A Thousand Years
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Notas iniciais
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- Lucy? – a morena bateu de leve na janela. – Lucy, estás aí?
A janela abriu num rangido, assustando Rachel. A cabeça de Lucy apareceu no local, os cabelos loiros presos com um lenço.
- Rachel, já é noite... É perigoso uma dama ficar vagando pela cidade a essa hora. Mas o que te trazes aqui?
- Eu preciso que tu venhas comigo, Lucy. Por favor.
A loira suspirou.
- Deixe-me colocar uma roupa adequada que iremos.
Lucy voltou para dentro do quarto, deixando a amiga e desejada parada sozinha no meio da madrugada. Rachel olhou para o céu, onde uma Lua Cheia tornava a noite mais iluminada que muitas tardes de verão. Quando voltou a olhar pela janela, pôde ver o corpo de Lucy da maneira em que a menina havia vindo ao mundo, iluminado apenas pela luz da Lua. Era lindo.
A morena sentiu algo estranho vindo de dentro de si, um sentimento diferente, um calor... Não sabia bem o que era, mas sabia o que queria.
- Estou pronta, Rachel – falou, passando seu corpo pela janela. – O que queres?
- Apenas venhas comigo, Lucy. Prometo que não te arrependerás.
A loira suspirou e Rachel segurou em sua mão, causando um leve “choque” que percorreu o corpo de ambas. Foram caminhando juntas, guiadas pelo luar até uma colina um pouco afastada do vilarejo. A morena sentou-se e Lucy repetiu a ação, sentando-se ao lado dela.
- Lucy, lembra-te do que eu disse a ti sobre o baile, dias atrás?
- Sim. Disseste que havia dançado com um cavalheiro loiro de olhos encantadores. Disseste que pensavas que ele seria o homem que mandava os versos a ti.
- Isso, mas descobri algo hoje, Lucy... Não era um cavalheiro, e é esse o motivo de eu estar assim apaixonada. É uma dama, Lucy! Alguém que gosta de moças assim como mim e tu!
- Achas então que existe outra como nós, Rachel? – falou num suspiro.
- Obviamente, Lucy! Não poderia ser tu naquele baile dançando comigo. Ou mesmo mandando aqueles poemas a mim. Tu és quase como uma irmã para mim, Lucy!
- Mas e se este sentimento tornou-se algo a mais, Rachel? Lembra-te do que me disse no dia em que contei a ti que me sentia diferente em relação a moças? – ela não esperou a amiga responder. – Perguntou-me se era por ti que eu estava apaixonada. Disseste que de mim, queria apenas amizade, e eu respeitei isso, tentei reprimir meus sentimentos, mas amor verdadeiro não pode ser contido, Rachel.
- Então tu...
- Sim, – ela cortou a morena. – sou eu quem tem te cortejado nessas últimas semanas. Foi comigo que dançou no baile da máscaras. É por mim que estás apaixonada, Rachel! Embora tentes negar, não adianta, eu...
Rachel não deixou que Lucy terminasse a frase. Colocou suas mãos em torno da face da loira e puxou-a para perto, pousando seus lábios sobre os da menina. A loira surpreendeu-se, de início, mas depois começou a responder ao beijo da morena.
As mãos de Lucy foram para as costas de Rachel, puxando-a para mais perto, fazendo o atrito entre seus corpos se tornar maior. As da morena foram para o cabelo da outra, prendendo-a no lugar e ao mesmo tempo massageando-a.
Separaram-se após algum tempo, desesperadas por um pouco de ar.
- Rachel... – disse Lucy, ainda ofegante.
- Não precisa dizer nada. Apenas deixe acontecer e lembre-se do mais importante. Lembre-se que eu te amo, Lucy Fabray. Amo-te mais que tudo nesse mundo.
Notas finais
Até o próximo!
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