A Viúva
3 Telefonema
Notas iniciais
Pov Elsa Swan
Estava conversando com a mãe de um paciente quando Zelena se aproximou de mim ofegante como se tivesse corrido uma maratona, olhei para ela esperando a mesma se recuperar e falar algo.
— Doutora, a Re... a Regina minha irmã ela acordou . — falou parando pra tomar fôlego. — Oh isso é ótimo vamos até o quarto dela preciso checar algumas coisas e fazer umas perguntas.
Zelena foi ao meu lado toda sorridente, eu estava feliz por ela pois sua família sofreu muito ao saber do acidente e agora a mesma estava acordada o que era uma alegria e tanto, tirando apenas o fato do marido da paciente que se encontrava em estado grave na UTI. O Caso de Daniel Filiph Mills era complicado ele fraturou a coluna, fez um corte enorme na cabeça assim perdendo muito sangue, teve ferimentos graves. Na cirurgia ele teve algumas complicações 2 paradas cardíacas mas conseguimos reverter a situação o deixando estável.
— Vejo que alguém acordou, — falei já adentrando o quarto. Os olhos de Regina pousaram em mim e vi um sorriso tímido se formar em seus lábios.
Chequei os aparelhos que estavam conectados à paciente e tudo indicava que estava bem, perguntei a mesma se ela sentia alguma coisa e Regina apenas se queixou de dores no corpo. Avisei que era normal devido ao acidente recebendo uma concordância da parte dela.
— Bom, realmente o quadro de Regina se encontra em perfeita ordem, as dores que ela sente conforme tomar a medicação corretamente eles não irão mais incomodar ... — sorri de forma sincera para a família.
— Vou pedir para que alguma enfermeira lhe trague algo para comer, aposto que esteja com fome certo. — falei o óbvio olhando para a morena que concordou corando em seguida.
Virei me para sair do quarto ouvindo meu nome ser chamado. — Dra. Swan... — Pois não ? — olhei para Regina que me encarava com seus olhos brilhando. — Obrigada por salvar a mim e a minha família ... — falou tocando minha mão e isso me comoveu. — Eu só faço meu trabalho Senhora Mills e isso é um prazer eu gosto do que faço, sorri logo em seguida saindo do local.
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3 semanas se passou e Regina já havia se recuperado e recebido alta do hospital mas mesmo assim ela ainda aparecia por lá todo dia pois seu marido não havia reagido ainda. Daniel entrou em coma porém cuidávamos de seu caso pois tínhamos esperança dele acordar. Mas foi em um sábado por volta das 15:47 que o imprevisto ocorreu.
Pov. Cora
Depois do susto com o acidente a família se encontrava viva novamente, todos ali na sala sorrindo enquanto meu marido brincava com o neto de cavalinho. Regina o segurava para não cair e Henry só dava altas gargalhadas gostosas fazendo todos rirem junto com ele.
Minha família não estava tão completa assim pois faltava meu genro Daniel que ainda não acordou,o que nos deixava tristes por hora pois por um lado era bom ver Regina sorrir de novo meu neto foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido, Henry era a alegria da casa quando vinha nos visitar. Despertei de meus devaneios com o som do telefone tocando e me levantei para atendê-lo.
— Alô?? ... falei meio receosa
— Regina Mills? — a outra voz perguntou . — Não, aqui é Cora Mills mas pode falar. .. — É do hospital o paciente Daniel Mills teve uma parada cardíaca agora de tarde e a Dra. Elsa Swan precisa da família presente para conversarem sobre o estado dele... — gelei com aquela notícia olhei para Regina e a vi sorrindo para o filho enquanto brincavam, uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto.
— Alô senhora ??? . . . Senhora Mills? ... Ainda está aí? — ouvi a mulher falar mas eu estava distante até ver minha garotinha se aproximar de mim me fazendo voltar ao raciocínio. — estaremos ai em 10 minutos, desliguei o telefone e sequei a lágrima.
Minha filha me encarava como se tivesse temendo o pior e no momento para mim era, pois saber que meu genro tivera outra parada cardíaca ia devastar o coração da minha menina. — Mamãe o que houve?? — olhei para Regina a minha frente e comecei a chorar tentei ser forte por ela mas ali naquele momento não consegui eu vacilei, sentia que o pior estava por vir e saber que ela iria sofrer me deixou com várias sensações ruins.
— Precisamos ir ao hospital — pronuncie num fio de voz secando minhas lágrimas.. — Daniel ele, ele, bom ele — olhei para Regina vendo seus olhos já marejados. — Fale mamãe, o que aconteceu com meu marido?? . . . — Ele teve uma parada cardíaca — soltei de uma vez sentindo minha filha ficar pálida em questão de segundos e seu corpo tremer.
Abracei Regina afagando lhe os cabelos e sussurrando em seu ouvido que tudo ficaria bem, que isso era apenas uma fase e iríamos vencer essa também. Zelena levantou e veio ao nosso encontro ela era a irmã mais velha e super protetora eram assim desde criança uma cuidando da outra. — O que houve?? — perguntou fazendo uma cara de quem não estava entendendo nada.
Me separei do abraço encarei minha outra filha a dizendo sobre o telefonema, seus olhos se arregalaram porém ela não demonstrou fraqueza diante daquela notícia deu apoio à sua irmã dizendo que poderíamos ir para o hospital pois ela cuidaria do sobrinho.
Henry nos conduziu ao hospital me sentei no banco de trás com Regina, ela deitou sua cabeça em meu colo e fui alisando seus fios negros.Senti lágrimas molharem minha calça e aquilo me partiu o coração ver ela tão frágil assim.
— Vai ficar tudo bem meu amor, não chore ... tudo ficará bem — sussurrei para ela tentando acalmá-la de alguma forma.
— Ele está morrendo mamãe, Daniel está morrendo ... — senti mais lágrimas escorrer de seus olhos, olhei para Henry e seu olhar era o mesmo que o meu de preocupação e tristeza. Mas nós estávamos ali para ajudá-la no que fosse preciso.
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