A Sky full of Stars
5 Capítulo 5.
Notas iniciais
Era um dia normal igual todos, acordei naquela manhã fria e olhei pela janela do meu quarto, observei a neve cair na grama verde e longa fora do meu quarto. Me troquei e subi as escadas, olhei ao redor da casa e percebi que a lareira estava acessa. Segundo minha mãe, essa lareira não era acessa desde meu nascimento, eu sabia que não nevava muito em Atlanta (Georgia), mas eu sentia as vezes um pouco de saudades de Rexburg.
Depois de um tempo, caminhei até a cozinha e me sentei na cadeira preta com uma almofada verde, comecei a comer as panquecas e beber meu chocolate quente enquanto observava minha mãe lavar a louça daquela manhã.
Terminei meu café da manhã e fui até o carro dela na garagem, entrei e esperei minha mãe enquanto mexia no meu celular, um Galaxy s4. Ao chegar lá, entrei na pequena sala e vi que já estava cheia, olhei ao redor e não encontrei Nathan, fiquei quieta por um momento e me sentei em uma cadeira qualquer.
Já tinha se passado muito tempo e nada do Nathan, de novo. Ele já tinha faltado no grupo por duas semanas e eu não podia fazer nada para mudar isso, até que eu tive uma ideia.
No final daquela tarde, eu fui até o Padre William que cuidava do grupo e pedi para ele o número e o endereço do Nathan, eu agradeci ele e fui de táxi até a casa do mesmo. Quando eu cheguei, toquei a campainha e uma mulher com no mínimo 60 anosa atendeu a porta, ela sorriu e eu perguntei sobre o Nathan, fazendo assim, que ela me deixasse entrar.
A Casa era muito bonita: As paredes pintadas em um tom bege com vários quadros, reconheci Nathan em vários deles, sorri ao ver uma foto do garoto com um bebe no colo, a mulher falou para eu ir no segundo andar que Nathan estava lá. Subi as escadas de madeira e encontrei Ele em uma cama com um garoto deitado ao lado dele, Nathan mudou o olhar para a porta e me encarou, sorri de leve, o qual retribuiu.
– Oi... desculpe incomodar. — Falei, mudando o olhar pro menino que tinha, no mínimo, 14 anos.
O garoto abriu um pequeno sorriso e Nathan se levantou da cama, me levando para fora do quarto e me olhando de forma séria, mas amigável.
– Como descobriu meu endereço? — Ele disse de forma preocupada, enquanto fechava a porta.
– O Padre me passou, fiquei preocupada com você e..- Antes que eu pudesse terminar a frase, ele me parou, um pouco feliz.
– Espera! você se preocupou comigo? — Ele falou de forma surpresa, escondendo o sorriso com a mão.
– Um pouco, sei lá... — Falei de forma grosseira, voltando a minha forma normal, ainda olhando pra ele.
Depois de um tempo, voltamos pro quarto, o menino ainda estava deitado na cama com uma péssima aparência, Nathan me apresentou a ele, o nome do menino era Corentin. Segundo Nathan, Corentin tinha deficiência mental por causa de um aborto incerto que a mãe de Nathan fez.
– Oi pequeno... — Falei, sentando na cama perto dele, o menino sorriu e segurou minha mão com força.
Depois de um tempo, comecei a conversar com o Corentin depois que Nathan foi pegar os remédios do menino, ele me disse que estava com pneumonia a quase 3 semanas e precisava ficar de repouso.
Dei um beijo na bochecha de Corentin e desci as escadas, observei Nathan na cozinha e me aproximei calmamente.
– Seu irmão é um menino muito bonito, e forte. — Falei, ele mudou o olhar para mim e sorriu, envergonhado.
– Muito diferente de você. — Falei, olhando pra ele, que mudou o seu olhar envergonhado para um olhar sério, comecei a rir dele e bebi um pouco da água.
[...]
Já tinha passado um certo tempo desde que eu fui até a casa de Nathan, dei um beijo na testa de Corentin e desci as escadas com o Nath, ele abriu a porta de entrada e olhou para mim, de uma forma bem doce.
– Obrigada por vir visitar meu irmão, ele estava muito deprêmido. — Nathan falou enquanto eu saia pela porta, virei meu olhar pra ele e sorri.
– Esta tudo bem, Nathan. Ele é um bom menino. — Falei, sorri e abracei ele carinhosamente.
– Te vejo mais tarde. — Ele sussurrou no meu ouvido, fiz que sim com a cabeça e soltei ele.
Senti uma grande dor de cabeça e meu rosto começou a ficar vermelho e um pouco inchado, minhas pernas começaram a cambalear e cai no chão em um estrondo. Assim que eu percebi, já estava desmaiada e nos braços de Nathan, que segurava minha cintura envolta de seus dedos de forma protetora.
[...]
Quando eu acordei, eu estava em uma sala de hospital e minha cabeça estava enfaixada com um pano, olhei ao meu redor de leve e vi uma menina deitada ao meu lado, ela tinha uma aparência péssima e com uma fita no pulso do hospital igual a minha, mas escrito com uma bela letra: Clarissa.
Depois de um tempo, uma médica entrou na sala e perguntei quem era a menina ao meu lado, a médica disse que a garota era Clarissa White, ela tinha câncer de fígado a quase nove meses e seu estágio era um pouco avançado.
A médica sentou ao meu lado e começou a mexer na minha mão, olhou pra mim e suspirou, mudando seu olhar pro teto.
– Sabe, Erin... a gente fez exames em você e, o seu câncer não esta mais na sua tireoide, por algum motivo... ele foi pro seu cérebro. — Ela disse limpando algumas lágrimas dos seus olhos azuis.
Abaixei minha cabeça e senti as lágrimas quentes escorrer, deitei minha cabeça no travesseiro e fechei os olhos, sentindo as gotas cair no meu lábio e nariz de forma descontrolada.
Depois de um tempo, uma outra médica entrou na sala e sussurrou algo com a Dra. Levally, ela se levantou da cadeira e me olhou, de forma frágil.
– O Sr. Nathan Miller esta na recepção a quase cinco horas te esperando, quer que eu deixe ele entrar? — Ela falou, segurei minha felicidade e fiz que sim com a cabeça, ainda deitada na cama olhando pro teto.
Depois de alguns minutos, Nathan entrou no quarto, ele tinha uma aparência péssima, ele sentou ao meu lado e ficou brincando com meus dedos por um certo tempo. Escutei um barulho e olhei pro lado, vi que Clarissa tinha acordado e estava com o rosto vermelho e lábio inchado, sintomas da quimioterapia.
– Desculpe acordar você. — Falei para a menina, ela suspirou e sorriu um pouco cansada, olhou ao redor e me encarou.
– Esta tudo bem, eu já tinha descansado. Desculpe a falta de educação, me chamo Clarissa. — Ela completou, apresentei eu e Nathan e fiquei conversando com ela sobre a quimioterapia por um tempo.
Clarissa tinha uma aparência angelical e frágil, era muito fofa e tinha longos cabelos louros e algumas sardas no rosto, pela forma que ela agia, ela parecia ser bem tímida, mas de uma maneira boa.
[...]
Naquela noite, eu não conseguia dormir direito, minhas dores de cabeça tinha voltado e eu sentia náuseas, minha cabeça doía, então, apertei o grande botão preto encima da cama. Uma médica entrou na sala e pegou em uma prateleira um remédio com uma escrita legível: Procarbazina. Ela abriu a tampa e colocou em uma colher, fazendo eu beber.
Minutos depois, comecei a sentir uma grande ansea de vômito, minha cabeça começou a doer mais do que antes e senti meu corpo leve e tonto, acabei desmaiando tempo depois.
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