Notas iniciais
Capítulo 25... Último capítulo da fic. Semana que vem tem o epílogo e aí, A Thousand Years está oficialmente encerrada. O discurso meloso eu vou deixar para a semana que vem, para compensar o tamanho do epílogo. Espero que gostem desse capítulo, dei meu coração nele.

25

- Esse ano não poderia ter sido melhor...

As meninas estavam deitadas em frente ao lago que banhava o chalé de Quinn. A loira acariciava os cabelos da morena que se espalhavam por seu colo.

- Por quê? – perguntou a mais velha.

- Campeões nacionais de coral. Tenho uma namorada que me ama... O que mais eu poderia pedir?

- Bem, acho que posso tornar esse ano ainda melhor.

- Como? – perguntou, rindo suavemente.

- Dizendo que eu vou ficar aqui em Lima por mais dois anos, até que você se forme e nos mudemos para New York...

A mais nova sentou-se e virou-se para a namorada.

- É sério?

- Por que não seria?

- Mas, Lucy... E a faculdade?

A loira apontou para si mesma, com uma leve risada escapando de seus lábios.

- Setecentos ano de idade. Várias faculdades.

- Então quer dizer que você vai ficar dois anos aqui em Lima sem fazer absolutamente nada?

- Na realidade não. Eu vou fica aqui, com você, vou tentar arranjar um emprego e, quem sabe, transformar meus diários em livros. Quem sabe?

- Lucy Quinn Fabray escritora?

- Eu tenho setecentos anos de memórias, Rach... Posso ganhar um pouco de dinheiro com isso.

- E você acha que literatura homossexual vende?

- Só tem um jeito de saber...

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- Última semana de aula, pessoal... Para muitos de vocês, serão os últimos dias que andarão por esses corredores – o professor olhou para cada um dos formandos. – Por isso, vamos fazer uma tarefa especial essa semana. Formandos, vocês cantarão para os mais novos, e vice-versa. Ganhamos as Nationals, mas, mais importante do que isso, nos tornamos uma família.

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- Por que sempre o auditório, Rach?

- Acho que é meio que o nosso lugar, não? – a morena riu e começou a caminhar até o piano.

Quinn subiu no palco e andou até a namorada.

- Algum motivo especial para me chamar aqui?

- Sim – sorriu e sentou-se no piano. – Eu pedi algumas aulas para o Blaine. Eu não toco muito bem, mas vale a intenção.

A morena começou a dedilhar as teclas e, rapidamente, Quinn reconheceu a música. Abriu um largo sorriso.

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[Rachel]

The day we met,

Frozen I held my breath

Right from the start

I knew that I'd found a home for my heart...

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A loira cortou a namorada, sorrindo. Aproximou-se da morena e cantou o próximo verso.

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[Quinn]

Beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid

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To fall

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow

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[Quinn e Rachel]

One step closer

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[Rachel]

I have died every day waiting for you

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[Quinn]

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

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[Quinn e Rachel]

I'll love you for a thousand more

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[Rachel]

Time stands still

Beauty in all she is

I will be brave

I will not let anything

.

Take away

What's standing in front of me

Every breath

Every hour has come to this

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[Quinn e Rachel]

One step closer

.

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

And all along I believed I would find you

Time has brought your heart to me

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

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Rachel levantou-se e caminhou até a loira.

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[Rachel]

One step closer

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[Quinn e Rachel]

One step closer

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Juntaram as mãos e se aproximaram ainda mais.

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[Quinn]

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid I have loved you

For a thousand years

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[Rachel]

I'll love you for a thousand more

.

[Quinn]

And all along I believed I would find you

.

[Rachel]

Time has brought your heart to me

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

.

[Quinn e Rachel]

I will love you

A thousand years

.

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Terminaram a música com um beijo apaixonado. Era um beijo calmo, terno… As lágrimas que escorriam pelos rostos de ambas eram ignoradas. Separaram-se lentamente, sorrindo.

- Por que tudo isso? – perguntou a loira, rindo suavemente.

- Era a tarefa da semana. Nós tínhamos que cantar para os formandos. Eu quis cantar essa música para você, mas era pessoal de mais para cantar na sala do Glee Club.

- Você é perfeita...

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A beca vermelha descansava num gancho na parede do quarto de Quinn. Ela e Rachel haviam chegado a pouco da formatura da loira. Foi uma tarde, no mínimo, emocionante. Quinn havia sido escolhida como oradora da turma. Foi difícil. Nunca havia se apegado tanto a um local quanto ao McKinley.

- Eu trouxe chá – disse a morena, entrando no quarto. – Você está bem?

- Sim. É só que... Foi difícil dizer adeus ao McKinley, principalmente representando todos os formandos. Esses últimos meses fizeram com que eu me apegasse a ele.

- Ah, que fofa – falou, deixando a bandeja que carregava na cama e abraçando a loira por trás, apoiando sua cabeça no ombro dela. – O que você está fazendo?

- Escrevendo...

- O livro? – Quinn assentiu. – Você realmente está levando isso a sério, não?

- Bem, em uma semana eu consegui passar boa parte do primeiro diário para o computador. Já é um começo.

- Uma semana?! Você não dorme?

- Durmo – riu levemente, voltando sua atenção para o monitor.

- E o que você está escrevendo agora?

- Uma espécie de introdução... Eu acho.

- Você pode ler para mim?

A loira subiu a página com o mouse e começou a ler.

- Vagamos pela Terra há milênios. Talvez muitos mais do que saibamos. Porém, em todos esse milhares de anos, pode-se dizer que uma coisa foi imutável. O amor... Desde os tempos antigos, vemos provas, demonstrações, história de amor... E aqui vai ser mais uma dela, mas ao mesmo tempo, ela não é apenas mais uma. É uma história de amor. História de duas mulheres que enfrentaram tudo o que precisaram pelo único propósito de ficarem juntas.

“Barreiras foram quebradas. E não apenas aquelas do preconceito. Barracas internas, que já duravam centenas de anos. Uma chama que havia sido apagada e que, a muito custo, foi reacesa. Uma chama quente, vermelha, ardente. Uma chama chamada amor.

“As palavras ditas nessas próximas páginas serão juras de amor. E também, provas de amor. Provas que mostram que nada, nem mesmo o tempo, pode separar o amor verdadeiro.

“Uma citação para resumir tudo isso? O próprio título. A Thousand Years. Mil anos...”

- Eu te amei por mil anos. E eu vou te amar por mais mil... – disse Rachel, terminando de ler as palavras.

- Exatamente – sorriu. – Tirou as palavras da minha boca.

- Da tela, você quis dizer...

- São a mesma coisa.

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- Rach, vamos viajar?

- Oi?

- É, viajar...

- Para onde? – a mais nova riu.

- O que você acha de Paris?

Rachel sentou-se abruptamente na cama e encarou a namorada.

- Você está falando sério?

- Por que você sempre duvida do que eu falo? – sorriu. – A principal questão é: por que eu não estaria? Estamos de férias, amor...

- Lucy, eu não tenho dinheiro para isso... Fui para New York alguns meses atrás.

- Eu pago para você! Vamos? O que você acha de conhecer a Cidade Luz? – sentou-se e começou a beijar o pescoço da namorada. – A cidade do amor?

- Lucy... – soltou um gemido abafado.

- Por favor... – começou a descer os beijos pelo torso da morena.

- Você está querendo me matar, por acaso? – a mais nova riu e puxou a cabeça da namorada para cima, beijando-a.

- Não... – disse ao se separarem. – Só estou tentando te convencer a viajar comigo.

- E por que você quer ir para Paris?

- Eu já disse... Cidade do amor.

Rachel deitou-se no colo da loira, que começou a acariciar seus cabelos.

- Tem alguma coisa que você me peça que eu não faça?

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- Amor, acorde... Temos que sair...

A morena remexeu-se na cama e sentou-se, com os olhos ainda fechados.

- Se troque, vamos sair.

- Lucy... – ela olhou no relógio. – É quase uma hora da manhã...

- Eu sei. Vamos, temos hora marcada.

A mais nova levantou-se e, com um pouco de dificuldade, colocou um vestido e pegou sua bolsa.

- Pronto – disse, ainda sonolenta.

Quinn segurou-a pelo braço e guiou-a até o lobby do hotel. Um táxi as esperava do lado de fora. Entraram no carro.

- Durma, ei te acordo quando chegarmos.

Rachel mal escutou o que a namorada lhe disse.

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- Merci, monsieur.

A loira pagou o táxi e desceu. Rachel estava sentada num banco, esperando a namorada. A morena não tinha a menor ideia do que estava acontecendo.

- Acordou? – perguntou Quinn.

- Mais ou menos. Daqui a pouco eu acordo – riu suavemente, levantando-se. – Onde estamos?

- Olhe para cima.

A morena fez o que a namorada pediu e quase caiu para trás, tamanha a surpresa.

- L-lucy!

- Torre Eiffel... É linda, não?

- Sim, mas... Precisávamos vir à uma da manhã?

- Claro!

- Por quê?!

- Eu consegui fechá-la para nós por algum tempo... Eu tenho meus contatos.

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A morena estava boquiaberta. Não apenas pelo fato de que a namorada havia fechado o ponto turístico mais importante de Paris para elas, mas também pela vista que ela tinha do topo da torre. Era linda.

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Quinn observava a namorada de longe. Seu corpo tremia, e não era devido a brisa que começou a soprar. Estava nervosa. Muito nervosa. Havia passado semanas se preparando para aquele momento. Faria dezoito anos em alguns dias, seria seu primeiro aniversário em quase sete séculos. Ela queria comemorá-lo de uma maneira especial.

Ela, Blaine e Kurt haviam planejado tudo nos mínimos detalhes. Muitas ideias foram vetadas. A loira queria algo íntimo, mas ao mesmo tempo uma coisa que fosse memorável. Então, chegaram a um consenso.

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- Acho que essa música ficaria perfeita – disse Blaine. – Daria um toque a mais em tudo.

- Como se “alugar” a Torre Eiffel por algumas horas já não fosse demais – o garoto dos olhos azuis ria. – Mas, falando sério, Quinn. Essa música é linda, e, em Paris... Tem um significado ainda mais especial.

- Vocês não se incomodam de eu usar a música de vocês? – perguntou a loira.

- Só você e Rachel vão ter conhecimento disso. Não tem problema nenhum, Lucy.

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A loira respirou fundo e apertou o play dentro da cabine de áudio. A melodia começou a soar pelos alto-falantes da torre. Andou até Rachel e abraçou-a por trás.

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[Quinn]

Never knew I could feel like this

Like I've never seen the sky before

Want to vanish inside your kiss

And everyday I love you more and more

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- Lucy, o que você está fazendo? – a morena sorriu.

- Dança comigo?

Quinn estendeu a mão para a namorada e começaram a dançar.

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[Quinn]

Seasons may change, winter to spring

But I love you until the end of time

.

Come what may

Come what may

I will love you until my dying day

.

[Quinn e Rachel]

Suddenly the world seems such a perfect place

Suddenly it moves with such a perfect grace

Suddenly my life doesn't seem such a waste

.

It all revolves around you

And there's no mountain too high

No river too wide

Sing out this song and I'll be there by your side

.

Storm clouds may gather,

And stars may collide

.

[Rachel]

But love you

.

[Quinn]

I love you

.

[Rachel (Quinn)]

Until the end of time (until the end of time)

.

[Quinn e Rachel]

Come what may

Come what may

I will love you

I will love you…

.

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- Fico feliz que tenha reconhecido a música.

- Como não teria? É uma música linda, de um filme lindo...

- Nesse caso, posso continuar com as coisas lindas? Vai ter uma explicação sobre tudo isso.

- Fique à vontade.

A loira guiou-a até um banco perto dos elevadores e sentaram-se.

- Você sabe que tudo tem um motivo para acontecer, não? – Rachel assentiu. – Essa viagem também. Há algum tempo, eu venho planejando essa noite. Tudo foi feito por um único motivo. Antes de mais nada, eu quero que você saiba que eu entendo se você disser não e que eu não quero que seja algo imediato, que você pode demorar o tempo que quiser para tomarmos o próximo passo. Eu só... Eu sinto que eu preciso fazer isso, Rach. No dia dos namorados, eu disse que você era muito jovem, mas... – a garota ajoelhou-se e tirou uma caixinha de veludo de dentro de sua bolsa. – Rachel Barbra Berry – abriu a caixinha. Os diamantes dos anel reluziam a luz do luar. – Você me daria a honra de ser sua esposa?

Notas finais
E então? Podem me matar nos comentários, tá? Haha, espero que tenham gostado do que aconteceu, foi muito bem planejado, ok? Não deixem de comentar e até o próximo!