Epílogo

Foi a primeira vez em quatro anos que Rachel tirou o anel de diamantes de sua mão direita. O vestido branco caía suavemente pelo corpo da morena. Um buquê, que misturava gardênias e tulipas vermelhas, repousava numa mesinha no canto da sala. Uma batida na porta fez com que ela tirasse os olhos do espelho pela primeira vez em minutos.

- Entra... – falou em voz baixa.

Seu padrinho de casamento passou pelo portal da porta e fechou-a atrás de si.

- Você está encantadora, Rachel – disse sorrindo. – Seu vestido é lindo! De quem é?

- Ah, um estilista desconhecido chamado Kurt Hummel...

O homem dos olhos azuis riu e sentou-se numa cadeira próxima ao espelho em que Rachel se olhava.

- Como você está? – perguntou.

- Nervosa. Muito nervosa... Ela esperou quatro anos por isso, Kurt...

- Você também esperou quatro anos por isso. E vocês não são as primeiras da turma a se casarem. Não tem porque ficar nervosa – falou, olhando para a aliança em sua mão.

- Eu sei, mas... Eu quero isso tanto!

- Então por que está nervosa?

- Hummel, é o meu casamento! Eu posso estar nervosa!

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- Kurt fez um ótimo trabalho com esse terno, Lucy...

- Eu sei – disse com um sorriso. – Seu marido é muito talentoso, Blainers.

O homem riu, ficando com as bochechas rosadas.

- Nervosa?

- Esperei centenas de anos para esse dia – o sorriso no rosto dela cresceu.

- Isso não responde a minha pergunta.

- Nem um pouco.

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Brittany e Blaine estava do lado esquerdo do pequeno altar montado no jardim do fundo da casa dos Berry. Todos tinham retornado a Lima para o casamento. Quinn estava ao centro, olhando para o corredor que se estendia até a porta da casa que dava acesso ao jardim. Kurt e Santana estavam do lado direito.

Uma melodia suave começou a sair do piano. Todos se levantaram e viraram para trás. O sorriso no rosto da loira aumentou ao ver sua noiva entrando no jardim.

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- Eu aceito...

As duas uniram os lábios sob uma chuva de pétalas e uma salva de palmas.

- Eu te amo, Lucy – disse a morena sorrindo.

- Eu também te amo, Rachel Barbra Berry Fabray.

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- Mãe, por que a mamãe tá verde?

- Shh... – disse Quinn, ajeitando a menina em seu colo. – Depois a gente vai encontrar com a mamãe, agora presta atenção na música, tá?

A pequena criança estava encantada com tudo o que acontecia ao seu redor. Era a primeira vez que ia ao teatro ver a mãe. A única coisa, era que Rachel não sabia.

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A cortina se fechou e a morena foi para seu camarim. O mesmo ritual de todas as noites. Sair do palco, ir para o camarim, tirar a tinta verde de seus braços e rosto, dar autógrafos e tirar fotos com os fãs e, finalmente, ir para casa.

- Senhora Berry? – disse um dos seguranças do teatro. – Sua esposa já está em seu camarim.

- Obrigada!

A mulher aumentou o passo em direção ao camarim. Quinn estava viajando há duas semanas para a divulgação do seu terceiro livro. Fazia cinco anos que o primeiro livro havia sido lançado. Embora estivesse pronto desde o último ano do colégio, foi difícil conseguir uma editora. Foram necessários sete anos.

Abriu a porta e levou uma grande surpresa. Maior do que esperava.

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- Mamãe!

A menina soltou-se da loira e correu em direção à mulher parada na porta.

- Você tá verde! – falou ao abraçá-la.

- Eu estou verde... – a morena riu e depositou um beijo na testa da filha. – Oi você... Achei que só voltaria semana que vem...

Mudança de planos – levantou-se da cadeira e caminhou até a esposa. – Senti sua falta. Demais.

- Eu também...

Juntaram os lábios por um curto instante, até serem interrompidas por um pequeno pigarro da filha. Ambas riam ao separarem os lábios.

- Claire, mamãe vai só tomar um banho rápido. Depois a gente vai para casa, tá?

A criança assentiu e voltou-se para a mãe, estendendo suas mãos para cima, pedindo colo.

- Você não está meio grandinha para pedir colo? – disse a loira erguendo a filha do chão.

- Não!

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- Você alguma vez pensou que estaríamos assim? Casadas, com uma filha maravilhosa, fazendo o que amamos...

Estavam dirigindo de volta para o apartamento. Claire dormia em sua cadeirinha no banco de trás.

- Eu nunca imaginei que eu a teria novamente. Ou que eu teria uma filha... Tudo isso é novo para mim.

- E para mim também não é?!

- Você entendeu o que eu quis dizer.

Riram. A mais velha ligou o rádio e ficou mudando de estação em estação, tentando encontrar alguma que a agradasse.

- Pode escolher uma, por favor?

- Claro, madame... – a loira sorriu e deixou o rádio sintonizado em uma estação de música. – Amor, você sabe que dia é hoje?

A morena assentiu.

- Feliz quinze anos de namoro, Lucy.

“Que tal voltarmos um pouco no tempo? Uns dez, quinze anos? Essa música foi um pedido da nossa ouvinte L. F., que pediu para dedicar essa música ao amor de sua vida. Então, amor da vida de L. F., essa é para você!”, disse o radialista.

- Feliz quinze anos, amor...

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“Heart beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid to fall

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow

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One step closer

.

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

Time stands still

Beauty in all she is

I will be brave

I will not let anything take away

What's standing in front of me

Every breath

Every hour has come to this

.

One step closer

.

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

And all along I believed I would find you

Time has brought your heart to me

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

One step closer

One step closer

.

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid I have loved you

For a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

And all along I believed I would find you

Time has brought your heart to me

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more”

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“E essa foi Christina Perry com A Thousand Years especialmente para L. F. e o amor de sua vida. Fiquem agora com...”

A morena desligou o rádio e guiou o carro até o acostamento.

- Eu te amo.

- Eu também te amo, Rachel. Por mil anos...

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FIM

Notas finais
Bom... Acabou. Desculpem pela repetição excessiva da música.
Eu queria poder agradecer pessoalmente a cada um de vocês que acompanhou a fic até aqui. Não importa se você chegou bem no começo da fic, ou se você começou a ler ela ontem. Muito obrigada por tudo. Tiveram algumas pessoas que passaram por aqui que me marcaram um pouco, então eu queria dar um agradecimento especial para elas: para a Srta. Magic, que deu a primeira recomendação da fic; à Charlie, por ter sempre comentado e não ter morrido durante a leitura; à N., que mesmo não comentando aqui foi atrás de mim no ask e conversou comigo quase todos os dias desde dezembro; à Big AKG, que sempre deu um jeito de comentar; à Day França, à cristianekrieser e à Caroline Vidinha Dela, que comentaram sempre que podiam; e, especialmente, à você. É, você que está lendo esse recado aqui embaixo, porque se você está aqui, significa que leu todos os outros capítulos e gostou do que eu escrevo, então, muito, muito, muito obrigada por toda a alegria que vocês me proporcionaram nesses últimos meses cada vez que eu abria meu e-mail e mostrava que alguém comentou na fic. Queria agradecer adiantada a todos os comentários que virão (e não só nesse capítulo, porque tenho certeza que tem gente que um dia vai ler essa fanfic) e a alguma possível recomendação.
Mais uma vez, obrigada a tudo que vocês me proporcionaram nesses últimos meses. De verdade. Vocês são os melhores. Eu nunca, na minha vida, imaginei que eu pudesse atingir a quantidade de leitores que eu tenho hoje.
E, bem... É isso. A Thousand Years chegou ao fim hoje, 13 de abril de 2013. Espero que tenham gostado do capítulo, não deixem de comentar e dar uma passada na minha nova fanfic, Soul Mates (http://fanfiction.com.br/historia/354740/Soul_Mates).
Beijos, ClaraBerryFabray (ask.fm/ClaraBerryFabray e claraberryfabray.tumblr.com)