Notas iniciais
Bom dia! Capítulo fresquinho saindo sábado de manhã! Espero que gostem!

23

- Rachel...

A morena virou-se em direção a voz que a chamava.

- Lucy?

A figura loira subiu no palco e começou a andar em direção a Rachel.

- Há quanto tempo você está aqui?

- Não muito, mas eu pude te ouvir cantar. Rachel...

- Não, Quinn! Não comece, por favor – interrompeu-a. – Eu não quero ouvir o que você tem a dizer. Eu não estou com humor para isso.

A mais nova não esperou a ex-namorada responder. Saiu andando para fora do auditório, deixando Quinn completamente sozinha.

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- Ela não quer falar comigo, Blaine.

“Você tem que ter calma, Lucy... Ela ficou magoada com você. Ela precisa de tempo.”

- Eu sei, mas... Eu sinto falta dela, Blaine. Eu demorei setecentos anos para reencontrá-la e eu já a perdi de novo.

“Fique calma. Vamos encontrar um jeito de ela te ouvir.”

Quinn rolou de um lado para o outro na cama. Estava nervosa, mas ao mesmo tempo com medo. Medo de perder Rachel definitivamente. Já fazia quase uma hora que estava no telefone com o amigo, e não haviam chegado a nenhum consenso sobre o que fazer.

- Como ela ficou enquanto eu estava fora?

“No começo foi bem difícil. As duas primeiras semanas... Eu não gosto nem de lembrar. Ela faltou alguns dias na escola e quando voltou a vir... Ela não era mais a nossa Rachel Berry.”

- Depois disso ela começou a namorar o Finn, certo?

“Sim.”

- Ele se aproveitou da fragilidade dela! Isso é nojento! Ele sabia que ela estava passando por um momento difícil!

“É o Finn, Lucy. Você sabe como ele é.”

- Eu sei, mas... É frustrante.

“Lucy...” O garoto ficou em silêncio durante alguns instantes. “Eu acho que eu tive uma ideia!”

- O quê? Uma ideia sobre o que?

“Conseguir com que você faça ela te ouvir!”

A loira sentou-se na cama.

- Como?! Estou ouvindo.

“Do mesmo jeito que sempre resolvemos os nossos problemas.”

- Cantando – a loira sorriu. – Mas o quê?

“Me dê meia hora. Já te ligo.”

- Certo. Até já então...

A loira desligou o celular e deitou-se mais uma vez. Sua cabeça estava cheia de pensamentos voando de um lado para o outro. Cantar para Rachel parecia ser uma boa ideia, mas a questão era saber o que cantar.

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- Um mês, pessoal! Temos só essa semana para decidirmos as músicas e começarmos a ensaiar as coreografias. Esse ano, como eu já disse para vocês, o tema foi escolhido por uma votação online e será Old, But Gold, ou seja, músicas antigas, mas que valem muito. E essa foi a tarefa que eu passei para vocês.

- Mr. Schue?

- Sim, Quinn.

- Eu e Blaine trouxemos uma música.

- Ótimo! O palco é de vocês.

Ambos se levantaram. Blaine andou até o piano e Quinn até o centro do palco, trazendo consigo um microfone. O garoto começou a tocar uma introdução e a menina deu um suspiro fundo. Focou seu olhar em Rachel e começou a cantar.

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How can I just let you walk away,

just let you leave without a trace

When I stand here taking every breath with you, ooh

You're the only one who really knew me at all

.

How can you just walk away from me,

when all I can do is watch you leave

Because we've shared the laughter and the pain,

and even shared the tears

You're the only one who really knew me at all

.

So take a look at me now,

because there's just an empty space

And there's nothing left here to remind me,

just the memory of your face

.

Take a look at me now,

because there's just an empty space

And you coming back to me

is against all odds and that's what I've got to face

.

I wish I could just make you turn around,

turn around and see me cry

There's so much I need to say to you,

so many reasons why

You're the only one who really knew me at all

.

So take a look at me now,

'cos there's just an empty space

And there's nothing left here to remind me,

just the memory of your face

Take a look at me now,

'cos there's just an empty space

But to wait for you,

well that's all I can do and that's what I've got to face

.

Take a good look at me now,

'cos I'll still be standing here

And you coming back to me is against all odds

That's the chance I've got to take.

.

Take a good look at me now,

oh, oho

Take a good look at me now

.

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Dessa vez, Quinn não chorava. Era tudo o que sentia representado em uma única música. Blaine levantou-se, colocou uma mão no ombro da loira e ficou parado ao lado dela.

- Uau! É disso que eu estou falando, pessoal – falou Mr. Schue. – É disso que precisamos para as Nationals! Excelente trabalho, vocês dois!

Ambos sorriram e sentaram-se novamente. O celular de Quinn vibrou em seu bolso.

“Me encontre no auditório depois da aula. – R”

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O auditório... Tantas coisas haviam acontecido lá. Tantas memórias. E agora, lá estavam novamente.

- Rachel?

A loira ainda estava sozinha no local. Pelo menos pensava. Já havia alguns minutos desde que as aulas haviam terminado. Ela estava preocupada.

- Quinn...

A mais velha virou-se. No fundo da plateia estava Rachel, sentada. A menina caminhou até a morena e sentou-se ao lado dela.

Silêncio.

- Quando você cantou aquela música mais cedo – falou a mais nova depois de alguns minutos. – Ela era para mim, não?

A loira assentiu.

- Eu sei que você ainda está brava comigo, de eu ter te deixado sem mais nem menos, mas eu precisei fazer isso, Rachel. Eu nunca me arrependi tanto de alguma coisa na minha vida...

- Então por que você me deixou, Quinn?! Você terminou comigo, apontou uma arma para mim, me deixou aqui, completamente sozinha!

- Eu queria te proteger, Rachel! Você acha que, depois de tudo o que eu passei por você nesses últimos séculos, eu simplesmente terminaria com você, sem motivo nenhum?!

- Você não poderia ter conversado comigo?

- Não! Eu fiz o máximo que eu pude para não te machucar, Rachel! Mas algumas coisas foram realmente necessárias!

- Por que terminar comigo era realmente necessário?!

- Porque senão eu teria que te matar!

A morena congelou.

- Me matar?

A mais velha balançou a cabeça de leve, encarando o chão.

- Você realmente me mataria se eu não descesse do carro naquela noite?

- Nunca... Eu jamais seria capaz de te matar, Rachel. Eu não conseguiria, eu não teria forças para fazer isso...

A voz de Quinn sumiu no ar. Ela não tinha condições de continuar a falar. Rachel tentava organizar os pensamentos em sua cabeça para continuar a falar.

- Por quê? – disse a morena.

- Eu terminei com você? – Rachel assentiu. – Mara estava atrás de você.

= Mara...

- A mulher que amaldiçoou Santana, Blaine, eu...

- Ah.

- Ela queria entender como você conseguiu me livrar da maldição. Depois ela te mataria. Eu...

- Por que ela me mataria?! Eu nem a conheço!

- Porque ela sabe que isso ia me desestabilizar. Ela me odiava, Rach... Ela faria de tudo para acabar comigo. Enfim, eu tinha que te proteger, mesmo que nós duas sofrêssemos com isso. Seria melhor do que você sofrer até a morte nas mãos dela e eu ter que ficar assistindo...

- E por que você voltou?

- Eu e Santana a matamos – um pequeno sorriso surgiu no rosto da loira.

- Vocês a mataram... Eu não sei se eu fico feliz por vocês terem a matado ou se eu fico preocupada com o que você e Santana são capazes de fazer.

A loira riu suavemente.

- Não precisa ter medo. Santana não vai te fazer mal. E tão pouco vou eu.

Rachel ficou em silêncio mais uma vez. Ela ainda amava Lucy? O que era aquilo que estava sentindo?

- Posso fazer uma coisa? – perguntou a loira.

A mais nova assentiu e Quinn começou a se aproximar lentamente dela. Colocou uma mão de cada lado do rosto da morena e juntou seus lábios. A vontade de Rachel era de retribuir imediatamente ao toque da loira, de se render por inteira a ela, mas tinha que ser forte. Não podia ceder tão facilmente a Quinn. Empurrou-a para trás.

- Quinn, pare.

- Sinto muito... Volta comigo, Rachel.

- Quinn...

- Por favor... Eu sinto muito a sua falta.

- Eu... Eu quero, Quinn, mas... Agora eu não consigo voltar com você. Você me quebrou, eu preciso de um tempo e...

A menina subitamente parou de falar. Seu rosto perdeu a cor, seu mundo começou a girar. Sentiu aquela mesma reviravolta no estômago que vinha sentido há algumas semanas.

- Rachel?

A garota virou-se bruscamente para a sua mochila e tirou uma sacola de plástico de dentro dela. Quinn finalmente entendeu o que estava acontecendo e se esticou para segurar o cabelo da morena.

- Respire, Rachel...

Não demorou muito para que Rachel recuperasse a cor. Deu um nó na sacola, levantou-se e jogou-a no lixo. Quinn foi atrás dela.

- Você está bem? – perguntou.

- Sim, estou bem.

- Quer ir para a enfermaria?

- Não precisa... Já passou o enjoo.

- Foi alguma coisa que você comeu?

- Não, Quinn...

- Você viajou no final de semana? Bebeu leite estragado? Será que você está com alguma infecção? Ou...

- Quinn, pare! – gritou a morena. – Eu agradeço a sua preocupação, mas eu estou bem. De verdade.

- Quer que eu peça para Santana dar uma olhada em você ou...

- Quinn, eu estou grávida!

A loira perdeu a fala. Quem estava nauseada naquele momento era ela.

- G-grávida?

Rachel assentiu.

- Você sabe que eu fiquei algum tempo com o Finn enquanto você estava fora. E teve uma noite que nós saímos, eu bebi e ele... Nós... Lucy!

A mais velha ignorou completamente o chamado da menina. Eu sangue estava fervendo. Começou a andar pelos corredores buscando por Finn.

- Kurt! Blaine!

Os dois garotos pararam de conversar e viraram-se em direção à loira.

- Quinn, oi!

A menina parou na frente de ambos.

- Onde está seu irmão?

- Finn? Acho que está no treino, por que? Aconteceu alguma coisa?

Quinn já havia ido embora. Não escutou mais nada do que o garoto disse depois de “treino”.

- Merda – disse Blaine.

- O que foi, amor?

- Ela sabe... Eu já volto!

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- Rachel?

A morena girou a cabeça em direção à voz do garoto.

- Blaine, oi...

- Ela descobriu, Rachel! Nós...

- Eu sei – a garota interrompeu-o. – Fui eu quem contou para ela.

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- Hudson!

O garoto estava parado próximo à entrada do vestiário. Quinn andou até ele com passos duros.

- Quinn! O que você está...

A menina empurrou-o em direção à parede e prensou-o.

- Qual é o seu problema?! – gritou a loira.

- Ei! Vai com calma aí!

- Calma? Ha! Você engravidou a minha namorada e quer que eu vá com calma?

- Ex-namorada. Você deixou-a, lembra?

- E você se aproveitou do estado frágil dela! Seu nojento!

Quinn deu um tapa no rosto do garoto e voltou a segurá-lo.

- Você é nojento, Finn...

- Você me bateu! Sua vadia!

- Bati mesmo! E baterei novamente se for necessário!

O garoto começou a se remexer nos braços da loira. Ela só havia conseguido prendê-lo porque foi pego de surpresa... Ele era muito mais forte do que ela... Antes que ele se soltasse, dois corpos se aproximaram e afastaram-nos um do outro.

- Blaine, me põe no chão... – falou calmamente.

- Você vai voltar para cima dele?

- Não...

A garota pousou no chão e virou-se para o amigo.

- Embora eu ache que ele merece apanhar um pouco mais.

- Lucy!

- Eu não vou voltar, Blaine! – ela arrumou sua roupa. – Aliás, como você sabia onde eu estava? E aquele era Puck pegando Finn?

- Ahn... Você perguntou para o Kurt onde estava Finn e eu estava junto, se lembra? E sim, era Puck.

- E você veio atrás de mim por quê?

- Eu fiquei preocupado. Você parecia irritada, e Puck disse que...

- Você sabia, não?

O moreno assentiu.

- Ela está realmente ou ela só fez o teste de farmácia?

- Ela realmente está. Lucy...

A loira fechou os punhos e respirou fundo.

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- Rach, você sabe que pode contar comigo para tudo, não?

A morena mexeu a cabeça em sinal positivo. Estavam sentadas na sala do apartamento de Quinn.

- Você já contou para os seus pais?

- Ainda não. Há grandes chances de se perder o bebê nos três primeiros meses de gestação. Eu vou esperar para ver se vai para frente.

A menina tomou um gole de seu chá e olhou para a janela.

- Esse frio já não deveria ter passado? Estamos em maio! O verão está quase chegando...

- As coisas estão mudando, Rachel – riu a loira. – Você está tentando puxar assunto usando o clima?

A mais nova riu e negou com a cabeça.

- Você tem sido uma ótima amiga para mim nessas últimas duas semanas, Lucy...

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- É isso aí, pessoal! – disse Mr. Schue entrando no ônibus. – Nationals, aí vamos nós!

Era uma tarde quente de quinta-feira, no meio de maio. O ônibus partiria em direção ao aeroporto com todos os membros do New Directions a bordo. De lá, seguiriam para Boston. Para as Nationals. Para o sonho de todos.

Notas finais
E então, o que acharam? Só lembrando que o próximo capítulo será o das Nationals, ou seja, vai ter muita música (quatro, para ser sincera), então não fiquem bravos por ter muita música xD Não deixem de comentar! Beijos e até o próximo!