A Simples Escolha

7 Capítulo 7 - Chaz.


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês. Espero que gostem minhas lindas e boa leitura s2

(...)

Embora meu coração estivesse mais calmo desde quando vi Chaz, ele ainda batia freneticamente e a sensação de felicidade invadia a cada minuto minha razão. Minha vida estava dando certo a partir de agora ou por um breve momento viera uma sorte? Até quatro dias atrás, eu estava pensando com quem eu dividiria minha vida, com quem eu iria ter meus filhos e com quem eu passaria o resto da minha vida. Mas agora eu já tinha essa pessoa. Chaz era ela.

Mesmo que possa parecer ou soar estranho, Justin era uma pessoa que eu achava bela e maravilhosa, pois ele realmente era tudo isso. Mas Justin não passava para mim de um paquera. Eu tinha vontade de beijar Justin, de sentir o mesmo perto de mim mais do que o necessário, mas eu sabia que se isso acontecesse não daria mais em nada. Justin era perfeito, mas ele não tinha o meu coração. O meu coração pertencia a Chaz. Sempre fora Chaz.

Limpei minha boca com o guardanapo de pano que estava em meu colo e dei um meio sorriso para Chaz, que estava em frente a minha direção. Desde que viemos almoçar, Chaz não tirara os olhos de mim e toda vez que isso ocorria, minhas bochechas começavam a arder. Minha irmã percebera Chaz me olhar durante o almoço e sempre ela dava um sorriso confortável para mim. Mas não adiantava em nada, minhas bochechas continuavam a arder.

- Então Chalotte, Annie começara semana passada a fazer aulas de piano? – perguntou meu pai, para minha mãe.

Todos na mesa já tinham terminado de almoçar e a digestão estava começando. Meu pai sentado no começo da mesa, ficara o almoço inteiro conversando sobre seus negócios com Felippe. Já minha mãe, acompanhava calada a conversa de meu pai e respondia só o necessário, quando meu pai perguntava algo. Minha irmã ficava sorrindo e trocando olhares comigo em relação à Chaz. John estava sentado ao lado de Chaz, conversando com o mesmo sobre a viajem que Chaz tivera feito. Já vovó Emma, ficara o almoço inteiro passando a mão sobre a toalha de linho branco que tivera bordado nas pontas da mesma.

- Sim. Ela começara as aulas de piano em uma casa de música que abrira agora em Hope. Maddie está a levando. – minha mãe disse calmamente, olhando o semblante perturbador que formava no rosto de meu pai.

- Hope?- perguntou Felippe, quebrando o clima que estava começando a se formar.

Engoli em seco. Sei que meu pai não gosta desse bairro e sei que o mesmo não gosta que falem em Hope. Porque sempre ele lembra de sua infância, quando Hope era um bairro completamente formoso e quando seu pai quase perdera tudo por causa da pequena guerra que começara no mesmo. Memórias que meu querido pai nunca esquecera.

- Sim. Hope. – disse mamãe tomando o resto do vinho branco na taça de cristal e colocando a mesma de volta na mesa.

- Porque a escolha desse bairro? – perguntou meu pai confuso.

Respirei fundo. Percebi que era a minha hora de falar algo ou se não, com certeza sobraria para minha mãe mais tarde. Pena que Maddie não estava aqui nesse momento, pois ela poderia me ajudar em relação a isso. Mas ela fora antes do almoço fazer a sua visita que ocorria todos os sábados para a casa de sua irmã. Teria que ficar hoje só com a ajuda da minha linda irmã Jullie, se ela pudesse ajudar em algo.

- Pai, fora eu que escolhi. – disse calmamente, olhando para os olhos azuis de meu pai. – Não o escolhi propositalmente. O senhor sabe que esse mês todos os professores estão em Paris, se preparando para o concerto de final de ano. E o senhor também sabe que eu amo piano e não poderia ficar mais nenhuma semana sem ter aula, pois não agüentaria. – disse sorrindo de lado e voltando minha atenção aos olhos de meu pai. – Pai, essa moça fora a única professora que eu achara aqui em Londres, livre. A única que fora concertista em Paris. E tu sabes, eu quero ser uma concertista.

Depois que minhas últimas palavras foram ditas, o silêncio se estabeleceu na mesa por um longo período. Meu coração batendo fortemente, dava para ser ouvido por mim. Meu pai estava pensativo, minha mãe bem distante da realidade e o resto das pessoas estavam olhando intensamente para mim, medindo as palavras que eu tivera dito antes.

- Tudo bem querida. Eu compreendo a sua escolha. – disse meu pai quebrando o silêncio mútuo.

Sorri abertamente e olhei para minha mãe que estava sorrindo também.

- Obrigada por entender, meu querido pai. – disse tirando o guardanapo de meu colo e colocando o mesmo em cima da mesa.

- De nada filha. – disse meu pai assentindo e sorrindo de lado. — Felippe, vamos ir para o escritório terminar de conversar sobre os negócios? – perguntou meu pai levantando da mesa e passando a mão em seu terno, provavelmente procurando o charuto de menta que sempre fumava depois do almoço. Meu pai nunca perdera o costume.

- Claro Hudson. – respondeu Felippe se levantando. – Com licença.

Fiquei olhando os dois saírem da mesa e caminhar em direção ao escritório calmamente. Meu pai gostava muito cuidar de seus negócios e agora com a união de Felippe com o mesmo, suas riquezas provavelmente iriam aumentar. Um grande e belo negócio poderia dizer.

Logo depois foi a vez de mamãe, vovó e Jullie pedirem licença para saírem da mesa, e terminar de bordar o vestido do casamento de Jullie. John não ficou para trás e fez a mesma coisa, disse para Chaz que tinha que ir para o seu quarto para poder guardar umas coisas fora do lugar. Mas essa com certeza era uma desculpa pouco inteligente da parte de John, por quem o mesmo estaria indo a praça ver sua amada de vez arrumar suas coisas.

E então da mesa lotada, ficara simplesmente eu e Chaz.

- Chaz, gostaria de me acompanhar até o jardim? – disse me levantando.

Toda vez que terminava de almoçar nos sábados, sempre ia para o jardim. Gostava de ler e ficar olhando as plantas que eu mesma cuidava.

- Claro senhorita Thompson. – respondeu Chaz se levantando e seguindo meus passos ao meu lado, sem tirar seus olhos de mim. Sorri.

Andei por toda a casa e finalmente cheguei ao jardim. O sol fraco e o tempo frio faziam com que as plantas ficassem com um brilho calmo. O cheiro de um tempo que provavelmente mais tarde choveria, não saia de minhas narinas. Comecei a andar pelo jardim, com Chaz ainda ao meu lado. Sorri de lado, gostava da sensação gostosa de ter Chaz ao meu lado me olhando a cada minuto.

- Então Chaz, como fora ficar longe de Lodres? – perguntei continuando a andar pelo jardim. O vento fazia cócegas em minhas bochechas.

- Fora complicado no início senhorita Thompson...

- Pode me chamar de Annie, Chaz. – disse o interrompendo, parando de andar e o olhando firmemente. – E me desculpe de te interromper, por isso. – sorri vergonhosamente.

Chaz abaixou a cabeça rindo e logo me olhou intensamente, causando arrepios em minha espinha.

- Como eu estava dizendo... Fora complicado no início Annie, porque eu sentia muita falta da minha mãe e de meu pai. Sentia falta de Londres, das pessoas, de meus amigos e inclusive de ti. – disse Chaz sorrindo e desviando seu olhar para uma roseira branca.

Chaz sentia falta de mim? Eu pensava que ele nem se lembrasse que eu existisse. Tudo bem que desde pequenos fomos criados quase juntos. Meu pai e o pai de Chaz eram melhores amigos. E sempre que tinha reunião dos dois para tratar de assuntos dos negócios, eu e Chaz brincávamos no quintal junto com Jullie e John. Mas depois que meu pai virou rival de Felippe por causa de um investimento que deu errado, Chaz e eu fomos separados terrivelmente. As únicas vezes que nos víamos, era quando Chaz saía da sua escola e passava pela praça onde eu o ficava esperando. Mas só nos víamos e trocávamos olhares, nada mais.

- Tu sentias falta de mim Chaz? – perguntei continuando a olhá-lo.

— Eu nunca me esqueci de ti Annie. Quando mais novos, fomos melhores amigos, lembra-se? Como poderia esquecer do meu primeiro amor? – Chaz disse me olhando, podia o sentir com vergonha. Provavelmente Chaz nunca dissera para ninguém que eu fui o seu primeiro amor. Nem eu soubera sobre isso.

Posso dizer que fiquei sem reação alguma sobre o que Chaz tivera acabado de dizer. Eu fiquei quieta, sem respirar e meu coração pulou várias batidas. Como tu reagirias se a pessoa que ama desde sempre, dissera que fora seu primeiro amor e que nunca se esquecera de ti? Pode ter a certeza que a tua reação não seria diferente da minha.

Notas finais
Gostaaaaaaram? Será que terá mais alguma história que Annie não sabe em relação a Hope e seu pai? Chaz é um fofo e lindo, não? Awnnnnnnnnnnnnnn, eu quero ele pra mim.
Minhas lindas, espero vocês no próximo capítulo e FANTASMAS, APARECAM CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMBA! Obrigada s2