A Thousand Years
28 21.2 - Extra
Notas iniciais
21.2
“Reunião de emergência na minha casa. Agora!”
Foi essa a mensagem que Quinn mandou para Blaine e Santana num
sábado de tarde, algumas semanas depois do dias dos namorados. O New Directions tinha ganhado as Regionals e iria, depois de muitos anos, para as Nationals, o que significava ensaios quase todos os dias.
Os dois não demoraram a chegar.
– O que aconteceu de tão urgente, Fabray? – perguntou a latina, sentando-se no sofá.
– Eu preciso da ajuda de vocês.
– Está tudo bem, Lucy? – falou Blaine.
– Não... Mara está vindo para cá.
– Como você sabe?
– Eu sinto, San. Eu sei que ela não está mais no Brasil, ela está vindo atrás de mim, atrás de Rachel... Eu preciso sair daqui.
– E Rachel?
– É aí que eu vou precisar da ajuda de vocês. Eu preciso que vocês cuidem dela para mim até que eu volte.
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Rachel acordou tarde naquele dia. Perfeito. Haveria uma festa na Scandals naquela noite, e ela e Quinn estavam combinando de irem havia semanas.
“Boa tarde!”, mandou a mensagem para a namorada, levantou-se da cama e foi tomar um banho. Quando saiu, quase meia hora depois, não havia recebido resposta da loira.
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– Quando você vai?
– Essa noite, logo depois de deixá-la em casa.
– Você não pode ir sozinha, Lucy... Ela pode ter sido “gentil” com você quando você foi ao Rio vê-la, mas ela é imprevisível! Ela pode simplesmente mata-la!
– Vou ter que concordar com você, e é por isso que eu vou com ela, Anderson!
– Agradeço pela ajuda, Santana, mas eu não posso deixar que você largue tudo, incluindo Brittany, para vir comigo.
– Você não entendeu, Fabray... Eu vou, nem que eu tenha que te amarrar e te jogar no porta malas do meu carro.
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– Blaine, só não deixe ela vir atrás de mim, por favor.
– Eu sei, Lucy. Já é a quinta vez que você me pede isso.
– Você vai cuidar dela para mim?
– Claro que vou. É uma promessa.
– Vou voltar o mais rápido possível. Prometo.
– Só... Tome cuidado, Lucy. Por favor.
– Eu vou... – riu. – Se alguma coisa acontecer comigo, Santana põe toda Lima Heights atrás de mim!
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A campainha da casa dos Berry soou antes do que Rachel esperava. Não que ela não estivesse pronta, mas queria ter tido um pouco mais de tempo para se arrumar. Desceu as escadas e abriu a porta.
– Oi! – falou a morena.
– Oi...
Quinn entrou na casa, depositando um beijo nos lábios da namorada, que logo em seguida fechou a porta.
– Você está pronta? – perguntou a loira.
– Só preciso por meu sapato. Você me espera aqui?
– Claro, claro...
Rachel subiu as escadas da casa, enquanto a mais velha ficou na sala. Caminhou até a lareira, onde uma foto delas juntas repousava. Pegou o porta retrato e sorriu. A foto havia sido tirada no dia em que fizeram seis meses de namoro. O sorriso murchou em seu rosto ao lembrar-se do porquê de ter ido à casa da morena. Colocou a foto de volta no lugar. Valeria à pena. Quinn faria qualquer coisa pelo bem da namorada.
– Vamos? – disse Rachel, aparecendo no topo da escada.
– Acho que mudei de ideia. Não quero que ninguém te olhe. Você está linda demais para ser vista... – ambas riram. – Breadsticks?
– Com certeza.
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– Amor, você nem tocou na comida... Está tudo bem?
– Só pensando, Rach. Temos que conversar.
A loira colocou seu prato de lado e Rachel fez o mesmo. Segurou nas mão da namorada.
– Você sabe que eu te amo, não? – a morena assentiu. – E você sabe que eu esperei por você durante todos esses séculos... E é por isso que eu vou ter que te deixar – a outra ameaçou começar a falar, mas Quinn impediu-a. – Só escute, Rachel, por favor... Mara está vindo para cá, e ela está atrás de você. Ela quer entender como você voltou, e eu tenho medo do que ela possa fazer com você. Eu vou sair de Lima hoje, e não sei quanto tempo eu vou demorar. Eu preciso tirá-la de perto de você, amor...
– Eu não posso ir com você?
A loira negou com a cabeça, uma lágrima escorrendo por sua bochecha.
– Ela acha que você vai estar comigo. Eu vou tentar matá-la, Rachel. Aí poderemos finalmente viver em paz. Eu não quero que você corra perigo por minha causa.
– Me prometa que você vai voltar, Lucy. Por favor.
– Claro que eu prometo, Rachel... – beijou as mãos da garota. – Blaine vai estar aqui para o que você precisar, está bem? Faça tudo o que ele te pedir. Vou tentar falar com vocês quando for seguro.
A morena assentiu mais uma vez e puxou a namorada para si, beijando-a.
– Tome cuidado, Lucy... Eu te amo.
– Eu também te amo, Rachel...
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– É hora da caça às bruxas! – falou a latina, ligando o carro e acelerando pela rua, em direção à saída da cidade.
– Estamos também fugindo dela, San...
– Não corte meu barato, Fabray!
Conforme aceleravam, as luzes de Lima ficavam para trás, assim como o coração da loira. Colocou a mão por dentro do decote, puxou a medalha de outro que repousava em seu peito e segurou-a com força. Não precisava ler o que estava gravado nela para ter em mente o que precisava.
“Fé. Coragem. Amém.”
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– Blaine?
“Oi, Rach. Quer que eu vá para aí?” respondeu o garoto do outro lado da linha. A morena pôde ouvi-lo pegando um bolo de chaves.
– Eu preciso de alguém. Eu não estou bem, Blaine...
“Me dê dez minutos. Já chego aí.”
– Obrigada...
Desligou o telefone e pegou mais um lenço de papel, limpando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto mais uma vez. Em menos de cinco minutos, a campainha soou. Levantou-se e andou lentamente até a porta. Mal havia a aberto quando o garoto entrou e ela desabou em seus braços.
– Calma, Rachel... Ela vai voltar. Não fique assim, é só uma viagem, assim como no Ano Novo. Ela está fazendo isso para te proteger.
– Eu sei, eu sei... É só que... Dessa vez dói mais. Dóis porque eu sei que ela pode se machucar, que pode não dar tudo certo...
– Eu sei que dói, querida, mas vai dar tudo certo. Lucy sabe cuidar de si mesma.
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– Deixe-me ver se eu entendi direito – falou Santana, ao entrarem no quarto do hotel que se hospedaram às quatro horas da manhã. – Aquela bruxa velha consegue saber onde você está e você consegue sentir se ela está te ameaçando. E você acha que ela está vindo atrás do Hobbit?
– Santana!
– Está bem, atrás de Rachel... Por quê?
– Ela quer saber como Rach voltou. A alma dela deveria ter se perdido quando queimaram ela. Foi um erro ter ido até ela no final do ano passado, San... Ela não saberia do meu paradeiro, muito menos sobre o de Rachel.
– Ela não está de olho em você o tempo todo?
– Não – sentou-se na cama. – Às vezes passo anos sem saber dela, mas desde que fui ao Rio, ela tem tentado entrar na minha mente. Eu não sei como...
– Bem, temos uma missão com vário objetivos aqui. Primeiro, proteger Rachel. Depois, descobrir como Mara entra na sua cabeça e impedi-la. E, por último, acabar com a raça dela.
A loira riu e deitou-se, colocando o lençol sobre seu corpo e desligando o abajur ao seu lado.
– Boa noite, Santana... Te vejo em três horas.
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