A Thousand Years
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Notas iniciais
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Duas semanas. Já faziam duas semanas que Quinn havia partido. Rachel tentava esquecê-la, mas era quase impossível. As imagens daquela última noite entre elas ficavam se repetindo na mente da morena toda vez que ela fechava os olhos. A arma nas mão de Quinn. As lágrimas escorrendo pelo rosto da loira. Rachel sabia que a namorada... “Ex-namorada.”, seu inconsciente consertava-a. Sua ex-namorada não queria fazer tudo aquilo, mas foi necessário por algum motivo que a morena não entendia.
Mesmo assim, Rachel estava assustada, com medo. Quinn realmente atiraria nela caso não saísse do carro? Essa era a pergunta que não queria ter ficado para descobrir.
- Rachel?
A morena virou-se, saindo de seu transe.
- Finn, oi...
- O que você vai fazer sábado à noite?
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“Quanto você ainda demora? Ela ainda sente sua falta... Muita.”
Era a quarta vez que Quinn recebia a mesma mensagem de Blaine. Não dava para ignorar mais.
“Não sei.”
Já haviam rodado praticamente todo o território dos Estados Unidos, e nenhum sinal de Mara.
- Será que você pode me explicar por que você teve que terminar seu relacionamento com o Hobbit?
- Santana!
- Está bem! Seu relacionamento com a Berry.
- Mara está atrás dela.
- Isso você já tinha me falado, mas o que vocês estarem juntas influencia nisso?
- Mara... Ela consegue “me observar”, Santana. E quando eu estou com Rachel, não só fisicamente, nós temos uma espécie de... ligação. E isso permite, de algum jeito que eu ainda estou tentando entender, que Mara consiga observá-la também. Eu precisava quebrar essa nossa ligação.
- E por observar você diz...
- Ela basicamente consegue entrar na minha mente.
- Ah, certo – a latina assentiu e voltou a trabalhar no notebook em sua frente. Quinn fez o mesmo.
- Precisamos encontrá-la. Antes que ela nos encontre.
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- Bom dia, Rach!
A menina deu um suspiro e colocou um enorme sorriso no rosto antes de virar-se.
- Oi, Finn.
O garoto se aproximou e deixou um beijo nos lábios da garota. Segurou na mão dela.
- Vamos para o Glee Club?
- Claro, Finn...
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- Precisamos ir logo, Fabray!
- Calma, Santana! Eu preciso fazer uma coisa antes!
- Quinn!
- Ela vai me reconhecer pela aparência, Lopez! Você mudou muito desde a última vez, e nenhuma de nós tem mais a alma imortal que ela reconheceria, mas ela me viu há alguns meses!
A latina soltou um suspiro fundo e então disse:
- Do quê você precisa?
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- Muito bem, pessoal! – falou Mr. Schue. – As Nationals estão cada vez mais próximas, precisamos começar a nos preparar, mas, antes de qualquer coisa, alguém teve notícias de Quinn e Santana?
- Elas devem voltar em duas semanas, Mr. Schue.
O coração de Rachel parou de bater por alguns curtos segundos. Ela voltaria...
- Obrigado, Blaine. Um problema a menos para nós resolvermos. Vamos ao ensaio?
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- Conseguimos, Quinn... Finalmente conseguimos.
- E-eu... Eu ainda não consigo acreditar que realmente fizemos isso. Que finalmente, terminou.
Seus corpos estavam suados. O local estava, literalmente, em chamas.
- Temos que sair antes que os bombeiros cheguem, Fabray – a latina levantou-se e deu uma mão a Quinn para ajudá-la a se levantar. – Vamos.
A loira se levantou e saíram correndo da casa.
- Eu preciso de férias. Definitivamente – disse Santana.
Quinn riu e começaram a dirigir. Estavam finalmente livres.
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Um mês e meio havia se passado. O calor já chegava a Lima. O mês de maio se aproximava, junto com as Nationals.
- Rach, posso falar com você?
A morena bateu a porta de seu armário e começou a andar pelo corredor.
- Agora não, Blaine.
- É importante, Rachel...
- Eu já disse que agora eu não posso!
- É sobre a Lucy!
A garota parou subitamente. O coração se apertou no peito dela.
- O quê? – virou-se para o menino. – O que ela vai fazer comigo dessa vez? Ela já quebrou meu coração, o que ela vai quebrar agora?
- Rachel...
- Não, Blaine! Não tem o que fazer! Além disso, eu estou com o Finn agora!
- Ele não te faz feliz, Rachel! Eu consigo ver em seus olhos!
- E daí?! Ele ao menos tenta! – lágrimas começavam a se acumular em seus olhos. – Ele não ameaçou me matar, Blaine! Ele não me deixou sozinha!
- Você não o ama, Rachel! Não minta para si mesma! Não se force a amá-lo, porque lá no fundo, você sabe que estará mentindo para si mesma! Você sabe que não é ele...
A morena caiu de joelhos no chão. O rosto vermelho, a água escorrendo de seus olhos.
- Rachel...
- Eu não sei, Blaine! Eu não sei mais nada. Eu não sei o que sinto em relação ao Finn. Eu não sei se ainda amo a Lucy. Eu não sei se eu a odeio...
- Querida, acalme-se – o garotou sentou-se ao lado da morena. – Você está com o coração partido. Demora algum tempo para se recuperar.
A menina assentiu. O choro havia diminuído.
- Você disse que queria dizer alguma coisa sobre a Lucy.
- Ah sim... Ela e Santana chegam amanhã. Eu achei que seria melhor se eu te avisasse.
- Ah...
Silêncio. Aquele silêncio constrangedor em que ninguém sabe o que falar.
- Blaine... Você consegue guardar um segredo?
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- Fabray, essa coisa não vai sair da sua cabeça.
- Já está melhor do que antes.
- É, está menos rosa. Passou de rosa pink para simplesmente rosa. Seu cabelo vai passar por cinquenta tons de rosa.
- Cale a boca, Lopez!
- Eu vou ver se eu acho um descolorante aqui no apartamento. Pelo que eu saiba, não tem nenhuma farmácia aberta às três da manhã em Lima.
A latina saiu do banheiro, deixando Quinn sozinha. Era estranho voltar a Lima. Sentia-se em casa quando estava lá, mas dessa vez, também sentia-se estranha ao voltar para a cidade, pois sabia que Rachel não estaria esperando por ela...
- Fabray – falou a latina, tirando-a do tranze. – Seu descolorante.
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- Finn, pare.
- Mas, amor...
- Sem essa de amor, Finn! Não tem mais nada entre nós, esqueça!
A garota deixou o mais alto falando sozinha e dirigiu-se para a sua próxima aula. E foi então que a viu.
- Rachel...
- Quinn – a morena fitou-a. – O que você fez com o seu cabelo?
A loira riu.
- Isso não importa agora. Será que podemos conversar?
- Eu... Lucy...
- Por favor.
- Sinto muito. Você quebrou meu coração. Você me quebrou. Eu não estou pronta para fazer isso.
A morena saiu andando, aumentando sua velocidade conforme se afastava do ponto de início. Quando terminou de correr, mais uma vez com os olhos aguados, estava em cima do palco do auditório. Não precisava de banda, nem de plateia. Precisava apenas de um tempo para si.
.
.
It's probably what's best for you
I only want the best for you
And if I'm not the best, then you're stuck
.
I tried to sever ties and I
Ended up with wounds to bind
Like you're pouring salt in my cuts.
And I just ran out of band-ids
I don't even know where to start
'Cause you can't bandage the damage
You never really can fix a heart
.
Even though I know what's wrong
How can I be so sure
If you never say what you feel, feel
.
I must have held your hand so tight
You didn't have the will to fight
I guess you needed more time to heal
.
Baby I just ran out of band-aids
I don't even know where to start
'Cause you can't bandage the damage
You never really can fix a heart
.
You must be a miracle
Walk up, swearin' up and down
You can't fix what's been broken
Please don't give my hopes up, no no
Baby, tell me how could you
Be so cruel
.
It's like you're pouring salt on my cuts
.
Baby, I just ran out of band-aids
I don't even know where to start
'Cause you can't bandage the damage
You never really can fix a heart
.
Baby, I just ran out of band-aids
I don't even know where to start
'Cause you can't bandage the damage
You never really can fix a heart
.
Oh no no no no
You never really can fix a heart
.
Oh no no no no
You never really can fix heart
You never really can fix my heart
.
.
Quinn estava parada no fundo do auditório, apenas observando. Ela ficava impressionada com a maneira em que a morena conseguia se expressar de uma maneira tão impactante por meio de uma simples canção. Aquilo tudo estava doendo nela. Ver a sua Rachel sofrer...
A loira levantou-se e começou a descer em direção ao palco, em direção ao amor de sua vida.
- Rachel – falou baixinho.
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