A Thousand Years
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Notas iniciais
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“Reunião de emergência na minha casa. Agora!”
Foi essa a mensagem que Quinn mandou para Blaine e Santana num sábado de tarde, algumas semanas depois do dias dos namorados. O New Directions tinha ganhado as Regionals e iria, depois de muitos anos, para as Nationals, o que significava ensaios quase todos os dias.
Os dois não demoraram a chegar.
- O que aconteceu de tão urgente, Fabray? – perguntou Santana, sentando-se no sofá.
- Eu preciso da ajuda de vocês.
- Está tudo bem, Lucy? – falou Blaine.
- Não – a loira tirou algumas caixas de papelão de dentro de um armário. – Me ajudem a terminar de empacotar essas coisas.
- Por quê? O que está acontecendo com você, Fabray?
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Rachel acordou tarde naquele dia. Perfeito. Haveria uma festa na Scandals naquela noite e ela e Quinn estavam combinando de irem havia semanas.
“Boa tarde!”, mandou a mensagem para a namorada, levantou-se da cama e foi tomar um banho. Quando saiu, quase meia hora depois, nada de resposta.
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- Eu vou partir essa noite, logo depois que eu deixá-la em casa.
- Você não pode ir sozinha, Lucy...
- É por isso que eu vou com ela, Anderson!
- Obrigada, Santana, mas eu não posso deixar que você largue tudo só para me ajudar.
- Por favor, Fabray... O que eu mais quero é caçá-la...
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- Prometa-me que vai cuidar dela, Blaine. Por favor.
- Por que você simplesmente não fala para ela que você vai viajar por alguns dias?
- Não é tão simples assim... – suspirou. – Eu só quero que prometa a mim que você vai cuidar dela, que não vai deixar que nada de ruim aconteça a ela.
- Eu prometo, Lucy, mas...
- Sem mas – a loira tinha lágrimas nos olhos. – Prometo que vou voltar assim que puder.
- Lucy, mais uma coisa... Só tome cuidado, por favor.
- Eu vou tomar – riu. – Se alguma coisa acontecer comigo, Santana põe toda a Lima Heights atrás de mim!
- Você vai realmente fazer isso, Fabray? Depois de tudo o que vocês passaram?
- Eu preciso, Santana. Vai ter que ser assim.
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- Eu vou ficar te esperando aqui, tá? – falou Santana. – Assim que você chegar, partimos. Eu dirijo.
- Por quê?!
- Porque eu sei que você não vai estar em condições de dirigir...
A loira suspirou, os olhos cheios de lágrimas novamente.
- Olha, Quinn... Esse é realmente o único jeito de fazer isso?
- Não... Mas o outro jeito seria matá-la.
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A campainha soou antes do que Rachel esperava. Não que ela não estivesse pronta, mas queria ter tido um pouco mais de tempo para se arrumar. Desceu as escadas e abriu a porta.
- Oi! – falou a morena.
- Oi...
Quinn entrou na casa e a namorada fechou a porta.
- Tudo bem, Lucy?
- Sim, sim... Tudo ótimo.
Rachel se aproximou da loira para dar um selinho nela, porém no último instante, Quinn virou o rosto, resultando num simples beijo na bochecha.
- Lucy? O que aconteceu?
- Nada... Vamos? – disse, estendendo o braço para a morena.
Rachel segurou nele e saíram.
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A bolsa de Quinn pesava em torno de seu corpo, embora estivesse praticamente vazia. Ela sabia o que pesava tanto, e sabia também que não pesava em seu ombro, mas sim e seu coração. Era a carta. A carta que escrevera dezenas de vezes antes de lacrá-la no envelope.
- Lucy... – disse Rachel, quebrando o silêncio que já durava alguns minutos. – O que está acontecendo? Você não parece estar bem.
- Não é nada, Rach... De verdade.
- Quinn...
A loira parou o carro bruscamente.
- O quê?!
- Eu te conheço. As coisas não estão bem com você. O que foi?
Buzinas começaram a soar atrás delas. Quinn dirigiu até o acostamento e desligou o carro. Trovões começaram a soar no céu escuro.
- Rachel... – a loira começava a acumular lágrimas nos olhos. – Eu... Eu não consigo fazer isso.
- Fazer o que, amor?
- Não me chame de amor! Por favor...
- Lucy...
A loira pegou a carta em sua bolsa e entregou-a para a namorada.
- Só leia. Por favor.
A morena abriu o envelope e começo a ler a carta.
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“Querida Rachel,
Essa já é a 104a vez que eu tento escrever essa carta. Eu nunca consigo terminá-la.
Eu nunca sei como começar, sabe? É estranho... Em setecentos anos, eu nunca imaginei que faria isso.
Eu... Eu preciso que você me esqueça, Rachel. Antes que você me pergunte, sim, eu estou terminando com você. Eu sinceramente achei que você seria feliz comigo, com nós, com tudo isso, mas você não perceber que essa nossa relação só está te fazendo mal...
Então me esqueça. Simplesmente finja que eu nunca apareci na sua vida, que nada aconteceu. Isso vai te fazer bem, Rachel. Só me esqueça. Esqueça de nós... Esqueça de qualquer coisa que tivemos.
Lucy Quinn Fabray.”
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Rachel chorava quando terminou de ler a carta.
- Lucy...
- Não! Rachel, vai te fazer bem. Esqueça de mim.
- Eu não quero! Eu não quero te esquecer, Lucy!
A loira abriu sua bolsa e puxou uma arma de dentro dela. Apontou-a para Rachel.
- Me esqueça, ou eu juro que eu te mato.
Rachel entrou em choque.
- Quinn, abaixe essa arma.
- Não! Eu só quero o seu bem, Rachel! É isso que você não entende! Simplesmente me esqueça!
- Quinn...
- Pare com isso, Rachel! Não torne isso difícil. Levante-se, vá embora e esqueça de mim! Não é tão difícil! Você passou quinze anos sem saber da minha existência, não é difícil!
As mão da loira tremiam e, consequentemente, a arma em suas mãos também.
- Só saia do carro, Rachel. Por favor...
A morena abriu a porta e lentamente desceu do carro. A chuva começava a castigar Lima.
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Quinn tremia por inteira. Lágrimas pesadas escorriam pelo seu rosto. Jogou a arma pela janela, num rio que cortava a região e pegou o celular na bolsa.
“Você pode vir me buscar, San?”
Foram necessários quase cinco minutos para a loira enviar a curta mensagem para Santana.
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A chuva estava tão forte que Rachel foi obrigada a parar em um ponto de ônibus para se proteger. Suas lágrimas se confundiam com a água da chuva.
Seu coração estava completamente quebrado.
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If anyone asks
I'll tell them we both just moved on
When people all stare
I'll pretend that I don't hear them talk
Whenever I see you
I'll swallow my pride
and bite my tongue
Pretend I'm okay with it all
Act like there's nothing wrong
.
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Era estanho como a morena ainda tinha forças para cantar. Cantar para quê, se ninguém a ouvia?
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Is it over yet?
Can I open my eyes?
Is this as hard as it gets?
Is this what it feels like to really cry?
Cry
Cry
.
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Rachel sabia porque cantava. Algumas pessoas choravam para aliviar a alma. A morena cantava.
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If anyone asks
I'll tell them we just grew apart
Yeah what do I care
If they believe me or not
Whenever I feel
Your memory is breaking my heart
I'll pretend I'm okay with it all
Act like there's nothing wrong
.
Is it over yet?
Can I open my eyes?
Is this as hard as it gets?
Is this what it feels like to really cry?
Cry
Cry
.
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Uma buzina foi ouvida ao longe.
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I'm talking in circles
I'm lying, they know it
Why won't this just all go away
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Is it over yet?
Can I open my eyes?
Is this as hard as it gets?
Is this what it feels like to really cry?
Cry
Cry
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- Rachel! – mais uma buzina.
A morena virou-se.
- Blaine? – falou.
- Entre no carro! Eu te levo para casa.
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- Você está pronta, Fabray?
A loira assentiu, os olhos ainda marejados. Santana pisou fundo no acelerador e partiram.
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- Blaine... – perguntou Rachel quando chegaram em sua casa. — Como você sabia que eu estava lá?
- Eu só estava passando de carro, Rach... Eu te vi lá parada no ponto e achei que você estava esperando a chuva passar para continuar seu caminho.
- Bem... Obrigada! – tentou sorrir.
- Quer que eu fique com você?
- Não precisa, obrigada.
- Você vai ficar bem?
- Vou, vou sim...
- Qualquer coisa, me ligue, ok?
A morena assentiu e o garoto foi embora.
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- Blaine já deixou-a em casa.
As palavras de Santana foram, completamente ignoradas pela loira.
- Fabray, você me ouviu?!
- Oi? – disse, voltando à realidade.
- O Anderson já deixou a Rachel em casa.
- Como ela está?
- Ele disse que ela ainda estava abalada, e quis ficar sozinha, mesmo ele insistindo muito.
- Ela é cabeça dura...
A loira olhou para fora. A chuva havia dado uma trégua, mas o tempo combinava perfeitamente com a situação: o céu cinza, a chuva ameaçando cair a qualquer momento...
- Eu já sinto falta dela, San...
- Ah, pare com isso, Fabray! Olha, eu sei que é difícil, mas vai da tudo certo no final, ok? O Blaine vai cuidar dela enquanto estivermos fora. Vai ficar tudo bem...
- É o que eu espero...
Notas finais
Bom, é isso. O que vocês acharam do capítulo? Se eu contar para vocês que eu comecei a chorar no meio da aula por causa desse capítulo, vocês vão acreditar? Não deixem de comentar! Beijos e até sábado.
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