A Sky full of Stars
6 Capítulo 6.
Notas iniciais
Naquela manhã, estava tudo ruim o suficiente. Voltei a fazer a quimioterapia e sentia como se minha cabeça latejasse, parecia que tinha várias pedras pesadas em meus pulmões e minha pele parecia que ia sair a qualquer hora. Por incrível que pareça, eu nunca conseguia aguentar a quimioterapia, ela me deixava péssima, e meu cabelo não cai desde os meus treze anos.
Quando eu percebi, eu já estava chorando, estava em uma cadeira e minha mãe estava em outra sala me esperando, eu me sentia agoniada, a mesma maneira que eu me sentia na minha primeira quimioterapia.
– Vai ficar tudo bem, Erin. — Uma médica disse enquanto mexia em meus cabelos loiros que caia abaixo da minha orelha, confirmei com a cabeça e deixei as lágrimas caírem.
Depois de algum tempo, me levaram novamente pro meu quarto, deitei na minha cama e observei Clarissa mexer em uma bolsa, decidi ficar quieta e observei um quadro na parede ao lado da porta.
– Como foi na quimioterapia? — Clarissa perguntou um tempo depois, virei meu olhar pra ela e suspirei fundo.
– Péssima, como sempre. — Falei, mexi no meu cabelo com cuidado e deixei a dor passar.
– Eu te entendo, eu também não consigo me acostumar com a quimioterapia. — Clarissa falou, se virando para mim, ela encarou meu rosto e suspirou fundo.
Deitei minha cabeça no travesseiro, e quando percebi, Clarissa já tinha saído da sala, suspirei fundo e fiquei observando o teto. Até que, alguém entrou na sala, ela estava com uma mochila de couro preta no ombro e seu rosto estava um pouco desgastado, era a Margo.
– Meu deus! Erin, você esta péssima. — Margo falou, ela me observava pelos cantos dos olhos.
– Obrigada pelo apoio. — Falei ironicamente, ela sentou em uma cadeira próxima da cama e começou a brincar com meus dedos.
Tinha passado um certo tempo desde que Clarissa tinha ido para a quimioterapia dela, quando eu percebi, ela já tinha voltado e estava bem calma, mas seu rosto ainda estava um pouco roxo.
Margo olhou pra Clarissa e sorriu amigavelmente, Clarissa retribuiu e as duas começaram a me observar.
– Sabe... hoje o Nathan Miller vai dar uma festa hoje. Querem ir comigo? — Margo falou um tempo depois, arregalei meus olhos e confirmei com a cabeça, voltando o olhar pra Clarissa que estava com impressão que tinha aceitado.
[...]
Naquela noite, eu já tinha voltado para casa e Clarissa e Margo estavam me fazendo companhia, a gente ia se arrumar para a festa do Nathan. Me olhei no grande espelho que dava para ver meu corpo inteiro do lado do guarda-roupa, observei que meu rosto parecia de u esquilo e bufei, me virando para Clarissa e Margo.
– Preciso de ajuda, não sei o que vestir. — Falei, Margo suspirou fundo e Clarissa caminhou até o guarda-roupa, pegando algumas roupas e jogando na cama.
– Ei... — Tentei protestar, suspirei fundo ao perceber que seria em vão e me sentei na penteadeira no canto do quarto.
Clarissa caminhou até a cadeira que eu estava sentada e ficou atrás de mim, pegou um pente e começou a pentear levemente meu cabelo, pegou uma piranha em uma gaveta e prendeu meu cabelo em um coque perfeito.
– Eu estou... linda. — Sorri e olhei para Margo, que confirmou com a cabeça, Clarissa pegou um batom e passou nos meu lábios com cuidado.
– Vem... eu vou te arrumar. — Clarissa fez eu me levantar e me levou até a cama, pegou o vestido que tinha escolhido e me entregou.
– Vista, você vai ficar maravilhosa. — Clarissa falou, eu sorri e tirei minha roupa do hospital, colocando levemente o vestido que Clarissa me entregou.
Já tinha passado um tempo desde que Clarissa e Margo estavam na minha casa me ajudando a me preparar pro baile, peguei uma sapatilha no armário e coloquei com cuidado, caminhei até o espelho e sorri ao ver meu reflexo.
[...]
Margo e Clarissa já estavam preparadas, Margo usava um vestido preto com gola branco e Clarissa um vestido verde claro com cinza, eu estava com um vestido curto azul.
– Vamos? A festa nos espera... — Clarissa falou enquanto pegava sua pequena bolsa encima da minha cama, confirmei e subimos as escadas e parei na sala.
Observei se tinha alguém na casa e vi que não tinha, peguei minha bolsa no sofá e Margo segurava a chave do carro dela, sorri e saímos da minha casa, caminhando até o porsche preto dela.
– Vai ser uma noite em tanto. — Comentei, elas riram um pouco e todas entraram no carro, Margo ligou o carro e começou a dirigir pela cidade.
Passou quase cinquenta minutos desde que saímos da minha casa, Margo chegou em frente de uma grande casa e todas desceram, observei o local e suspirei, caminhando com as meninas até a casa, Margo tocou a campainha e abaixei a cabeça envergonhada.
Quando eu ergui a cabeça novamente, eu vi Nathan na porta, bufei e abri um pequeno sorriso de lado, ele retribuiu o sorriso e deu espaço pra gente entrar. Ele agarrou meu pulso e me virou, encarei seus olhos e corei um pouco.
– Que bom que você venho na minha festa. — Ele sussurrou no meu ouvido, senti minhas pernas cambalearem e me soltei, caminhando com a Margo e Clarissa até um sofá.
– Aqui esta bem bonito... — Comentei entediada, me levantei e caminhei até as bebidas, peguei um refrigerante e me encostei no balcão, dando um longo gole da bebida.
Vi Nathan sentar ao meu lado e continuei bebendo, tinha muita gente na festa, a maioria estava dançando e os outros conversando ou bebendo.
– Você quer dançar? — Uma menina perguntou pro Nathan, era uma menina da comunidade de apoio para crianças com câncer, pelo que eu sabia, ela tinha câncer de pulmão a quase dois anos.
Nathan me encarou mas preferi ficar quieta, ele mudou seu olhar para a menina e sorriu pra ela, ele se levantou e caminhou com a garota até o centro da pista, começando a dançar uma música bem agitada.
Quando eu percebi, a menina já tinha agarrado Nathan, eles se beijavam loucamente enquanto dançavam, percebi que ele retribuiu e me caminhei até a porta de entrada, abri a mesma e sai da casa.
– Espera! Eu posso explicar... — Alguém gritou, me virei e meus olhos se encontraram com o do Nathan, bufei e cruzei os braços.
– Explicar oque? eu sou nada sua, Nathan. Achei que você já sabia disso. — Falei por final.
– Não! eu sou seu amigo, eu sei que sou, e você é minha melhor amiga. — Ele falou, peguei as chaves do carro de Margo na minha bolsa e abri o porsche, entrei e puxei a marcha, começando a dirigir.
Olhei para trás e vi Nathan parado no meio-fio me observando, voltei o olhar para a rua e continuei dirigindo.
[...]
Quando eu cheguei em casa, estacionei o carro na garagem e desci, fui até a porta de entrada, entrei e tranquei a mesma, indo pro meu quarto. Ao entrar no meu quarto, vi o meu pijama encima da cama, vesti ele e sentei, peguei meu notebook na gaveta e entrei no skype.
Ao ligar o Skype, vi que Nathan estava online e suspirei, ele me chamou no chat, o qual eu atendi.
* Chat on *
E- O que foi, Nathan?
N- Me desculpa, por favor.
E- Você não precisa de desculpar por nada.
N- Eu sei que eu preciso, você é muito importante para mim.
E- Preciso desligar, tenho exames amanhã.
* Chat OFF *
Ao desligar, fechei o notebook e coloquei embaixo da cama, deitei minha cabeça no travesseiro de penas e fechei os olhos, caindo no sono minutos depois enquanto eu pensava no beijo de Nathan e Beatrice.
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