A Thousand Years
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Notas iniciais
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Rachel chegou ao banheiro e trancou-se numa cabine. O que estava acontecendo com ela? Ela se sentia estranha toda vez que estava perto de Quinn Fabray. Era mais que uma atração, mas a loira não parecia o tipo de garota que jogava no mesmo time de Rachel. E ainda tinha o mistério todo sobre Lucy F.! Ela não poderia estar se apaixonando por duas pessoas totalmente diferentes e tã0 inusitadas. Ainda mais tão rápido!
Quinn viu apenas o vulto de Rachel virando no corredor. Merda, o que tinha acontecido?! Estava tudo indo tão bem...
Ela virou no corredor em que vira a morena passar e se deparou com um completo silêncio e vazio. Nenhum sinal de que Rachel havia passado por ali, mas Quinn tinha certeza de que a morena havia virado para aquele lado.
Então, ouviu um som suave.
Rachel abriu a porta da cabine em que estava e andou até a pia. De nada adiantava ficar ali escondida, fingindo que não tinha nada de errado no que havia acontecido, que simplesmente fugir resolveria tudo.
A porta do banheiro se abriu enquanto jogava água em seu rosto.
Quinn mal havia aberto a porta quando viu Rachel parada em frente a pia.
– Rachel, está tudo bem? – perguntou se aproximando.
A morena apenas fez que não com a cabeça.
– Eu posso ajudar de alguma maneira?
Rachel se virou para Quinn, os olhos cheios de lágrimas.
– Não sei, Quinn! Será que você pode me explicar o que está acontecendo na minha cabeça?! Será que você pode me explicar como eu fui me apaixonar por uma garota que eu nunca vi na vida, que apenas deixa cartas dentro do meu armário, me pede para eu encontrá-la numa boate gay e eu vou? Pode me explicar o que eu senti quando ela me beijou? Ou quem sabe o que eu senti quando ela me largou sozinha na pista de dança? – ela chorava. – Ou ainda você poderia me explicar o que é que eu tenho sentido por você? Fazem duas semanas que eu estudo aqui e você tem me deixado louca, Quinn Fabray – ela fez uma pausa. – Quinn Fabray, Lucy F., não seria mais fácil se fossem a mesma pessoa? – riu suavemente. – E por que tudo aconteceu tão rápido? E...
– Quem disse que não somos a mesma pessoa? – disse Quinn baixinho, sabendo que iria se arrepender depois.
– O que disse? – falou Rachel, cortando a si mesma.
– Como era essa Lucy que você tanto fala?
– Eu só a vi uma vez, no clube, mas...
– Tem certeza, Rachel? Às vezes os sonhos nos dizem mais do que pensamos.
– Como você...
– Não tente entender, Rach. Apenas pense nisso.
A loira virou-se e caminhou até a porta lentamente, torcendo para que Rachel entendesse sua mensagem.
O que Quinn estava tentando dizer a ela? Sonhos... Então, um flash veio em sua cabeça. O sonho que tivera no fim de semana, o sonho com Lucy...
– Lucy Fabray – sussurrou para si mesma. – Lucy Quinn Fabray!
Virou-se para o local onde Quinn estava alguns segundos antes, mas ela não estava mais lá.
– Quinn! – gritou, saindo correndo.
A loira sorriu ao ouvir seu nome ecoando pelos corredores do colégio. Virou-se e viu Rachel correndo em sua direção.
– Quinn... – disse a morena quando aproximou-se de Quinn.
– Rachel.
– Lucy. Lucy Quinn Fabray – sussurrou. – Você e Lucy são a mesma pessoa. É você que tem mandado aquelas cartas para mim...
A loira assentiu, o sorriso crescendo em seu rosto.
– Por que eu, Quinn?
– Como assim, por quê?
– Entre todas as garotas nesse colégio, você escolheu a novata. A garota que acabou de se mudar... Em menos de uma semana, Quinn...
– É muito mais do que você imagina, Rachel. Um dia, quem sabe...
– Se eu estiver ao seu lado, você um dia me conta?
– Com certeza – ela sorriu.
Rachel sentia seu coração bater forte em seu peito. O que ela acabara de dizer à loira? Ela só podia estar ficando louca.
– Como te amo? – falou a loira baixinho.
– O que disse? – perguntou a morena distraída.
– Como te amo? Deixa-me contar de quantas maneiras./ Amo-te até ao mais fundo, ao mais amplo e ao mais alto/ que a minha alma pode alcançar/ buscando, para além do visível dos limites/ do Ser e da Graça ideal./ Amo-te até às mais ínfimas necessidades de todos/ os dias à luz do sol e à luz das velas./ Amo-te com liberdade, enquanto os homens lutam pela Justiça;/ Amo-te com pureza, enquanto se afastam da lisonja./ Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas/ e com a fé da minha infância./ Amo-te com um amor que me parecia perdido – quando/ perdi os meus santos – amo-te com o fôlego, os/ sorrisos, as lágrimas de toda a minha vida!/ E, se Deus quiser, amar-te-ei melhor depois da morte.
– O poema... É o mesmo poema de meu sonho...
– Como eu te disse, às vezes os sonhos nos falam mais do que esperamos – ela deu um passo para frente.
Rachel assentiu. Foi sua vez de dar um passo para frente.
– E então? – disse a morena. – Chegamos até aqui e agora, o que acontece?
– Bem, geralmente essa é a hora em que a mocinha e o mocinho percebem que estão apaixonados um pelo outro e se beijam.
– Você é a mocinha?
– Na verdade eu estou mais para o Romeu. Você é a minha Julieta. Assim como na primeira vez.
– Que primeira vez, Quinn? Ou você prefere Lucy?
A loira sorriu.
– Em público, Quinn. Quando estivermos sozinhas, pode me chamar do que quiser.
– E o que te faz pensar que vamos ficar sozinhas um dia?
– Você sempre foi minha, Rachel. Aceite isso.
– Um dia você vai me contar a verdade?
Quinn assentiu.
– Então eu vou acreditar no que você disse.
A loira sorriu e ambas aproximaram-se mais ainda, extinguindo qualquer espaço que houvesse entre elas.
– Vai acreditar se eu disser que te amo? – perguntou Quinn, tirando uma mecha de cabelo do rosto da morena.
– Vou – falou Rachel num suspiro, sentindo a respiração da loira em sua pele.
– Então eu te amo, Rachel Berry...
Rachel sentiu seu corpo arrepiar com as palavras de Quinn. Colocou seus braços atrás do pescoço da mais velha e puxou-o levemente para baixo, ao mesmo tempo em que ficava na ponta de seus pés.
Quinn prendeu suas mão nos quadris de Rachel e levantou-a um pouco, tornando o contato entre seus lábios mais simples. Sorriu momentos antes de seus lábios se tocarem novamente.
Voltaram para a sala do coral algum tempo depois, de mãos entrelaçadas, mas ninguém pareceu reparar na volta das duas.
– Muito bem, acho que foi isso por hoje, certo – disse Mr. Schue, animado. – Todos os duetos foram maravilhosos e eu já tenho algumas ideias de o que teremos que desenvolver para as Sectionals. Eu acho que então, estamos todos liberados...
A mão de Rachel subiu ao ar rapidamente.
– Sim, Rachel...
– Antes de irmos, posso cantar mais uma música? Prometo que não levará mais de cinco minutos.
O professor assentiu e a morena foi para o centro da sala. Falou com o pianista, que assentiu e voltou-se para o grupo.
– Essa é para você – disse, olhando em direção a Quinn.
When I was younger
I saw my daddy cry
And curse at the wind
He broke his own heart
And I watched
As he tried to reassemble it
And my dad swore that
He would never let himself forget
And that was the day that I promised
I'd never sing of love
If it does not exist
But darling,
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
Maybe I know, somewhere
Deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone
Or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance
And up until now
I had sworn to myself that I'm content
With loneliness
Because none of it was ever worth the risk
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
I've got a tight grip on reality
But I can't
Let go of what's in front of me here
I know you're leaving
In the morning, when you wake up
Leave me with some kind of proof it`s not a dream
Ohh...
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
You are the only exception
And I'm on my way to believing
Oh, and I'm on my way to believing
A música acabou e todos tinham perguntas passando por suas cabeças, excetos as duas garotas, que sorriam uma para a outra.
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