A Viúva

4 A dor da perda part. I


Notas iniciais
O capítulo ficou um pouco grande então vou dividir em duas partes para não ficar cansativo de lê . Relevem os erros kkkkk.
Pov. Emma Swan

Finalmente eu teria algumas semanas de folga para descansar já que no decorrer dos anos eu não tirava uma boa férias por amar demais minha profissão,decidi tomar um banho e fazer uma surpresa a minha irmã no hospital, afinal eu quase não via minha família só quando eu saia de Los Angeles onde atualmente moro pra ir em algo que mamãe preparava para nos unir.

Então decidi ir visitá-los , porém eles não sabiam eu só entrei em contado com Ruby minha amiga de infância mesmo eu me mudando para L.A , eu sentia falta de todos pois vivi e cresci em Manhattan e quando decidi me mudar deixei as pessoas que eu amava para trás,mesmo mantendo contato com eles não era a mesma coisa que estar lá. E desde que liguei para Ruby avisando sobre a notícia ela surtou na hora como sempre fazia, assim indo me buscar no aeroporto quando cheguei e me levou ao seu apartamento.

Me enfiei debaixo do chuveiro deixando a água escorrer e aliviar toda tensão do meu corpo, sai do banho e vi meu celular começar a tocar. Olhei para o mesmo e era Lily quem me ligava, não atendi apenas deixei tocar. Meu celular apitou informando uma nova mensagem, peguei o destravando dando de cara com 15 ligações e 9 mensagens da garota.

Ela era meio grudenta demais eu e Lily mantínhamos um relacionamento em que eu só a pegava,fodia, me satisfazia e pronto,nunca prometi amor eterno e muito menos namoro. Eu estava bem assim, e ela não se importava em satisfazer os meus desejos,mas ela não entendia a garota era bonita me dava prazer,porém nada além disso.Ontem tivemos uma briga feia, pois eu iria sair com uma garota que conheci na fila do supermercado, só não sei como mas Lily descobriu e fez questão de ir no restaurante armar um barraco. Eu deixei claro para ela que apenas tínhamos uma " amizade colorida "

Ignorei completamente a insistência dela e só vi as mensagens de relance em que a mesma pedia desculpas e perdão pelo que havia feito, e dizendo que foi em meu apartamento e eu não estava. Mas claro que não ia contar a Lily aonde eu estava, eu não devia satisfação da minha vida pra ela. Coloquei minha jaqueta vermelha,peguei a chave do carro que Ruby disse que eu poderia usar assim saindo do apartamento dela.

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Não demorou muito achei uma vaga e estacionei o carro, entrei no hospital logo achando a assistente de minha irmã me avisando que ela estava na sala da UTI pois surgiu uma emergência. Mesmo assim segui pelos corredores para tentar achá-la, foi quando me deparei com uma cena que me chamou a atenção.

Uma morena corria em disparada pelo corredor, não percebi direito mas poderia jurar que seus olhos estavam banhados em lágrimas, um casal mais velho ao fundo vinha na mesma direção. Eu decidi seguir a moça para ver o que de tão grave estava acontecendo, foi aí que entramos na ala da UTI e pude ver Elsa e aquela mulher que corria a poucos instantes se lançar no leito de um paciente.

Elsa?! – chamei em dúvida e minha irmã olhou-me espantada mas logo sorriu vindo até mim.

Emma?! .. Emma Swan, eu não acredito que é você mesma — me agarrou dando um abraço apertado cheio de saudades e eu o retribui. — Creio que você não veio em boa hora, eu estou em uma emergência aqui, mas se quiser você... — Ohh, tudo bem eu.. eu espero você resolver o que quer que seja — falei interrompendo-a.

— O que aconteceu ali? — Elsa olhou para mim e eu apontei meu olhar para a morena quase deitada em cima da pessoa naquela cama. Ela chorava tanto que senti meu coração se apertar pela tristeza dela.

— É o marido dela, ele sofreu um acidente e ainda pouco uma parada cardíaca porém.. — minha irmã nem teve tempo de explicar mais coisas pois o aparelho conectado ao coração do rapaz começou a disparar indicando que estava parando de bater.

— DANIEL, DANIEL.. Não, não vai embora fica aqui, fica comigo. — a morena suplicava com a voz rouca entre soluços e embargada pelo choro enquanto uma enfermeira tentava a tirar de cima do moço. Porém ela se agarrava ainda mais ao corpo pedindo para ele não há deixar.

— Amor por favor, sou eu Regina.. por favor ... — me aproximei do local e vi Elsa tentar fazer algo mas com a moça em cima era impossível. — Sra. Mills você precisa se acalmar , vamos lá pra fora e ...

— NÃO, eu .. eu — ela gritou e tentava falar mas seus soluços não deixava assim nos olhando com aqueles olhos inchados e mais lágrimas se derramando . Percebi que ela não estava bem, sua feição estava muito abatida, seus olhos fundos com olheiras horríveis. Mas eu poderia entender afinal ela estava sofrendo.

Avistei o casal do lado de fora nos observando pelo vidro e constatei que deveria ser da família pois ambos tinham lágrimas descendo pelo rosto. — Tirem ela daqui ... — escutei Elsa falar em tom alto pois ela precisava fazer o seu trabalho e aquela mulher não estava facilitando as coisas.

— Daniel por favor acorde.. volta ... por favor volta .. — olhei para a mulher gritando desesperada batendo no peitoral do homem como se fosse adiantar, me assustei um pouco com a reação dela. Um enfermeiro entrou para tentar ajudar a retirá-la dali porém não conseguiram, a moça era persistente não se entregava fácil.

— Emma... — minha irmã nem precisou me dizer o que queria pois eu vi em seu olhar o pedido e sabia que ela queria minha ajuda. Balancei a cabeça para ela concordando e recebi um "obrigada".

Aproximei-me mais perto da cama, olhei o corpo pequeno encolhido sobre o corpo já sem vida, rodiei meus braços envolta da cintura da morena a trazendo pra mim, agradeci mentalmente pelos exercícios físicos e os treinos na academia que eu fazia pois eu tinha força e foi assim que eu consegui move lá a tirando de lá.

— Me solta, me solta .. Me deixa aqui , eu quero ficar com meu marido. — ela gritava e se debatia em meus braços dando murros para tentar sair, porém eu tinha mais força e a apertei mais contra o meu corpo, a morena chorava muito que até o ar lhe faltava as vezes e berrava pedindo para lhe soltar.

Consegui a tirar da sala assim deixando os médicos que se encontravam ali trabalharem junto com minha irmã e tentar fazer algo por aquele pobre rapaz. Já ao lado de fora mantive a morena ainda sobre o aperto de meus braços mas ela se virou para mim, olhei bem fundo em seus olhos embaçados pelas lágrimas e ela me abraçou desabando em um pranto. Eu apenas apertei o abraço tentando passar algum tipo de conforto e me senti bem com aquele ato.

— Filha .. — A voz de uma mulher preencheu o local vindo em nossa direção , soltei a moça que correu para os braços da mais velha , ela soluçava tanto que era possível ver seu corpo tremendo.

Elsa saiu da sala olhando para nós com um semblante de tristeza . — Eu .. eu fiz o que podia , mas ele não resistiu . Olhou para a família ali e pediu desculpa. Não sabia o que fazer , eu nem conhecia ninguém mas me senti envolvida com tudo aquilo que foi impossível não me sentir mal pela mulher.

— Ele ... Daniel .. ele , ele não pode ser ele morreu? ... Não eu, eu não vou aceitar isso. — vi ela tentando falar com uma voz de angústia,medo desespero. Se soltou do abraço da mãe e entrou no quarto indo direto para a cama do seu marido como Elsa havia me informado mais cedo.

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Elsa voltou a trabalhar porém eu fiquei ali observando o sofrimento daquela mulher , não sei porque mas não queria a deixar sozinha. Se passaram 20 minutos e ela permanecia ali, seus pais me avisaram que estariam na lanchonete e eu assenti.

Minha irmã veio ao quarto para avisar das providências que seria tomadas, mas a morena parecia estar absorta em seus pensamentos. Seus olhos castanhos escuro tão vermelhos e inchados nos olhou e com um simples balançar de cabeça concordou sem abrir a boca e se pôs a chorar novamente se deitando de novo.

Olhei para Elsa e ela nem precisou dizer que queria minha ajuda novamente. E assim o fiz , me aproximei da cama afagando os cabelos pretos de Regina, bom pelo que soube esse era seu nome e era lindo , o nome de uma verdadeira rainha. — Hey , hummm você precisa deixar eles cuidarem do corpo . — falei meio sem saber como agir diante daquela cena lastimável. Porém ela nem me respondeu, continuou a ignorar quem estava à sua volta.

— Okay, vamos lá .. — passei um braço pela sua costa e a outra em suas pernas a pegando no colo ela não lutou contra, pelo contrario passou seus braços em volta do meu pescoço para se segurar e enterrou seu rosto na curvatura do mesmo chorando baixinho. Então eu sai com a morena em meus braços.

Notas finais
Mais parte posto a outra parte. Bjs