A Trágica Vida De Kinberlly

5 Capítulo 5 - O garoto de máscara e um poema


Notas iniciais
Eu queria agradecer aos leitores: sucodemim, AyanDrako Wolf, Lost Heart, Locanyaan, Asuka Soul, Noemy Leal Avelino Leal e Misaki Uchiha por estarem lendo a história e comentando, me fazendo feliz a cada dia ^^

Eu caminhava de volta a minha “casa”, olhando sempre em volta, verificando se alguém me seguia ou me observava do telhado de alguma casa. Já fiquei com medo desses acontecimentos, principalmente com esse tal de Jeff The Killer. Como era de noite, eu havia dormido, mas de manhã, quando fui a cozinha, vi um café da manhã preparado. A mesa tinha pingos de sangue, o que não era bom. Resolvi não comer aquele, mas comer algo preparado por mim. Fui a geladeira e peguei a primeira coisa que vi: sanduíche. Se bem que o café pronto era ovos, bacon, com suco de laranja acompanhado...Não! Pode estar envenenado, não irei pegar. Depois que comi, comecei a andar calmamente até o quarto dos meus “irmãos”. O Carlos foi o primeiro. Eu toquei e passei os dedos no sangue seco na parede. Pela primeira vez, senti pena dele. Retalhador recusava a sair de casa. De vez em quando, eu via que ele me observava de uma forma anormal: Ele ficava parado e me seguia com a cabeça. Isso me dava medo, por isso, eu ia até ele e o abraçava, dizendo:

–- Retalhador...estou com medo...

É claro que eu não espere que ele responda, mas ele parecia murmurar algo para me acalmar.

–- Meu medo é se meu pai verdadeiro for aquele assassino que eu vi...

Retalhador parecia concordar. Afeguei sua cabeça e perguntei:

–- Promete me proteger?

Retalhador colocou a cabeça em meu colo, em forma carinhosa. Acariciei-o, mais calma. Toda vez que eu saia de casa, eu saia com o Retalhador, com medo de algo ruim acontecer, ele estaria ali. Quando voltava para casa, eu deitava na minha cama e olhava o teto do meu quarto. Parecia tão...vazio. Triste...tão...Morte. Coloquei a cabeça sobre o travesseiro e dormi. Quando acordei, estava sentindo uma sensação estranha. Sentia que alguém me observava na janela. Quando a abri, para ver o que era, um vulto negro entrou. Fiquei olhando para ele, trêmula:Usava capa de chuva amarela, uma mascara e calça jeans. Ele estava de pé, calmo, e não parava de me observar. Eu conseguia ver a minha alma passar diante de meus olhos. Eu nunca vi ele antes direito na vida, só quando pequena...

~Flash Back On~

Eu brincava com um ursinho de pelúcia velho. Até que eu decidi aprender a andar direitinho. Levantei, coloquei meu ursinho de lado e disse para ele:

–- Eu ilei andal dileitinhu!

E dei alguns passos, feliz e me sentindo triunfante, mas, eu ia cair e me ralar no chão, até que uma mão me segurou. Era uma manga de capa de chuva amarela que me agarrou e me pois de pé. Olhei para ele, e vi que ele sorria para mim ao me colocar de pé novamente.

–- Você quase conseguiu, poderia continuar até o fim?

Eu não questionei. Era alguém que queria ver como eu sou triunfante! Continuei a andar. Com dificuldade e algumas tropeçadas, eu consegui ir até meu destino, fazendo o moço bater as palmas.

–- Muito bem, você me impressionou.

–- Obligada, moçu. Possu pelgunta sleu nomi?

–- Meu nome é Masky. Você foi bem.

–- Masqui, meu nomi é Kinbelly!

–- A filha do...

O garoto foi para a janela, me fazendo tentar correr até a ele, mas tropecei e cai de cara no chão. As lágrimas surgiram em meus olhos, mas eu não parava de olhar para ele.

–- Eu não deveria estar falando com você...

–- Moçu! Naum vai!

E ele partiu. E nunca mais o vi.

~~Flash Back Off~~

–- Você...

–- Olá novamente, Kinberlly.

–- Você é aquele garoto da minha infância...

–- Oh? Ainda se lembra de mim. Me sinto triunfante.

–- Você iria dizer meu pai, quero que diga agora.

Fiquei olhando séria para ele. Masky se virou e riu baixinho.

–- Você tem o olhar dele. Não nego, era de se esperar da filha dele.

–- FILHA DE QUEM?

–- Opa! Calma ai, esquentada! Se quiser faço teste de DNA para provar.

–- ...

–- Olhando bem...você é igualzinha a ele antes da transformação! Esses olhos, essa pele, esses cabelos...curtos ainda!

Ele se aproximou de mim e pegou meus cabelos. Eu sentia dor, obvio, mas eu não podia esganá-lo. Poderia me dar alguma informação útil. Depois se afastou e concordou que eu era igual a essa pessoa que ele mencionava.

–- Diga!

–- Acho que você já sabe.

–- Não é aquele assassino que eu encontrei ontem!

–- Ah? Então já conhece?

–- ...

–- Ele é seu pai sim.

–- Ele é muito jovem pra isso! E nunca será meu pai!

–- Blá, blá, blá...

Retalhador pois o fucinho na porta, curioso. Depois, entrou completamente e ficou olhando para Masky.

–- Smile? O que você faz aqui?

Caminhei até Retalhador e o abracei. Disse para Masky:

–- Saia daqui antes que eu te esgane.

–- Nenhuma informação? Sério?

–- Saia...

Olhei para ele, mais séria que antes. Masky pareceu congelar, mas caminhou resmungando para a janela. Disse para mim:

–- Se eu pudesse, você estaria morta.

–- Eu me desviaria facilmente, idiota.

–- Hunf!

E saiu. Abri uma caixinha e fiquei lendo para acalmar a minha raiva. O poema que eu lia, veio junto de mim no meu cestinho, manchado no lado direito.

“Havia um homem torto
Quem andou um quilômetro torto
Ele encontrou um sixpence torto
Após um estilo torto

Comprou um gato torto
que pegou um rato torto
E todos eles viveram juntos
em uma casa pouco torto

Embora o homem estava torto
Sua vida não era um furo
Ele viveu para os outros tortos
e as suas vidas, rasgou

Sussurrando-lhes
palavras doces em seu ouvido
"Eu não sou o seu assassino,
Foi culpa sua, minha querida. "

Assim, outra vítima
de morte a torto homem
foi preso dentro de sua web
e escondido em seus próprios gritos

Então, o homenzinho torto
Em sua casa pouco torto
Está esperando por um outro
com seu gato e rato torto

As notas que você encontra hoje
no seu armário, cama e gavetas
são apenas algumas das coisas que dizem:
"Eu quero uma alma como a sua."

Tudo o que você pode fazer é esperar
Você vê, seu tempo está quase completamente
porque ele não é mais torto
Mas o torto é você.

Eu sentia uma mão em meu ombro depois de cantar baixinho. Ainda sim, não parei de repetir a música. Parecia que algo me impressonava a ler novamente. Até que parei de olhar no papel. Fechei os olhos e senti um grande sorriso brotar em meu rosto. Senti outras roupas me cobrirem e senti mais forte, capaz de botar medo em quem eu quiser. Todos esses sentimentos pararam quando Retalhador me empurrou com a cabeça. Ele estava com os olhos baixos, tristes e com medo. Quando voltei ao normal, acariciei sua cabeça.

–- Desculpe, eu te assustei?

Ele ganiu baixinho. O abracei e comecei a chorar. Eu sentia que minha vida ia mudar para sempre depois de ler aqueles versos.

Notas finais
Comentem? ^^