A Trágica Vida De Kinberlly
4 Capítulo 4 - Fui salva por assassinos
Nove dias. Nove dias se passou do enterro de Carlos e Gabriel. Oito dias se passou desde que um garoto de capa de chuva amarela* me visitou. Sete dias se passaram quando um garoto com roupa de Link do jogo Zelda** veio. Seis dias se passaram desde que um cachorro vermelho sorridente*** me visitou na janela. Cinco dias se passaram desde que um homem/monstro com enormes garras metálicas me visitou**** matando minha mãe. Quatro dias se passaram com um homem esguio de terno preto e rosto pálido sem nada***** me olhava no caminho da escola. Três dias se passaram desde que um garoto que estava com máscara azul e sem olhos****** visitou meu pai e o matou, retirando-lhe os órgãos. Dois dias se passaram desde que uma mulher toda pálida******* me visita na porta de minha casa, com uma faca na mão. Um dia se passou desde que eu sorri da ultima vez. Zero dias se passaram desde que eu pensei em abandonar a mansão vazia, onde só morava eu agora. Caminhei com Retalhador, que ainda estava vivo. Ele deu uma olhada para mim, como se perguntasse: “E agora? O que vamos fazer?”
–- Acho que vou te por solto por ai e abandonarei essa casa.
Caminhei de volta, chegando em casa. Abri a porta e gritei:
–- Voltei!
Nenhuma resposta. O que eu esperava? Um “Bem-Vindo de volta, filha” ou um “Estamos felizes em vê-la”? Não, não. Ninguém estava vivo fora eu naquela casa. Ainda tinha perguntas, tipo, quem era meu pai, o que estava fazendo agora, quem é minha mãe, ela estava viva? Peguei um bloco de notas e arrumei assim:
Respostas disso para procurar:
1.Quem é meu pai
2. Quem é minha mãe
3. O que meu pai estaria fazendo
4. O que a minha mãe estaria fazendo
5. Minha mãe esta viva?
6. Meu pai está vivo?
7. Onde eles estão?
Sai de casa, disposta a procurar. Passei um tempo olhando os lugares tentando ter mais inspiração para perguntas. Eu acho que passei dez minutos, pois sai as 17:30 e voltei as 17:40. Quando fui ao quarto, pegar o bloco de notas, estava escrito no chão com sangue:
Respostas disso para procurar:
1.O garoto sorridente.
2. A garota pálida que odeia o garoto sorridente.
3. Matando pessoas.
4. Matando pessoas antes do garoto sorridente.
5. Sim.
6. Sim.
7. Creepy Territory
Ali estava todas as respostas das minhas perguntas. Quem era o garoto sorridente? Quem era essa garota pálida? Onde fica esse Creepy Territory? O garoto sorridente...um único garoto sorridente que eu conhecia era um assassino. Se bem que estava escrito “Matando pessoas.”, tornava mais óbvio.
–- Eu sou filha de um assassino?! ...
Calma Kinberlly, mantenha a calma, é só sua imaginação! Sobre meu criado-mudo, se encontrava uma caixinha minúscula. A peguei e a abri, assim, mostrando um esqueleto com roupas de bailarina, girando e uma musica calma tocando [Ib – Memory]. Coloquei a caixinha sobre o criado-mudo, ainda aberta e ligada. Não me importei com o esqueleto dançando sobre a caixinha, apenas na música. Ao lado da caixinha, estava um bilhete, onde eu o peguei e li:
“A primeira vez que usar a caixinha, será nula, a segunda em diante, chamará-nos. Mas cuidado, só ligue em caso de emergência. Se não, ele poderá lhe torturar.
–Nina”
Eu senti que fiz um erro ao abrir, mas, se a primeira era nula, então me aliviei. Adormeci com Retalhador ao lado, com pijama e tudo.
–------------X-----------
Quando acordei, era de manhã cedinho. Peguei a caixinha, que havia parado e a guardei, fechada no meu bolso. Fui caminhando ao mercado. Quando olhei para o lado, um homem de um grupo de 10 homens me olhava e nem tentava disfarçar. Continuou me olhando até eu fazer minhas compras e chegar em casa. Não atrevi a sair dela, mas me lembrei do médico a noite as 9:30. Fui um pouco adiantada: Sai as nove e quinze. Quinze minutos era o tempo que eu demorava para chegar. Quando cheguei em casa e dobrei a rua, o homem apareceu em minha frente e disse:
–- Uma moça bonita não deve andar sozinha por ai.
Olhei para trás, e vi os outros. Cinco atrás e cinco na frente. Me encurralaram. Eu vestia o mesmo casaco que eu usava quando vi o garoto de casaco branco. Dois seguraram meus braços, enquanto o outro passava a mão por baixo de meu casaco. Chutei as partes de um dos que me segurava e quando me soltou, peguei a caixinha. O homem riu.
–- Uma caixinha? Isso não vai me deter garota, não vai.
A liguei. A musica começou a tocar, mas agora era um som desafinado, parecendo um som de...morte. A caveira do esqueleto...quando olhei para ela, parecia penetrar em minha alma e arrancar dela a minha voz. Parei de olhar com muito esforço e senti tudo de volta.
–- Sorriso ou Morte?
–- Jeff, vai perguntar isso logo agora?
–- Sim, estou a querer fazer um sorriso permanente neles, tão feios.
–- Pai, olhe olhe, estão a querer violentar minha irmãzinha, isso eu não permito! Vamos logo matá-los!
Olhei para o lado da voz. O garoto do casaco branco chamado Jeff estava no meio, uma moça pálida de roupas negras, cabelos negros e nada nos olhos e boca negra estava na esquerda dele, na direita, se encontrava uma outra garota, mas de casaco roxo, sorriso igual ao de Jeff, uma saia negra, um par de meias compridas listradas, cabelos longos e pálida. Eu estava deitada no chão, com dois caras me segurando. Jeff caminhou para frente um pouco e disse:
–- Sorriso para sofrimento e morte depois.
–- Sofrimento? Agora você pensa nisso?
–- Sim. Irônico, né?
–- Cala a boca os dois. – ordenou a da esquerda.
Jeff se jogou nos caras que me seguravam, assim os jogando para o lado e ficando em cima deles, segurando o rosto de um deles e fazendo um “sorriso” enquanto eles gritavam. A moça que estava na esquerda dele pegou todos que estavam na minha frente e os matou terrivelmente: cortou os olhos, a garganta, o peito e um corte enorme na cabeça. A da direita dele pegou os outros três atrás de mim. A mais velha estendeu o braço e sorriu:
–- Precisa de ajuda para se levantar, Kinberlly?
–- Como...como você sabe meu nome?
–- Ué? Eu que lhe dei seu nome.
–- Então...mentira, você não é minha mãe, ela morreu ao meu lado!
–- Era uma moça qualquer que queria lhe pegar. Jeff evitou isso, matando-a e sem querer, a manchou.
–- ...
Não segurei, deixando-a mais calma. A mulher de vestido negro recolheu a mão, mas caminhou até a menina que estava na direita do Jeff The Killer. Enquanto, ele, veio até a mim e disse:
–- Duas vezes.
E saiu com as duas. Eu fiquei caída no chão, trêmula. O que estava acontecendo?
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