A Trindade Mágica
12 Capítulo 12 - Invasor vs Galvia e Hemógues
Aquele mago desconhecido não pareceu se importar com a atitude do capitão pois não mudou sua expressão e continuava a rumar até o grupo policial. De repente, dois corpos voam para cima do invasor que não conseguiu se precaver, sendo atingido em cheio e caindo no chão.
Aquela cena surpreendeu a todos os cidadãos que assistiam afastados e também, claro, o grupo policial restante. Eles se perguntavam coisas do tipo “Que isso gente?”, “Corpos voando?”, “O que aconteceu?”, “Foi isso mesmo?” tentando entender o que havia acontecido. O capitão também estava confuso, mas sua expressão mudou quando viu o garoto Hemógues se aproximando dele.
— Delegado. Esses dois, e um outro cara, explodiram a entrada de uma das minas na montanha leste.
O chefe de polícia ao ouvir aquilo olha para os dois corpos que Hemógues falou, mas não foi possível reparar muito nos homens porque o mago invasor já estava retirando-os de cima dele para levantar.
— Você que fez aquilo? — O Delegado questionou o garoto.
— Sim, mas só porque eles tentaram me matar. — Hemógues tentava justificar os ferimentos nos dois homens.
Os policiais nas laterais do capitão ficaram impressionados.
— Você disse que tem um terceiro? Cadê ele?
— Morreu na explosão que eles causaram.
— Entendi. E você… está bem?
— Aham. Tô sim.
Após ver os guardas caídos no chão, além daquele homem estranho se levantando, Hemógues perguntou ao chefe de polícia, enquanto encarava seriamente o homem alto, forte, branco e cabeludo:
— O senhor tá precisando de ajuda aqui?
— Senhor, deixe ele ajudar. Nós mal conseguimos prender ele. Precisamos de ajuda. — Uma das policiais fez esse pedido ao capitão.
Antes mesmo que ele pudesse responder pode-se ouvir um rebuliço entre os cidadãos de Duamontana que assistiam distante tudo o que ocorria ali no centro até que dentre eles aparece Galvia, caminhando em direção a delegacia, se aproximando do local das brigas. Ela segurava algo que a princípio parecia uma corda e que na outra ponta havia um homem, amarrado. Só quando a garota se aproximou do capitão, ficando ao lado de Hemógues, o grupo notou que aquilo usado para prender eram cipós.
— Delegado. Esse aqui foi um dos que derrubou as árvores na montanha oeste. — Disse Galvia, puxando o cipó para forçar uma aproximação daquele prisioneiro ao grupo policial.
— E o que aconteceu com os outros? Morreram também? — Questionou o delegado com sarcasmo a jovem.
— Não! Claro que não. Bem, só se aconteceu alguma coisa depois que eles fugiram.
— Senhor, devem ser aqueles estranhos que alguns moradores relataram no limite oeste da cidade. — Cochichou um policial para seu capitão.
— Certo. Vocês dois, levem ele para dentro da delegacia. — O comandante selecionou um casal de guardas para executarem a ordem e eles a obedeceram.
— Tá tudo bem aqui? — Perguntou Galvia, calma, tentando entender o que acontecia.
— Não né. Olha em volta. Todos aqueles guardas no chão, desacordados. E aquele cara ali… eu nunca vi ele aqui na cidade. — Respondeu Hemógues irritado.
— Não precisa ser grosseiro. — Disse Galvia ainda mantendo-se calma e educada.
— Delegado, o senhor precisa de ajuda? — A garota se dirigiu ao chefe de polícia, preocupada com a situação.
Aquela mesma policial olhou para o seu capitão, como se estivesse repetindo o pedindo. Após isso o delegado se rendeu a pressão:
— Sim. Vocês dois podem nos ajudar, mas iremos passar pra vocês mentalmente primeiro o que aconteceu pra que vocês tenham noção das capacidades desse cara.
As duas policiais que estavam ao lado do capitão se aproximaram dos jovens e tocaram suas cabeças com os olhos fechados. Cinco segundos depois elas abriram os olhos e se afastaram. Galvia então se virou para o invasor e tanto ela quanto Hemógues se posicionaram para atacar.
Galvia foi a primeira a agir: dando alguns passos para frente enquanto fazia movimentos rápidos com os braços para frente, como se estivesse arremessando coisas com as mãos, mas nada era visto, a não ser o homem misterioso mexendo apenas um de seus braços similarmente a garota sem exercer o mesmo esforço que ela.
— O que tá acontecendo? — Um garoto duamontanense mais novo que Galvia e Hemógues perguntou a um adulto ao lado.
— Eles estão lutando usando a magia do ar. — Respondeu o adulto.
Hemógues não conseguiu se segurar e resolveu partir para cima do barbudo, enquanto mordia sua mão com força o suficiente para sangrá-la, interrompendo os ataques de Galvia abruptamente, deixando-a brava e agora observadora da luta. O jovem rapidamente ganhou muita massa muscular e assim ele começou a sua sequência de socos e chutes contra o mago do ar, mas o mesmo conseguia se esquivar de todos os golpes com maestria.
Galvia vendo aquela situação tentou ajudar, arremessando uma rajada de vento em um momento que achou oportuno. O ataque acabou acertando Hemógues que tomba para cima do estrangeiro que aí sim vê uma oportunidade e desfere um soco no estomago e outro no rosto do garoto. Depois usa uma lufada de vento, arremessando o jovem com força contra Galvia, derrubando os dois no chão.
Uma policial corre imediatamente para tentar prestar socorro.
— Percival! — Gritou o delegado
O jovem atendente que estava na porta da delegacia, nitidamente amedrontado, olhou para seu capitão de forma assustada.
— Ligue agora para Spartoma e peça reforços. Diga que é uma emergência e que precisamos de ajuda imediata.
— Si… Sim Senhor! — E então o jovem entrou às pressas.
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