A Verdadeira Face Do Amor 2 - Vida Nova!
1 O Inicio de Uma Nova Vida
Notas iniciais
Quem me convenceu a postar essa fic agora foi a clau blue, que às vezes me manda um e-mail. Fico muito agradecida, pois se ela não tivesse perguntado, talvez eu jamais tivesse coragem para terminar essa fic e postá-la.
Ela trata de um assunto um pouco mais adulto, até porque agora estou mais velha e quando escrevi a outra era praticamente uma criança. Contudo, eu tentei não deixar passar a sensibilidade e infantilidade da série, espero que gostem e boa leitura!
Como era bom ver aqueles cabelos ruivos, puxados para um tom vinho, aquele sorriso tão feliz e sincero. Mas o que mais gostava de ver eram os olhos, que expressavam tanta emoção, tanto carinho e amor por ele. Sim, toda vez que se olhavam nos olhos, ele podia sentir o amor que ela tinha por ele. Não é que ele fique se gabando, mas sabia que ela o amava. Mas também, se não amasse ele já teria tido um ataque, depois de tudo que ele passou!
-Ryou, você está me ouvindo? Você não ouviu uma palavra que eu disse, né? Ah, você tem estado muito distraído. – Reclamou a bela garota, que agora aparentava ter seus 16 anos.
-Que culpa eu tenho se seus belos olhos me distraem? – Ele virou o rosto, dando um sorriso de canto.
-Sem graça. Suas brincadeiras estão muito sem graça ultimamente e suas cantadas estão muito baratas! – Provocou-o.
-Sei... Você que é lerda e não entende.
-Quem você está chamando de lerda? – Os mesmos olhos que demonstravam amor e carinho, também podiam demonstrar ódio e fúria. – Lembre-se quem foi que juntou o Kishu e a Mint de novo!
-Isso foi um caso a parte, raramente você tem surtos de boas idéias... – Respondeu indignado.
-Idiota. Você está sempre se achando o... – Ela parou abruptamente de falar e pôs a mão direita na boca. Olhou para todos os lados mas não achou o que estava procurando. Onde ficava mesmo o banheiro daquele café estúpido?
-O que foi? O que você tem? – Ryou viu a namorada ficando cada vez mais pálida, suas pernas balançarem e ela se preocupar mais – Você está passando mal? Vem. – Ele a pegou nos braços e carregou-a para o banheiro. Assim que ela chegou no sanitário, pôs tudo que comeu naquela manhã para fora. Ryou ficou ali muito tempo, preocupado. Pensou em chamar um médico, mas não poderia sair de perto da amada.
-Acho que já acabei. – Disse ela, fazendo com que ele soltasse seus cabelos. Ela deu a descarga e foi lavar a boca. Ainda bem que colocaram escovas e pastas de dente ali.
-Por que você passou mal? Será que comeu alguma coisa estragada? O que você comeu ontem?
-Ontem eu comi Gohan, e hoje no café da manhã só tomei um pouco de suco... Sabe, ultimamente eu não tenho tido muita fome. – Ela disse pensativa.
-Sem fome? Você tem comido muito doce, é por isso que fica sem fome e depois fica enjoada.
-O pior é que nem agüento ver doces na minha frente... Não sei, me deixa com ânsia.
-Há quanto tempo você está assim?
-Acho que faz umas duas semanas... – Ela respondeu olhando o horizonte.
-Ichigo... Por acaso você está... – Perguntou Ryou preocupadamente.
-Não, é claro que não! – Ela virou-se brava. – Por que achou isso?
-Bem, nós já tivemos nossa primeira vez.
-Camisinha.
-Usamos em todas?
Ichigo pareceu pensar por um momento naquilo. Sim, tinha certeza que havia usado sempre... Mas, e se... Não! Aquilo não poderia acontecer com ela, ainda mais agora com todos os problemas da escola. E ela nem tinha completado 16 anos ainda, faltava pouco, mas ainda não tinha completado.
-Não pense nisso, Ryou. Está tudo bem, deve ter sido algo que eu comi.
-Mas você não ia ficar mau por duas semanas. – Ryou engoliu em seco.
-Acho melhor ir pra casa.
-Então vamos.
-Não. Você vai pra casa com o Keiichiro, eu vou pra casa dos meus pais.
-Não vou te deixar sozinha!
-Se acontecer algo, eu te ligo. Por favor, eu preciso ficar um tempo sozinha.
Ryou ponderou muito sobre o assunto, mas por fim decidiu que ela precisava mesmo. A casa era uma das únicas lembranças materiais dos pais, ela precisava pensar.
-Eu vou te buscar amanhã, vou te levar pra escola. Esteja pronta sete horas! – Ele sabia que ela gostaria de andar até a casa. Pegou a moto e foi embora.
Ichigo andou bem devagar, queria aproveitar o momento sozinha. Não que se aborrecesse de ficar perto do namorado, ela amava estar com ele, mas o tempo todo estava rodeada de gente. Quando estava só, conseguia pensar melhor em tudo.
Passou pelo parquinho onde viu seu antigo amor, Masaya, aos beijos com outra. Foi nessa manhã que sua vida começara a dar uma reviravolta. Lembrou de Ryou batendo nele, defendendo ela. Lembrou que o seu inimigo ainda estava livre, e que se não fosse por ele, talvez, nunca tivesse namorado com Ryou. Afinal, foi a traição do ex, que foi provavelmente dominado pela sua outra parte, que fez ela ficar próxima do atual.
Ela sonhava em ter uma família com ele.
Família! Será que ela podia estar... Não, não estava. Mas, pensando bem, seria melhor ter certeza.
Passou em frente a uma farmácia. Resolveu entrar. Andou pelas prateleiras até encontrar o que procurava. Pegou o teste, pagou para o farmacêutico no balcão e foi direto para casa, agora andando com mais pressa.
Chegou na porta da casa tomada pelo medo. E se seus pais ainda estivessem ali? Ela tinha medo de espíritos, mesmo os espíritos dos próprios pais. Seria muito mais agradável que ela entrasse e visse seu pai com a katana na mão e um brilho furioso nos olhos.
“-Onde você esteve todos esses anos? Foi com aquele moleque loiro, não é?” Seu pai perguntaria, olhando para os lados, procurando o Ryou.
“-Querida, como está linda! Mas por que ficou tanto tempo sem vir aqui?” Diria sua mãe chorando.
Mas isso só aconteceria se eles estivessem vivos, e eles não estavam!
Abriu a porta vagarosamente. A única luz provinha da lua e dos postes de iluminação na rua.
-Mãe? Pai? Por acaso, ainda estão aqui? – Mesmo sendo adolescente, não deixou suas esperanças infantis no passado. Suspirou, não havia ninguém ali. – Vou estar no quarto caso alguém me procure. – Anunciou como se eles ainda fossem ouvi-la.
Subiu rápido, com medo de que alguma assombração aparecesse. Entrou no quarto, estava do mesmo jeito. A mesma cama de madeira, o mesmo guarda-roupa, a mesma penteadeira. Percebeu que ali na penteadeira ainda tinha aquela fita com sininho que ganhou do Aoyama. Sentiu um nó na garganta. Tudo bem que ela fosse emotiva, mas isso já estava fora do normal. Correu para o banheiro, anexado ao quarto. Pegou seu teste, e fez o que mandavam as instruções. Precisaria esperar um tempo para poder saber o resultado.
Estava rezando para dar negativo, ela tinha uma vida pela frente e isso colocaria tudo a perder. Além do mais, mesmo que não tivessem mais encontrado Deep Blue, ainda lutavam com os conhecidos monstros, os Quimera Animals.
Já havia dado o tempo, poderia saber o que estava acontecendo com ela.
-Ah, não! Não, não, não... — Ela sussurrava para si mesma. Não acreditava, positivo!
Ficou ali, estática no mesmo lugar. Sentada no chão do banheiro começou a pensar em tudo. Achou que não conseguiria esperar para contar ao Ryou, ele deveria saber imediatamente, ele precisava! Encaminhou-se de volta para o quarto, pegou o celular e discou o número.
-Alô? – Disse uma voz um pouco sonolenta. Ao ouvir o doce e forte som da voz dele, começou a chorar. – Alô? Tem alguém aí?
-Ryou... – Disse ela com a voz chorosa.
-Ichigo, o que foi? Ta tudo bem? Você ta na casa dos seus pais? Espera, eu to indo aí. – E sem dar tempo para ela responder, desligou.
Passaram poucos minutos até ouvir o barulho da moto. Ele devia ter corrido muito. Ouviu o barulho da porta sendo escancarada, o barulho das escadas e o som pesado dos passos até o quarto. Encontrou-a sentada na ponta da cama, com a cabeça baixa e o colo molhado pelas lágrimas.
-Ichigo, o que aconteceu para você estar assim? Foi alguma coisa que eu fiz? Por que se foi...
-Ryou, não foi você... Quer dizer, foi sim, mas não só você, e... E...
-Ichigo, calma. Só fala o que aconteceu.
Como ela mostraria aquilo? Logo pra ele? Tão novo quanto ela, e já com a vida destruída. Não conseguiria formular frases, então só pegou o teste e entregou pra ele, que olhou atentamente por um minuto. Ele olhou pra ela, abriu um largo sorriso e abraçou a menina.
-Ryou, me desculpa... Eu juro que não queria, não era minha intenção e...
-E também foi culpa minha. Acalme-se, você não podia me dar presente melhor!
-Melhor? Isso vai acabar com as nossas vidas.
-Não vai, não. – Ele agora olhava profundamente em seus olhos. – Essa criança vai ter tudo e todo amor que pudermos dar. Tudo bem que você ainda está na escola e eu estou na faculdade de arqueologia, mas seremos felizes.
-Somos muito novos pra isso! Eu só tenho dezesseis anos! – A voz dela não passava de um sussurro.
-Não se preocupe, tenho como manter até a décima geração da nossa nova família.
E era verdade. Ela esquecia disso as vezes, mas Ryou era uma das pessoas mais ricas do mundo.
-Isso vai ser um problema para nós dois. Ele vai trazer muitos problemas. – Ichigo tentava argumentar.
-Então, o que você sugere? Abortar? – Ele perguntou com um sorriso de desdém, sabia que ela não era capaz daquilo.
-Não, não foi isso que eu quis dizer... E só que você terá responsabilidades.
-Eu já tenho responsabilidades.
-Eu sei, mas serão responsabilidades diferentes, maiores. – Ela olhou para baixo – E eu vou ficar gorda, você vai me largar – Sussurrou baixinho.
-Eu sempre vou querer você, sempre vou te amar, Doce Ichigo. E você com barriga de grávida deve ficar linda!
-Será que as meninas vão me achar descuidada?
-Claro que não, elas também já têm filhos.
-É, só que elas já estão casadas!
-Não se preocupe com isso, você precisa descansar. Venha, vamos pra cama. – Ryou guiou-a para o leito, onde poderia descansar em seus braços.
Naquela noite, Ryou ficou imaginando a pequena criança correndo pela casa. Ela poderia ser exatamente como um ou como o outro, mas Ryou imaginou a mistura deles: poderia ter cabelos ruivos e olhos azuis, ou cabelos loiros e olhos castanhos calorosos.
Ichigo não conseguia pensar nisso, continuava preocupada. Será que Ryou não a deixaria mesmo?
Notas finais
Não vou cobrar reviews, e também vou tentar postar toda semana (principalmente agora que as férias chegaram). Vou terminar de postar essa história mesmo que vocês não mandem reviews, porque é importante principalmente pra mim. Saibam, porém, que são os reviews que nos dão a maior força de vontade para continuar, porque mostra que VOCÊS, leitores, acreditam em NÓS, escritores. Se quiserem pedir para algo acontecer na fic, podem pedir, mas só vou poder acrescentar depois do cap. 9, pois até aí já estão todos prontos.
Bjs, e até o próximo cap. (ou as respostas dos reviews ^^)!
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