empurrou a porta e enfiou a cabeça entre a soleira,espiando por um breve instante a figura de seu superior no interior do cômodo.
— Com licença,senhor.Um criado informou-me que requisitou minha presença.— O comandante adentrou casualmente ao quarto e aproximou-se de Robert.
Robert sorveu um pequenino gole do vinho antes de virar-se para indagar á Bernardo:
— Fez o quê lhe pedi?
— Sim.Eu ofereci o suborno á Rainha.
— E ela aceitou?
— Sim,senhor.Embora tenha oferecido certa resistência de início.
— Ela deu confirmação de que se deitou com o albino?
— Em absoluto.Imagino que,do contrário,ela não teria aceitado.
— Excelente.Tudo ocorreu conforme o planejado.Certifique-se de que ela não suspeite que eu lhe pedi que oferecesse o suborno á ela.
— Como desejar,Majestade.Mas,senhor...será que posso perguntar-lhe por quê pediu que eu oferecesse suborno á Rainha?
— Eu desejava apenas ter a confirmação de algo que,de certa forma,já estava claro desde o início:O albino é amante de Elsa;e ao aceitar o suborno,ela tirou todas as dúvidas que me restavam a respeito disso.Se eu insistisse em arrancar a verdade diretamente de qualquer um dos dois,de certo continuariam apenas mentindo.Eu ordenei que alguns guardas interrogassem o rapaz,mas exatamente como previa,ele limitou-se a dizer que não estivera com Elsa.Portanto,tive de recorrer á você,Comandante Bernardo.
— Entendo,senhor.Devo ordenar que meus homens preparem a execução do albino?
— Oh,não.Eu não vou matá-lo...embora a ideia seja tentadora.
— Mas o senhor havia dito que ele fora sentenciado por invasão e furto.
— Foi um blefe,meu caro Bernardo;nada além disso.Não pretendo matar o albino,pelo menos,não agora.Eu usei este blefe com intenção de descobrir como Elsa se comportaria mediante esta situação,e embora ela tenha tentado manter-se firme;logo pude ver o quão a ideia a desesperava.Utilizei o blefe e pedi que oferecesse o suborno á Elsa para ter a confirmação de que ela realmente têm um caso com aquele rapaz.E agora que sei disso,irei utilizar o albino para chantagear minha noiva.E enquanto ele estiver sob sentença de morte,aquela vadia vai comer na palma da minha mão...
— Então devo ordenar aos guardas que o retirem para o calabouço?
— Sim.Direi á minha noiva que a execução foi adiada.
— Como quiser.Com licença,meu rei. — Bernardo realizou uma breve reverência ao jovem e rapidamente retirou-se de seus aposentos.
Robert virou-se novamente para a janela e com um pequenino sorriso repuxado no canto dos lábios,ele levou a borda da taça á boca para ingerir mais um gole de vinho.
Fale com o autor