Notas iniciais
Gente, vocês não tem ideia de o quão feliz eu fiquei com todos esses reviews! Vocês fizeram eu postar esse capítulo antes, viu! Mas já vou avisando que não vai ser essa moleza sempre! As postagens devem acontecer semanalmente, aos sábados, ok? Espero que gostem! Esse ainda ficou curto, estou no começo da fic e tentando me adaptar à narração que eu estou fazendo. Os capítulos devem começar a crescer daqui para frente.

01


Rachel sentiu uma estranha sensação ao conversar com aquela garota. Quinn... Quinn Fabray. Aquele sobrenome não lhe era estranho, assim como aqueles olhos verdes, mas não era possível que já se conhecessem! A menina havia acabado de retornar da Nova Zelândia! Cresceu durante boa parte da vida lá!

Ela caminhou sorridente até a sala que a loira havia lhe indicado, porém um aviso na lousa a fez mudar de caminho. O primeiro período seria uma orientação no auditório.

– Maravilha... – sussurrou para si mesma. – Como eles esperam que eu chegue lá?

Virou-se, para tentar localizar o auditório e acabou trombando com alguém, levando-a ao chão.

– Nossa, sinto muito! – disse uma voz masculina.

– Foi culpa minha, não se preocupe – falou juntando suas coisas.

O rapaz estendeu a mão e ajudou-a a se levantar.

– Pare de se culpar... – ele sorriu. – Kurt Hummel.

– Rachel Berry. Você por acaso sabe me dizer onde é o auditório?

O garoto riu e entrelaçou seu braço no da garota, conduzindo-a para o auditório e conversando, tentando fazê-la se sentir mais confortável no ambiente novo da escola.

Chegaram ao local e sentaram-se ao lado de um garoto moreno, que guardava lugar para Kurt. Por sorte, havia mais um disponível. O diretor subiu ao palco e repetiu o mesmo discurso dos anos anteriores. Após mais ou menos meia hora de orientação, Rachel conseguiu achar a loira na plateia, não conseguindo esconder sua felicidade do novo amigo.

– O que foi? – perguntou sorrindo à menina.

– N-nada! – gaguejou, desviando o olhar de Quinn.

– Ai meu Deus! – falou baixinho. – Você estava secando Quinn Fabray?

– Não!! Kurt, não! Eu mal a conheço!

– Mas então você já falou com ela?

– Não, quer dizer... A gente trocou algumas palavras. Somos vizinhas de armário, nada mais. Ela me ajudou a localizar as minhas salas, só isso!

– Você gosta dela! – murmurou para si mesmo. Virou para a morena e disse – Quer uma dica? Quinn adora música. Ela está no Glee Club com a gente. Dê uma passadinha lá depois.

O garoto virou-se para frente, não dando tempo para Rachel responder. A única coisa que sabia era que voltaria a cantar para outras pessoas naquela tarde.



Quinn assistiu apenas a orientação no primeiro período. Depois disso, simplesmente foi para o pequeno apartamento que tinha na cidade. Não conseguia pensar direito sabendo que ela estava por perto.

Jogou o corpo no sofá, cobrindo a cabeça com uma almofada para abafar seus gritos. Não era para isso estar acontecendo!

– Ela não pode estar aqui. Reencarnação não existe! Aquela bruxa vadia me disse, ela não poderia voltar à vida. A alma dela estaria perdida para sempre!

Tinha que dar um jeito de passar por isso. Sim, ela ainda amava a sua Rachel Berry. A Rachel Berry que havia morrido quase 700 anos antes na fogueira, mas aquela menina... Eram muitas semelhanças, ela não podia negar.

– E o que é que eu vou fazer? – falou para si mesma. – Chegar nela e falar: “Oi, lembra de mim? Você é a reencarnação da minha amante/namorada de 700 anos atrás que foi condenada à fogueira por ser gay. Eu ainda te amo depois de todos esse tempo”? Merda de vida.

E a loira passou seu dia assim, deitada no sofá, tentando descobrir como tal coisa seria possível. As palavras da bruxa que a amaldiçoara tantos anos antes continuavam a atormentá-la.

“Você vai amá-la para sempre, Lucy. Mesmo depois de 500 anos, Rachel Berry continuará em sua mente, você nunca se livrará dela, mas ela nunca vai voltar para você. A fogueira é a perdição completa da alma humana, você nunca mais a verá...”

Aquelas palavras que fizeram Quinn passar décadas de sofrimento, tentando lidar com a falta da amada e a imortalidade. Não havia maneira de Rachel Berry ter reencarnado. As semelhanças eram muitas, não havia como se negar, mas deveria ter alguma coisa que comprovasse que aquilo tudo não passasse de meras coincidências idiotas da vida...



Para a tristeza de Rachel, Quinn não apareceu no Glee Club naquela tarde.


Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Eu prometo que vou tentar postar mais um amanhã, se não conseguir, o de domingo é garantido! Ainda está bem no começo, mas já já as coisas vão começar a esquentar...