A Trágica Vida De Kinberlly

2 Capítulo 2 - Aniversário e Visitas


Notas iniciais
Postei hoje, por sorte, mas postei ^^

–---------Dia do Aniversário: 1 de Agosto de 2024------

Eu não tive bolo nem nada, mas eu ganhei presentes de Carlos, meu pai, que era o único que gostava de mim, minha mãe e Gabriel. Retalhador, o labrador da família, passou por mim e ficou latindo, abanando o rabo. Fui ao meu quarto e sentei no tapete, com Retalhador deitado ao lado. Ele é um labrador negro, e protetor da família. Ele gostava de mim, pois eu cuidava dele e fazia carinho. Sempre me protegia de Carlos e Gabriel. Peguei o presente de Gabriel e abri. Era uma foto, de nós 3, mas, eu estava riscada: pintaram minha pele de branco, meu casaco branco de azul, minha saia negra estava normal, mas as minha meias estavam listradas: Um vermelho e preto. Estava escrito: Para uma vagabunda. Joguei no lixo. Peguei o de Carlos, e vi que era algo +18. Joguei no lixo também, junto com o papel também escrita algo +18. Abri o de minha mãe e vi que era outro vestido de renda. Joguei na cama. Peguei o de meu pai, e torci para ser algo que eu gostasse. Quando abri....meu deus! Eu adorava isso! Um kit de medicina completo seguido do jogo “Operando” e um coração de plástico. Peguei o coração e o beijei, elogiando mentalmente meu pai. Me joguei na cama e fiquei jogando o jogo.

Ouvi um som de sino pequeno, o que me alegrou. Era a hora do jantar e eu estava morrendo de fome. Desci lá embaixo, segurando empolgada meu coração de plástico. Papai sorriu para mim e perguntou:

–- Eae, filha, gostou?

–- Sim, papai! Adorei!

–- Sabia que ia adorar, você acha fascinante o corpo humano, certo?

–- Sim! Muito obrigada!

–- De nada, querida.

Mamãe ficou olhando para papai, mas não dizia nada. Depois do jantar, segui silenciosamente a mamãe e o papai e ouvi eles dizerem:

–- Rodney, porque você cuida dela tão...tão...

–- Estilo minha filha biológica? É assim que deve ser.

–- Ela estava coberta de sangue numa cesta, com uma mulher morta ao lado! Alguém deve estar procurando-a!

–- Então, que venha aqui e busque ela.

Sai dali. Já tinha informação sobre meu passado: Era adotada, tinha uma mulher morta ao meu lado, que pode ser minha suposta mãe, então, eu não tinha mãe, mas pode ser que meu pai esteja vivo. Corri para meu quarto e adormeci por um tempo. Acordei a madrugada, em torno das 3:30. Peguei o pacote grande do inspetor e abri. Estava muito escuro, mas eu jurava que eram páginas. Peguei a lanterna e liguei. Eram oito páginas. Estranhas, diziam: Always Watching You, No Eyes, Follows, Can’t Run, e outras frases e desenhos. Achei que era um trote, então coloquei de volta, com cuidado. Eram velhas, então guardei mesmo assim.

Voltei a dormir, mas acordei de novo só que amanhecendo com um barulho de galhos na janela. Fui até ela e a abri, mas não vi nada, então a fechei. Quando deitei na cama e dormi, ouvi uma voz tenebrosa, lenta e arrepiante dizer perto de mim:

–- Boa Noite, Kinberlly.

Quando acordei, eram 8:30. Quando me levantei da cama, senti algo debaixo de meus pés. Olhei e parecia um tentáculo preto enorme que ligava para debaixo da minha cama. Sei disso porque era mais escuro que a sombra. Quando tirei o pé, o tentáculo voltou com uma velocidade incrível pra baixo da cama. Ouvi pequenas risadas do lado de fora, mas quando olhei, não era nada. “O que está acontecendo comigo hoje? Vozes, um tentáculo preto, o que é isso que minha cabeça ta pregando em mim hoje?!”. Olhei para debaixo da cama, mas não vi nada, a não ser escuridão. Me levantei do chão e fui ao banheiro. Penteei os cabelos, coloquei água no rosto e troquei de roupa, já descendo. Carlos estava com café na mão e olhava para um anuncio de jornal da escola.

–- A gente passou, Gabriel!

–- Um viva para a dupla dinâmica, Carlos e Gabriel, invencíveis sempre!

–- Viva!...

Olharam para mim, já deixando a voz morrer. Carlos voltou para o anuncio e disse:

–- Eae, puta, como você acordou? Ruim eu espero.

–- Achei um tentáculo debaixo da minha cama e risadas do lado de fora da janela, mas fora isso, normal.

–- Um tentáculo? Tem um polvo no seu quarto e eu não estou sabendo? – disse Gabriel, fazendo mamãe e Carlos rirem.

–- Era preto e não era pegajoso.

–- ...Irmãzinha vagabunda está na hora de conhecer o Slenderman.

–- Quem é esse?

–- É um homem simpático, alto, caucasiano.

–- ...é mais uma merda de vocês?

–- Não, ele existe!

Me levaram assim que eu terminei o café da manhã para o quarto deles, onde tinha um jogo aberto: Slender – The Eight Pages. Li em voz alta:

–- Slender, as oito páginas...

–- Sim, sim, e você estará a prova, jogue esse jogo.

–- Pra quê?

–- Só jogue.

–- Qual o objetivo?

–- Pegar as oito páginas e sobreviver.

–- ...Besta.

Eles não disseram nada, mas me deram o fone de ouvido e as instruções. Eu não me assustava quando aparecia um homem sem face perto de mim. Eu finalizei o jogo, deixando-os de boca aberta.

–- Pronto, mais alguma merda?

–- ...


Sai do quarto imundo deles e fui para o meu. “Slender, né? Aquelas páginas...eu tenho elas. Será que o inspetor está de sacanagem comigo?”. Peguei o embrulho e abri, vendo elas novamente. Demorou alguns segundos para eu ficar lendo elas. Nada de interessante aconteceu nesse tempo. Chegou a noite e eu iria dar uma volta simples em volta da minha casa. Vesti o casaco branco e a calça jeans preta, com um sapato all star branco. Menti a minha mãe sobre a volta. Não tem o beco? A noite, perto da meia-noite, eu gostava de ficar lá, pensando sobre o que fazer. Coloquei o capuz e sai, logo dobrando e indo ao beco. Fui no banco que tinha de pedra e sentei, com o capuz na cabeça. Fiquei um tempo, pensando se eu iria fugir ou não. Se eu fosse, onde iria? Conclui que não fugiria até achar um lugar para ficar, mas antes que eu conseguisse sair, alguém me pegou e me virou, segurando meu rosto.

–- Feia, muito feia. Não é nada bonita.

Olhei para a voz e gelei: Ele era incrivelmente pálido, seus olhos eram negros, e ao redor, era negro também, tinha um sorriso longo no rosto. Ele não tinha pálpebras, mas olhava para mim.

–- O que faremos primeiro? Sorriso ou morte?

De sua boca, saia algumas linhas de sangue, que sujaram meu casaco. Ele sorriu um pouco mais e disse:

–- Bem, parece que teremos que fazer um sorriso nessa cara triste.

Ele pegou a faca, que estava em sua boca e se preparou para cortar a minha, se eu não tivesse posto a mão na boca e a outra na parede para me afastar, eu teria a boca cortada, mas o formigamento voltou para mim e me fez agachar. Parece que ele ficou meio surpreso com a reação do nada, mas não hesitou em partir pra cima: Foi até a mim e tentou me acertar com a faca, mas por incrível que pareça, ele atacava e eu desviava com a mesma agilidade. Foi-se um tempo assim, até que ele parou, dizendo:

–- Interessante. Você desvia antes, como se prevenisse meus reflexos, é um formigamento que sente?

–- ...

–- Fascinante, um formigamento no corpo a faz desviar. Mas não se preocupe, eu voltarei para matá-la. Hoje está salva pelo fato de conseguir escapar de meus ataques, mas, se não me conhece, meu nome, é Jeff The Killer.

E saiu correndo na escuridão do beco. Voltei correndo para casa, joguei o casaco num canto e dormi, traumatizada.

Notas finais
Mereço reviews? Não? ok ;-;