A Verdadeira Face Do Amor 2 - Vida Nova!
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Notas iniciais
De qualquer forma, espero que vocês tenham uma boa leitura - e eu bons reviews! Como eu disse, vou postar essa história independentemente de reviews, mas com eles viram capítulos mais rápidos.
Aquele, definitivamente, não era um dia calmo. Estava tudo um caos no café. Ah, sim, ainda trabalhavam no café. Acho que a situação está um pouco confusa, então vamos às explicações:
Zakuro casou-se com Keiichiro, e agora moravam juntos no centro da cidade. Tiveram um filho, Hayato, e Zakuro conseguia conciliar o emprego de cantora, o trabalho no café e a vida em família.
Mint casou com Kishu e tiveram dois filhos. O maior se chama Hidetaka, de dois anos, e o mais novo, Hiroki, de quase um ano.
Lettuce havia se casado com Pai, mas não podia ter filhos. Lettuce chorou muito quando descobriu isso, e prometeu a si mesma que cuidaria das crianças de suas amigas como se fossem dela.
Pudding ainda não estava casada e com filhos, era muito nova para isso. Uma vez ela disse que não se importava de ser mãe porque já havia sido para seus irmãos, que agora estavam em uma escola interna no interior de Tokyo.
Mint e Lettuce se casaram no planeta dos ciniclons, onde houve uma grande festa para o casamento dos heróis do planeta. Pudding e Taruto já haviam decidido se casar lá.
E, agora, chegamos a Ichigo. Sim, ela agora teria um filho também.
Entrou desolada no café, com Ryou abraçando suas costas.
-Ichigo-chan! Você não vai acreditar, mas já batemos a meta desse mês e... O que é que você tem? Ta tão pra baixo. – Percebeu Pudding.
-Eu tenho uma coisa pra contar pra vocês.
-E o que é? – Perguntou Mint, que havia ficado um pouco curiosa pelo estado da amiga.
-Eu to grávida. – Ichigo continuou com a cabeça baixa, tinha medo do que suas amigas pensariam.
-Parabéns, Ichigo! Ah, que alegria. – Lettuce foi a primeira a se manifestar. Ichigo olhou surpresa e viu que todos a sua volta sorriam.
-Vocês não estão decepcionadas?
-É claro que não, Ichigo. Por que ficaríamos? – Perguntou Zakuro.
-É que eu sou tão nova...
-Todas nós somos. E acho que você se esqueceu que Mint e eu já temos filhos e somos casadas.
-É, só que você é a mais velha de nós, e Mint não tinha muita escolha, ou casava com alguém que não conhecia ou casava com o Kishu!
-Sim, casei-me por ordem dos meus pais, mas isso não tem sido problema nenhum. – Mint era a mais calma pela situação, e continuava a beber chá em sua mesa.
-Ichigo, é melhor você comer alguma coisa. – Ryou, que havia ficado o tempo todo em silencio, se pronunciou.
Ele guiou-a para a cozinha, sentou-a na bancada e pegou uma jarra de suco, uma tigela com frutas picadas e uma colher.
-Você vai começar a me alimentar com comida de doente, né? – Ela perguntou com um tom infantil na voz.
-Vamos precisar cuidar bem dele.
-Alias, será que vai ser menino? Você quer um menino, não é?
-Sim, sou louco para ter um filho, mas se vier menina fico feliz do mesmo jeito. – Respondeu abraçando sua cintura. Ichigo havia levantado uma colher cheia de frutas e levava a boca quando Ryou roubou.
-Shirogane!!! Eu estou com fome!
-O que foi que eu já disse sobre me chamar de Shirogane? – Ele perguntou próximo à sua orelha.
-Que parecia que eu não te amava. – Respondeu ela suspirando, lembrando de tantos anos atrás. – Você sabe que eu te amo. – Ela sorriu ternamente.
-Ótimo, agora termine de comer logo, você precisa trabalhar!
-Não sei pra que, eu nem ganho mais salário mesmo.
-Foi você quem decidiu continuar. – Ele estava de costas pra ela, colocando o café da manhã dela dentro da pia.
-Sim, pra ficar perto das meninas e me distrair um pouco. – Ela sorriu, indo buscar seu uniforme.
O dia passou rápido, mas muito agitado. Parecia que Tokyo inteira estava dentro do café. Ainda bem que estavam de férias escolares.
As meninas foram se trocar para ir embora depois de mais um dia cheio de trabalho.
-Então, Ichigo, que nome você pretende dar para o bebe? – Perguntou Lettuce. Ichigo até sentiria um nó na garganta por falar daquilo se Lettuce não tivesse sido tão verdadeira e espontânea.
-Eu não sei. Talvez um nome diferente, não sei se quero por japonês.
-E você quer que seja o que? – Ichigo não se surpreendeu com a curiosidade de Pudding
-O Ryou quer muito um menino, mas eu não me importo. Só espero que não seja irritante como o Ryou.
-Acho meio difícil. – Disse Mint – Afinal, ele é o pai. É bem capaz que seja uma criança mal-educada e estúpida como o seu namorado. – Mint continuaria a provocá-la, era sua maior diversão, mas Ryou estava na porta.
-Meninas, eu não posso entrar aí e a Ichigo não vai sair tão facilmente, então será que podem colocá-la para fora?
Elas olharam para Ichigo com um sorriso estranho nos lábios. A ruiva engoliu em seco e, de repente, estava de cara no chão, fora do vestiário.
-Traidoras... – Murmurou Ichigo, fazendo Ryou rir.
-Vem, tenho uma surpresa pra você. – Disse Ryou ajudando-a a se levantar.
-O que é?
-É uma surpresa! – Ele revirou os olhos enquanto repetia e ela ficou emburrada. – Vamos ao meu antigo quarto, quero te dar algo.
-O que?
-Será que você sempre tem que perguntar? – Ele deu o famoso sorriso de canto e subiram as escadas.
Entraram naquele quarto, quase intocado. A única diferença é que antes só havia uma foto do Ryou com os pais e agora tinha uma dele com a Ichigo. Ryou mexeu no guarda-roupa. Apesar de não viver mais ali, ainda mantinha roupas para alguma urgência. Ichigo viu que ele pegava uma roupa de gala, um vestido rosa com detalhes prateados. Não era mais aquela coisa infantil que ela usava quando era mais nova, era um pouco mais longo, indo até abaixo do joelho, e colado no corpo, soltando um pouco mais na cintura. Por que ele guardava aquilo ali?
-Este é novo, chegou hoje mesmo. – Ele estendeu o vestido para ela. – Acho que eu deveria ter embrulhado...
-Não, assim ta ótimo. Mas por que comprou ele?
-Porque vamos sair hoje, e quero que você seja a mulher mais bela do lugar.
-Onde vamos?
-É segredo.
Ela sabia que não adiantava discutir, deu de ombros e entrou no banheiro. Mesmo que estivesse grávida dele, ainda sentia vergonha de se trocar na sua frente.
-Se quiser pode tomar banho, ainda temos bastante tempo.
-O que você quer dizer com isso? Que estou cheirando mau?
-Nada disso, apenas que você pode tomar um banho para relaxar do dia agitado.
Ela demorou pouco no banho, estava ansiosa para saber qual era a surpresa. Se trocou dentro do banheiro mesmo e quando foi para o quarto Ryou já estava pronto.
-Não olhe com essa cara, tomei banho antes de te chamar. – Ichigo exclamou um “Ah!” de tão belo que ele estava. Usava uma calça jeans com uma blusa social.
-Esse vestido foi feito para lugares chiques, o que significa que vamos a um lugar chique hoje. Então por que está de calça jeans?
-Porque eu gosto... É você quem deve estar bela hoje, não eu. –Se ele soubesse como estava perfeito!
Entraram no carro vermelho e Ryou dirigiu para um lugar de Tokyo que Ichigo nunca havia visitado: a parte dos ricos. Ele estacionou na frente de um restaurante muito famoso. Saiu do carro e, enquanto Ichigo soltava o cinto, deu a volta e abriu a porta para ela. Na verdade, ele meio que empurrou o moço que abriria a porta para ela, devia estar com ciúme ou então muito cavalheiro naquela noite. Ela segurou sua mão e pôs os saltos para fora do carro, sendo seguida pelas pernas torneadas dos anos de luta e depois o corpo todo.
-Aqui está a chave. – Ryou entregou a chave do carro para o manobrista. – Senhorita, siga-me, por favor. – Ela segurava em seu braço.
O interior do local era tão chique quanto por fora. Era ricamente decorado, exagerado em ouro, deixando-o brilhante até na mais escura noite.
-Reservei a mesa hoje de manhã.
-Desculpe, senhor, mas não fazemos reserva no dia, apenas semanas antes.
-Sou Shorigane Ryou.
-Ah, senhor Shirogane! Perdão, eu não queria ofendê-lo.
-Está tudo bem. – Ryou deu um sorriso calmo. Ichigo estava perdida naquela história toda.
-Por favor, queiram me seguir. – Eles foram atrás do senhor até uma mesa na janela com uma bela vista do jardim.
-Achei que gostaria da vista. – Ichigo virou seu rosto para o namorado.
-Gostei mesmo. Hum, Ryou?
-Sim, querida.
-O que foi aquilo agora a pouco?
-Nada demais.
-Como “nada de mais”? Foi só você falar seu nome e o senhor quase teve um infarto.
-É que eu sou muito conhecido por causa da minha família.
-Você não fica usando isso para fazer chantagem, né? – Ichigo agora parecia preocupada.
-Só em casos extremos, como o jantar de hoje. – Ele deu um sorriso maldoso. – Queria te dar um presente.
-O que? – Ichigo estava desconfiada. Já era o segundo presente só naquele dia.
-Isso. – Ele tirou uma caixinha sabe-se lá de onde. Era de veludo negro. O coração dela disparou, quando alguém mostra uma caixinha dessas significa... – Quer casar comigo?
-Eu... Eu... Ryou, eu, nós e você...
-Só responde “sim”, Ichigo! É bem mais fácil. – Ele ria da confusão dela. – Quero que essa criança tenha uma família para sempre. E depois que nos casarmos você nunca vai se livrar de mim! Se não estivermos casados, você pode desaparecer de repente, e eu tenho medo disso.
-Por que eu iria querer me livrar de você? – Ela perguntou confusa, mas depois começou a sorrir ternamente – Eu te amo!
-Que bom, isso significa que você aceita?
-Sim. Isso significa que eu aceito casar com você e dar uma família pra essa criança.
-Só um aviso. – Ele agora estava sério.
-Qual? – Ela sorria sem perceber a mudança de humor dele.
-Acho bom essa criança não nascer com cabelo e olhos castanhos! – Ichigo logo percebeu que ele falava de Masaya. Ele começou a sorrir e então viu que era apenas uma brincadeira.
-Idiota.
-É por isso que você me ama tanto.
-O pior é que é verdade. Ah, temos que nos casar antes da minha barriga crescer.
-Por quê?
-Porque não quero me casar com vestido de grávida, vou me sentir gorda e feia no dia do meu casamento!
-Senhores, seus pratos.
-Mas eu nem pedi nada... – Ichigo olhou para Ryou, que tinha um sorriso travesso nos lábios. – Você não perde essa mania de escolher tudo por mim.
-Quero apenas o melhor para você! – Ele parecia tão feliz que logo a raiva dela se dissipou. – Bem, enquanto comemos podemos pensar no casamento.
-No que você está pensando?
-O que você acha de nos casarmos na minha antiga casa?
-Mas ela não pegou fogo?
-Mandei reconstruir, está exatamente como antes, sem mudar uma rosa de lugar.
-Me parece uma boa idéia.
-A casa é grande, então depois da cerimônia, quando nós formos pra lua-de-mel, a meninas podem dormir lá.
-Não acho que precisamos de uma lua de mel.
-E quanto à decoração?
-Você gosta de sakuras? Podemos nos casar na primavera.
-Mas só falta um mês pra primavera.
-Perfeito, sua barriga ainda nem vai ter crescido.
-Não dá pra organizar um casamento em um mês.
-Ichigo, com o meu nome e o meu dinheiro dá pra fazer quase tudo no mundo.
-Quase? O que não dá pra fazer? – Ela esta confusa novamente. Ryou sempre conseguia tudo que queria com o dinheiro e o nome.
-Não posso ter sua felicidade, porque você não se importa com a minha fortuna. É fácil agradar a maioria das mulheres, é só enchê-las de presentes e jóias. Mas você nunca ligou para isso, sempre gostou mais de estar com amigos e família do que estar com ouro e dinheiro. Gosto disso em você, mas torna difícil encontrar algo que te agrade e não sei como deixá-la feliz.
-Para me deixar feliz é só você estar feliz.
Ryou deveria ter corado pelo comentário, mas ele simplesmente nunca corava.
-É melhor você comer.
-Eu acho melhor não.
-Por quê?
-Eu não vou saber comer no meio de tanta gente rica. E eu to com medo de ficar enjoada.
-Olha, é só me imitar. – Ele pegava a comida elegantemente e levava até a boca. Estava com uma postura perfeita, não levava a boca até a comida, ao contrário, e não encostava os cotovelos na mesa. Ichigo tentou imitá-lo, e sentiu dor nas costas por tentar ficar tão reta. Era difícil levar a comida até a boca, e sua mão tremia demais. Manter os cotovelos longe da mesa foi o mais fácil. – Você não precisa fingir ser tão certinha perto dessas pessoas, não quero que finja ser alguém que não é.
-Mas eu nem sei me comportar como alguém da alta sociedade.
-É por isso que gosto de você. Você é sempre tão espontânea, tão diferente dessas pessoas, que agem com falsidade. Se me apaixonei por você é porque você é diferente de todas as pessoas ricas que conheci. Gosto de você pela sua doçura e pela sua alegria contagiante.
Diante daquelas palavras, Ichigo perdeu a fala e seus olhos se encheram de lágrimas.
-O que foi? – Ele perguntou doce e preocupado – Eu falei algo errado?
-Não, tudo que você disse foi perfeito.
-Então por que você ta chorando?
-Eu to chorando de felicidade. Acho que é isso que chamam de crise de grávida. Ah, agora eu choro por tudo, que saco. – Logo após falar ela pôs a mão na boca, como se pudesse apagar o que tinha dito em voz alta para pessoas tão chiques.
-Haha, você não precisa se preocupar com essas crises. Mesmo chorando você fica linda, deixa seu rosto vermelho, combina com você.
-Isso foi mais uma cantada barata?
-Sim, acho que funcionava melhor quando eu treinava com o Keiichiro... – Ele colocou os dedos da mão direita sobre o queixo como se pensasse no caso.
-Você treinava suas cantadas com o Keiichiro? – Ichigo tinha os olhos arregalados.
-Claro que não, era só pra ver sua reação.
-Ah! – Ela exclamou sem graça por cair naquela brincadeira tão boba.
-De qualquer forma, temos que pensar na decoração do casamento. Então, o que acha de casar na primavera, quando as sakuras abrirem?
-Acho uma ótima idéia. Quais serão as cores do casamento?
-Você escolhe.
-Tem certeza?
-Você não disse que eu estava decidindo tudo por você? Agora você pode decidir tudo por mim.
“-Ótimo, ele deixa o mais difícil pra mim...” – Pensava Ichigo.
Tiveram um ótimo jantar, seguido de muitas risadas. Conversaram sobre o bebê, Ryou queria que ela fosse o mais rápido possível ao médico saber se estava tudo bem com ele. Ichigo sabia que não havia escapatória, se não fosse por bem, ele a arrastaria por mal.
-Vamos continuar morando nessa casa?
-Não, vamos nos mudar.
-Por quê?
-Por que vai ficar muito pequena para dois adultos e uma criança.
-Pequena? – Ichigo sentia a famosa gota de anime escorrendo de sua cabeça – Aquela casa é gigantesca.
-Gigantesca? Bem, eu acho que a criança vai precisar de uma casa maior.
-E aliás, você é o único adulto aqui. Eu ainda nem completei meus dezesseis anos, e você já tem dezoito. Por mim, poderíamos morar em uma casa do tamanho da dos meus pais.
-Nem pensar, não vai ter espaço nenhum para o bebê.
-Lembre-se que cresci ali, com dois adultos. É a mesma quantidade. – Ela tinha um sorriso triunfante.
-Bem, se é para falarmos de casa dos pais, então eu proponho morarmos na casa dos meus pais.
-Ela é ainda maior do que a que moramos agora...
-Acho que poderia ser ainda maior. Posso fazer novas reformas se você preferir.
Novamente uma gota escorreu da cabeça da Ichigo.
-Bem, vamos pensar primeiro no casamento, depois vemos as coisas do bebê.
-Quando você vai ao médico? Precisa ir logo, pode acontecer algo com o bebê.
-Se eu não ficasse enjoada nem saberíamos que estou grávida, pare de me encher.
Ele apenas deu um sorriso de canto e chamou o garçom.
-A conta por favor. Ah, traga um doce também. Que doce você quer, Ichigo?
-Não precisa, é sério.
-Traga um doce de morango.
-Desculpe, mas o doce de morango acabou.
-Então traga de cereja.
O homem marchou de lá morrendo de medo. Ryou sabia que o doce preferido de Ichigo era o de morango, e ficou furioso ao saber que não tinha. O senhor, com medo, saiu rapidamente para evitar um escândalo.
-Ryou, não precisa ficar bravo.
-Como assim “o doce de morango acabou”? Você gosta do doce de morango, então deveriam trazer um doce de morango.
Ryou podia ser um amor com ela e com os amigos, mas quando não conseguia o que queria virava uma fera. E tudo que ele queria era agradar a Ichigo.
-Eu não me importo, gosto de cereja. – Ryou tinha o cenho franzido de raiva, mas suavizou ao ver que, quando o garçom entregou o doce, ela comeu com vontade. Ele tirou o dinheiro da carteira, sempre andava com dinheiro na mão, nada de cartão.
-Está aqui.
-Obrigado, tenham uma boa noite. – Disse o senhor.
-Obrigada. – Ichigo sorria.
-Sabe o que eu estava lembrando?
-O que?
-Que você ainda não viu seu anel de noivado.
-Ah, é mesmo! Me deixa ver?!
-É claro. – Ele pegou a caixinha novamente e entregou para a namorada. Ela abriu cuidadosamente, com medo do que veria ali dentro.
Era simplesmente linda! Um pouco (muito) exagerada, mas linda. Era de ouro amarelo, com uma faixa no meio cheia de diamantes e um grande diamante por cima, dando o toque final da aliança. Ela reluzia! Não, não só a aliança reluzia, Ichigo também.
-Você gostou? Tentei procurar outra, uma que me lembrasse mais você, mas não encontrei.
-Ela é perfeita. Nunca vi nada tão brilhante... Quer dizer, além da Água Azul! Mas esse anel é lindo!
-Que bom que você gostou, fiquei com medo.
-Não deveria, sabe que gosto de tudo que vem de você.
Ryou olhou para ela com um sorriso maroto nos lábios. Voltaram ao carro e estavam dirigindo para casa, onde só moravam eles dois agora. Depois que Keiichiro casou, a guarda da Ichigo passou para o Ryou, que já era maior de idade. Ele sempre cuidou muito da amada, e quando conseguiu a guarda, o cuidado só aumentou, deixando Ichigo estressada com tanta atenção. Logo ela se acostumou.
-Aaahh, que sono. – Disse enquanto bocejava. – Estou louca para dormir. – Eles ficaram se olhando por um tempo. Ryou viu que Ichigo estava ficando com o tom meio esverdeado no rosto.
-Ichigo? Você ta com ânsia?
-Uhum. – Ela não poderia falar nada, se abrisse a boca não agüentaria. Ryou pegou-a no colo e correu para o banheiro. Ela ficou longos dez minutos ali, com Ryou segurando seu longo cabelo, que agora batia na cintura.
-Acabou? – Perguntou fazendo carinho nas costas quando viu que ela tinha parado. – Se sente melhor?
-Acho que sim. – Ela virou para o espelho e percebeu que não estava em seu banheiro – Eu vou pro meu quarto, quero escovar os dentes.
Ela não esperou resposta, mas enquanto saia do quarto do Ryou ele estava com um sorriso, alguma coisa ele iria aprontar. Entrou no banheiro anexado ao seu quarto, pegou uma escova e a pasta de dentes. Escovou furiosamente, queria tirar aquele gosto horrível da boca. E o cheiro também...
Voltou ao quarto do namorado para agradecer pelo dia e dar boa noite, ele tinha um sorriso mínimo nos lábios e lia um livro da faculdade sobre arqueologia.
-Obrigada, adorei a nossa noite. – Ela disse abraçando-o pelas costas. – Obrigada pelo anel, pela noite e por me amar. – Ela beijou o pescoço dele, bem singelamente.
-Sabe que eu nunca deixaria de te amar. Alias, você tem médico amanhã.
-O que?!? Eu não vou para hospital nenhum, fazer porcaria de exame nenhum!
-Ah, você vai, sim. Eu já marquei com um doutor de confiança e não será por uma teimosia sua que colocarei a vida de um bebê e da mulher que eu amo em perigo. – Ele falou tão ameaçadoramente que mesmo ela sentiu medo.
-Eu não vou. Não gosto de hospitais, eu não quero ir ainda.
-Você vai! – Ele, de repente, estava furioso. Estava segurando-a fortemente pelos ombros e gritando. Ela arregalou os olhos e fechou-os em seguida com medo. Ele, percebendo o que fez, soltou-a. – Desculpa, eu não queria te assustar. Tive um dia cheio e...
Não adiantava falar mais, ela já havia corrido para o quarto e trancado a porta.
Notas finais
Nos vemos no próximo cap - ou na reviews, não sei...
Kissus nos seus kokoros!
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