A Trágica Vida De Kinberlly

3 Capítulo 3 - "Morte ao Tirano"


Notas iniciais
3 capítulos pessoal...3 capítulos...

Quando acordei, fiz a minha rotina: Toma banho, põe uma roupa, se ajeita, toma café da manhã e arruma o quarto. Agora fui ao computador, pesquisar mais. Se eu teria que enfrentar uma pessoa daquelas, tinha que ter total conhecimento dela. Quando puis seu nome, milhares e milhares de imagens apareceram dele, mas, um pouco mais exageradas que o normal. O que me interessou mais foi a história dele. Era um garoto normal, mas, quando um grupo de garotos ia chegando, ele sentiu um formigamento. “Na hora do perigo sentir um formigamento...” – pensei. Mas mesmo assim, continuei lendo. Esfaqueara uns e quebrou o pulso de outro. Numa festa, fora queimado por eles e, com essa maluquisse de ser bonito, queimou as pálpebras pois tinha sono na hora e fez um sorriso no rosto, para sorrir para sempre, pois doía. “Maluco maluco maluco, mas...ele usa um casaco branco, calça jeans negras e um sapato branco...tem formigamento no corpo perto de perigo...eu tenho a mesma agilidade dele...ele tinha a cor do meu cabelo e meus olhos antes da transformação...ele seria...não, isso é impossivel, ele é novo demais pra isso e...isso é a mais pura coincidência.” – pensei.

–- Pare de pensar nisso, é impossível, Kinberlly. – disse para mim mesma.

Fui até o banheiro e molhei meu rosto. Quando olhei para o espelho, vi uma garota completamente diferente de mim: Cabelos negros e compridos, casaco azul, pálida, olhos de íris vermelha, mas...o resto do olho em vez de ser branco, era negro. Olhou para mim e sorriu. Quando abafei um grito, ela desapareceu e meu reflexo apareceu no lugar.

–- Kinberlly? Vá passear com Retalhador, agora! – disse minha mãe.

–- Já vou... – disse baixinho.

Desci meio trêmula e com um saquinho na mão. Peguei a coleira vermelha de Retalhador e fui para fora de casa, onde andei com ele pelo quarteirão inteiro, mas, uma hora ele parou e...quando olhei direito para ele, era outro cachorro...todo vermelho, com uma fachada negra nas costas, com um sorriso longo no rosto. Saltei para trás, assim, fazendo aquela imagem sumir e Retalhador andar.

–- Isso é um pensamento, Kinberlly, pare de pensar nisso! – pensei pra mim mesma!

–- Será mesmo, Kin? – disse outra voz igual a minha em minha mente, só que fria.

–- Quem é?...

–- Eu sou você, assim que fizer quinze anos.

–- ...Você...

–- Tinha que olhar para você, por isso surgiu meu reflexo no espelho naquela hora, e sim, eu sou real.

–- Não! Você é minha imaginação! Estou falando comigo mesma!

–- Que engraçado, você vê o Jeff The Killer, as páginas do Slender, um tentáculo preto debaixo de sua cama e ainda acha que eu não sou real?

–- Pare de falar comigo!

–- Por quê? Não agüenta a verdade? Tudo bem, mas não espere que estará livre de mim.

Assim, a voz parou de surgir na minha cabeça. Fiquei aliviada, mas, eu não podia pensar, se não ela sabia que eu estava pensando sobre meu subconsciente. Corri de volta pra casa, com Retalhador correndo ao meu lado. Entrei e a primeira coisa que aconteceu foi Gabriel, que é o de cabelos loiros e olhos azuis, recebeu Retalhador com um abraço e um aperto.

–- Eae, cachorrão! Não curtiu ficar com a Kinberlly? Eu passeio com você depois, pode deixar!

–- ...

Carlos Alberto, que era o moreno [cabelos castanhos] e olhos verdes, olhou para mim e disse com um empurrão pra dentro:

–- Vai pro seu quarto, você tem que arrumar ele, antes que a mamãe veja.

–- O que você fez?

–- Nada, mas eu fiquei surpreso ao ver que você desenhou muito bem as páginas do Slender em oito folhas velhas, criativo para uma fedelha.

–- ...

Já sabia que eles revistaram meu quarto e descobriram as páginas. Fui correndo lá para cima, com Retalhador a me seguir. Quando abri a porta, vi meu quarto todo bagunçado, com folhas no chão, livros caídos, gavetas desarrumadas, tudo desarrumado. Suspirei e disse:

–- Bem, parece que tenho que arrumar tudo isso sozinha...

Retalhador foi até um livro caído, pegou-o com a boca e o levou até a mesa que ele podia alcançar, para os pés. Sorri e disse:

–- Pelo menos, não completamente sozinha.

Arrumei tudo com Retalhador pondo os livros na mesa no final e eu colocando de volta na estante. Mamãe entrou no quarto, com cara de raiva, mas, quando olhou em volta, sua expressão suavisou.

–- Carlos e Gabriel falaram que você havia bagunçado o quarto...

–- Aqueles imbecis não sabem de nada.

–- A única imbecil aqui é você... – sussurrou a mamãe para mim, assim que fechou a porta.

Me joguei na cama e disse em voz baixa:

–- Quero que vocês morram!

Adormeci quando me virei para o lado esquerdo e fechei os olhos. Quando acordei, era de noite. Eu colecionava coisas velhas sabe? Por isso eu guardei as páginas e um lampião, com uma caixa enorme do lado, com diversos óleos. Minha janela estava pinchada com algo vermelho que...deslizava sobre ela:

“Morte Aos Tiranos!”

Morte Aos Tiranos...Pensa Kinberlly! Quem é tirano para você? Só Gabriel, Carlos Alberto e a mamãe...SUA INÚTIL! VÁ VÊ-LOS! Peguei o lampião rapidamente, o óleo e o liguei, iluminando o quarto. Fui correndo ao quarto de Gabriel, mas quando abri a porta...ele estava morto, com um sorriso no rosto. Sua cama estava toda manchada de sangue, como se ouvesse uma explosão de sangue no quarto. Sobre a parede, atrás dele, estava escrito:

“Morte Ao Tirano!”

Droga! Cheguei tarde! Fiquei horrorizada quando o vi, o peito completamente aberto. Fechei a porta e corri até o quarto de Carlos, até o ver. Ele, sentado na cama de Carlos, colocando o cobertor sobre ele, o observando. Com a mão em seu cobertor, olhou para mim, com aqueles olhos negros, fez um gesto de silêncio e falou:

–- Just... Go to sleep! [Apenas... vá dormir!]

Queria gritar para Carlos acordar, até que senti uma mão enorme e branca num terno cobrir minha boca, fazendo-me não respirar direito.

–- Não...consigo...respirar!

O homem tirou a mão sobre meu nariz, assim, me fez conseguir respirar e ver...o garoto do casaco branco cortar o peito de Carlos, que ainda dormia, e fazer um sorriso em seu rosto. Sangue se espalhava pela cama e nas paredes. Não quis olhar, mas lágrimas saiam pelos meus olhos, pensando que eu seria a próxima. Ele pintou na parede com o dedo ensangüentado:

“Morte Ao Ultimo Tirano!”

Depois que escreveu, foi até a mim, com a faca já preparada. Fechei os olhos, esperando o pior, mas eu senti o toque frio dele sobre minhas mãos e minha roupa. Quando o olhei, ele estava pintando minha roupa e meu rosto de sangue. Quis morder a mão da pessoa que cobria minha boca, mas quanto mais eu mordia, nenhum som ela soltava.

–- Ele não sente dor? Porque não solta? – pensei.

–- Porque não tem boca para exclamar o grito.

–- Você de novo, eu imaginário?

–- Vamos, é só sangue, e um corpo morto, você gosta disso, você até tem um coração de plástico.

O cara de casaco branco/sanguentado foi até o corpo de Carlos, arrancou algo que não batia mais e estendeu para mim, dizendo:

–- Você não os queria mortos? Aqui estão eles, mortos. Você gosta de corações humanos, certo? Aqui está um deles. – disse, sorrindo e me estendendo.

Eu fechei os olhos e meio que silenciosamente recusei.

–- Recusará? Que pena.

A mão esbranquiçada cobriu completamente meu rosto, assim me tirando o oxigênio e me fazendo desmaiar.

Notas finais
reviews? *-*